Faltava cerca de semanas para as férias. Bom?
Não! Ótimo! Megan realmente criou um novo “clã”, o clã das cheerleadears, antes
a Hanna, ex do Nat, fazia parte do “Clã” das Dangerous, mas com essa torção no
tornozelo e com a perda do titulo de chefe das lideres de torcida, o mundo dela
foi abaixo e agora ele está no “clã” do resto. Qual o nome do meu “Clã”? “Quero
viver a minha vida e não me importo com essa disputa de poder, agradeceria se
me deixasse fora disso e odeio vir para esse inferno”, belo nome, não?
Com
essa disputa é a chance da Megan, “bater” a Louise em popularidade. Louise só
faltava vir de biquíni e fazer topless, porque ela já apelou para todos os
tipos de vestidos ou roupas coladas no corpo para dizer que tem mais corpo, mas
não é bem assim que tem sido. Megan ia para escola quase sempre com o uniforme
das cheerleadears e que garoto resiste a uma gostosa – como diria Luka – com
uma roupa de líder de torcida? Bom, nenhum da minha sala, ou melhor, do
colégio, que eu já tenha reparado, resiste. As “coisas” entre elas andam,
“mansas”, mas essa paz entre as duas não dura, a “guerra” já teria “estourado”
sem esse recesso, duas candidatas, um poder.
O resto
das aulas foram um saco, sem exagero, na saída do intervalo Justin e eu saímos
depois da aglomeração e não fomos os últimos a sair. No corredor encontremos
Karol, Luka e Hayley e ficamos falando... nada.
- Lua! – Ouvi alguém me gritar, olhei para
trás e vi Megan me olhando.
- Vão na frente, eu já vou – disse aos quatro.
Todos assentiram e seguiram a caminho do refeitório, já eu fui em direção a
Megan que me olhava no meio do corredor. – Oi?
- Lua desculpa te incomodar, mas...
- Não Megan, tudo bem, fala.
- Queria falar sobre o Justin...
- O Justin? – Ok, agora não estou entendendo
mais nada.
- É! Ele gosta mesmo de você né?
- Gosta, assim como gosto dele... Sabe acho
ele perfeito demais para mim, mas...
- E pelo jeito ele não gosta do Taylor né?
- Não! – Fiz uma cara de “desgosto” e ela
soltou uma risadinha, ou seja, a expressão ficou engraçada.
-
Por que não?
-
É que o Taylor gosta de mim e bom, ele tem medo de me perder para ele.
-
Ah... – ela disse meio, decepcionada? – Uma que não gosta do seu namoro com Justin
é Louise não é mesmo?
-
É, desde que o Jus chegou ela vive ameaçando e dizendo que vai me tirar dele –
revirei os olhos.
-
Pelo jeito você não acredita né?
-
Não mesmo!
-
Garota! Já gostei de você vai ter tanta confiança assim lá longe! – Ri. – Vamos
para o refeitório, estou com fome e depois tenho que ensaiar – assenti e
caminhamos até o mesmo. – Nessa escola as coisas são confusas, não tem como
cada um ser cada um?
-
Não, pior que não. Aqui ou você é ou não é. Se você é uma patricinha, se torna,
por mais que não seja “oficial” uma dangerous, se você é uma nerd, se torna um
aluno completamente excluído, agora se você é normal, você se torna um nada.
Ninguém consegue viver em paz.
-
Principalmente você né?
-
Comigo, as coisas são diferentes – baixei o olhar.
-
Por quê?
-
Louise era minha melhor amiga, agora, somos que nem cão e gato, não vivemos em
paz.
-
Mas por que vocês brigaram?
-
Não sei dizer, sabe... Depois que viemos para o High school, ela mudou comigo, sempre
aprontou as minhas costas e depois me machucou sério.
-
A parada do Erik? – Olhei para ela surpresa, depois baixei o olhar de novo.
-
Já era de imaginar que você sabia, as coisas nessas escolas correm rápido, fofocas.
-
Eu odeio fofocas.
-
Eu também, mas conforme você estuda aqui, aprende a conviver com elas. Assim
como a falsidade.
-
Mal cheguei e já quero que chegue ás férias.
-
Eu também! E você é a líder de torcida, imagina eu? – Nos olhamos.
-
O que foi isso na sua boca?
-
Ah! Isso – a dor veio assim que lembrei, estremeci em resposta, depois toquei
de leve fazendo com que doesse mais um pouco. – Briguei com a Ex do Justin.
-
Que? – Ela me parecia assustada, voltamos à atenção para o que estava na nossa
frente. – Mas por quê?
-
Nesse recesso, um dos melhores amigos do Justin veio para cá, e
consequentemente a irmã dele também veio e ela é a ex-namorada do Justin. Bom,
Caitlin não aceitava o fato de o Justin ter terminado com ela, então não gostou
nadinha dele está namorando comigo e acabou que um dia antes dela ir embora nós
brigamos e fomos além das palavras como das outras vezes.
-
E o que você “fez” nela? Você bateu né?
-
Claro! – Ri. – Ela ficou com um roxo mais concentrado na maça do rosto.
-
Boa Garota! – Rimos.
-
Sabe Megan, Justin é muito importante para mim agora, se ele não tivesse
aparecido na minha vida, não sei o que seria de mim hoje. Claro que eu não era
o tipo de garota viciadas em álcool e drogas e com milhões de problemas
familiares! Deve ter muitas garotas em uma situação pior do que eu estava, mas
depois que ele se mudou para cá, muita coisa mudou e para melhor.
-
Tudo isso por causa da Louise.
-
Não só, mas é...
-
Quer dizer que Justin é seu salvador? – Ri da comparação.
-
É, mais ou menos isso! – Olhou para algum ponto atrás de mim.
-
Bom, Lua, as minhas “amigas” – ela fez as aspas com os dedos – estão me
chamando, gostei de falar com você – ela sorriu e eu também –, até uma próxima.
-
Até! – Foi caminhando até a mesa das cheerleaders, enquanto fui para a minha
mesa de sempre.
-
O que a Megan queria? – Karolyne perguntou se apoiando na mesa, enquanto isso
todos os outros três pares de olhos me encaravam curiosos.
-
Nada não, ela só queria que eu contasse como são as coisas por aqui.
-
E...? – Foi a vez de a Hayley perguntar.
-
E que eu respondi ué.
Peguei meu celular coloquei debaixo na mesa,
escrevi uma SMS para Hayley o mais rápido que a minha coordenação deixava.
“Preciso falar com o Justin... a sós”
Ela sentiu o celular vibrar no bolso da calça
jeans, enquanto eu a encarava nos olhos, fixamente, ela leu a mensagem e me
olhou com uma cara confusa, depois escreveu alguma coisa que não demorou muito
para chegar ate o meu celular.
“Conversar a sós? É algo “grave”?”
Meu celular é escandaloso, assumo, assim que a
mensagem chegou e começou a tocar “Common Denominator” geral olhou para minha
cara, provavelmente corei.
”kk’ não é grave! Fica tranquila, só
quero falar uma coisinha com ele, please my little redhead
*-*”
Estávamos
nos encarando, os outros três também nos encaravam, mas com uma enorme
interrogação na cara, enquanto a gente ficava em completo silêncio trocando
mensagens.
“ok, só porque você me chamou de “minha
ruivinha” *-*”
Ri,
confesso.
-
Gente, to com sede, quem quer refri? – Hayley se levantou.
-
Eu quero! – Karol foi a primeira a se manifestar.
-
Eu também! – Depois Luka.
-
E vocês dois?
-
Eu quero um de uva Halle – disse.
-
Eu quero uma coca cola – olhei para Justin com os olhos semicerrados. – Que
foi?
-
Viciado! – Deu de ombros.
-
Então, Karol vem me ajudar a trazer os refrigerantes – a mesma se levantou. –
Luka, você também!
-
Eu? Por quê?
-
Porque se você não sabe contar somos cinco e Hayley temos apenas quatro mãos! –
isso é porque eles estão namorando.
-
Ah! Traz um empilhado!
-
Luka, agora!
-
Ok to indo – ele revirou os olhos. Que amor! Justin e eu observamos os três se
distanciarem.
-
Que foi? – Ele falou em um tom preocupado.
-
Nada... de grave.
-
Fala, você esta me deixando nervoso já, desde que você começou a trocar SMS com
a Hayley pedindo para eles saírem.
-
Ei! Como você sabe para que era?
-
Eu li! – Ele disse meio tímido.
-
Ou! Quem mandou você ler as minhas conversar SMS?
-
Foi mal! Foi inevitável! Eu já estava ficando nervoso, ou melhor, eu ainda estou
nervoso com esse mistério! – Soltei uma risadinha.
-
Justin, eu só queria dizer que você é muito importante para mim, não sei como
eu estaria hoje se você não tivesse vindo para cá. Não sei como, nem o porquê –
meu olhar era disperso, não tinha um lugar fixo para olhar –, mas você e sua
mãe praticamente fizeram milagre, não só comigo, mas sim com toda a minha
família. Obrigado por me levantar, me mostrar a vida, agora sou mais confiante,
feliz, agora eu tenho uma vida – ele me escutava atenciosamente. – Talvez, eu ainda
não esteja pronta para seguir sozinha, e nem quero, eu te amo e preciso de você
– agora sim meus olhos se encontraram com os dele. Ficamos em silêncios por
alguns longos segundos, até que ele se levantou, o olhei confusa, sem entender
absolutamente nada.
-
Vem – ele me puxou pelo braço, me levantei meio desengonçada e fui caminhando,
ou melhor desequilibrando, por toda a
extensão do corredor.
-
Mas e os refrigerantes? – Perguntei, depois chutei alguma cadeira que tinha no
meio do caminho.
-
Esquece – continuei andando, correndo, desequilibrando, tudo junto, pelo
refeitório enquanto ele me arrastava para algum lugar.
- A onde... – nem deu tempo de terminar de
falar, ele me “lançou” para fora da escola, na parte de trás do colégio que uma
das portas de incêndio do refeitório dava, aposto que a minha cara ficou ainda
mais confusa, eu, de fato, não estava entendendo nada – O que... – me virei
para ele, nem precisei terminar de falar para ele entender o que eu queria
dizer.
-
Lá, estava barulhento e cheio! – Ele deu um sorrisinho malicioso.
-
Justin! – Repreendi. Ele começou a rir e eu não aguentei, ri junto.
Quando
conseguimos parar de rir, ele me puxou para um canto, onde só poderiam nos ver
em um ângulo de visão, e bom, ninguém andava por aqueles lados, ou seja,
estávamos bem escondidos. Ele se escorou na parede e me pegou pela cintura,
chegando meu corpo mais perto do dele.
-
Eu te amo sabia?
-
Sabia! – Nossos rostos estavam muito próximos, não tinha nenhuma distância
entre nossos corpos.
-
E você me ama?
-
Com toda a certeza desse mundo! – A distância entre nossos rostos era cada vez
menor. Inclinei a cabeça para trás enquanto falava e assim que terminei voltei
o rosto, e de repente, não tinha distância entre nós.
O Beijo que no começo era calmo, começou a ser
“apressado”, quente, “feroz”, ele apertava meu corpo contra o dele cada vez
mais, e mais forte. Meus braços estavam envolta do pescoço dele e os dedos de
uma das minhas mãos estavam completamente entrelaçados em seu cabelo liso. Estávamos
na escola e por mais que alguém não fosse muito naquele lado, poderiam ver, mas
que se dane! Não estava me importando com nada até que ouvi o maldito sinal,
fui “obrigada” a parar.
-
Droga! – Só aí lembrei que precisava respirar, nós dois estávamos ofegando.
-
Não me diz que foi o sinal da aula? – Assenti. – Ah não! – Ele encostou a
cabeça na parede com os olhos fechados, mas não soltou a minha cintura, só
“afrouxou” deixando uma pequena distância entre nossos corpos. – Qual é a
próxima aula?
-
Química – ele me olhou e eu revirei os olhos.
-
Essa aula você não assiste – ele sorriu e inverteu nossas posições me escorando
na parede e me beijando de um jeito “quente” novamente.
Quando menos percebi, estávamos nos agarrando
praticamente do mesmo jeito que antes, suas mãos foram parar por dentro da
minha blusa, “apertando” a minha barriga, abaixei meus braços e tirei as mãos
dele de lá, ele soltou uma risadinha, mas ainda sem interromper o beijo.
Praticamente involuntariamente coloquei minhas mãos por debaixo da sua blusa e
fiquei “brincando” com seu abdômen e ele tirou as minhas mãos de lá do mesmo
jeito que fiz. Ele me olhou parando de me beijar enfim.
-
Direitos iguais – sorriu de canto de boca.
-
Seu mau! – Fiz uma carinha triste, ele praticamente deu de ombros e voltou a me
beijar. Agarrava minha cintura cada vez mais forte, eu precisava de ar, o último
“intervalo” não foi o suficiente para recuperar, então coloquei minhas duas
mãos em seu peito com uma tentativa de afastá-lo e respirar.
-
Ar! – Foi o que consegui pedir.
Respirei ainda meio ofegante, ele abaixou a
cabeça e também tentava recuperar o fôlego. Com a respiração um pouco mais
estabilizada, ele apoiou o rosto na curvatura do meu pescoço, sua respiração
quente roçou a minha pele, me fazendo arrepiar, ele riu da minha situação,
aproveitei e também ri. Com a respiração completamente normalizada, não saímos
daquela posição, até que ele começou a beijar meu pescoço e foi subindo até o
meu rosto, aqueles seus lábios quentes na minha pele estavam me fazendo
arrepiar ainda mais. Retornei a sentir varias correntes elétricas pelo meu
corpo e sensações diversas por cada milímetro de mim, meu sistema nervoso
entrou em colapso, todos confusos e nenhum pensamento passava pela minha
cabeça. Quando sua boca enfim chegou a minha, eu já estava em êxtase total.
-
Chega né? – Disse ofegando, de novo. – Vão sentir falta de nós e depois virão
nos procurar, afinal, todos viram você me arrastando para cá.
-
Ah! Agora a culpa é minha? – Ele arqueou a sobrancelha. Detalhe, que ainda
agarrava minha cintura.
-
Sim, é! Você me arrastou para cá!
-
Ah! Para Lua! Você gostou!
-
Quem disse? – Provoquei, sim provoquei, claro, óbvio que eu tinha gostado.
Ele me olhou com uma expressão surpresa, mas
ao mesmo tempo de “Ah é?”, só que o problema é a expressão que sempre vem
depois, a de “vamos ver então”.
Ele voltou a me beijar, no inicio resisti,
bati minha mão em forma de punho em seu peito, num pedido para parar, ao invés
disso ele segurou os meus punhos, no começo fui desviando meus braços, mas ele
os agarrou e encostou com tudo na parede, “prensando” meu corpo entre o dele e
a parede. Desisti de resisti, é, coisa muito difícil assim também. Quando ele
notou que eu não ia “fugir”, soltou meus braços, o provoquei com beijos e mais
beijos intensos e ele socou a parede, colocou as duas mãos fechadas em punho lá,
uma em cada lado da minha cabeça, até que, em um movimento rápido, parei de
beija-lo e saí de perto dele que ficou lá, daquele mesmo jeito, só frustrado. Ri
até que me lembrei das janelas, e que se alguém me ouvisse iria me ver ali,
então voltei para a parte “coberta”, porém do lado oposto do dele que só assim
se mexeu, virou para a minha direção e ficou me encarando enquanto eu ria. Ele
estava com as costas escoradas na parede e o pé se apoiando além da cara de
paisagem. Escorei praticamente todas as minhas costas na parede também
-
Que foi?
-
Você gosta de me provocar né? – Assenti sorrindo.
-
Agora, é melhor irmos, vão sentir a nossa falta – fui até ele e o puxei pela
mão.
-
Droga! Preferia que você ainda fosse “excluída” – parei na hora, não entendi o
que ele quis dizer.
-
Por quê?
-
Porque aí, ninguém sentiria a nossa falta – ele sorriu malicioso, enfim entendi
o que quis dizer.
Antes de abri a porta, me virei para ele e
dei-lhe um tapa no ombro e antes que eu pudesse voltar e abrir a porta, ele me puxou e segurou a
minha cintura me dando um selinho demorado. Abri sorrindo que nem uma besta.
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TAMTAMTATAM Sexta tem post! Isso ultimamente nem tem sido novidade, mas enfim né.
Sexta termino a narração da Lua e semana que vem venho com a do Justin, gente! To ansiosa demais! Own, own! Vou ver se não atraso ok?
Ah não, pera, sexta não vou estar aqui não .hm
Então amanhã eu posto! Amanhã a noite terá post ok?
Ok.
Bezus