Acordei, sem vontade, mas acordei,
estava muito sonolenta, meu corpo pesava, mal conseguia me mexer, mas isso era
mais pelo jeito que eu estava do que pelo sono. Tentei me espreguiçar e
levantei com todo o cuidado para não acordar nem Chris nem Justin, o que foi
meio difícil, afinal tirar a minha perna de baixo da do Justin e o braço do Chris
da minha barriga não foi uma tarefa fácil. Olhei no celular e entendi porque o
do meu estado eram ainda meio dia, fui ao banheiro dei uma olhada rápido no
espelho e como eu sou muito esperta, esqueci de tirar a maquiagem, ou seja,
estava tudo borrado, envolta dos meus olhos estavam pretos, meu cabelo estava
bem cacheado, de um modo que a tempo não ficava e um pouco armado.
Saí do quarto com muito cuidado para não fazer
barulho, desci a escada, bocejando e mexendo no cabelo – fazendo com ele
ficasse mais alvoroçado.
- Caitlin? O que você está fazendo
aqui?
- Vim falar com o meu irmão – meio dia
e a primeira pessoa que eu vejo no pé da escada? Caitlin Beadles, ótimo.
- Ele está dormindo.
- Pode acordar ele para mim?
- Não, ele está dormindo. Ele foi
dormir bem tarde, deve estar cansando, quando acordar aviso que você quer falar
com ele.
- Não, preciso falar com ele agora.
- Problema é seu, não vou acordar ele.
- Deixa que eu acordo – ela começou a
subir as escadas, mas eu a impendi fazendo com que ela não passasse do primeiro
degrau.
- Não, você não vai subir, é sério
deixa ele dormir.
- Qual o problema? Por que não posso
subir?
- A casa é minha, não vou deixar você
ir acordar o Chris.
- Mas eu preciso falar com ele!
- Ta, depois você fala!
- Ok! Já que é assim eu vou embora! –
Ela estava com raiva.
- À vontade, a porta é a serventia da
casa.
Ele me
encarou com raiva e saiu. Nem lembrava mais o que fui fazer no andar de baixo.
Subi as escadas, o sono havia voltado assim que parei de discutir com a
Caitlin, abri a porta devagar e a fechei imaginando voltar para a “cama” de
novo. Quando me virei, estava Justin e Chris praticamente abraçados. Não aguentei,
soltei uma gargalhada alta, fazendo-os acordar, quando eles se viram tão
próximos, soltaram um grito e levantaram em um pulo um pouco ofegante, eu escorei
na porta e fui descendo até chegar ao chão.
- Você é doido cara?
- Ah! Para Justin! Você me abraça e eu
que sou o doido da história?
- Eu não te abracei!
- Eu também não te abracei!
- Ah! Parem de discutir! – Me levantei
e corri até os dois pulando no meio deles e me sentando. – Vocês estavam muito
fofos abraçados, por pouco não senti ciúmes – me deitei.
- Ciúmes? – Eles falaram em coro.
- Agora você me paga! – Justin ficou
ajoelhando, debruçado em cima de mim e começou a me fazer cócegas.
- A mim também! – Pronto! Os dois!
Agora Chris e Justin me fazendo cócegas, dois contra uma! Completamente
injusto!
Me debatia no colchão de um lado para o outro
e eles não paravam.
- Chega! Dois contra um é injusto! –
Tentei dizer – Para! – Eles param.
- Parou de zoar a gente? – Chris
perguntou.
- Parei, parei... Pelo menos por
enquanto.
- Olha – os dois ameaçaram me fazer
cócegas de novo.
- Ok Jus, ok! Bom, já que ninguém vai
dormir mais é melhor a gente levantar, certo?
- Ah não! – os dois colocaram um dos
braços na minha frente e me forçaram a deitar de novo, e eles foram juntos.
- Espera! Preciso ir ao banheiro! – Chris
levantou em um pulo e correu para o banheiro.
- Seu amigo, conheço não! – Falei com
o Justin.
- Pode ficar para você, dispenso!
- Credo! – Me virei para ele.
- Mentira, calma, é mentira, não
consigo viver sem essa peste – ele virou para mim, ficamos frente a frente, com
os rostos praticamente colados.
- Caitlin esteve aqui, queria falar
com o Chris, eu que não a deixei subir.
- E o por quê dessa carinha? Pensei
que não tinha nenhum problema com ela.
- Problema tem né e ele tem até nome,
se chama Justin Drew Bieber.
- Mas o que foi?
- Não sei, eu quero que Chris fique
por mais tempo, mas também quero muito que eles vão embora, sei lá, bateu uma
ideia agora que ela pode tirar você de mim.
- Você é o meu amor, você é o meu
coração e ninguém nunca, nunca, nunca, vai nos separar.
- Promete? Tem certeza absoluta disso?
- Prometo e claro que tenho – ele me
olhou com uma cara desconfiada, acho.
- Que foi?
- Achei que você iria dizer algo como:
“Nunca é muito tempo, e você sabe disso”
- Sinceramente? Depois de um tempo
para cá passei a acreditar nisso de nunca, sempre e eterno, apesar de que um
“se” como condição é sempre bem vindo.
- Como assim, um “se” ainda é bem
vindo?
- Não sei dizer – nossos rostos
estavam pertos, testa praticamente colada com testa, podia sentir sua
respiração quente roçar por todo e meu rosto – na maioria das vezes que um
“nunca” e um “sempre” vêm acompanhados de condições, tem mais chances de ser
“eternos” se é que me entende.
- Acho que entendi, mas, neste caso
não tenho condições, não importa o que acontecer, eu vou estar ao seu lado, não
importa a distância, sempre vou estar com você, e antes que peça, eu prometo! –
Sorri e ele retribuiu, aquele sorriso era tudo o que eu mais amava, junto com
aquele olhar, aquelas feições, aquele tudo que ele era.
- Quantas vezes eu já disse que te
amo?
- Não sei, mas custa nada dizer de
novo, não me canso de ouvir você dizer.
- Eu te amo.
- Eu também te amo, mas, por favor,
deixa eu te beijar, isso está me deixando louco.
- Não sei o que você está esperando
para tirar o resto da minha sanidade.
- O resto? Por que “o resto”?
- O que eu tinha de sã, que já não era
muita coisa, está se desgastando desde o dia que eu te conheci. E o que você está
esperando para me beijar? – Ele sorriu de canto de boca, chegou ainda mais
perto do meu rosto, aquilo estava me enlouquecendo cada vez mais, até que seus
lábios encostaram nos meus, o que me restava de sã, já havia sumido.
- Ah! Para! Na minha frente não! –
olhei para o Chris, ele estava parado na frente do banheiro, com as mãos no
rosto e com os dedos abertos na região dos olhos liberando a visão.
- Para Chris! Somos namorados, pior
você que pegou umas cinco na noite passada.
- Ma... – nem deu para ele terminar de
falar, alguém deu três batidinhas de leve na porta.
- Filha, posso entrar?
- Pode mãe – ela abriu devagar a porta
e olhou aquela cena meio assustada: Justin com o braço entorno de mim em um
colchão no chão, Chris parado na frente do banheiro, e nós três encarando ela.
- Oi meninos, não sabia que vocês
estavam aqui – é, isso era de se imaginar. Assustada não, surpresa sim.
- Oi – os dois responderam em coro.
- O almoço está na mesa, espero vocês
lá em baixo tudo bem?
- Ok mãe – fechou a porta e desceu. –
Ela vai colocar uns 10 kg de comida na mesa e mais dois pratos.
- Nossa! Exagerada!
- Exagerada? Eu? Então ta Chris, vamos
ver quando formos descer.
- Mas como eu vou descer? Você por
acaso se lembra da minha roupa? – o olhei de cima a baixo e soltei um risinho
baixo.
- Ninguém mandou você ir trocar de
roupa – Justin disse soltando uma risada baixa.
- Sem trazer outra para se vestir –
completei.
- A qual é? Eu esqueci! Vocês vão me
fazer descer assim?
- Vamos! – Dissemos em coro.
- Ah Chris, mamãe já viu você assim,
depois Justin vai buscar uma roupa para você.
- Vou?
- Vai!
- Quem disse?
- Eu!
- Então ta...
- Justin é pau-mandado da namoradinha!
Justin é pau-mandado na namoradinha! – Chris começou a gritar e a pular pelo
quarto.
- Aí amor, assim você me deixa mal
falado – ele sussurrou no meu ouvido enquanto Chris pulava, gritava, cantava e
dançava pelo quarto.
- Desculpa, prometo que não faço de
novo – sorri e ele me deu um selinho.
- Agora faz ele parar por favor.
- Tudo bem – me sentei no colchão. –
Chris para agora!
- Não sou mandado por você que nem o
Justin.
- Então ta, sai daqui com esse pijama
de tigrinho!
- Ok, já parei.
- Bom, mesmo, agora vamos descer?
- Vamos! – Chris soltou um sorriso
enorme.
- Vou colocar uma blusa e já desço.
- Ok Justin.
Chris e eu saímos do quarto e o deixamos lá, não era a toa que eu estava
louca só de tê-lo ali tão perto de mim, seu corpo próximo ao meu, sua boca
perto da minha, eu podia sentir o tempo inteiro o calor do seu corpo, agora
mais “direto”, pelo fato dele estar dormindo sem camisa, e depois, quando a
minha mãe chegou, eu estar abraçada com ele, sentindo cada vez mais o seu
calor, sentindo nossos corpos ficarem na mesma temperatura, depois de certo
tempo.
Estava tão fissurada nisso que mal notei o
final da escada e como sempre fui estabanada, quase que caí de cara no chão, só
aí acordei do meu “transe” que só ele sabia me fazer entrar.
- Bom dia! – Minha mãe sorriu.
- Bom dia – Christian e eu respondemos
em coro. Olhei bem para mesa e depois olhei para Chris arqueando a sobrancelha,
meio que como um “eu não disse?”.
- Ué, ela já poderia ter colocado antes, não?
- Não! – Sorri.
- Colocado o que? – Minha mãe
perguntou confusa.
- Nada não mãe – nos sentamos um de
frente para o outro.
- Filha, cadê o Justin? – Oh puxa
saco!
Ela se sentou na ponta da mesa.
- Está no quarto, já vai descer – Chris
já iria voar na comida.
- É melhor esperarmos ele então! – Ele
parou com um pedaço de carne já quase na boca, era só fechá-la e já era! Mas
depois me olhou, ri, ele abaixou o carne e colocou na mesa.
- Poxa vida.
- A propósito Chris, amei seu pijama –
ri, minha mãe sabia ser debochada quando queria.
- Obrigado – ele respondeu tímido chegou a
ficar vermelho.
- Desculpa a demora – Justin apareceu
na porta e sorriu meio tímido com um dos braços levantados e a mão segurando a
nuca.
- Tudo bem, sente-se – minha mãe
disse.
Eu sorria que nem boba, nem sabia o porquê, ou
melhor, sabia sim, o porquê era o Justin.
Chris soltava umas risadinhas baixas, por
causa da minha expressão com certeza.
- Oi – ele disse sentando-se ao meu
lado.
- Oi – o recebi com um selinho e Chris
ainda me olhava com um sorrisinho debochado e soltando risadinhas, olhei para
ele como se estivesse brava.
- Ok, ok, parei, não me olha assim! –
ele disse. A minha mãe me olhou, olhou para o Chris, pude perceber que ela não
estava entendendo nada, fato.
Comemos em paz, ou melhor, tentamos comer em
paz se não fosse pelas bobeiras que Chris fazia, sem contar que toda hora que
eu olhava para aquele pijama de tigrinho e lembrava da noite, me dava um ataque
de riso. Contamos para a minha mãe algumas coisas que havia acontecido – só
algumas – no clube rush e porque os meninos tinham dormido aqui.
- Ah! Então era por isso que a Caitlin
veio aqui procurando o Christian – minha mãe comentou.
- Caitlin veio aqui?
- Veio Chris, tinha me esquecido de
falar, ela veio te procurar e queria falar algo com você, me pareceu
importante, mas como você estava dormindo era melhor não te acordar, então ela
foi embora – no caso: “eu achei melhor não te acordar e “expulsei” ela da minha
casa”. Ele entendeu isso, tenho certeza.
- Ah! Depois que o Justin for buscar a
minha roupa eu vou lá.
- Quer dizer que você não tem outra
roupa aqui Christian? – a minha mãe perguntou.
- Não – falou sem graça e ela soltou
uma risadinha baixa, tentando disfarçar para não o deixar mais constrangido, o
que não funcionou muito, já que ele ficou bem vermelhinho.
- Bom, vou lá buscar a roupa para o
tigrinho – Chris ficou ainda mais vermelho. Ri baixinho e sorri debochada, ele
mostrou a língua para mim. – Já volto.
- Ok – respondi.
Justin correu, só pude ouvir o barulho da
porta batendo. Chris devorava a comida, comia de tudo um pouco! Ou melhor,
devorava de tudo um pouco. Minha mãe o encarava surpresa, de olhos arregalados
e eu ria da situação, sabia que Chris era escandaloso, exagerado e falador, em
tão pouco tempo já me acostumei.---------------------
TA ACABAAAAAAAAAAAAAANDO SÓ MAIS UMA PARTEZINHA E FIM DE CAPITULO NOVE! 10 partes! GENTE! 10 PA-R-TE-S. O_________________________O
Ok, parei.
Ainda to sem o que falar... até sexta ok?
Bezus.
Maaaaais!!
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