quinta-feira, 30 de agosto de 2012

11° Capitulo - You were all the things I thought I knew. Part. 3


Saímos correndo, andando, tropeçando pelo corredor, tentávamos rir baixo, para não atrapalhar as outras aulas, fomos até a sala dos alunos mais novos, aparecemos na janelinha da porta e começamos a fazer caretas, eles riram e nós dois saímos correndo antes que o professor nos pegasse. Passei rápido pelos bebedouros e pelos banheiros, vi um vulto de cabelos lisos dourados que eu podia jurar que era a Louise, mas não me importei, continuei indo em direção à sala fazendo bobeiras pelo corredor. No exato momento que chegamos a porta o sinal da última aula tocou, o professor saiu e ficou nos encarando, por alguns segundos, com uma expressão de “Da próxima eu pego vocês”, fazendo com que, assim que ele saísse de perto da gente, ríssemos.
 Entremos na sala, e todos aqueles pares de olhos nos encararam. Não nos importamos, sentamos a mesa e nos preparamos para mais uma aula chata, a última, por hoje.
Saco! Tédio! Qual outra palavra eu poderia descrever uma aula de geografia? Revisão para a prova, mas se a nota depender da atenção na aula, a minha seria zero. No meio da aula Justin recebeu um papel, que eu não sei da onde saiu, ele também não me mostrou, nem falou nada, ficou sério, completamente sério. Dei de ombros, provavelmente depois ele me contaria, afinal era sério, ele não ficaria com aquela expressão tensa à toa.
 Tédio! Tédio! Tédio! Sinal! Aquela multidão de adolescente saiu na minha frente me deixando completamente desnorteada, estava desligada totalmente e assim estava com todo o corpo lento. Comecei a arrumar as minhas coisas, as do Justin já estavam prontas.
- Amor, eu preciso ir a um lugar antes – ele me deu um selinho –, me espera na saída ok? – Ainda estava sério, me preocupei.
- Tudo bem – assentiu e foi para fora da sala, acompanhei seus passos com o olhar. Não entendi absolutamente nada.
 Terminei de arrumar as minhas coisas e saí da sala, o corredor ainda estava cheio caminhei devagar por entre aqueles adolescentes e saí da escola, me sentando em uma das mesas que tinha no pátio. Hayley e Luka passaram por mim e perguntaram se eu ia para casa, se eu queria ir com eles e etc... respondi que estava esperando Justin, eles deram de ombros e continuaram a seguir o caminho para casa.
 Esperei e esperei, não sei se era ansiedade, ou preocupação, mas poderia jurar que já tinham passado algum bom tempo da última vez que vi Justin, resolvi entrar na escola e procurar por ele. O corredor ainda estava com bastantes alunos, eles ficaram para jogar conversa fora – já que a maioria ficou duas semanas sem se ver – alguns para esperar a hora do ensaio, para o campeonato que aconteceria daqui a algumas semanas, nas férias, outros só por estarem. Fui passando e pedindo licença, até que encontrei Karol no meio do caminho e a perguntei sobre Justin, ela disse que o viu na sala do 2º ano. Nos despedimos e fui até lá, não era muito longe, era a última sala do corredor principal.
- Justinzinho – aquela voz ecoou pela minha cabeça, ela conseguiu fazer uma voz ainda mais enjoada do que já tinha. O que Justin estava fazendo com ela ali?
Me encostei do lado da porta para ouvir, era errado, ok... E daí?
- Mas o que você quer? – Ele mantinha a voz séria.
- Você!
- Impossível! Outra coisa.
- Nada é impossível a não ser que você queira.
- Outra coisa – ele dizia firme.
- Eu quero você! Não quero mais nada.
- Ok – o que? Não Justin! Não! Por que você se rendeu? Afinal o que você está fazendo conversando com ela? Apareci na porta, ele estava de costas para mim. A Louise soltou um gritinho de alegria e pulou no pescoço dele, só aí ela me viu, involuntariamente caiu uma lagrima do meu rosto, quando menos percebi não era só uma, eram várias que saiam sem a minha permissão.
 Louise me viu e sorriu, idiota! Patricinha nojenta! Você me dá repulsa sua pu... não, não vou baixar meu nível ao dela
- Nas não pense que – solucei, alto e forte, ele se virou e me viu parada chorando, droga de choro! – Lua...
- Continue – disse firme – não se incomode comigo, afinal eu já estava de saída.
- Lua – corri, tirei velocidade de onde não tinha, esbarrei em algumas pessoas e ouvi elas xingarem e me mandarem olhar por onde ando, mas não me importei. Ouvi também alguma me gritando, ele me gritando, para ser mais exata, o que me fez querer correr mais e mais. Chegando perto da porta ele me alcançou e me segurou pelo braço me obrigando a parar – Ou! Para de correr.
- Para que? Me diz?
- Eu quero explicar! Não precisa chorar!
- Não?
- Não...
- É realmente não precisa, não por você – disse já parando de chorar, ou melhor, tentando. Procurei me soltar, mas não consegui muito bem.
- Lua, por favor! Não faz isso comigo, deixa eu te explicar.
- Não Justin! – enfim me soltei – Quer saber? Vai lá! Volta para a sala, Louise está te esperando! – Me virei para sair, já estava na porta.
- Não! – Ele voltou a me segurar.
- Me solta! – Me soltou. – Me esquece Justin! Finge que tudo o que aconteceu nunca existiu! Esquece de tudo o que eu disse para você, esquece dos “nunca”, dos “sempre”, das promessas, esquece de absolutamente tudo, assim como vou fazer – saí sem nem esperar resposta, como sempre fiz, para tudo.
 Ao atravessar a porta da escola, senti minhas pernas bambearem, forcei para não cair, Justin poderia ver e eu não queria isso, mas no último degrau foi inevitável, quase fui com tudo ao chão se alguém não tivesse me segurado.
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Pequeno, eu sei... mas tenho meus motivos! Quero dar uma coisa de suspense? Consegui? Oi? 
Enfim... até segunda... não sei o que falar mais .q
Bezus.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

11° Capitulo - You were all the things I thought I knew. Part. 2


Faltava cerca de semanas para as férias. Bom? Não! Ótimo! Megan realmente criou um novo “clã”, o clã das cheerleadears, antes a Hanna, ex do Nat, fazia parte do “Clã” das Dangerous, mas com essa torção no tornozelo e com a perda do titulo de chefe das lideres de torcida, o mundo dela foi abaixo e agora ele está no “clã” do resto. Qual o nome do meu “Clã”? “Quero viver a minha vida e não me importo com essa disputa de poder, agradeceria se me deixasse fora disso e odeio vir para esse inferno”, belo nome, não?
 Com essa disputa é a chance da Megan, “bater” a Louise em popularidade. Louise só faltava vir de biquíni e fazer topless, porque ela já apelou para todos os tipos de vestidos ou roupas coladas no corpo para dizer que tem mais corpo, mas não é bem assim que tem sido. Megan ia para escola quase sempre com o uniforme das cheerleadears e que garoto resiste a uma gostosa – como diria Luka – com uma roupa de líder de torcida? Bom, nenhum da minha sala, ou melhor, do colégio, que eu já tenha reparado, resiste. As “coisas” entre elas andam, “mansas”, mas essa paz entre as duas não dura, a “guerra” já teria “estourado” sem esse recesso, duas candidatas, um poder.
 O resto das aulas foram um saco, sem exagero, na saída do intervalo Justin e eu saímos depois da aglomeração e não fomos os últimos a sair. No corredor encontremos Karol, Luka e Hayley e ficamos falando... nada.
- Lua! – Ouvi alguém me gritar, olhei para trás e vi Megan me olhando.
- Vão na frente, eu já vou – disse aos quatro. Todos assentiram e seguiram a caminho do refeitório, já eu fui em direção a Megan que me olhava no meio do corredor. – Oi?
- Lua desculpa te incomodar, mas...
- Não Megan, tudo bem, fala.
- Queria falar sobre o Justin...
- O Justin? – Ok, agora não estou entendendo mais nada.
- É! Ele gosta mesmo de você né?
- Gosta, assim como gosto dele... Sabe acho ele perfeito demais para mim, mas...
- E pelo jeito ele não gosta do Taylor né?
- Não! – Fiz uma cara de “desgosto” e ela soltou uma risadinha, ou seja, a expressão ficou engraçada.
- Por que não?
- É que o Taylor gosta de mim e bom, ele tem medo de me perder para ele.
- Ah... – ela disse meio, decepcionada? – Uma que não gosta do seu namoro com Justin é Louise não é mesmo?
- É, desde que o Jus chegou ela vive ameaçando e dizendo que vai me tirar dele – revirei os olhos.
- Pelo jeito você não acredita né?
- Não mesmo!
- Garota! Já gostei de você vai ter tanta confiança assim lá longe! – Ri. – Vamos para o refeitório, estou com fome e depois tenho que ensaiar – assenti e caminhamos até o mesmo. – Nessa escola as coisas são confusas, não tem como cada um ser cada um?
- Não, pior que não. Aqui ou você é ou não é. Se você é uma patricinha, se torna, por mais que não seja “oficial” uma dangerous, se você é uma nerd, se torna um aluno completamente excluído, agora se você é normal, você se torna um nada. Ninguém consegue viver em paz.
- Principalmente você né?
- Comigo, as coisas são diferentes – baixei o olhar.
- Por quê?
- Louise era minha melhor amiga, agora, somos que nem cão e gato, não vivemos em paz.
- Mas por que vocês brigaram?
- Não sei dizer, sabe... Depois que viemos para o High school, ela mudou comigo, sempre aprontou as minhas costas e depois me machucou sério.
- A parada do Erik? – Olhei para ela surpresa, depois baixei o olhar de novo.
- Já era de imaginar que você sabia, as coisas nessas escolas correm rápido, fofocas.
- Eu odeio fofocas.
- Eu também, mas conforme você estuda aqui, aprende a conviver com elas. Assim como a falsidade.
- Mal cheguei e já quero que chegue ás férias.
- Eu também! E você é a líder de torcida, imagina eu? – Nos olhamos.
- O que foi isso na sua boca?
- Ah! Isso – a dor veio assim que lembrei, estremeci em resposta, depois toquei de leve fazendo com que doesse mais um pouco. – Briguei com a Ex do Justin.
- Que? – Ela me parecia assustada, voltamos à atenção para o que estava na nossa frente. – Mas por quê?
- Nesse recesso, um dos melhores amigos do Justin veio para cá, e consequentemente a irmã dele também veio e ela é a ex-namorada do Justin. Bom, Caitlin não aceitava o fato de o Justin ter terminado com ela, então não gostou nadinha dele está namorando comigo e acabou que um dia antes dela ir embora nós brigamos e fomos além das palavras como das outras vezes.
- E o que você “fez” nela? Você bateu né?
- Claro! – Ri. – Ela ficou com um roxo mais concentrado na maça do rosto.
- Boa Garota! – Rimos.
- Sabe Megan, Justin é muito importante para mim agora, se ele não tivesse aparecido na minha vida, não sei o que seria de mim hoje. Claro que eu não era o tipo de garota viciadas em álcool e drogas e com milhões de problemas familiares! Deve ter muitas garotas em uma situação pior do que eu estava, mas depois que ele se mudou para cá, muita coisa mudou e para melhor.
- Tudo isso por causa da Louise.
- Não só, mas é...
- Quer dizer que Justin é seu salvador? – Ri da comparação.
- É, mais ou menos isso! – Olhou para algum ponto atrás de mim.
- Bom, Lua, as minhas “amigas” – ela fez as aspas com os dedos – estão me chamando, gostei de falar com você – ela sorriu e eu também –, até uma próxima.
- Até! – Foi caminhando até a mesa das cheerleaders, enquanto fui para a minha mesa de sempre.
- O que a Megan queria? – Karolyne perguntou se apoiando na mesa, enquanto isso todos os outros três pares de olhos me encaravam curiosos.
- Nada não, ela só queria que eu contasse como são as coisas por aqui.
- E...? – Foi a vez de a Hayley perguntar.
- E que eu respondi ué.
 Peguei meu celular coloquei debaixo na mesa, escrevi uma SMS para Hayley o mais rápido que a minha coordenação deixava.
“Preciso falar com o Justin... a sós”
 Ela sentiu o celular vibrar no bolso da calça jeans, enquanto eu a encarava nos olhos, fixamente, ela leu a mensagem e me olhou com uma cara confusa, depois escreveu alguma coisa que não demorou muito para chegar ate o meu celular.
 “Conversar a sós? É algo “grave”?”
 Meu celular é escandaloso, assumo, assim que a mensagem chegou e começou a tocar “Common Denominator” geral olhou para minha cara, provavelmente corei.
”kk’ não é grave! Fica tranquila, só quero falar uma coisinha com ele, please my little redhead *-*”
Estávamos nos encarando, os outros três também nos encaravam, mas com uma enorme interrogação na cara, enquanto a gente ficava em completo silêncio trocando mensagens.
 “ok, só porque você me chamou de “minha ruivinha” *-*”
Ri, confesso.
- Gente, to com sede, quem quer refri? – Hayley se levantou.
- Eu quero! – Karol foi a primeira a se manifestar.
- Eu também! – Depois Luka.
- E vocês dois?
- Eu quero um de uva Halle – disse.
- Eu quero uma coca cola – olhei para Justin com os olhos semicerrados. – Que foi?
- Viciado! – Deu de ombros.
- Então, Karol vem me ajudar a trazer os refrigerantes – a mesma se levantou. – Luka, você também!
- Eu? Por quê?
- Porque se você não sabe contar somos cinco e Hayley temos apenas quatro mãos! – isso é porque eles estão namorando.
- Ah! Traz um empilhado!
- Luka, agora!
- Ok to indo – ele revirou os olhos. Que amor! Justin e eu observamos os três se distanciarem.
- Que foi? – Ele falou em um tom preocupado.
- Nada... de grave.
- Fala, você esta me deixando nervoso já, desde que você começou a trocar SMS com a Hayley pedindo para eles saírem.
- Ei! Como você sabe para que era?
- Eu li! – Ele disse meio tímido.
- Ou! Quem mandou você ler as minhas conversar SMS?
- Foi mal! Foi inevitável! Eu já estava ficando nervoso, ou melhor, eu ainda estou nervoso com esse mistério! – Soltei uma risadinha.
- Justin, eu só queria dizer que você é muito importante para mim, não sei como eu estaria hoje se você não tivesse vindo para cá. Não sei como, nem o porquê – meu olhar era disperso, não tinha um lugar fixo para olhar –, mas você e sua mãe praticamente fizeram milagre, não só comigo, mas sim com toda a minha família. Obrigado por me levantar, me mostrar a vida, agora sou mais confiante, feliz, agora eu tenho uma vida – ele me escutava atenciosamente. – Talvez, eu ainda não esteja pronta para seguir sozinha, e nem quero, eu te amo e preciso de você – agora sim meus olhos se encontraram com os dele. Ficamos em silêncios por alguns longos segundos, até que ele se levantou, o olhei confusa, sem entender absolutamente nada.
- Vem – ele me puxou pelo braço, me levantei meio desengonçada e fui caminhando, ou melhor desequilibrando, por toda  a extensão do corredor.
- Mas e os refrigerantes? – Perguntei, depois chutei alguma cadeira que tinha no meio do caminho.
- Esquece – continuei andando, correndo, desequilibrando, tudo junto, pelo refeitório enquanto ele me arrastava para algum lugar.
 - A onde... – nem deu tempo de terminar de falar, ele me “lançou” para fora da escola, na parte de trás do colégio que uma das portas de incêndio do refeitório dava, aposto que a minha cara ficou ainda mais confusa, eu, de fato, não estava entendendo nada – O que... – me virei para ele, nem precisei terminar de falar para ele entender o que eu queria dizer.
- Lá, estava barulhento e cheio! – Ele deu um sorrisinho malicioso.
- Justin! – Repreendi. Ele começou a rir e eu não aguentei, ri junto.
  Quando conseguimos parar de rir, ele me puxou para um canto, onde só poderiam nos ver em um ângulo de visão, e bom, ninguém andava por aqueles lados, ou seja, estávamos bem escondidos. Ele se escorou na parede e me pegou pela cintura, chegando meu corpo mais perto do dele.
- Eu te amo sabia?
- Sabia! – Nossos rostos estavam muito próximos, não tinha nenhuma distância entre nossos corpos.
- E você me ama?
- Com toda a certeza desse mundo! – A distância entre nossos rostos era cada vez menor. Inclinei a cabeça para trás enquanto falava e assim que terminei voltei o rosto, e de repente, não tinha distância entre nós.
 O Beijo que no começo era calmo, começou a ser “apressado”, quente, “feroz”, ele apertava meu corpo contra o dele cada vez mais, e mais forte. Meus braços estavam envolta do pescoço dele e os dedos de uma das minhas mãos estavam completamente entrelaçados em seu cabelo liso. Estávamos na escola e por mais que alguém não fosse muito naquele lado, poderiam ver, mas que se dane! Não estava me importando com nada até que ouvi o maldito sinal, fui “obrigada” a parar.
- Droga! – Só aí lembrei que precisava respirar, nós dois estávamos ofegando.
- Não me diz que foi o sinal da aula? – Assenti. – Ah não! – Ele encostou a cabeça na parede com os olhos fechados, mas não soltou a minha cintura, só “afrouxou” deixando uma pequena distância entre nossos corpos. – Qual é a próxima aula?
- Química – ele me olhou e eu revirei os olhos.
- Essa aula você não assiste – ele sorriu e inverteu nossas posições me escorando na parede e me beijando de um jeito “quente” novamente.
 Quando menos percebi, estávamos nos agarrando praticamente do mesmo jeito que antes, suas mãos foram parar por dentro da minha blusa, “apertando” a minha barriga, abaixei meus braços e tirei as mãos dele de lá, ele soltou uma risadinha, mas ainda sem interromper o beijo. Praticamente involuntariamente coloquei minhas mãos por debaixo da sua blusa e fiquei “brincando” com seu abdômen e ele tirou as minhas mãos de lá do mesmo jeito que fiz. Ele me olhou parando de me beijar enfim.
- Direitos iguais – sorriu de canto de boca.
- Seu mau! – Fiz uma carinha triste, ele praticamente deu de ombros e voltou a me beijar. Agarrava minha cintura cada vez mais forte, eu precisava de ar, o último “intervalo” não foi o suficiente para recuperar, então coloquei minhas duas mãos em seu peito com uma tentativa de afastá-lo e respirar.
- Ar! – Foi o que consegui pedir.
 Respirei ainda meio ofegante, ele abaixou a cabeça e também tentava recuperar o fôlego. Com a respiração um pouco mais estabilizada, ele apoiou o rosto na curvatura do meu pescoço, sua respiração quente roçou a minha pele, me fazendo arrepiar, ele riu da minha situação, aproveitei e também ri. Com a respiração completamente normalizada, não saímos daquela posição, até que ele começou a beijar meu pescoço e foi subindo até o meu rosto, aqueles seus lábios quentes na minha pele estavam me fazendo arrepiar ainda mais. Retornei a sentir varias correntes elétricas pelo meu corpo e sensações diversas por cada milímetro de mim, meu sistema nervoso entrou em colapso, todos confusos e nenhum pensamento passava pela minha cabeça. Quando sua boca enfim chegou a minha, eu já estava em êxtase total.
- Chega né? – Disse ofegando, de novo. – Vão sentir falta de nós e depois virão nos procurar, afinal, todos viram você me arrastando para cá.
- Ah! Agora a culpa é minha? – Ele arqueou a sobrancelha. Detalhe, que ainda agarrava minha cintura.
- Sim, é! Você me arrastou para cá!
- Ah! Para Lua! Você gostou!
- Quem disse? – Provoquei, sim provoquei, claro, óbvio que eu tinha gostado.
 Ele me olhou com uma expressão surpresa, mas ao mesmo tempo de “Ah é?”, só que o problema é a expressão que sempre vem depois, a de “vamos ver então”.
 Ele voltou a me beijar, no inicio resisti, bati minha mão em forma de punho em seu peito, num pedido para parar, ao invés disso ele segurou os meus punhos, no começo fui desviando meus braços, mas ele os agarrou e encostou com tudo na parede, “prensando” meu corpo entre o dele e a parede. Desisti de resisti, é, coisa muito difícil assim também. Quando ele notou que eu não ia “fugir”, soltou meus braços, o provoquei com beijos e mais beijos intensos e ele socou a parede, colocou as duas mãos fechadas em punho lá, uma em cada lado da minha cabeça, até que, em um movimento rápido, parei de beija-lo e saí de perto dele que ficou lá, daquele mesmo jeito, só frustrado. Ri até que me lembrei das janelas, e que se alguém me ouvisse iria me ver ali, então voltei para a parte “coberta”, porém do lado oposto do dele que só assim se mexeu, virou para a minha direção e ficou me encarando enquanto eu ria. Ele estava com as costas escoradas na parede e o pé se apoiando além da cara de paisagem. Escorei praticamente todas as minhas costas na parede também
- Que foi?
- Você gosta de me provocar né? – Assenti sorrindo.
- Agora, é melhor irmos, vão sentir a nossa falta – fui até ele e o puxei pela mão.
- Droga! Preferia que você ainda fosse “excluída” – parei na hora, não entendi o que ele quis dizer.
- Por quê?
- Porque aí, ninguém sentiria a nossa falta – ele sorriu malicioso, enfim entendi o que quis dizer.
 Antes de abri a porta, me virei para ele e dei-lhe um tapa no ombro e antes que eu pudesse voltar  e abrir a porta, ele me puxou e segurou a minha cintura me dando um selinho demorado. Abri sorrindo que nem uma besta.
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TAMTAMTATAM Sexta tem post! Isso ultimamente nem tem sido novidade, mas enfim né.
Sexta termino a narração da Lua e semana que vem venho  com a do Justin, gente! To ansiosa demais! Own, own! Vou ver se não atraso ok?
Ah não, pera, sexta não vou estar aqui não .hm
Então amanhã eu posto! Amanhã a noite terá post ok?
Ok.
Bezus

terça-feira, 28 de agosto de 2012

11° Capitulo - You were all the things I thought I knew. Part. 1


Pov's Houston
 Volta às aulas, depois de duas semanas perfeitas – apesar da minha boca ainda doer um pouco e estar avermelhada –, mas o melhor disso tudo é que daqui a algumas semanas estamos de férias por mais ou menos dois meses.
 Tchau Caitlin, oi Louise, é, me livro de um problema e já tenho outro, mas antes que eles possam vir, tenho que voltar para o meu inferno juvenil denominado escola.
 Nem caí da cama e nem quase joguei meu celular longe por ter despertado, inclusive porque eu acordei antes dele despertar e para melhorar, sem sono, ou seja, sem ignorância matinal, tudo porque eu estava ansiosa para voltar para escola. Mas que inferno! O que será que vai mudar depois de duas semanas em casa? Eu respondo: NADA! Mas também tem Karol, Hayley e Luka, não tem muito tempo que os vi, mas mesmo em uma semana já sinto saudades, nem sei como está o namoro deles todos, fiquei com os meus dias completamente preenchidos com o Christian – do que não me arrependi – e agora a minha volta ao normal, isso é bom ou ruim? É, gostaria de saber antes de experimentar.
 Me vesti, peguei a minha bolsa que eu nem tocava há duas semanas, peguei o celular e desci, assim que cheguei na cozinha joguei a minha bolsa em cima da cadeira e parei para arrumar o cabelo. Minha mãe se virou e ficou me encarando. Soltei o cabelo e dei uma ajeitada mais ou menos – é, deveria estar um desastre – ela me analisou de cima a baixo.
- Que foi mãe?
- Você está tão bonita.
- Ih! Deu para ser coruja?
- Deixa de ser chata! – rimos – Eu nunca achei que veria você de bota.
- Ué, nunca tive lugar para usar, por isso que nunca comprei, se a tia Deborah – sim, a mãe do Taylor me deu de presente de aniversário e como as nossas famílias se conheciam há certo tempo, eu chamava os pais deles de tios – não tivesse me dado eu provavelmente não teria comprado – sentei na mesa e tomei um gole do meu suco.
- Falando na Deborah, e o filho dela?
- O Taylor? O que tem ele? – Tomei um gole de suco.
- Ele está bem bonito agora né? – Jorrei todo o suco que estava na minha boca.
- Mãe! Eu estou namorando lembra?
- Eu sei, eu sei, mas é que quando vocês eram pequenos ficavam brincando de namorar.
- O que? Ok, mas isso é passado, agora estou namorando o Jus – meu celular tocou “Common Denominator”, ou seja, mensagem –, eu em, falando assim até parece que não gosta dele.
- Eu sei, mas... – a interrompi assim que terminei de ler a mensagem.
- Mas nada, e chega desse assunto, porque se o Justin ficar sabendo, vai ser difícil de convencer ele de novo que eu sou só dele e que ele nunca irá me perder para o Taylor, afinal, o moleque difícil aquele! Agora deixa eu ir, o Justin está me esperando, beijo – peguei a minha mochila e saí correndo.
- Achei que não iria para escola hoje – Justin gritou do meio da rua assim que saí de casa.
- Bem que eu queria, mas algo maior me manda ir – disse indo até ele e ele vindo até mim.
- O que? A sua força de vontade? – Nos encontramos na calçada da minha casa como sempre.
- Não, a minha mãe – rimos.  
- E aí, preparada para o começo do fim?
- To querendo que isso acabe o mais rápido possível, sair daquele inferno e curti as férias com você! – Sorri e ele devolveu o sorriso.
- Sabe, tem dois meses que eu to aqui. – Assenti. – Aconteceu tanta coisa que em dois meses eu achava pouco tempo. Tipo, foram diversas promessas, você se mostra para mim a garota perfeita.
- Perfeita? Eu? – Ri. – Não sou perfeita e ainda bem que não, imagina que saco eu seria, fazendo tudo certinho? – Fiz uma cara como se tivesse pensando, depois fiz um sinal negativo com a cabeça e uma careta.
 O tempo passava voando ao lado do Justin, acho que uma simples ida a escola nunca foi tão divertida como está sendo desde que ele chegou. Abraços, brincadeiras, risadas, eu estava feliz! Céus! Até que enfim, feliz! A minha vida era uma droga, isso nunca foi mistério para ninguém, vivia para baixo, perdida no meu mundo imaginário e presa dentro do quarto tentando imaginar quando que tudo iria melhorar, ou se talvez ela ia ficar assim para sempre: eu sempre perdida em um mundo virtual, a única vida que eu tinha, meu pai mais fora de casa do que qualquer outra coisa, minha mãe se consumindo no salão e no shopping tentando passar uma imagem de feliz, mesmo que meu pai não estivesse disponível a nenhum segundo para nós duas e eu, ainda grudada no computador, usando um nome falso para ser eu, bela vida, não? Agora? Bom, agora eu e minha mãe estamos tendo um relacionamento melhor, meu pai às vezes chega mais cedo em casa e algumas vezes, saí mais tarde só para me ver acordar e dizer no mínimo um “tchau” e até mesmo “boa aula”. Posso ficar dias sem mexer no computador, afinal, não me faz falta e ainda não tenho mais nenhum fake, minha mãe ainda se consome no salão quase todos os finais de semana e vai direto no shopping – e para ajudar, tenta arrastar junto, mas eu tenho um namorado tão bonzinho que sempre arranja algo para fazermos –, mas agora ela está feliz e não faz isso por uma falsa felicidade.
 Sem menos perceber, Bieber mudou a minha vida e junto com Mallette, fez com que a minha família se “reunisse”, fez com voltássemos a ser feliz, mas como? A partir de quando eles conseguiram isso e como?
- Não importa, nada disso importa agora, temos que seguir em frente sem olhar para o passado – pensei alto.
- Hã?
- Nada não – levantei a cabeça e sorri e ele sorriu também.
 Atravessamos a rua e chegamos à escola, para variar, atrasados, ou seja, mal chegamos e já tivemos que ir correndo para a sala. A não ser que tivesse uma oxigenada na nossa, ou melhor, na minha frente.
- Olha quem está aqui! – Não, estou na china e ainda não voltei! Revirei os olhos. – Temos que terminar aquela conversa do Clube.
- Temos não, tenho nada para falar com você Louise.
- Temos sim, como foi seu recesso? – Hã? – Sabe o meu foi...
- Que se dane o seu feriado como foi, não me importa!
- Nossa, está nervosinha.
- Louise, vai para o inferno, e não precisa voltar não ok?
- É assim que você me trata?
- Me deixa em paz que eu não te trato de jeito nenhum! E é melhor não continuar me enchendo, a não ser que você queira as coisas piores do que já estão – ameacei.
- Não tenho medo de você.
- Pois deveria ter – passei do seu lado, quase colada e fui em direção a minha sala.
- As coisas não vão ficar assim! Você sabe né? – Gritou quando já estávamos longe, não respondi, ignorei.
- Medo? – Justin perguntou baixinho, assim que me alcançou e ficou ao meu lado.
- Nem um pouco – continuei olhando para o nada, séria e antes de entrar na sala, olhei para ele e sorri.
 Que tal? Aulas e mais aulas chatas, professores e mais professores chatos! Isso se chama escola, tirando a parte dos amigos, não tem nada de divertido, não mesmo! E para melhorar, o penúltimo professor me trocou de lugar com a Megan e ela se senta perto de quem? Taylor Fox, sem problemas, para mim, já para Justin, não sei se é tão sem problemas assim, não sei não, sei, para ele tem todo o problema.
- Não – ele segurou meu pulso, quando eu já estava pronta para ir sentar do lado do Taylor.
- Mal – meio que lamentei, ele me soltou, então Megan e eu trocamos de lugar.
- Quanto tempo Lua – Taylor sorriu assim que me sentei.
- Pois é né Tay – cortei.
- Por que você não fala comigo direito? Você vive me cortando.
- Sabe Tay, gosto de você, é verdade, mas, tem o Justin.
- Ah! Mas somos apenas amigos, certo? – Assenti – Apesar de que eu gostaria que fossemos algo a mais.
- Por isso que te corto Taylor. Gosto de você, mas poxa, sei que você gosta de mim e não é do mesmo jeito que gosto de você e o Jus também sabe.
- Desculpa – não falei mais nada, passei a prestar atenção no que o professor falava.
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MIL VEZES DESCULPAS POR TER ATRASADO DE NOVO! Mas é que não consegui revisar a tempo de novo .q 
Enfim... to com preguiça de escrever, aê.
Thaís: Mas aqui ele ainda é o nosso Kidrauhl, fofinho, magrelo e com aquele capacete que chamava de cabelo. Risos. Não reler a TSBM e pensar nele agora.
Enfim, bezus e até quarta... vou ver se posto direitinho, prometo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

10° Capitulo - It's time to say goodbye. Part.5


 Conversamos um pouco no quarto, contei por alto a conversa com Caitlin e depois Chris chegou e conversamos mais um pouco, ela foi embora e me encontrei deitado na cama sem o que fazer de novo, a diferença é que eu não era o único esperando o tédio.
- Ah! Justin, eu sei que a gente tem programa a noite, mas até lá vamos fazer o que?
- Sei lá Chris, to sem ideia.
- Vamos dar uma volta, sei lá, mas não vamos ficar enfurnados nesse quarto até dar à hora – ele fez uma cara de tédio e depois uma cara de suplica.
 É, ele tem razão.
- Ah quer saber? Vamos! – Ele deu um pulo da cama e eu levantei logo em seguida o empurrando, fazendo com que caísse de novo na cama.
- Isso não vale! Você é mais alto do que eu! Só não é mais forte, mas eu não estava preparado – ri.
 Saímos correndo pela casa, na última parte da escada ele pulou nas minhas costas.
- Ei! – Corri até a sala com ele nas costas e depois o lancei no sofá.
- Ai! – Reclamou quando seu corpo bateu no sofá. – Ai, ai, ai – ele virava de um lado para o outro e eu ria da cara dele. – Ah é né? – Se levantou do sofá e pulou em mim me derrubando no chão, começamos a dar leves socos um no outro, brincando de lutinha, como sempre fizemos, ele era um dos meus melhores amigos, senti falta das brincadeiras idiotas e tudo mais. Rolávamos no chão e riamos do nada.
- Agora chega! Você não queria dar uma volta? Anda antes que eu vá para casa da Lua e te abandone aqui com a Caitlin.
- O que tem eu? – Caitlin apareceu na entrada da sala.
- Vamos dar uma volta, quer vir? – Perguntei torcendo para que ela dissesse “não”.
- Melhor não, deixa para uma próxima – ela sorriu.
- Tudo bem! – Isso!
- Então, vamos – Chris se apressou em dizer e levantou do chão quase caindo de novo. Levantei logo em seguida. – Seu eu fosse você ajeitava esse cabelo.
- Te digo o mesmo! – Comecei a ri, estávamos todos bagunçados, cabelo, roupa e etc.
 Saímos de casa, mas nem fomos longe, para ser mais exato, fomos ao outro lado da rua, Lua estava lá mexendo no computador, ficamos conversando até ela precisar entrar e – quase no mesmo instante – Caitlin chamar Chris, sem saída voltamos para casa. Chris e eu ficamos fazendo nada, vendo televisão e zoando um da cara do outro, até que deu a hora de nos arrumar, outra luta! Saímos correndo da sala, uma derrubando o outro, puxei a gola do Chris para trás e passei na sua frente subindo as escadas em disparada, ele correu atrás de mim e acabou que, chegando à porta nós dois nos esprememos querendo entrar primeiro.
- Eu sou visita! Vou primeiro.
- O quarto é meu!
- Tenho que ir tomar banho primeiro.
- Não! Eu tenho! Par ou impa? – Ele assentiu. Demos um passo para trás e ficamos frente a frente – Par!
- Impa – mostramos os números.
- Ganhei! – Corri até o quarto e entrei no banheiro depressa.
 Pouco importa o que aconteceu no cinema a noite, ou melhor muito importa o que aconteceu. A primeira sessão não terminava tarde o suficiente para voltarmos para casa, então ficamos para assistir outro filme e cada um foi fazer alguma coisa assim que Karol comprou os ingressos, sobrou na mesa Lua, eu e Caitlin, mas ela logo se levantou. Ficamos conversando, Lua confessou que não prestou a mínima atenção no filme porque eu estava ali com ela escorada no meu peito, devo confessar – também – que gostei daquilo, sentindo seu perfume bem suave, sentindo o calor do seu corpo sobre o meu – não por completo –, também não prestei atenção, o que me importava é que eu estava ali com ela e nada mais e ninguém mais. A cada segundo com ela são coisas diferentes e especial de algum modo, ela faz meu coração acelerar em um sorriso, sabe me deixar perdido quando me olha nos olhos, me deixa confuso quando age inesperada, surpreso quando ela faz coisas inesperadas – andar de skate, tocar violão, cantar tão bem e etc.. – e claro, me deixa perdidamente louco quando me beija, podia jurar – há um tempo atrás – que garota assim não existia, mas agora eu sei que existe e que ela é minha, só minha!
 Caitlin bancou a estraga prazeres e meio que nos atrapalhou, Lua discutiu com ela – ou vice e versa – e no começo meio que me preocupei, mas me “entorpeci” total quando a Lua simplesmente berrou que me amava apesar de que eu já sabia, sempre é bom ouvir.
 Assistimos o filme e por causa da Caitlin, Lua brigou com Luka, ok, realmente vai ser quase um inferno com essa duas, não duvido nada que em pouco tempo estão se rolando no chão, não digo isso pela Lua e sim pela Caitlin, ela era impossível, sempre foi.
 Voltamos para casa animados e eu não consegui dormi, fiquei mergulhados em pensamentos, pensando em tudo e mais um pouco, retornando com as perguntas que eu havia chegado assim, reavaliando a situação, se tudo o que fiz foi certo, dos meus erros, de como aquela garota me encantou desde que a vi, daquela primeira vez, posso até dizer assim que saí de casa e vi ela no meu primeiro dia aqui, toda tímida, meio misteriosa e sempre muito bonita.
“Fomos para um restaurante perto de casa, a mesa era de quatro pessoas, fiquei de frente para a mãe dela e ela para frente da minha, tempos depois o pai dela apareceu, então eu tive que chega para o lado para ele sentar. Fiquei perto dela, bem próximo mesmo e aquilo me agradava de algum modo, eu não estava prestando atenção em nada que as nossas mães diziam, eu reparava nela, bem discretamente, ela encarava nossas mães ou se não o prato e isso me agoniava, esse silêncio entre nós. Não falamos nada, absolutamente nada, tentei puxar assunto, ela olhou para mim, e olhou, e olhou e enfim respondeu pelo que eu ouvi, ela vai estudar junto comigo – YEAH! Hã? – pelo menos a escola vai ser a mesma.”
Olhei pela janela e a luz do quarto da Lua estava acesa, então mandei uma mensagem para ela pelo computador – isso se chama vicio! Madrugada e ao invés de dormir estava no computador – deixei Chris largado, dormindo, peguei o violão e desci as escadas indo para o jardim interno. Não sei se ela viria, mas não custaria nada esperar, estava sem sono mesmo, e não iria conseguir dormir. Invejei o Chris por ter capotado tão rápido, mas isso não importou quando ela chegou.
   A cada minuto, não, estou sendo exagerado, a cada segundo que eu passava com ela meu mundo se tornava “diferente”, nunca senti nada igual, a cada palavra que eu a ouvia cantar, por mais que não entendesse – ela passou algum tempo no Brasil e aprendeu umas coisas em português, vivendo e aprendendo, literalmente – era como se o mundo todo se desligasse e só existisse nós dois. Quando estamos juntos as coisas são mais simples, não tenho que me esforçar para agradar ninguém, me sinto livre para ser eu mesmo, sem medo de falar alguma besteira, inclusive porque não precisamos falar, é como se um único olhar valesse por todas as palavras do mundo. Eu a amo e ela me ama, é só isso que precisamos saber, o resto é simplesmente resto. Não há nada que me deixa mais feliz do que estar com ela perto de mim, nos meus braços, comigo sempre! Se eu, por algum motivo, ficar sem ela nem sei o que vou fazer, ou como vou fazer, é bem capaz que enlouqueça, ou não, sinceramente não sei, não imagino meu mundo sem ela mais, desde quando a conheci, faz parte do meu mundo, é uma parte extremamente importante dele, do tipo que não pode sair nunca! Do tipo, impossível viver sem, ela simplesmente é o meu coração.  
 No dia seguinte, mais um dia virado, motivo: Club Rush. A amizade repentina entre Chris e Lua entrou em um sério risco, depois de o Chris ter pegado metade das meninas da festa e ainda por cima queria pegar Louise. Ele iria morrer se fizesse isso, eu não precisaria fazer nada, afinal quem iria matar ele era a Lua, não eu. Enquanto Lua pegava algo para nós três bebermos, Chris e eu combinamos de dormir na casa dela, mas ela não sabia que a gente ia lá, queria nem saber o que isso iria dar, mas tentar custa nada.
 Acabamos tendo que voltar para casa a pé, a distância era muita e eram altas horas da madrugada e nós estávamos completamente “acesos”, riamos, brincávamos e atrapalhávamos os outros a dormir, uma mulher chegou a xingar a gente e tacar alguma coisa fazendo com que corrêssemos, mas não fomos muito longe, o fôlego faltou graças as risadas. Depois de mais algum tempo andando, chegamos à casa da Lua, juro que quando falamos que íamos dormir na casa dela, ela iria dizer: “Saiam daqui! Quem disse que vocês vão dormir na minha casa? Vão se catar” ou coisa do tipo, provavelmente mais ignorante, mas ela deixou a gente entrar. Cada um foi para um quarto, Chris e eu pegamos os colchões nos quartos de hospedes e levamos até o quarto dela onde já tinha varias colchas e lençóis jogados em cima da cama dela. Arrumamos os nossos colchões e jogamos o dela no chão, nem pensar que ela iria dormir na cama.
- Cara, eu odeio dormir de jeans.
- Mas vai ter que dormir.
- Ah não! Vou buscar meu pijama!
- Não Chris!
- É rápido! – Ele saiu correndo. Idiota.
- Isso não vai dar certo – revirei os olhos. Não muito tempo depois que Chris saiu, Lua saiu do banheiro, e cara, como ela é linda, não me canso de vê-la nunca! É bobo, mas os melhores momentos da minha vida são quando estou com ela.

(...)
 Depois de dormir junto com ela – ta, com Chris também – e de tudo mais que aconteceu essas semanas, penso que a minha vida não pode ser mais perfeita. Caitlin e Lua até brigaram, nunca fiquei tão assustado que nem ali. Fui buscar o pingente que tinha comprado para dar-lhe, estava era tarde, mas e daí? Quando voltei ela tinha dado um soco na Caitlin e vice e versa. Quando vi Lua sangrando me desesperei, não suportava e ainda não suporto vê-la machucada.

(...)
 As duas semanas passaram rápido e foram as melhores, até que Caitlin não deu mais trabalho, a última foi a briga dela com Lua, mas agora, eles vão embora e tudo vai voltar ao “normal” – ou não.
 Fomos ao aeroporto, levar Chris e Caitlin – e o meu pai, é, ele veio para resolver umas questões de divorcio com a minha mãe, ficamos o dia inteiro andando de um lado para o outro, e eu estava extremamente aborrecido com aquilo e com medo de que as brigas retornassem – e na volta demoramos um pouco para chegar em casa. Depois deixei Lua em casa e bom, estou largado aqui na cama.
  Peguei a caixinha com o pingente que estava na primeira gaveta da cabeceira da e encarei o J com um sorriso, a fechei e tirei meu cordão do pescoço encarando o L que estava nele e depois de um tempo adormeci, agora é volta às aulas, amanhã.
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Esses capítulos estão cada vez maiores ou é impressão minha? Se bem que eles podem estar cada vez mais divididos... ou os dois, enfim.
Desculpa não ter postado ontem, é que eu sempre dou uma lida para tentar diminuir alguns erros, repetição de palavra e tal, e ontem eu ainda não tinha lido o resto dessa parte do Justin e não deu tempo de eu ler para postar ontem mesmo, mas aqui está, sem falta.
Enfim, até segunda com o capitulo 11? Espero até lá já ter lido bastante para dar uma noção de postagem, mas enfim, até segunda.
Bezus.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

10° Capitulo - It's time to say goodbye. Part.4


Pov's Bieber

Ok, dá para acreditar nessas duas últimas semanas? Amanhã faz dois meses que cheguei a Stratford, amanhã também começa as últimas semanas de aula e eu estava em paz com a minha garota favorita.
 Assim que cheguei do aeroporto e deixei Lua em casa, me deitei na cama e tentei lembrar de cada detalhe dessas semanas, desde a chegada dos Beadles, até o caminho de volta para casa, com Lua dormindo no meu colo.
 Anjo, o pingente do colar dela dizia bem, ela parecia um anjinho dormindo, ela era um anjo, o meu anjo.
 Há duas semanas tentei ligar para a Lua para avisar que os Beadles viriam, o que não deu muito certo, fomos interrompidos por diversas vezes e na hora de ir embora o Luka me puxa, para um canto onde não poderíamos esbarrar ainda mais na multidão de adolescentes que saiam desesperados da escola.
- Qual é Luka?
- Desculpa Justin, mas eu precisava falar com você.
- Fala logo então cara! Tenho que ir para casa.
- É que...
- Desenrola Luka! Você me chamou aqui por causa da Hayley, certo? – Ele assentiu. – Mas você deveria falar com a Lua, não comigo, ela que é amiga dela há bastante tempo, então deve saber mais do que eu.
- Não, mas, eu queria saber, queria que...
- Cara, pode contar comigo, mas desenrola, se você não falar eu não posso te ajudar.
- Eu queria saber como eu posso falar para Hayley que gosto dela, queria pedir ela em namoro, mas vai que ela não quer? E se ela me der um fora?
- Ih cara! Vai nessa pilha não, se não é aí que a coisa não rola.
- Mas como eu faço Justin? To ficando louco cara! Não aguento mais!
- Luka, não sei como você pode pedir a Halle em namoro, aconselho ser criativo, não sei, eu, por exemplo, comprei a aliança dela e amarrei em um laço no pescoço de um ursinho, ela gostou bastante, seja criativo só não roube a minha ideia! – Rimos.
- Eu não sei nem como falar com ela.
- Lembra do que a Lua sempre diz? “Um olhar vale mais do que as palavras” e “ palavras são só palavras”, não fale, insinue, demonstre que gosta dela primeiro, depois você diz o que sente para ela.
- Foi isso que você fez?
- Vocês mesmo perceberam que entre Lua e eu rolava algo a mais não é? – Ele assentiu. – Então, eu usei o que mais sei fazer para demonstrar a ela que a amo, compus uma música descrevendo mais ou menos meus sentimentos e cantei para ela, depois a pedi em namoro com outra música. Faz o mesmo.
- Mas não sei compor, muito menos cantar! – Ri, ele estava realmente desesperado.
- Não estou dizendo para você cantar, use o que você sabe fazer de melhor para demonstrar o quanto gosta dela – ele fez uma cara de “Ah”.
- Valeu cara!
 Ele abriu um enorme sorriso, ri disso, depois voltei para casa, sozinho, Lua já tinha ido e eu não estranhei, afinal, fiquei um bom tempo falando com Luka.
  Chegando em casa pensei em descansar e depois ir falar com Lua, só pensei, afinal, mal cheguei em casa e minha mãe praticamente me carregou até o carro para nós irmos buscar os Beadles e o melhor de tudo: esqueci o celular em casa, ou seja, Lua ficaria sem saber de nada. Melhorou bastante.
 Chegando ao aeroporto os dois estavam lá, Christian e Caitlin Beadles e depois que eu a vi, desejei do fundo do meu coração que ela não fosse apaixonada por mim ainda, se não seria duas semanas a aguentando insuportável.
- Justin! – Caitlin pulou em cima de mim e me abraçou. – Senti saudades – ela tentou me beijar virei o rosto. Ela ainda gostava de mim. Complicou.
- É um prazer em vê-la também Caitlin – não, não era.
 Ela me olhou confusa e eu permaneci serio, até separá-la de mim.
- E aí irmão!
- E aí irmãozinho! – Fizemos um toque.
- Ah Justin! Isso de irmãozinho vai pegar mal para mim!
- Então, parei de te chamar assim.
- E aí? Tem muitas gatas por aqui?
- Talvez – rimos.
- Vocês não mudam nunca né?
- Um dia Caitlin, não perca as esperanças – respondi.
- Crianças, vamos para o carro, aposto que vocês estão morrendo de fome – todos assentimos e fomos para o carro.
 Caitlin iria sentar do meu lado, mas puxei Chris para o banco de trás e fechei a porta, praticamente na cara dela. Não sou desse tipo, mas estava assustado, iria dar confusão, eu sei!
- Justin, está acontecendo alguma coisa não esta? – Chris sussurrou para mim, enquanto Caitlin cantava super alto “I’m Yours” do Jason Mraz que estava tocando no rádio.
- Está.
- O que?
- Está acontecendo Caitlin Beadles.
- O que tem a minha irmã? Você gosta dela ainda?
- Não! Aí que está o problema.
- Fala logo Justin.
- Estou namorando.
- Sério? – Ele gritou.
- Shi! Fala baixo.
- Foi mal. Sério? – Murmurei um “Uhum”. – Mas e qual o problema?
- Qual o problema? Faz uma coisa que raramente você faz Chris, raciocina – ele olhou para cima como se pensasse.
- Cara, Caitlin ainda gosta de você.
- É eu percebi, por isso mesmo. Lua não vai...
- Espera aí? Lua? A mesma do telefone?
- É.
- Quero conhecer logo!
- Assim que chegarmos apresento vocês. Aí bom, vamos ver no que vai dar.
  Eu estava ansioso, não sei como a minha garota reagiria à vinda da Caitlin para cá, mas assim que chegamos em casa pedi para ela descer.
 Ela veio, até então em paz e com um micro short – eu não entendo o gosto das garotas por shorts muito curtos – então tirei a blusa de frio e dei para ela amarrar na cintura, a blusa não me faria falta, estava muito quente, só estava usando por preguiça de tirar.
 A apresentei ao Christian, eles se deram bem – como era de imaginar, aquela peste é bem chato, mas todas as garotas se amarram nele, só não sei como – já quando ele apresentou Caitlin ela agarrou a minha cintura e elas passaram a encarar uma a outra, apesar de que Lua ficou mais tranquila do que eu imaginava, ela tentou cumprimentar Caitlin e tudo, mas Caitlin que não gostou muito do fato dela ser a minha namorada.
Chris cortou o assunto e do nada resolvemos ir ao cinema. Quando a Lua disse: “amiga” o próprio se empolgou, então fomos ao jardim interno para ligar para Karol. Não resisti, a segurei pela cintura e segurei seu cabelo de leve, selando nossos lábios, eu precisava daqueles beijos todos os dias, a todo instante, era parecido com um vicio, ou sei lá, acho que o certo é vicio, meu vicio, não suportaria passar mais um dia da minha vida sem aqueles beijos, sem ela.
 Enquanto a Lua ligava para o Luka, fui avisar a minha mãe que ia ao cinema mais a noite, ela fez varias perguntas para enfim deixar, depois subi para o quarto procurando o Chris.
- Cara, está tudo certo, Lua está ligando para um dos amigos dela e só falta ele.
- Ele? – Chris fez uma cara de nojo e eu ri. – Já volto – dei uma olhada pelo quarto pensando no que fazer enquanto Lua ligava para Luka, o que foi em vão, ou seja, não encontrei nada.
 Me joguei na cama vencido, esperando que ela chegasse antes do tédio.
- Parece que a sua namoradinha não é tão santa quanto parece – me levantei, sentando na cama e encarando Caitlin escorada na lateral da porta.
- Lua? Santa? – Ri. – Ela não é a garota mais certa e nem a mais errada do mundo, mas tem o pavio curto ás vezes, o que não é um comportamento de santo.
- Você não entendeu o que eu quis dizer.
- Oh se entendi Caitlin e não ligo – me levantei. – Não vou deixar você acabar com o meu namoro só porque não aceita um simples “não”.
- Mas você não entende! Eu ouvi ela dizer “amor” para algum garoto no telefone e disse ainda “beijo”. Acho que uma garota compromissada que nem ela, não deveria dizer isso a algum garoto a não ser, que o garoto seja o namorado – ela estava parada na minha frente, gesticulando um pouco nervosa.
- Que foi? Agora você tem um manual nas mãos “como ser a namorada perfeita”?
- Eu pelo menos não era assim com você. 
- E nem a Lua é. Caitlin presta atenção, não vou deixar de namorar ela só por que você quer! Eu amo a Lua.
- Mais do que você me amou?
- Sim, bem mais. Eu a amo como já mais amei ninguém! E você está inclusa nesse ninguém. Tente entender Caitlin, eu a amo demais, é algo verdadeiro – ela me olhava triste, eu não queria isso, mas foi preciso, apesar de que, eu acho que não vai adiantar muito, ela é insistente e teimosa.
- Você não sabe o erro que está cometendo!
- Realmente eu não sei, porque não estou cometendo erro nenhum! Estou completamente certo do que estou fazendo, nunca estive tão certo.
 Ela saiu batendo pé e eu não quis saber, ela era meu passado agora e não quero que seja o meu futuro. O meu atual presente – em todos os sentidos que a palavra pode ter – era o que eu queria para toda a vida.
 Lua entrou no quarto um pouco assustada – é, acho que é isso – mas pelo que percebi, ela não ouviu nada, só viu Caitlin batendo o pé pelo corredor em direção ao quarto de hospedes, o mais interessante é que ela não parecia se incomodar com as “criancices” da Caitlin, estava mais tranquila do que eu com a presença da mesma aqui e aposto que ela percebeu isso quando viu a minha cara de furioso por causa do ocorrido. 
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Thais: Ah... então ta .q 
Uma nova semana, mesmo capitulo, nova narração. Na boa, estava com saudades das partes do Bieber, era só eu?
Então, essas partes do Justin não vai ter nada de novo, como notaram, é uma versão resumida de toda a narração da Lua, mas o que aconteceu com ele e como ele viu... obvio né, mas ta .q 
Enfim, acho que só vou postar de novo na quarta mesmo e então só segunda que vem, a segunda parte eu acho que é meio grande, mas nada que dê para dividir e, de qualquer modo, já fiz posts tãao maiores... se estão aguentando até agora, mais umzinho não vai fazer diferença né? ASHUASHUASHA'
Bom, até quarta então, bezus.