segunda-feira, 29 de outubro de 2012

20° Capitulo - Birthday don’t so happy


Pov's Houston

Ótimo! Parabéns Lua, duas vezes ainda, uma por ter conseguido magoar o Justin de novo, não contando que vai se mudar, segunda vez, pelo seu aniversario, que agora, por ter deixado a mãe dele contar e não você, é bem provável que ele não vá. Era tudo que eu queria. Meus pais concordam em ir após o meu aniversário, para eu poder ter uma última alguma coisa com os meus amigos, e nesse “alguma coisa” quem eu mais gostaria que estivesse não vai estar, meu último dia em Stratford, talvez, para sempre e Justin está bravo comigo, ou seja, ele não vai estar ali, simplesmente porque eu estraguei tudo!
 A casa do Luka não precisou ser muito decorada e os ameacei de morte caso colocassem algo como “Feliz aniversário” ou “Boa viagem” quem sabe os dois? Tanto faz! Antes de ir, mataria os três, então, não teve muita decoração. O andar de baixo é amplo, dando um bom espaço para o DJ – Jimmy era o nome do garoto, nunca falei com ele na minha vida apesar de estudarmos na mesma escola, mas achei legal ele ter se colocado a disposição para DJ, também, ele tem cara de quem gosta de uma festa, seja lá qual e de quem for – e para as danças, mais os comes e bebes – que era consideravelmente exagerado.  
Lá estava eu, no meio de varias pessoas, todas que eu ao menos vi uma vez na vida – ou seja, a escola inteira praticamente –, vários abraços e alguns presentes, com um vestido curto vermelho que se eu não usa-se minha mãe me proibiria de vir na minha própria festa e com o cabelo de novo liso, logo agora que eu estava feliz dele estar “normal”.
- E esse cabelo que vai e vem? – Karol tentava falar mais alto do que a musica, era “3” da Britney Spears.
- Era a condição da minha mãe! – eu gritava, sentia que mais um pouco e a minha voz iria falhar.
- Condição de que?
- Ou eu iria alisar ele de novo ou teria que vir de salto – ela olhou para os meus pés e começou a ri.
 Geral estava dançado e quando falo geral, eu realmente quero dizer todos presentes, menos eu. Não estava tão animada assim, quem eu queria que estivesse não estava, então aproveitei para pensar no porque das pessoas que nunca falaram comigo – ou vice e versa – vieram me abraçar e algumas ainda disseram que iriam sentir minha falta. Quebrei o narizinho da princesinha, certo, fiz o que todo mundo queria, mas ninguém teve coragem de fazer, certo também, mas mal me conhecem, como iriam sentir a minha falta?  
- E aí Jimmy? – subi ao palco e fiquei do lado dele observando todos dançarem.
- Oi Lua.
- Valeu por tocar aqui.
- De nada. Por que você não está dançando? A festa é sua não é? Estou tão ruim assim?
- Nada! Você está ótimo! Eu não estou muito animada.
- Acho que você deveria ir dançar e se divertir, e deixar o Justin de lado.
- Ah! Por acaso alguém não sabe disso? – falei meio indignada, com um pouco de raiva, desde quando o céu e a terra sabem sobre nós dois? Um garoto normal e uma garota normal, por que tanta fofoca? Desde quando sabem tanto da minha vida? Jimmy apenas riu.
- Achei que ela não iria aparecer aqui – ele ficou olhando para uma direção.
- Quem? – acenou com a cabeça e eu acompanhei seu olhar até saber para onde olhava. – Ah não! – saí de perto do DJ e fui até a porta. Senti olhos me acompanhando, mais exatamente os dos meus três melhores amigos, o resto estava empolgado demais comendo, bebendo e dançando, para perceber a minha cara de raiva e meus passos rápidos. – O que você está fazendo aqui? Acho que não foi convidada.
- Só quero falar com você – a olhei desconfiada.
- Vem – segui para fora da casa, bem enfrente, na calçada. – O que você quer Louise?
- Eu não to aqui para ficar de bem com você, não mesmo, mas meus pais me falaram que você ia se mudar e me fizeram vir aqui com essa coisa na minha cara – ela estava com o rosto imobilizado por causa do nariz, é – para pedir desculpas e não, eu não vou pedir.
- Desenrola logo? Isso já esta estressante e tenho outros problemas por hoje.
- É sobre esse outro problema – ela me corrigiu – que eu quero falar. Você não vai estar aqui mesmo então que se dane! Justin não fez nada de errado. Eu o procurei naquele dia, fui pedir uma coisa que não vem ao caso e eu sabia que você iria encontrá-lo, então aproveitei e peguei o caminho mais curto do refeitório até lá. Ele nunca, quis magoar você – cada palavra que saia parecia que doía no fundo da alma dela, imagino como deveria ser difícil fazer isso, sou alguém orgulhosa, mas ela é pior do que eu.
- Já acabou?
- Já.
- Então, adeus Louise.
- Adeus e... – ela olhou para trás de mim, me virei.
- Achei que você não viria – minha voz de áspera se tornou doce, senti meu rosto formigar, fiquei com vergonha do que fiz e mal também por ele estar sério.
- Quero...
- Não termine, a última vez que ouvi isso, ou melhor, li, não foi um bom resultado – olhei para a Louise atrás de mim e depois o olhei de volta. – Vamos lá para dentro – fomos caminhando em direção a casa, mal dei dois passos e me direcionei a Louise – e você ainda não está convidada – foi gentil da parte dela vir e me contar a verdade, desfez um belo nó na minha mente, mas ainda sim é tarde demais. Ela se fez de amiga por muito tempo, fez a minha vida um inferno, por mais que eu tenha a perdoado pelo que fez, afinal, agora não adianta voltar mais atrás, eu não iria convidá-la para entrar e duvido ela que iria estragar a reputação entrando lá com o rosto todo imobilizado, mas custa nada garantir e deixar bem claro.
 Voltei a andar em direção a casa, Justin já me esperava na porta quase. Entrei e ele veio logo atrás de mim. Todos os meus amigos me viram indo para a escada junto com o Justin, fiz um sinal que iria subir, Luka assentiu e lá fomos nós dois. Agora eu tenho certeza que tinha mais do que os três pares de olhos me olhando. Fomos até o quarto do Luka, fechei a porta abafando completamente o som do andar de baixo.
- Achei que não viria depois de ontem.
- Assim parece que não queria me ver aqui – ficamos frente a frente.
- Pelo contrario, queria muito. Mas pelo tempo, já tinha desistido de ter esperanças que você viria – silêncio.
- Lua, eu pensei muito, muito mesmo e realmente fiquei muito zangado por você não ter me falado que iria se mudar, mas, ficamos muito tempo longe e você já vai amanhã, acho que eu não me perdoaria se não viesse. Quero aproveitar cada segundo que eu possa te ter ao meu lado. Garota, eu te amo como jamais amei ninguém e digo isso do fundo do meu coração e alma, não suportaria ao menos a ideia, de você ir, e até mesmo nossos corações estiverem separados. Prefiro que você o leve para Manhattan amanhã, do que o ter sangrando aqui comigo por ter deixado você ir assim – eu queria dizer muitas coisas, mas não achava a palavra certa, sentimentos e mais sentimentos passavam por cada centímetro do meu corpo e as palavras que seria bom, não vinham. Eu apenas o olhava nos olhos e apesar do silêncio, tive a impressão que entendeu o que se passava em mim.
- Que bom que você veio – foi o que consegui dizer e fora isso só um sorrisinho escapou. Queria dizer mais! Milhões de coisas! Mas nenhuma palavra que eu conhecia expressava o quanto eu estava feliz por ele estar ali.
- Ah! Há um tempo eu queria te dar isso, eu iria te dar antes, mas como seu aniversário estava chegando resolvi esperar chegar – ele puxou uma caixinha vermelha de camurça, bem fininha, do bolso, abriu e puxou uma corrente de prata com um pingente no formato de um J.
- Um J?
- É. Há tempos eu to usando isso – ele puxou uma corrente do pescoço, uma bem mais fina do que a minha, porém do mesmo tamanho e com o L na ponta – nunca tirei.
- Mas quando dormi na sua casa você estava sem ela.
- Ok, nem tão “nunca”. Tirei quando você olhou na minha cara e disse que não me amava mais – ele olhou para cima, lembrando do infeliz dia.
- Eu estava mentindo, não notou?
- É, percebi que você hesitou, mas no momento não dei muita importância – ele me olhou. – Acabou que as coisas se resolveram por si próprias e nós estamos aqui, consideravelmente de bem, de novo.
- O que me mata é esse “consideravelmente bem” – fui até ele e dei as costas, levantando o cabelo para que ele pudesse colocar o colar e assim fez. Soltei o cabelo e me virei para ele, olhei em seus olhos castanhos que desde sempre fixavam toda a atenção, eu me rendia sempre que os via –, mas ainda gosto da parte do “bem” – ele segurou meu rosto e me deu um beijo.
- Já passamos muito tempo aqui, as pessoas lá me baixo devem estar preocupados por o motivo da festa, ter sumido.
- Eu não sou o motivo.
- Mas é por você que eles estão aqui – fiz um cara de “fala sério” e ele riu. – Vem, vamos.
- Espera aí – ele parou de me puxar pelo braço. – Você vai se despedir de mim amanhã, todos vão a minha casa antes de eu ir.
- Desculpa, mas acho que eu não serei capaz de fazer isso – mais alguns segundos de silêncio constrangedor que graças, acabaram logo. – Agora vem! – ele voltou a me puxar pelo braço e eu fui com ele. Descemos as escadas juntos.
 O som era “Sweet Dream” dessa vez e todos insistiam em dançar.
- Você está linda! Já disse isso? – Justin gritava.
- Hoje não!
- Você está linda e não está alta.
- É! Por causa disso! – apontei para os meus pés, ele desceu os olhos até chegar nos meus sapatos, depois disso riu.
- Como a sua mãe deixou você sair de all star?
- Meu cabelo foi a condição – revirei os olhos e depois ri. – Vem! Vamos dançar! – o puxei pelo braço e o levei até o meio da pista, no exato momento começou a tocar “DJ Got Us Falling in Love Again” do Usher. Começamos a pular e a dançar feitos loucos! Gritávamos cantando a música, tentando ser mais alto do que o som.
 A música tinha praticamente tudo haver. É engraçado, essa noite é mais uma em que procuramos não nos importar com o amanhã e sempre que fizemos isso, o amanhã acaba sendo um dia não tão bom. Amanhã vou para Nova York, mas é como se eu fosse e logo estivesse de volta, esse fato não me importa mais, o que eu quero saber por hoje é que o garoto com o sorriso mais lindo do mundo, com o olhar mais hipnotizador do mundo, ou melhor, mais importante do que “do mundo”, o garoto com o meu sorriso mais lindo, com o meu olhar mais hipnotizador, ele estava ali perto de mim. Meu coração pulava dentro do meu peito, a cada sorriso, a cada abraço, a cada beijo durante toda a festa. Até que foi bom, para quem antes pensava que esse iria ser um aniversário não tão feliz.      
------
Thaís: Ta pelas metades aqui! Mas dá para passar um bom tempo postando sem atraso, ela é ENOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORME. HAUSAHSUASHHASU
Nada a dizer, adeus.

sábado, 27 de outubro de 2012

19° Capitulo - I Didn't Wanna Believe. Part. 5


Depois que saí do banho, o resto do dia foi nada demais, janta e cama, somente.
Quando acordei – o que foi tarde para variar – estava com uma boa dor de cabeça, quando saí da cama ela girava e girava e girava...Tomei um banho, coloquei uma roupa qualquer e desci as escadas com a mão na cabeça com o cabelo agora molhado.
- Mãe... cabeça... dói...
- Ih Justin! Você nunca foi disso. O que você fez? Ta até falando as frases pela metade.
- Se eu soubesse não teria feito, afinal dói muito, e essa frase eu... ai... completei – ela riu.
- Oi Justin.
- Hã? Ah! Oi Sr. Houston. Não tinha visto o senhor. O que... ain... faz aqui?
- Justin, aqui, toma, você vai melhorar – minha mãe me estendeu um copo de água com algo fervendo dentro, esperei parar de borbulhar e virei tudo de uma vez.
- Vim falar algumas coisas com a sua mãe, normalmente a minha mulher faria isso, mas ela está empolgada com uns sapatos novos – ele revirou os olhos e depois riu, eu vi um pouco da personalidade da Lua nisso. Ri também. – Bom, eu já vou, tenho algumas coisas para fazer e ainda passar na empresa. Então até mais.
- Tchau Phil.
- Tchau Sr. Houston.
- Tchau Pattie, Justin – ele se virou e fui em direção a porta, quando ele a abriu, a Lua apareceu.
- Ah! Oi pai.
- Oi querida, o que veio fazer aqui? – ela fez uma cara de “que pergunta idiota em?”. – Certo – os dois riram e trocaram de posições, ele do lado de fora da casa e ela dentro. – Não demora Lua, tudo bem?
- Ta pai – ele se virou e fechou a porta. – To invadindo! – caminhou até a cozinha sorrindo.
- Você não é uma invasão. Se for é uma que eu quero todo dia.
- Ou! – ela me deu um tapa no ombro.
- Boa tarde Lua, quer alguma coisa para comer? Acabei de fazer um doce ótimo!
- Boa tarde Sra. Pattie. Tentador, mas não, obrigada eu só vim dar um recado ao Justin, ontem eu iria falar, mas, bom – ela preferiu parar de falar por ali.
- Diga então – disse.
- Sabe que o meu aniversario é amanha né?
- Impossível de esquecer.
- Então, Luka e as meninas resolveram fazer algo para mim e eu resolvi te convidar antes deles. Vai né? Vai ser na casa do Luka.
- Sem duvidas! É obvio que eu vou.
- Desculpa falar em cima da hora, eles me contaram ontem.
- Não, tudo bem!
- Pattie, minha meu perguntou se você vai na “noite das mulheres” também amanhã, na casa da Sra. White?
- Diz a ela que vou sim querida.
- Espera aí! – protestei. – É uma festa em cada casa?
- É, as “crianças” – ela fez as aspas – é na casa do Luka, as mulheres na casa da Hayley e os homens na casa da Karol.
- Uau! – ela riu.
- Bom, agora eu vou, to meio ocupadinha lá em casa. Até mais.
- Até – minha mãe e eu respondemos em coro e ficamos observando ela fechar a porta.
- Ela é uma boa garota, pena que vai se mudar.
- Ela vai o que? – gritei.
- Você não sabia?
- Não mãe, estou com essa cara de idiota porque ela já havia me contado! – disse irônico. – Agora entendi essa coisa toda de “tempo”, de não ter todo o tempo! – gritei mais uma vez. – Ela mentiu – disse mais baixo.
- Achei que ela já tinha falado ok senhor ignorante?
- Ta, ta, quando você ficou sabendo?
- Agora. Enquanto o Phil veio falar comigo ele deixou sair que iriam se mudar.
- Não pode ser – eu estava indignado com isso. – Por que isso?
- Parece que ofereceram o mesmo emprego numa filial da empresa em Manhattan e lá vai ser melhor, já que ele vai poder passar mais tempo em casa.
- Manhattan? Nova York? – ela assentiu. – Como os pais dela puderam fazer isso comigo? – essa pergunta não tinha muita “lógica”.
- Não foi Phil ou Anna que tomou essa decisão, foi a Lua.
- O que? – gritei de novo.
- Para de gritar menino! Isso mesmo, pelo o que o Phil me falou e o que a Anna já comentava comigo antes, Lua era quem estava sendo mais afetada pelo o afastamento do pai. Ela decidiu se mudar.
- Como ela... como ela... ela... logo ela... pode fazer... isso comigo? – ficamos um tempo em silêncio, fui para sala peguei meu celular e um boné que estava jogado no sofá e ia saindo de casa, mas parei poucos passos a frente da porta, se saísse por ali, agora, poderia vê-la e cometer uma besteira, precisava pensar e de me acalmar.   Dei meia volta e passei pela cozinha em direção a porta dos fundos. – Já volto, ou não.
- Não cometa alguma besteira!
- Não sou capaz disso.
 Saí pelas portas do fundo e eu praticamente bufava, por que ela fez isso comigo? Podia ao menos ter me contado! Por que mentiu? Droga! Por quê? Eu começo a achar que não era para ser: nós dois.
 Incrível como meu corpo me levou a um lugar que eu me lembrasse ainda mais dela, inconscientemente. Quando notei, já estava no meio da mata, agarrado nos primeiros degraus de madeira que levava a uma casa de mesmo material. Sentei na beira da casa, com as pernas penduradas a balançarem, eu estava nervoso. Lá fui eu com mais um “quero falar com você” isso entre nós dois estava virando rotina. Mandei a mensagem e continuei a pensar enquanto balançava as pernas, aparentemente tranquilo, apenas, aparentemente.
 Nem notei quando ela chegou, só percebi que tinha mais alguém ali, quando a “porta” bateu, virei um pouco meu rosto e de canto de olho a vi chegar até mim apreensiva. Ela chegou e se sentou ao meu lado, primeiro encarou as mãos entrelaçadas, depois olhou para frente.
- Por que Nova York?
- Ofereceram um bom emprego ao meu pai.
- Mas ele vai trabalhar no mesmo que aqui.
- Mas vai poder ficar mais tempo em casa. Minha família vai estar unida de novo – ficamos em silêncio, por um instante passou a ideia de eu estar sendo egoísta, pensando como eu vou ficar sem ela. Mas essa ideia passou.
- Quando você vai?
- No sábado, ás duas.
- No sábado? – falei consideravelmente alto. – Mas isso é depois de amanhã!
- Eu sei que é.
- Que droga Lua! Por que você não me disse?
- Eu queria te dizer! Queria mesmo, até iria, mas, não consegui.
- Por que não? Preferiu mentir ao invés de me dizer o que se passava?
- Eu não menti! Só, não contei a você esse pequeno detalhe.
- Não é um pequeno detalhe! Você vai embora! Para Nova York! A milhas de distância de mim! Por que decidiu ir?
- Justin! Quando meu pai perguntou, nós estávamos brigados lembra?
- Por que você disse “não” sei lá, pensando no Taylor? Eu iria preferir! Afinal eu não teria que ficar sabendo pela minha mãe que a garota que eu amo vai para Manhattan! – depois de mais um dos meus berros na conversa inteira, eu virei minha atenção para frente, ao invés de continuar a olhá-la.
- Eu... eu não conseguia te dizer – ela se levantou e eu continuei a encarar as árvores na minha frente. – Desculpa Justin, mas a cada sorriso seu e toda a vez que eu percebia, que não importa o que acontecesse, você nunca desistiria de mim, sentia que seria incapaz de viver longe de você.
- Então por que... – ela me interrompeu.
- É uma decisão sem volta. Desculpa Justin, mas eu não sabia como dizer ao amor da minha vida, que eu teria que partir – depois disso só ouvi o barulho da porta se fechar. Fiz de tudo para não vê-la ir embora, e não a vi ir, do mesmo jeito que não a vi chegar.
 Praticamente, ela entrou na minha vida sem eu notar e eu preferia que se por um acaso fosse sair, que saísse sem que eu notasse, como ela foi embora agora, mas, agora, parece que uma importante parte de mim vai ser arrancada bruscamente, do jeito mais doloroso possível. Lua vai embora, para, quem sabe, nunca mais voltar.
-----------------
NÃO ME MATEM NÃO POR FAVOR!
E não postei ontem porque tava meio sick, tava ruim para mim. Fiquei no pc por teimosia e ainda acabei esquecendo, enfim!
NÃO ME MATEM! só para reforçar.
Thaís: Sinceramente, acho que até hoje não arranjei um motivo descente para esses dois se odiarem, mas se odeiam.  
E até segunda! Bezus. 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

19° Capitulo - I Didn't Wanna Believe. Part. 4


Pov's Bieber

- Justin! Atende a porta – me levantei do sofá sem vontade, estava passando um filme legal na televisão, mas fui ver quem tocava a campainha. Abri a porta com cara de bravo, quem ousaria de me incomodar no meio do filme? Detalhe que eu estava esperando somente ele acabar para poder ir ver a Lua.
- Você que é Justin Bieber certo? – era um cara de cabelo castanho curto, consideravelmente alto, alguém que eu nunca vi na vida.
- Depende. Quem é você?
- Scooter Braun, eu vi seus vídeos.
- Vídeos? Ah! Mas o que você faz aqui?
- To a fim de te representar, claro se você for o tal do Bieber.
- Entra – disse meio desconfiado.
- Justin? Quem era? – minha mãe desceu as escadas.
- Ele – apontei para o tal Scooter, eu mantinha a desconfiança na minha cara.
- O que você quer Sr...?
- Scooter Braun.
- Sr. Braun?
- Representar seu filho.
- Como assim? Er... sente-se por favor – todos fomos para a sala, o tal do Scooter se sentou no sofá, eu no mesmo porém do outro lado, e a minha mãe numa poltrona perto.
- Vi os vídeos de seu filho Sra...?
- Meu nome é Pattie Mallette.
- Então, vi os vídeos do seu filho e o achei muito talentoso, ele tem grandes chances de ser bem sucedido, um cara famoso. Devo dizer – ele se voltou para mim – e aquele “My sincere apologies” foi ótimo! Com essa “alma” romântica vai fazer muito sucesso entre as garotas – ele piscou e eu ri. “My sincere apologies” foi a descrição do vídeo que eu usei para me desculpar com a Lua, outras garotas? Não mesmo. Mas a oferta era boa.
 Ficamos conversando durante um bom tempo, ele se demonstrou um cara que dá para confiar, então logo a minha testa franzida foi substituída pelos meus olhos esperançosos. Fama. Até que seria legal.           
O tempo passou que eu nem notei, teria que ir encontrar a Lua, mas a conversa estava tão “interessante” que me esqueci, mas depois ela veio até a minha casa, bateu na porta do jeito que só ela batia quando era necessário – o que era quase nunca – só aí lembrei que teria que ir me encontrar com ela, abri a porta já com vergonha de ter esquecido.
- Foi mal. Esqueci.
- Melhor ter uma boa explicação – ela disse brincando, me deu um beijo e entrou na minha casa.
- Oi Lua – minha mãe passou por nós e foi até a sala.
- Oi Sra. Pattie – ela a seguiu até a sala. Scott, como ele pediu para ser chamado, e ela se encararam. Minha mãe pegou a bandeja com algumas xícaras que tinha trazido e voltou para a cozinha. – Quem é...?
- Scooter Braun – ele se levantou e se apresentou.
- E meu motivo para ter esquecido – completei.
- Não gostei de ser trocada por um cara – ela me olhou e fez uma careta. Apenas ri e lhe dei um beijo na bochecha, depois, passei a sua frente ficando entre os dois.
- Lua, ele quer me representar no mundo artístico, quer me tornar famoso! – sorri. Mas os dois não paravam de se encarar, ambos estavam sérios.
- Que legal – ela sorriu para mim depois voltou a encarar Scott, séria.
- E quem ela é Justin?
- Ela é a minha namorada, Lua Houston – fui para o lado de Lua e a abracei pela cintura.
- Cara, deixa eu conversar com você – os dois não paravam de se olhar, Lua o olhava séria, mas sempre que olhava para mim sorria. Olhei para ela e para ele, depois fui para um canto da sala ver o que ele queria. – Se você quer ser realmente famoso, seria melhor deixar essa... essa garotinha.
- Deixar a Lua? Não mesmo!
- Mas...
- Mas nada! Foi um sacrifício eu conseguir voltar com ela e agora você está me dizendo para voltar a ficar sem ela? Não mesmo.
- Vai por mim cara, vai ser melhor para você se ela não tiver no seu pé – o olhei incrédulo. Não podia deixar essa oportunidade passar, mas daí a deixar a Lua?
- Voltei – a minha mãe apareceu na sala.
- Depois a gente conversa – me virei e fui de novo para o lado da Lua, que ainda encarava o Scooter. Ele voltou para o mesmo lugar.
- Você não foi com a minha cara né? – Lua disse.
- Você é perceptiva – e Scooter respondeu.
- Relaxa, não vou te atrapalhar por muito tempo – ela se virou e saiu, fui atrás dela. Ela abriu a porta e saiu, eu segurei a mesma e ela se virou para mim. – Depois a gente se fala – assenti, ela se virou e foi embora, fiquei observando até ela atravessar a rua. O que ela quis dizer que “Não vou te atrapalhar por muito tempo”? Essa questão de “tempo” ultimamente está me dando dor de cabeça, o que ela me esconde tem haver com isso, mas o que será? Voltei para sala bem zangado com o Sr. Braun.
- Perdi alguma coisa? – minha mãe estava confusa enquanto eu queria matar aquele cara.
- E aí Justin? O que você me diz? – respirei fundo, era uma boa oportunidade e eu não precisaria largar a Lua para ficar famoso, né!? Precisava pensar.
- Não sei, preciso pensar um pouco, tudo bem?
- Certo garoto. Eu vou para o meu hotel, aqui está meu cartão, volto para Nova York na segunda, me ligue até lá.
- Com certeza – ele foi até a porta, mas nem me mexi, minha mãe se levantou do sofá e foi até a porta, o agradeceu e fechou a porta quando ele se foi, depois voltou e ficou atrás de mim.
- O que eu perdi Justin? – continuei a encarar o cartão pensando, depois me virei e encarei. – Ele quer que eu termine com a Lua.
- Como assim? – ela se sentou e eu contei tudo o que aconteceu.
- E o que você vai fazer?
- Achei que a senhora iria me dizer.
- Essa é uma decisão sua filho, eu não posso tomar todas as decisões da sua vida, uma hora terá que seguir adiante sozinho. Desculpa.
- Eu não sei o que fazer mãe. Não quero deixar a Lua, a senhora sabe melhor do que qualquer um como foi difícil ficar sem essa garota, mas é uma boa oportunidade. O que eu faço?
- Acho que a Lua não iria querer que você perdesse essa oportunidade. Ela sabe o quanto você é talentoso e gosta disso.
- Mesmo se isso significasse perdê-la?
- Talvez.
- Eu não sei.
- Sei que não ajuda muito, mas, essa é uma decisão que só você poderá tomar, converse com a Lua, só que agora já está tarde para qualquer outra coisa, eu vou por o jantar enquanto o senhor toma banho, depois é cama ok?
- Mãe! Tenho 16 anos se a senhora não notou, não precisa ficar me mandando tomar banho!
- Ok senhor gente grande. Agora sobe.
 Levantei do sofá e fui até o meu quarto, arranquei a camiseta peguei a toalha e fui tomar banho. Essa última cena do banho até que ajudou um pouco a “aliviar a tensão”, mas, ter que escolher entre a Lua e uma carreira possivelmente de sucesso é complicado. Seria legal ser famoso, mas qual graça teria se ela não tivesse ao meu lado? Nenhuma. Quando as coisas enfim se resolveram voltaram a se complicar. Quando vamos poder ficar juntos em paz? 
-------------------
http://seasondois.blogspot.com.br/ i'm waiting for you.
E amanhã o último pedaço do 19 e então semana que vem é a última! ~chora~


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

19° Capitulo - I Didn't Wanna Believe. Part. 3


Pov's Houston     

Flashback on:
- Eu preciso fazer alguma coisa, isso é uma tortura! – eu andava de um lado para o outro pelo quarto sozinha, assim fico louca de vez, se já não enlouqueci. – Já sei – peguei meu telefone e disquei um numero bem conhecido.
- O que devo o milagre?
- Engraçadinho. Preciso falar com você.
- Ultimamente todo mundo quer falar comigo.
- Posso falar com você ou não?
- Pode ué.
- Mas não to a fim de falar pelo telefone, pode ser no parque?
- Que horas?
- Que tal agora.
- Eu não sei...
- Ah! Você vai me deixar na mão? Não, por favor! Eu to enlouquecendo aqui.
- Certo, certo. Eu já vou.
- A gente se vê lá, até!
- Até.
Ele desligou. Tirei minhas roupas esfarrapadas – que era o que usava quando não iria sair de casa – e coloquei algo melhor para sair numa tarde quente de verão. Ao descer as escadas gritei para a minha mãe e ao meu pai aonde iria, eles não falaram nada, estavam aliviados por eu enfim sair de casa depois de dois dias trancafiada no quarto – eles deveriam estar mal, pelo meu comportamento nas últimas semanas, mas, eu não consigo evitar.
Quando cheguei ao parque sentei no mesmo lugar de sempre, que está quase sempre vazio – por isso gosto dele – e fiquei sentada esperando o ser chegar.
- O que você quer falar comigo?
- Senta primeiro – ele fez.
- É sobre o Justin não é? – assenti. – Mas acho que você está falando com a pessoa errada, deveria falar com a Hayley ou com a Karol, porque eu?
- Você é amigo dele Luka, não quero saber de conselhos sentimentais. Quero saber como ele ta, preciso tomar uma decisão.
- O que você quer saber?
- Como ele está?
- Mal. Está confuso, com a sua atitude. Ele me disse o que aconteceu quando você sumiu. Mas ele ainda tem esperança que você volte para ele. Ele ainda te ama – fiquei quieta. – Sabe Lua, o Justin está realmente mal. Quando você estava com o Taylor, ele parecia que queria se matar, eu fiquei com medo dele realmente fazer isso, juro, mas ultimamente, nota-se um fio de esperança, ele quer você mais que tudo, precisa de você e não se importa o que pode acontecer se você voltar para ele. Ele te ama de um jeito estranho, diferente, incompreensível. Sabe que não sou o garoto mais romântico do mundo, nunca ficaria do jeito que ele ficou por uma garota. Ele não se importa com mais nada além de você – fiquei mais tempo em silêncio. Pensando um pouco.
- Valeu Luka – sorri para ele.
- Acho que agora posso ir. Até mais – ele se levantou e foi embora. Peguei meu celular e mandei uma mensagem. Chega! Isso está difícil e doloroso de mais para nós dois.

Flashback off
-------------------
http://seasondois.blogspot.com.br/ e leiam o que eu escrevi, é importante.
Ainda estou esperando os comentário que pedi! Enfim.
Até amanhã <3

terça-feira, 23 de outubro de 2012

19° Capitulo - I Didn't Wanna Believe. Part. 2


Pov's Bieber

E uma mensagem de “preciso falar com você”, isso é a metade das coisas que ouvi da Lua quando nos falamos, sempre é “preciso falar com você” e depois vem bomba, ou é preciso, ou quero, tanto faz, é o que eu mais ouvi nesses últimos dias, sem contar os dois últimos, já que a Lua se isolou em casa durante dois dias e o único recado foi esse, um “preciso falar com você” e tempos depois, “parque daqui a meia hora pode ser?”, o que eu iria responder? Não tinha outra escolha, respondi: “Tudo bem”.
 Na minha cabeça passaram duas ideias, ou ela queria dizer: “Tomei a minha decisão, nós não podemos ficar mais juntos, me desculpe” ou... ou... não sei, essa ideia começou a passar pela minha cabeça e eu não consegui pensar outra coisa além de que ela queria terminar o que mal tínhamos retornado.
 Terminei de me arrumar e lá fui eu rumo ao parque, estava muito quente – aqui no inverno pode até nevar, mas no calor é realmente quente – mas eu estava tão atordoado que nem me importei muito, continuei a andar com as mão no bolso da bermuda, ora olhava para o chão, ora para frente ou para cima. Estava nervoso e com certo medo.  
 Quando cheguei sentei no mesmo banco de sempre, que incrivelmente era onde ficava mais vazio, só tinha eu nele apesar do parque estar completamente cheio para uma tarde de dia da semana nas férias de julho. Fiquei um tempo viajando, uns 5 ou 10 minutos acho, até alguém abraçar meu pescoço por trás e me dar um beijo na bochecha, meu corpo estremeceu de susto. Parei de viajar na hora.
 Senti aquele cheiro e descobri quem era, o calor de seus lábios era inconfundível, podia saber quem era só ao ter os encostado na minha bochecha. Ela se soltou e começou a ri.
- Você é louca? – me levantei e a olhei.
- Você sabe que eu nunca fui normal – ela veio até o meu lado e se jogou, sentando. Fiz o mesmo.
- E aí? Decidiu alguma coisa?
- Mais ou menos – ela olhava para frente e sorria. Eu não a entendo.
- Você não está bancando a louca para me chutar de novo né? – ela inclinou a cabeça rindo depois me olhou.
- Não, relaxa – ela sorria, estava tão tranquila.
- Traduz, por favor.
- Eu não vou ficar longe de você, eu não consigo ficar longe de você. Você é viciante! – ela riu de novo e voltou a olhar para frente.
- Vou encarar isso como um elogio – eu não conseguia parar de olhá-la, demorei muito tempo para ver esse sorriso de novo e agora estou surpreso ao vê-lo depois de tudo. – Me explica essa sua decisão direito.
- É o seguinte – soltei um “hum” –, eu disse que não queria levar todo o tempo do mundo não foi? – ela olhava para todos os luares possíveis, para mim, para frente, para as árvores, qualquer lugar. Assenti. – Então, dois dias foi o suficiente, você atormentava a minha mente sem ao menos estar lá, decidi então em ficar “de bem” com você – ela fez as aspas –, talvez, fosse menos complicado e pelo que eu vejo, realmente não é mais tão complicado.
- Defina “de bem”.
- Contrario de: “de mal” – ri.
- Boa definição! – ela acabou caindo na risada junto comigo. – Vou adivinhar então, por que isso de “contrario”, não especificou bem. Voltamos a namorar? – cheguei a abri um sorriso de doer as bochechas só de pensar.
- Não – cadê o meu sorriso agora? –, quero dizer que não quero ficar te evitando, poxa, eu gosto de você.
- Gosta, mas não quer voltar a namorar comigo.
- Ta reclamando?
- Não ué, mas queria que você fosse minha namorada, de novo – ela fez um bico e depois me deu um beijo. – Você me deixa confuso!
- Vai dizer que não gosta? – levantou a sobrancelha. Convencida.
- Agora você me pegou – riu.
- Então? Estamos de bem? – ela se levantou e ficou na minha frente.
- Só se você me deixar fazer uma coisa – me levantei e fiquei frete a frente com ela.
- O que? – ela ainda sorria.
- Pode?
- Depende – ela sabia o que eu queria, eu chegava meu rosto mais perto do dela e ela ia ficando mais vermelha, nunca deixava de ficar sem graça.
- Dane-se – parei de enrolar e a beijei. Ela aceitou a passagem da minha língua numa boa e me beijava de volta como se tudo estivesse completamente normal. Como se nunca estivéssemos dado “um tempo”. Senti que ela era minha de novo, apesar de não ser oficialmente, éramos só ela e eu. Deus! Já era hora! – Tenho que te mostrar algo – disse com as nossas testas coladas, eu sorria e ela também. Depois peguei na sua mão e a levei para fora do parque.
 Praticamente a arrastei meio caminho até a minha casa, mão dadas, sorrisos, risadas e brincadeiras, quando tudo ficou tão bem assim? Não importa! Estamos bem e acabou!
- Mãe! Voltei – gritei ao entrar em casa – e vou para o meu quarto – gritei de novo. – Vem – falei mais baixo para a Lua.
- Lua? – minha mãe apareceu na cozinha enquanto estávamos na curva da escada.
- Oi Sra. Pattie – ela disse sem graça.
- Que bom vê-la – podia notar os olhos da minha mãe brilhando, ela nunca gostou tanto de uma namorada minha que nem gosta da Lua, chega a dar medo, sei lá.
- O mesmo – ri da situação, Lua toda sem graça e minha mãe toda feliz e boba por ela estar aqui.
- Bom, vamos subir – puxei Lua escada acima até o meu quarto, só soltei a sua mão quando chegamos ao meio dele. – Você se lembra da música que cantei quando dormiu aqui? – disse pegando o notebook e colocando em cima da cama me sentando nela.
- Lembro. Deveria ser eu alguma coisa, estava quase dormindo, não sei direito – apertei play e deixei a música tocar. – É essa mesmo! – ela começou a repetir o refrão, e a balançar levemente de um lado para o outro, dançando. – Mas ela não é sua?
- É. Eu gravei todas as músicas que escrevi, estão todas aqui no computador – ela veio até mim e ficou olhando a tela. – Só não postei no youtube.
- Deixa eu ouvir a terceira!? – coloquei para tocar. – É muito triste. Anima! Anima! – pensei um pouco e peguei o violão, virei para baixo e comecei a fazer mais ou menos uma batida enquanto cantava a musica.

You should pick the guy that makes you happy
He could fly you somethin'
Pick the one that's got swagger
Pick the one that makes you laugh
The one that always got your back
Who would rather die than make you sad

Ela dançava e pulava com um sorriso no rosto. Coloquei mais uma animada, ela pulava e pulava, balançava o cabelo de um lado para o outro e eu me divertia a vendo dançar, porque ela não se preocupava com passos exatos, só pulava e se divertia como uma menininha de 5 anos.

My heart is blind but I don't care
Cause when I'm with you everything has disappeared
And every time I hold you near
I never wanna let you go, oh

- Eu não era tão má assim! – ela gritou tentando falar mais alto do que o som, só consegui ri enquanto ela voltava a saltitar. Me levantei pouco antes da música acabar, cheguei até ela e quando a música acabou a agarrei pela cintura, fitei seus olhos. – Acho que falta alguma coisa.
- Você dizer uma coisinha que eu to louco para ouvir.
- O que?
- Diga o que eu quero ouvir. Diga que me ama – ela sorriu.
- Eu te amo.    
-------
Acho que não tenho mais motivos para que vocês queiram me matar não é? Estou postando dois dias seguintes, um post até grande... então posso dar a notícia certo? De qualquer modo não aguento de curiosidade!
TAMTAMTAMTAMTAMTAMTAM
Semana que vem é a última semana! E todas chorão com a notícia, sqn.
Vou postar todos os dias dessa semana, e então, segunda, quarta e na sexta da semana que vem será o Epílogo. Eu sequer tinha notado! Parece que passou tão rápido.
Apesar disso eu tenho boas notícias! Prontas??
TEM SEGUNDA TEMPORADA! UHUL. E ela vai ser postada aqui: http://seasondois.blogspot.com.br/
 (Ignorem o nome idiota, mas eu já tava puta da vida porque não achava uma URL descente, aí ficou isso mesmo) e SOMENTE no blogger (já que o Nyah! está de viadagem) então quero TODO MUNDO lendo e comentando no blogger! TODO MUNDO OK?????????? Não me abandonem! 
Acho que é só isso. 
Bezus e até o post de amanhã.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

19° Capitulo - I Didn't Wanna Believe. Part. 1


Justin me deixa louca! Esses dois dias foram uma tortura, meu quarto era uma prisão que eu mesma criei para mim, minha mente era uma confusão e eu não chegava a uma conclusão. Justin! Justin!
- Por que tudo tem que ser assim? – gritei pela não sei qual vez, perdi as minhas contas e dessa vez meus pais nem vieram ver o que aconteceu, já perderam a viagem ao meu quarto várias vezes por eu gritar tão alto e depois soltar um grito de raiva sem medir altura. – Seu idiota! Por que tudo tem que ser assim? – e mais uma lagrima escorreu pelo meu rosto, depois parou, esqueci do assunto e algum tempo depois voltei a gritar e a chamá-lo de idiota. Fiz isso por todos os dois dias. Isso está acabando comigo, sinto que a cada pensamento um neurônio morresse e eu sinceramente espero ter muitos na minha cabeça, cerca de zilhões, talvez tenha me sobrado alguns mil.
 Eu não contei o que deveria ter contado, não o vi desde que terminei com o Taylor – que é outro que eu não tenho noticias –, não falo com os meus amigos há dias! Estou isolada de tudo e todos, sem contar que por diversas vezes que me pego num beco sem saída penso “Fuck it World” e saio do pensamento, para segundos depois eu voltar a tê-los, isso se repete até eu achar uma saída, o que não tem acontecido muito nas ultimas 48h.
- Eu quero morrer! – deitei na cama de braços abertos e com os pés apoiados no chão fiquei sei lá quanto tempo observando minhas estrelinhas no teto, o que me fazia esquecer, durante um tempo, de tudo.

----------
NÃO ME MATEM! SÉRIO! VOU EXPLICAR ESSE MINI POST.
Eu sei que é minusculo, mas é extremamente necessário! E olha o lado bom: VOU POSTAR
TODOS OS DIAS ESSA SEMANA! Talvez assim não me matem. Apesar disso, tenho uma notícia para vocês, não sei se boa ou ruim ou o que! Mas é uma notícia. Eu ia dar agora, mas deixa essa raivinha de vocês passarem por eu ter postado tão pouco!
Bezus e até amanhã!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

18° Capitulo - Was You and Me


Certo, o dia começou bom, apesar do Jus e eu termos discutido, comparado ao resto do dia, posso dizer que foi o melhor de tudo. 
 Antes de ir embora, coloquei a minha roupa de ontem e amarrei meu cabelo em coque – afinal eu não ia sair toda daquele jeito e ainda com a camisa do Justin –, me despedi e fui para casa. A partir do momento em que eu pus o pé para fora daquela casa senti a melancolia em meu coração, há muito o que pensar, há muito o que rever, há decisões que futuramente não vou poder me arrepender, pelo menos, que não vou poder voltar atrás, serão – como o próprio nome já diz – decisivas.
 Antes de abrir a porta de casa, respirei fundo, pela primeira vez nos meus quase 16 anos, eu não queria ir para casa para me sentir segura.
 Contei até três e entrei.
- Lua! – minha mãe estava apreensiva e veio logo me abraçando, eu queria chorar, mas me segurei. – Minha filha, o que houve? Por que você não voltou para casa? – ela me soltou.
- Pai – minha voz era falha. Fui até ele e o abracei.
- Conte para gente o que ouve – me sentei no sofá e os dois também se sentaram, um em cada lado.
- Antes de tudo, mãe, Louise não é a minha amiga a uns bons anos e pai, não aconteceu nada entre Justin e eu.
- Continue – ele disse, me pareceu um pouco aliviado.
- Não queria confusão, mas Louise veio me falando coisas que me irritaram e vocês sabem meu estado quando me irrito. Não sou de violência, mas, parece que naquele momento acumulei tudo o que Louise fez comigo durante esses anos no punho quando ela veio querendo me bater, fiquei indignada com isso. Mas fiquei atordoada, não quis voltar para casa, quis ficar a sós comigo mesma, só que eu estava tão confusa que não notei quando anoiteceu, mal notei que chovia, só percebi quando Justin foi atrás de mim e me contou o que estava acontecendo.
- E por que não quis vir para casa? – minha mãe perguntou.
- Ainda estava meio atordoada, queria me acalmar e por a minha cabeça em ordem, e sabia que aqui em casa não daria muito bem para fazer isso, pelo menos não sem deixá-los ainda mais apreensivos – os dois me abraçaram ao mesmo tempo.
- É bom ver que você está bem – meu pai disse.
- Eu vou subir, tomar um banho, relaxar um pouco e pensar um pouco mais, quando o almoço estiver pronto me chamam? – minha mãe assentiu. – Tudo bem.
 Subi as escadas até o meu quarto, tirei aquela roupa, peguei a toalha e fui para o banho – chuva não dá para ser considerada, verdadeiramente, um banho –, abri o chuveiro e fiquei incontável tempo debaixo da água, isso é sempre bom para pensar, relaxa, deixar tudo de ruim ir para o ralo. Há muito tempo que não fazia isso, há muito tempo eu não precisava fazer isso. Não tenho noção de quanto tempo fiquei no banho, e nem fiz questão de saber, mas quando saí meus dedos estavam enrugados, pelo tempo que ficaram debaixo d’água. Me vesti, penteei o cabelo e sentei na cama olhando para o nada até minha mãe me chamar par almoçar, desci logo atrás dela e comi muito, na casa do Justin, eu não tinha comido o quanto realmente queria, apesar de ter comido bastante – não sou do tipo que devora metade do café da manhã na casa dos outros, somente em casa –, então aproveitei o almoço farto e comi até não aguentar mais, como se não tivesse fundo ou coisa do tipo, depois pedi licença e subi. Caí na cama e depois disso vi mais nada, ou seja dormi.     
 Acordei não era muito tarde, dormi pouco mais de uma hora apenas. Quando olhei que horas eram, respirei fundo e triste, faltava uma pessoa para quem eu deveria dar “satisfações” e essa não seria fácil, pior do que meus pais, pior do que Justin, pois não daria para eu simplesmente explicar o que aconteceu. 
 Peguei meu celular, sem ao menos levantar da cama, apenas me sentando, disquei o número que mais estava nas minhas ligações feitas e recebidas, Taylor.
- Lua?
- Oi Tay.
- Como você está? O que aconteceu? O que... – ele não conseguia fazer as perguntas certas para ter as respostas que queria – é bom saber que você está bem.
- Também acho. Tay, me encontra no Cybercafé daqui à uma hora!?
- Estarei lá.
- Obrigada. Tchau – desliguei sem esperar resposta.  
Tinha uma hora para ligar e não daria para desistir sem parecer confuso. Tava tão destroçada e triste por fazer isso que não tinha vontade de fazer muita coisa.
 Fui até o banheiro e tirei a cara de sono, deixei meu cabelo do jeito que estava, apenas peguei a franja do lado direito e amarrei uma trança solta jogada para trás, era a única parte que poderia dizer que estava realmente ruim, passei um lápis e um rímel só para dar um “up” na minha cara de morta.  Celular, chaves e saí.
- Onde você vai? – a minha mãe perguntou da cozinha quando desci as escadas.
- Vou me encontrar com o Taylor, sei que não deveria sair, mas tenho algumas coisas para resolver com ele e precisa ser o mais rápido possível – fechei a porta na mesma hora, vai que ela ou meu pai não deixassem? Não tenho tempo a perder.
 Caminhei até o Cybercafé principal, o que eu costumava a ir quando não ia à pizzaria, ou a lanchonete, ou ao parque, ou seja, o único Cybercafé da cidade que eu ia. Ele era consideravelmente longe da minha casa, mas seria bom, mais um tempo para pensar. Quando cheguei, Tay já me esperava, segurando um copo de descafeinado com as duas mãos, na mesa em frente à janela, bem onde tinha o slogan do lugar, que ficava bem encima do vidro, deixando a imagem dele perfeitamente limpa vista por fora. Ele não pareceu notar a minha chegada, então respirei fundo e entrei, quando abri a porta, tocou aquele sininho na porta e metade ficou concentrada no que as ocupava, a outra metade das pessoas me olhou, uma delas foi Taylor, quando o olhei, ele voltou à atenção para o copo a sua frente. Fui chegando perto dele e parei enfrente a mesa sem me sentar.
- Você veio me dizer o que estou pensando?
- Depende do que você está pensando – me sentei.
- O que aconteceu ontem? Você disse que me esperaria – ele me olhou, seus olhos eram incrivelmente tristes.
- Eu sei Tay e iria te esperar, fiquei sufocada naquele lugar cheio, estava começando a ficar feliz e quando o sono toma conta de mim, você sabe que ele não quer sair nunca – ele riu, mas ainda estava triste. – Iria te esperar no carro, eu juro. Só que Louise apareceu e acho que o resto você já sabe.
- Você brigou com ela por causa do Bieber não foi?
- Gostaria de pedir alguma coisa? – a garçonete chegou até nós.
- Um café puro, com açúcar, por favor. – ela anotou e saiu. – Não exatamente, ela começou a falar sobre ele e acabou me irritando porque me envolveu também, depois ela demonstrou o motivo de ter tanta raiva de mim e porque queria acabar comigo. Eu queria sair de lá bem, mas não foi bem assim.
- Você ainda o ama?
- Parece que já sabe a resposta. Afinal o mandou atrás de mim.
- Aqui está seu café senhorita – a garçonete voltou e entregou-me o copo.
- Obrigada – e ela se foi mais uma vez.
- Achei que ele te acharia. Tinha quase certeza, ele foi especial para você Lua e quem sabe ainda não é?
- Tay, você não deveria ter o mandando atrás de mim, Justin e eu não poderíamos voltar, você sabe porque.
- “Poderíamos”? Quer dizer que vocês... – ele não terminou a frase.
- Não, nós não voltamos, mas ontem era como se... – me interrompi antes que pudesse dizer: “estivéssemos ligados de novo”. – Olha Tay, tenho muito o que pensar e o que rever, não queria que as coisas fossem desse jeito, não queria mesmo, mas elas estão se tornando mais complicadas do que eu imaginava.
- As coisas não precisam ser desse jeito Lua!
- Desculpa Tay, mas precisam sim – ele se escorou no banco, largando o copo já vazio, enquanto o meu estava apenas na metade.
- Então é o fim?
- Parece que sim – ficamos em silêncio durante o tempo. Me levantei e fui tirando um dinheiro para pagar meu café.
- Desculpa, mas ainda sou um cavalheiro. Eu pago – não queria que ele pagasse para mim, mas não era uma hora de discutir sobre, então apenas saí da mesa. Enquanto ele retornava a apoiar os cotovelos na mesa, mas dessa vez sem segurar o copo.
- Desculpa gatinho – disse quando estava ao lado dele, depois fui até a porta e fiz o sino soar de novo, dessa vez para sair dali.   
 Eu não queria ter terminado com o Taylor, mas fui idiota só de ter começado, mas como eu poderia saber que as coisas iriam ser assim? Ai, eu realmente tenho muito o que pensar, minha cabeça gira, gira e eu não chego a conclusão nenhuma. Começa com um raciocínio e tento seguir essa lógica, mas é uma questão de segundos para eu perder o foco e pensar trilhões de coisas.
 Estava tão atordoada e submergida em pensamentos, que quase passei direto da minha casa, quando notei faltavam cerca de quatro passos para chegar, quando minha mente dizia que ainda precisava de mais.
 Subi as poucas escadas e caminhei ainda meio pensativa até a porta, entrei e a fechei sem ao menos olhar para frente, gritei para minha mãe que tinha chegado e ia começar a caminhar até o meu quarto, quando acordei do meu “transe pensativo” com um susto, quase dei um passo para trás quando o susto passou pelo meu corpo, mas assim que ele terminou o caminho, eu me acalmei.
- O que faz aqui?
- Estava esperando você.
- Para que?
- Quero falar contigo.
- Pelo menos me poupou o trabalho de ir chamá-lo, também preciso falar com você. – coloquei as minhas chaves em uma mesinha na sala e caminhei até a cozinha com o Justin atrás de mim. – Mãe, vou subir, só vai lá se algo urgentemente importante, do tipo, alguém morreu, acontecer ok? – ela prestava tanta atenção na revista de cosméticos que nem prestou atenção no que eu disse.
- Certo – ou prestou atenção?
- Vem – subi as escadas e ele continuou a me seguir. Entramos e eu fechei a porta, depois me direcionei a cama, me sentando. – Quem começa?
- Pode ser você.
- Sente-se oras.
- Não, estou bem em pé.
- Bom – parei ali mesmo, não sabia como começar.
- Continue.
- Estou tentando. O resto do dia não foi muito bom.
- Por quê?
- Porque não foi ué.
- Onde você estava?
- No Cybercafé.
- Foi fazer o que?
- Beber café, não é isso que se faz em um Cybercafé? Beber café ou mexer na internet? – eu já começava a ficar ignorante.
- Com quem? – que diabos ele está fazendo?
- Justin! Eu não te devo satisfações ok? – agora achei como começar. Ele ficou em silêncio e eu continuei. – Queria te dizer que apesar do que aconteceu hoje, eu ainda tenho muito o que pensar, apesar de estar anoitecendo e eu ainda não ter chegado a conclusão nenhuma.  Como você é o principal nessas decisões, nós não podemos ficar juntos, pelo menos não por agora.
- Tudo bem, você tem todo o tempo do mundo para pensar.
- Pior que não. 
- Como assim? – falei demais, de novo.
- Não pretendo levar isso muito adiante, esses pensamentos acabam comigo, me sinto derrotada.
- Então por que não os esquece?
- Sinto que seria pior, quero decidi-los, assim não corro o risco que venham me atormentar no futuro.
- Você quem sabe – o olhei e vi ele dando de ombros.
- O que você queria falar comigo?
- Agora não é mais importante.
- Jus, esquece o que aconteceu ontem e hoje de manhã ok? Vai ser melhor.
- Não, não vai. Desculpa Lua, mas eu não posso esquecer nenhum segundo que passei com você por melhor ou pior que foi. Só porque ainda te amo – ele se virou e deu alguns passos.
- Justin? – ele soltou um “hum?”. – Eu fui terminar com o Taylor – não sei se deveria falar, mas, era a verdade. Ele deu mais alguns passos abriu a porta e saiu.     
  Se o conheço bem, ele ficou feliz ao saber disso apesar de não ter demonstrado, poderia não ter gostado, mas conheço Justin melhor até mesmo do que ele pensa, melhor do que até eu posso imaginar. Eu sei, mais do que isso, eu sinto, que ele ficou feliz ao saber, talvez ocorreu a ideia de “nem tudo está perdido” na sua cabeça, mas será? Eu deveria realmente ter contado que era “Tay e eu”, que não existe mais nada? Nosso futuro juntos é praticamente impossível! Quer saber? Só não quero o magoar mais e o deixando confuso não está ajudando nada. Vou ter que contar-lhe toda a verdade, mas só amanhã, sei que o mundo pode acabar até lá, mas por hoje chega.
 Me joguei deitada na cama, depois disso, apaguei.   
----------------
Yo girls! Eu to felizasso! Tive que fazer um trabalho para o curso de inglês, o meu era sobre o VMA (os outros eram CMA, Billboard, Idol e um lá que não lembro o que era exatamente, mas lembro que foi sobre o Elvis) e a gente ganhava uma parada lá (dinheiro do curso, a gente usa aquilo para comprar coisinhas depois que eles oferecem na feira de final de ano, é só um incentivo, quanto mais bom aluno, mais CEI Dolar e mais coisas tu pode comprar, mas enfim) 1 CEI Dolar para quem apresentar e 5 para o melhor trabalho [é uma miséria mesmo, mas dá para o gasto] e o meu trabalho foi o melhor <3 Me senti diva .q HUASHUASHASUHASU Mas sério, fiquei feliz pra caralho! MUITO MUITO MUITO feliz pela professora ter considerado o meu trabalho o melhor!
Enfim! Já falei demais né? Bezus e até segunda! Talvez.