Pov's Houston
Nas férias,
eu acordava sempre cedo, sempre na hora do almoço e era realmente na hora do
almoço, acordava com fome e sentia o cheiro da comida, aí levantava. Só que
dessa vez, eu acordei realmente cedo – antes das dez é cedo até para os
domingos – e o sono era tanto que eu não parava de bocejar um segundo, minha
aparência estava horrível, meus olhos fundos – provavelmente por eu ter dormido
umas três da matina –, mas eu não estava nem ligando, prendi meu cabelo num
rabo de cavalo, porque se o deixasse normal a aparência não seria muito
interessante.
O dia não estava, vamos dizer que ruim, tinha
um sol, mas eu tinha a impressão que iria chover, escolhi um cordão – o que mais tinha haver comigo, uma lua crescente com uma estrela – e coloquei
no meu pescoço, coloquei uma calça jeans – apesar do sol estava ventando frio –
de cor cinza, uma blusa de frio meio xadrez preta e amarrei na cintura e claro,
meu inseparável all star – dessa vez com a língua xadrez – desci a escada me
arrastando, mas torcendo que eu chegasse antes que o Taylor buzinasse – eram
umas nove da manhã, certas pessoas ainda dormiam.
- Nossa! Que
cara – entrei no carro.
- Ainda é
madrugada para mim e você sabe disso. Por que tinha que ser tão cedo? – ele riu
e deu a partida.
Hoje era a primeira parte do campeonato
escolar de natação e a sede da primeira competição era a minha escola, eu tive
que ir, afinal, meu namorado é do time de natação. Chegamos à escola e nós dois
fomos direto para a arquibancada.
- Você não
tinha que ir para o vestiário?
- Queria
saber aonde você iria se sentar, para olhar quando eu vencer.
- Ok, senhor
convencido, já sabe, agora pode ir.
- Credo,
assim parece que você quer se livrar de mim.
- Claro que
não Tay, mas para vencer você tem que estar lá não aqui, certo?
- Certo.
Torce por mim.
- Vou torcer,
mas não se espante se eu não me esgoelar por você – bocejei, pela... Pela... Não
sei, perdi a conta.
- Certo.
Ele me deu um selinho e correu para o
vestiário. A escola já estava bem cheia, tinha adolescentes para todos os
lados. A competição estava prestes a começar, Taylor se posicionou em uma das
bases e devo dizer, eu tenho certa sorte, ele tem um corpo de dar inveja em
qualquer um, sem contar o fato de ser um bom aluno e uma boa pessoa. Me deu certo
orgulho, principalmente quando duas garotas, que não eram da minha escola,
começaram a comentar coisas como “o da base três é muito gatinho”, “ por que
ele não estuda na nossa escola?”, “ele é muito gato”, talvez daria para ver
elas babarem, não sei, mas mordi meu lábio inferior para segurar a risada.
Quando o carinha feioso lá, disse algo como
“prontos?” Tay sorriu para mim e depois se posicionou, as garotas soltaram um
demorado “ah” meio, apaixonado, não sei, elas não fazia ideia que eu era a
namorada dele, tanto que comentaram “isso era para a gente?”, deixa, deixa.
- Lua! –
soltei um “hum” arrastado. – Nossa você ta mal, o que houve?
- São nove da
manha Karol.
- Ah é,
férias e domingos mesmo durante as aulas depois das 10.
- Garota
esperta.
- Foi só
isso?
- Quando meus
únicos problemas forem a hora que eu acordo, vou estar feliz da vida.
- Justin? – assenti.
– O que foi?
- Isso é
outro assunto. Agora, o que você faz aqui? – olhei para a água – Ah é! Nat, seu
namorado, tinha esquecido.
- Olha lá! Taylor
ganhou, orgulhosa do seu.... – soltei um “shii” – que foi? Não é mais segredo
que – outro “shii” e ela me olhou confusa.
- Depois te
falo.
Em primeiro ficou o Tay, como ele mesmo disse,
depois um loirinho de outra escola e em terceiro o Nat. Todos os competidores
subiram no pódio, Taylor no mais alto, no médio o loirinho da outra escola e no
menor o Nat, todos só de sunga de natação e com a jaqueta de time, das suas
devidas escolas. Assim que acabou com aquele bla, bla, bla todo, Taylor saltou do
primeiro lugar com aquela medalha dourada no pescoço e veio até a arquibancada,
as duas na minha frente ficaram eretas e ansiosas conforme ele foi chegando
perto. Me limitei a sorrir.
- Hey
gatinha, eu disse que iria ganhar – ele sorriu.
- Tay meu
amor, eu disse para parar com isso de gatinha – eu tenho sorte de estar atrás
das garotas, porque se visse alguma delas abri a boca, iria ri.
- Achei que
fosse só na festa. Desculpa Karol, oi.
- Oi, bom vou
deixá-los a sós e ver meu namorado – ela desceu a arquibancada saltitando de
felicidade. Céus!
- Vale para
fora também, agora já está esperto – uma das me olhou, ela até era bonita,
depois cutucou a outra que também me olhou.
- Certo,
certo. Agora eu vou me arrumar me espera ta?
- Claro! –
depois que ele saiu em encarei às garotas, elas ficaram constrangidas e saíram
dali.
Me levantei e saí do ginásio, aquilo estava
ficando tumultuado demais, então resolvi esperá-lo no estacionamento, perto do
carro, fui desviando daquele bando de adolescentes que eu nunca vi na vida.
Passei pelo corredor principal, que estava mais vazio.
- Ora, ora.
Lua Houston, era de se imaginar que você estivesse aqui – me virei.
- Que foi
Louise?
- Parece que
não gostou de me ver.
- Jura? –
disse irônica.
- Ué, já está
indo sem seu namoradinho?
- E desde
quando te interessa?
- Ah não ser
que... não, não. Se eu mesma não tivesse tirado o amorzinho da sua vida, diria
que estaria trocando Taylor, pelo Justin. Que pecado!
- Louise não
me compare a você.
- Olha, ela
está mancinha hoje.
- Quem fica
mansinha é cadela. Agora me deixa em paz! – me virei e continuei andando.
- Own, ela
está assim por causa do Justin. Que romântica! Acho que ele não quer mais ela –
não era verdade, mas eu não deixei de me irritar – acho que ele não quer nem
saber dela, não se importa mais. Incrível, parece que Lua Houston tem um ponto
fraco, Justin Bieber – o jeito esnobe de falar, fez com que meu sangue fervesse
nas minhas veias, queria sair dali na paz, mas pelo jeito ela não. – Sabe, acho
que vou a casa do Justin depois da escola,ele precisa de alguém para esquecê-la
de uma vez – agora ela passou dos limites.
- Sério? Você
vai lá? Mas acho que Justin não vai nem deixar você entrar, porque pelo o que
eu fiquei sabendo enquanto estava com o meu namorado, Taylor, ele nem olhava
para sua cara.
- Pois você
está errada, se preocupou demais com você e nem viu as coisas como estava. Ele
adorava me ver.
- Ah Louise!
Você não me engana garota.
- Eu vou
tirar o Justin de você como você tirou o Taylor de mim, Houston!
- Entendi
tudo agora! Como eu não pude perceber? O problema todo é que você não aceita o
fato do Taylor estar comigo, dele ter terminado com você por minha causa! –
agora todos no corredor, que já não prestavam atenção, pararam para nos ouvir.
- Claro que
não!
- Claro que
sim Louise. Você realmente gosta do Taylor.
- Até parece.
Eu nem me importei quando ele brigou com o Justin por você no último dia.
- Você se
importou sim. Claro que se importou. Sabe, dois garotos brigaram por mim e na
festa foram três, todos os três que você queria, mas não conseguiu por minha
causa! Desculpa te decepcionar Louise, mas nenhum dos três sequer suporta você.
- Sempre
você, você e você. Lua Houston! Você fez a minha vida um inferno.
- Eu fiz? Tem
certeza?
- Todos na
escola, preferiam você, meus pais preferiam você, você, você e você!
- Sério? Seus
pais te mimaram tanto, que preferiram a mim. Por que será? – a “conversa”
estava com um alto índice de sarcasmo e ironia. Adorei.
- Eu vou
tirar tudo que você têm, principalmente o Justin, mas esse acho que não vou ter
que fazer muito esforço, já que a última vez que se viram, a conversa não foi
amigável, pelo que fiquei sabendo a discussão foi super agradável, para mim – a
última discussão foi na casa dele, sabia que as fofocas corriam rápido, mas aí
já é demais, como... claro! A mãe dela estava lá.
- Você está
certa, a briga realmente não foi agradável, mas e daí? A discussão não foi
nossa última conversa – foi sim, mas ela não precisa saber.
- E o que
aconteceu depois?
- Ta curiosa
agora? Você não disse que ia a casa dele hoje, oferecer um ombro amigo? Vai lá
então, pergunte. Se bem que, para Louise James, não vale só o ombro amigo.
- Você me
chamou de...
- Entenda
como quiser – interrompi, me virei e voltei a andar.
- Lua! – ouvi
Megan me gritar tempos depois e não era do tipo de grito que se chama alguém e
sim que avisa. Vi Louise vir em minha direção, meu coração acelerou, uma dose
rápida de adrenalina passou pelo meu corpo, fazendo-o estremecer, ela vinha me
bater.
Espera! Ela vinha querer me bater? Ela tem
medo até de mosca. Eu mereço uma inimiga assim?
Ela soltava um rosnado do fundo da garganta,
ela veio querendo, sei lá, segurar meu cabelo – uau estou impressionada, ironia
–, eu bati no braço dela, que por ser bem branquinho, ficou levemente
avermelhado. Ela voou pra cima de mim, dessa vez com os dois braços, mas eu não
estava a fim de rolar ali no chão com ela, antes que ela pudesse me segurar a
afastei com a palma da mão, tudo ato causando por reflexo e ela era mole,
fraca. Ela resolveu voltar para cima de mim e eu resolvi, acumular toda a
raiva, fechando a mão em punho, e só notei o que eu tinha feito quando Louise
caiu no chão com a mão no rostinho de boneca, como fiz com a Caitlin, mas acho
que dessa vez foi pior, porque antes que eu saísse correndo – se eu continuasse
ali, com toda a raiva que estava, não sairia, apenas um soco, eu ficaria fora
mim – pude jurar que vi sangue passar por dentre os dedos dela.
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Eu simplesmente amo sá parte! Sabe, do sangue entre os dedos, soco na cara da Louise... vamos combinar que ela merecia isso faz um teeeeeeeeeeeeempão! HAUSHASUASHUASH
Esse capitulo é todo legalzinho, já vi que a narração do Justin vou dividir em duas, mas não nem até onde ela vai, então, depois eu digo se vai ter mais post além desses três [ou seja, vou postar na sexta de novo e isso é CERTO] Mas uma coisa eu digo, são posts bem grandes! Acho que tem um da Lua ali... então eu vejo quando posto, fico meio perdida quando tem mais de três posts numa semana .q
Enfim, já falei demais, bezus.
Mais!!
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