segunda-feira, 8 de outubro de 2012

17° Capitulo - Missing. Part.1


Pov's Houston

Nas férias, eu acordava sempre cedo, sempre na hora do almoço e era realmente na hora do almoço, acordava com fome e sentia o cheiro da comida, aí levantava. Só que dessa vez, eu acordei realmente cedo – antes das dez é cedo até para os domingos – e o sono era tanto que eu não parava de bocejar um segundo, minha aparência estava horrível, meus olhos fundos – provavelmente por eu ter dormido umas três da matina –, mas eu não estava nem ligando, prendi meu cabelo num rabo de cavalo, porque se o deixasse normal a aparência não seria muito interessante.
 O dia não estava, vamos dizer que ruim, tinha um sol, mas eu tinha a impressão que iria chover, escolhi um cordão – o que mais tinha haver comigo, uma lua crescente com uma estrela – e coloquei no meu pescoço, coloquei uma calça jeans – apesar do sol estava ventando frio – de cor cinza, uma blusa de frio meio xadrez preta e amarrei na cintura e claro, meu inseparável all star – dessa vez com a língua xadrez – desci a escada me arrastando, mas torcendo que eu chegasse antes que o Taylor buzinasse – eram umas nove da manhã, certas pessoas ainda dormiam.
- Nossa! Que cara – entrei no carro.
- Ainda é madrugada para mim e você sabe disso. Por que tinha que ser tão cedo? – ele riu e deu a partida.
 Hoje era a primeira parte do campeonato escolar de natação e a sede da primeira competição era a minha escola, eu tive que ir, afinal, meu namorado é do time de natação. Chegamos à escola e nós dois fomos direto para a arquibancada.
- Você não tinha que ir para o vestiário?
- Queria saber aonde você iria se sentar, para olhar quando eu vencer.
- Ok, senhor convencido, já sabe, agora pode ir.
- Credo, assim parece que você quer se livrar de mim.
- Claro que não Tay, mas para vencer você tem que estar lá não aqui, certo?
- Certo. Torce por mim.
- Vou torcer, mas não se espante se eu não me esgoelar por você – bocejei, pela... Pela... Não sei, perdi a conta.
- Certo.
 Ele me deu um selinho e correu para o vestiário. A escola já estava bem cheia, tinha adolescentes para todos os lados. A competição estava prestes a começar, Taylor se posicionou em uma das bases e devo dizer, eu tenho certa sorte, ele tem um corpo de dar inveja em qualquer um, sem contar o fato de ser um bom aluno e uma boa pessoa. Me deu certo orgulho, principalmente quando duas garotas, que não eram da minha escola, começaram a comentar coisas como “o da base três é muito gatinho”, “ por que ele não estuda na nossa escola?”, “ele é muito gato”, talvez daria para ver elas babarem, não sei, mas mordi meu lábio inferior para segurar a risada.
 Quando o carinha feioso lá, disse algo como “prontos?” Tay sorriu para mim e depois se posicionou, as garotas soltaram um demorado “ah” meio, apaixonado, não sei, elas não fazia ideia que eu era a namorada dele, tanto que comentaram “isso era para a gente?”, deixa, deixa.   
- Lua! – soltei um “hum” arrastado. – Nossa você ta mal, o que houve?
- São nove da manha Karol.
- Ah é, férias e domingos mesmo durante as aulas depois das 10.
- Garota esperta.
- Foi só isso?
- Quando meus únicos problemas forem a hora que eu acordo, vou estar feliz da vida.
- Justin? – assenti. – O que foi?
- Isso é outro assunto. Agora, o que você faz aqui? – olhei para a água – Ah é! Nat, seu namorado, tinha esquecido.
- Olha lá! Taylor ganhou, orgulhosa do seu.... – soltei um “shii” – que foi? Não é mais segredo que – outro “shii” e ela me olhou confusa.
- Depois te falo.
 Em primeiro ficou o Tay, como ele mesmo disse, depois um loirinho de outra escola e em terceiro o Nat. Todos os competidores subiram no pódio, Taylor no mais alto, no médio o loirinho da outra escola e no menor o Nat, todos só de sunga de natação e com a jaqueta de time, das suas devidas escolas. Assim que acabou com aquele bla, bla, bla todo, Taylor saltou do primeiro lugar com aquela medalha dourada no pescoço e veio até a arquibancada, as duas na minha frente ficaram eretas e ansiosas conforme ele foi chegando perto. Me limitei a sorrir.
- Hey gatinha, eu disse que iria ganhar – ele sorriu.
- Tay meu amor, eu disse para parar com isso de gatinha – eu tenho sorte de estar atrás das garotas, porque se visse alguma delas abri a boca, iria ri.
- Achei que fosse só na festa. Desculpa Karol, oi.
- Oi, bom vou deixá-los a sós e ver meu namorado – ela desceu a arquibancada saltitando de felicidade. Céus!
- Vale para fora também, agora já está esperto – uma das me olhou, ela até era bonita, depois cutucou a outra que também me olhou.
- Certo, certo. Agora eu vou me arrumar me espera ta?
- Claro! – depois que ele saiu em encarei às garotas, elas ficaram constrangidas e saíram dali. 
 Me levantei e saí do ginásio, aquilo estava ficando tumultuado demais, então resolvi esperá-lo no estacionamento, perto do carro, fui desviando daquele bando de adolescentes que eu nunca vi na vida. Passei pelo corredor principal, que estava mais vazio.
- Ora, ora. Lua Houston, era de se imaginar que você estivesse aqui – me virei.
- Que foi Louise?
- Parece que não gostou de me ver.
- Jura? – disse irônica.
- Ué, já está indo sem seu namoradinho?
- E desde quando te interessa?
- Ah não ser que... não, não. Se eu mesma não tivesse tirado o amorzinho da sua vida, diria que estaria trocando Taylor, pelo Justin. Que pecado!
- Louise não me compare a você.
- Olha, ela está mancinha hoje.
- Quem fica mansinha é cadela. Agora me deixa em paz! – me virei e continuei andando.
- Own, ela está assim por causa do Justin. Que romântica! Acho que ele não quer mais ela – não era verdade, mas eu não deixei de me irritar – acho que ele não quer nem saber dela, não se importa mais. Incrível, parece que Lua Houston tem um ponto fraco, Justin Bieber – o jeito esnobe de falar, fez com que meu sangue fervesse nas minhas veias, queria sair dali na paz, mas pelo jeito ela não. – Sabe, acho que vou a casa do Justin depois da escola,ele precisa de alguém para esquecê-la de uma vez – agora ela passou dos limites.
- Sério? Você vai lá? Mas acho que Justin não vai nem deixar você entrar, porque pelo o que eu fiquei sabendo enquanto estava com o meu namorado, Taylor, ele nem olhava para sua cara.
- Pois você está errada, se preocupou demais com você e nem viu as coisas como estava. Ele adorava me ver.
- Ah Louise! Você não me engana garota.
- Eu vou tirar o Justin de você como você tirou o Taylor de mim, Houston!
- Entendi tudo agora! Como eu não pude perceber? O problema todo é que você não aceita o fato do Taylor estar comigo, dele ter terminado com você por minha causa! – agora todos no corredor, que já não prestavam atenção, pararam para nos ouvir.
- Claro que não!
- Claro que sim Louise. Você realmente gosta do Taylor.
- Até parece. Eu nem me importei quando ele brigou com o Justin por você no último dia.
- Você se importou sim. Claro que se importou. Sabe, dois garotos brigaram por mim e na festa foram três, todos os três que você queria, mas não conseguiu por minha causa! Desculpa te decepcionar Louise, mas nenhum dos três sequer suporta você.
- Sempre você, você e você. Lua Houston! Você fez a minha vida um inferno.
- Eu fiz? Tem certeza?
- Todos na escola, preferiam você, meus pais preferiam você, você, você e você!
- Sério? Seus pais te mimaram tanto, que preferiram a mim. Por que será? – a “conversa” estava com um alto índice de sarcasmo e ironia. Adorei.
- Eu vou tirar tudo que você têm, principalmente o Justin, mas esse acho que não vou ter que fazer muito esforço, já que a última vez que se viram, a conversa não foi amigável, pelo que fiquei sabendo a discussão foi super agradável, para mim – a última discussão foi na casa dele, sabia que as fofocas corriam rápido, mas aí já é demais, como... claro! A mãe dela estava lá.
- Você está certa, a briga realmente não foi agradável, mas e daí? A discussão não foi nossa última conversa – foi sim, mas ela não precisa saber.
- E o que aconteceu depois?
- Ta curiosa agora? Você não disse que ia a casa dele hoje, oferecer um ombro amigo? Vai lá então, pergunte. Se bem que, para Louise James, não vale só o ombro amigo.
- Você me chamou de...
- Entenda como quiser – interrompi, me virei e voltei a andar.
- Lua! – ouvi Megan me gritar tempos depois e não era do tipo de grito que se chama alguém e sim que avisa. Vi Louise vir em minha direção, meu coração acelerou, uma dose rápida de adrenalina passou pelo meu corpo, fazendo-o estremecer, ela vinha me bater.
 Espera! Ela vinha querer me bater? Ela tem medo até de mosca. Eu mereço uma inimiga assim?
 Ela soltava um rosnado do fundo da garganta, ela veio querendo, sei lá, segurar meu cabelo – uau estou impressionada, ironia –, eu bati no braço dela, que por ser bem branquinho, ficou levemente avermelhado. Ela voou pra cima de mim, dessa vez com os dois braços, mas eu não estava a fim de rolar ali no chão com ela, antes que ela pudesse me segurar a afastei com a palma da mão, tudo ato causando por reflexo e ela era mole, fraca. Ela resolveu voltar para cima de mim e eu resolvi, acumular toda a raiva, fechando a mão em punho, e só notei o que eu tinha feito quando Louise caiu no chão com a mão no rostinho de boneca, como fiz com a Caitlin, mas acho que dessa vez foi pior, porque antes que eu saísse correndo – se eu continuasse ali, com toda a raiva que estava, não sairia, apenas um soco, eu ficaria fora mim – pude jurar que vi sangue passar por dentre os dedos dela.
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Eu simplesmente amo sá parte! Sabe, do sangue entre os dedos, soco na cara da Louise... vamos combinar que ela merecia isso faz um teeeeeeeeeeeeempão! HAUSHASUASHUASH
Esse capitulo é todo legalzinho, já vi que a narração do Justin vou dividir em duas, mas não nem até onde ela vai, então, depois eu digo se vai ter mais post além desses três [ou seja, vou postar na sexta de novo e isso é CERTO] Mas uma coisa eu digo, são posts bem grandes! Acho que tem um da Lua ali... então eu vejo quando posto, fico meio perdida quando tem mais de três posts numa semana .q 
Enfim, já falei demais, bezus.

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