sexta-feira, 3 de agosto de 2012

9º Capitulo - Your chance already was, your visit is undesirable. Part 5


Saímos do cinema e eu larguei a mão do Justin, sem dizer nada, e puxei o Chris de forma que ele largasse a mão da Hayley. Fomos para um canto onde ninguém pudesse nos ver e até mesmo nos ouvir.
- Que foi Lua?
- Sua irmã quer acabar comigo né? Por que ela não para com isso?
- Minha irmã tem isso, quando ela quer algo, bate o pé até conseguir. Não é por nada não, nem queria te dizer, mas enquanto tivermos aqui ela vai encher até ter o que quer, ou até irmos embora.
- Que legal! Muito bom! E pelo jeito já começou.
- Como assim?
- Não tem o Luka?
- O que está com Caitlin? – Assenti. – Sim, o que tem ele?
- Ele está fazendo isso para fazer ciúmes na Hayley.
- Na Halle? – Ele gritou surpreso.
- Shi! Fala baixo!
- Desculpa.
- Olha, há muito tempo que ele gosta dela, só que os dois vivem se pegando, brigando e discutindo para lá e para cá. Ele nunca falou com ela e ela nunca quis assumir que gosta dele, porém, pela primeira vez, ele deu uma crise de ciúmes, por sua causa e agora, está com raiva de mim achando que te ajudei de alguma forma.
- Mas você não fez nada.
- Eu sei! Agora convence ele! Cansei de dizer e explicar, mas parece que ele acredita mais na sua irmãzinha, do que na melhor amiga.
- E o que você quer que eu faça?
- Não sei Chris, não, sei.
- Não é melhor falar com a Hayley?
- E eu iria dizer o que? “Halle, Luka gosta de você e está com ciúmes de você com o Chris, então acabou ficando com raiva de mim achando que ajudei vocês” isso? – e ele fez uma cara como se estivesse pensando.
- É.
- Não Christian! Não pode! – Ele me olhou preocupado.
- O que está acontecendo aqui? – Justin chegou atrás de mim, me virei para vê-lo.
- Oi meu amor – o abracei e ele devolveu o abraço, era o que eu precisava, nos braços dele eu me sentia segura, era como se nada mais importasse.
- O que foi minha pequena?
- Minha pequena? – Olhei para ele confusa.
- Exagerei?
- Na verdade foi fofo, mas foi estranho – ele sorriu.
- Dá para parar de melação vocês dois? – Ri.
- Desculpa Chris – falamos em coro.
- Ok! Agora conta para ele Lua.
- Contar o que? – Me perguntou confuso.
- Luka está “contaminado” pela sua ex-namoradinha.
- Hã?
- Ele está fazendo aquilo para fazer ciúmes na Hayley e está com raiva de mim, por achar que ajudei Chris e ela, tudo isso por influência da Caitlin.
- Ela não faria isso por nada – ele encarou o Chris
- Nem olha para mim, a única coisa que eu fiz foi pegar a paixãozinha do Luka – ele levantou os braços como se estivesse se rendendo fazendo com que ríssemos.
- Ela quer acabar comigo Jus, se não for me tirando de você, é acabando com os meus amigos.
- E depois ela quer que eu volte com ela, nosso namoro acabou por causa dessa impossibilidade dela, por causa dessa pirraça e do convencimento.
- Olha a criança que você se livrou! – Eles riram.
- Sou mais você – ele sorriu e eu devolvi o sorriso.
- Agora se vocês não se importarem, é melhor irmos já são bem mais de meia noite.
- Ok Chris! – Disse.
 Saímos dali e nos juntamos com o resto, Karol ia começar a perguntar o que aconteceu, mas a interrompi. Fomos andando para casa nos divertindo, apesar do “probleminha” com o Luka. Chris ficou para trás com a Hayley, eles conversaram deram um selinho, nada mais, depois continuaram conversando e tudo mais, mas sem estar de mãos dadas, às vezes ela – por ser mais alta – passava a mão entorno da nuca dele, às vezes ele passava o braço na cintura dela, mas nada demais, parecia como nós sempre fizemos com Luka, pareciam só... amigos.
 Cada um seguiu o seu caminho, Nat foi com a Karolyne em casa, deixamos Luka e Hayley irem sozinhos e juntos para casa – ninguém mandou eles morarem perto – e fomos para casa direto, dei boa noite para Chris e para Justin, e fui para casa.
 Abri a porta devagar, estava com sono e deveria passar das uma da manhã.
- Pai? – Parei no meio da sala o encarando, há tempo não via meu pai.
- Lua que horas são essa de chegar? Achei que iria ao cinema! – Minha mãe veio toda desesperada.
- Estava. Assistimos às duas últimas sessões, por isso – não parava de encarar meu pai.
- Mas isso não são horas e...
- Mãe! Mãe! Para ok? Não vem dá uma de preocupada, já não basta no dia da festa.
- Phil! Você não fala nada?
- Ih mãe! – Revirei os olhos. – Vou subir para o meu quarto, agora só amanhã. Beijos.
 Subi as escadas sem pressa, à diferença é que dessa vez eram quase duas da madrugada e não da tarde, eu não estava com uma sandália de salto na mão, mas o sono e o cansaço eram um tanto quanto parecidos.
- Phil! Você não vai falar nada! Olha como sua está filha! Isso é porque você...
- Mãe! – agachei na escada deixando ela ver a minha cabeça. – Não coloque a culpa no papai, apesar da ausência, não é culpa dele os seus erros.
- Meus? – Ela me olhou confusa.
- Sim! Não é culpa dele que você não consegue ser uma boa mãe.
 Terminei de subir as escadas, entrei no meu quarto, tirei toda a minha roupa rápido e coloquei o pijama – a minha sorte era que dentro da minha casa é realmente quente – me enrolei na colcha e liguei o notebook. Fiquei olhando as minhas contas, lembrando da época onde eu, não era bem... eu.
 Tive vontade de excluir todos os meus fakes e deixar somente o blog, que era onde eu sempre coloquei meus pensamentos, onde eu podia ser eu sem ser eu – se é que me entende – e isso era bom, porque era movimentado, só porque não sabiam que a “escritora” era... eu!
 Olhei as horas, eram quase três da manhã, há uns instantes tinha ouvido minha mãe gritar algo como “Isso tudo é por sua causa! Nem sabe que sua filha namora! Você fica ausente o tempo inteiro! Por isso ela está assim! Por isso!”. A minha mãe não entende mesmo, eu sempre fui assim com quem devo ser, com ela não devo ser tão respondona e ignorante, afinal ela é minha mãe, mas, ela nunca se importou de fato comigo e agora vem fazendo esse papo de “preocupadinha”? Não acredito nisso, para mim é mais, showzinho.
 Meu pai não respondeu, era a primeira vez que eu ouvi – ou quase – meus pais “brigarem”. Deram uma batida de leve da porta e a abriram devagar, vi um cabelo castanho, um pouco grisalho, olhos claros, pele meio branca...
- Posso entrar?
- Claro, sente-se pai – ele entrou, fechou a porta e se sentou no pé da cama.
- O que houve?
- Onde?
- Aqui.
- Hã? – Ele riu.
- O que está acontecendo aqui nesta casa minha filha? Qual foi desse seu comportamento? Você não é assim.
- Pai, a mamãe nunca se importou muito, você sabe, sempre foi “ignore”, “deixa para lá”, “isso não é importante”, “grande coisa” – tentei imitar a voz dela.
- Eu sei, mas mesmo assim ela é sua mãe – acho que ele falou com o Justin afinal foi o mesmo que ele disse para mim – e tem que respeitá-la, você não a tratava assim antes.
- É, eu sei, mas você sabe como eu sou, melhor até mesmo do que ela. Nem tudo o que vejo e o que é errado eu engulo, esse “showzinho” da mamãe... eu não aguento para sempre.
- Você acha que isso é “showzinho”? – Ele fez as aspas com os dedos. – Ela não pode se preocupar com você de verdade?
- Pode, mas acho que é meio tarde para isso.
- Meio tarde para uma mãe se preocupar com a filha?
- Meio tarde para ele mostrar preocupação comigo, sendo que agora está tudo bem, sendo que, ela nunca se preocupou.
- Talvez ela não achasse que era necessário antes, só agora.
- Antes não era necessário? – Estava incrédula, coloquei meu notebook do meu lado, e me inclinei para frente desencostando da cabeceira. – Pai! Antes, justamente quando a Louise acabou com a minha vida social, me humilhou na frente da escola toda e ela só me dizia: “Ignora”, “isso vai passar”, “ignore”, “ignore”, “ignore”! Não era necessário? Agora que eu estou bem, feliz com meus amigos, estou com o Justin ao meu lado sempre, me apoiando e tudo mais, ela vem querer estar preocupada comigo?
- Pela sua carinha não é só isso né?
- É sim pai.
- Não, não é. Eu te conheço muito bem esqueceu? – Me encostei na cabeceira e desviei o olhar. – Ei, olha aqui para mim – ele fez com que eu o olhasse –, pode me falar – respirei fundo.
- Os professores estão em um curso, então ficaremos duas semanas sem aula e isso serve para a maioria das escolas da província de Toronto e uma das é a escola onde Justin estudava.
- E daí?
- E daí que lá também estudava a ex-namorada dele e ela mais o irmão vieram para cá visitar o Justin.
- É isso o problema? Ela mais o irmão estão te trazendo problemas isso?
- Não! O Chris é muito legal, ele é bobo, me faz ri sempre, realmente é um bom amigo para o Justin e agora para mim também.
- Então o que foi? Ciúmes dela?
- Não pai!
- Conta logo! Já são mais de três e meia da manhã – ri.
- Ela é uma criança, está com raiva porque estou namorando o Justin agora – por mais estranho que pareça, eu me sentia à vontade de falar com o meu pai sobre essas coisas –, ela fica tendo ataque de ciúmes, não me importo com ela, é serio! – Ele me olhou como se não acreditasse. – É verdade!  
- Já que você diz.
- Ah! Para pai!
- Brincadeira, eu acredito, agora continue.
- No cinema, a gente brigou, eu disse que ela não iria tirar o Justin de mim não importa o que fizesse, bom, ela ficou com raiva, saiu no cinema batendo o pé, o Luka foi atrás dela e ela fez a cabeça dele o virando contra mim. Agora Luka está com raiva de mim, achando que eu ajudei o irmão dela, Chris, a ficar com a Hayley. PS: o Luka gosta da Hayley.
- E por isso você está assim?
- E não era para estar? Pai, Luka é meu amigo antes mesmo de você começar a dar a alma para aquilo que você chama de trabalho e olha que isso tem uns bons anos.
- Minha filha, me desculpa pela minha ausência, mas é melhor para nós, faço isso por você e pela sua mãe.
- Eu sei pai, mas você fica dia e noite lá, pensa há quanto tempo a gente não tem um conversa? Tenho que esperar às quatro da matina para falar contigo?
- Minha filha, me desculpa, não queria que fosse assim, mas prometo que isso vai mudar, tudo depende de você.
- Como assim pai?
- Na hora certa eu te conto, agora não é hora.
- É, literalmente – olhei no relógio do notebook, eram quatro da manhã. Ele riu.
- É melhor você ir dormir, me parece cansada.
- E estou, muito.
- Então, boa noite minha princesa.
- Princesa? Pai, tenho 16 anos!
- 15.
- Faço 16 nas férias, considero 16!
- Mas você tem 15 – revirei os olhos – e o Justin têm quantos?
- 16 – ele me olhou – Ok, ele faz 16 no final do ano.
- Duas crianças!
- Pai!
- O que foi?
- Sabia que maturidade não tem muito haver com a idade?
- O que você quer dizer com isso lady?
- Quero dizer que pessoas às vezes até mais velha do que eu não “sabem” namorar, como gente até mais nova, pode ser mais “adultas” do que os próprios adultos. Ser maduro, não tem nada haver com ter 13,14,15 ou 16, 20,30,40 ou 50. A idade física nem sempre tem haver com a idade mental, é aí que entra a maturidade.
- Uau, falou bonito agora. Acho que esse Justin está realmente te fazendo bem.
- Isso é fato, mas você sabe muito bem que...
- Você sempre foi assim, é, sei. Não deixo de ler seu blog por mais longe que estou.
- Uau, você lendo meu blog? Nunca imaginei – riu.
- Você é do tipo, garota madura, tem responsabilidades e sabe respeitá-las, tem outro modo de ver a vida, de ver as coisas e consegue expressar isso nas palavras às vezes. Me salvei bastante e por diversas vezes tive bons momentos para “pensar” depois que lia o que você falava de amor, amizade ou simplesmente coisas sobre a vida.
- Isso é novidade, meu pai tirando influência do meu blog. Interessante.
- É o jeito de estar perto de você e de encarar isso tudo, vendo como você cresce mentalmente, já que não posso estar contigo sempre – sorri, meu pai era o melhor! Eu o amava, ele sempre me fazia sentir bem. – Agora vá dormir que já vai dar cinco horas.
- Cinco horas e você acha que eu vou dormir? Faz me rir!
- Você por mais que seja madura, tem só 15.
- 16.
- Ok, 16 anos, precisa dormir do mesmo jeito.
 Olhei para o notebook que ainda estava do meu lado, aproveitei que meu pai estava em pé na frente da porta e olhei a nova mensagem.
 “Acordada ainda? Acho que somos dois! Bom, o sol está preste a nascer, que tal vê-lo novamente como no último final de semana? Te espero aqui em casa, no jardim intero.
Te amo, JB”
- Não dessa vez – fechei o notebook e dei um pulo da cama. Meu pai ficou me encarando. – Que foi? Preciso me trocar, dá licença?
- Aonde você vai a essa hora da manhã mocinha?
- Aproveitar meus 15 anos, antes que eu faça 16 – sorri. – Xoxo! Sai! Tenho que me arrumar – o empurrei porta a fora.
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To sem mesmo o que falar... Ah, amanhã também tem post ok? Domingo também vai ter... Só não garanto as horas, vou tentar postar lá pelas oito mais ou menos, mas não posso dizer ao certo.
Ok... bezus e até amanhã


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