(...)
A
chuva já tinha cessado e a maior parte do caminho para casa foi silêncio total,
eu queria perguntar o que aconteceu na escola, mas a coragem me fugiu, eu tinha
medo de estragar tudo, esperei muito tempo por apenas, poder segurar sua mão de
novo e essa noite consegui até um beijo, prefiro esperar para saber o que
houve, do que estragar tudo.
-
Bom, chegamos – disse praticamente em frente das nossas casas – é melhor você
ir para casa, seus pais devem estar preocupados.
-
Certo – senti certa tristeza na sua voz. Ela nem se mexeu, só abaixou a cabeça
e apertou minha mão forte.
-
Que foi?
- Eu
não quero ir para casa, meus pais vão pedir muitas explicações que eu não sei
se estou pronta para dar – ela me encarou nos olhos.
-
Então vamos lá para casa, você pode ligar, ou eu peço para minha mãe ligar para
seus pais e acalmá-los.
-
Não, eu não quero ser um incomodo, você já fez muito indo atrás de mim.
-
Você nunca vai ser um incomodo. Vem – a puxei pela mão e ela veio sem lutar.
Abri a porta de casa a minha mãe estava zanzando no corredor em frente à porta
de tão nervosa.
Assim que fechei a porta, Lua e eu soltamos as
nossas mãos e a minha mãe parou de andar olhando para nós dois por alguns
segundos tentando descobri se não era uma miragem.
-
Justin! Meu filho, eu já estava preocupada – ela veio até nós. – Lua queria!
Que bom que você está bem – ela veio a abraçar.
-
Sra. Pattie é melhor não – minha mãe parou e a encarou depois a mim de cima a
baixo.
-
Céus! Vocês estão encharcados! Subam e Justin, pegue toalhas secas para vocês
dois e troquem de roupa, Lua, vou ver alguma roupa para você.
-
Certo – disse.
Nós dois subimos as escadas. Eu fui até o
armário da minha mãe e peguei duas toalhas secas, voltei para o meu quarto que
era onde a Lua me esperava e a entreguei a toalha. Ela tirou a blusa de frio e
começou a se secar, eu tirei o boné, a jaqueta e mais a camiseta.
- Vou
lá embaixo ver a roupa com a minha mãe, já volto – ela assentiu, eu saí do
quarto e desci as escadas rápido. – Mãe!
-
Estou aqui na lavanderia – fui até lá –, leve essas roupas para a Lua, talvez
alguma caiba nela – peguei as roupas com uma mão e com a outra sacava o cabelo.
-
Mãe, liga para Anna e diga que a Lua está aqui e que ela está bem. Ela está
muito nervosa e confusa, preferiu se acalmar primeiro, amanhã ela conversa com
eles melhor.
-
Tudo bem.
-
Vou subir e ver se a Lua quer comer, ela deve ter ficado o dia inteiro sem por
nada no estômago.
-
Faz bem filho, vai lá – voltei ao quarto correndo e quando entrei, ela não
estava lá.
-
Lua! Voltei, cadê você?
- No
banheiro – ela respondeu ainda lá dentro.
-
Trouxe a roupa – fui até a porta, ela abriu uma brecha.
-
Obrigada – e pegou a roupa, depois fechou a porta.
-
Você quer comer alguma coisa? – perguntei enquanto dava um jeito nas nossas
roupas molhadas.
-
Não, estou sem fome obrigada – um tempo de silêncio, depois ela abriu um pouco
a porta novamente. – Jus – Jus? –, me da uma camiseta sua? – essa eu não
entendi.
-
Sim – fui até o meu guarda-roupa e peguei uma camiseta qualquer. – Aqui – a
entreguei.
-
Valeu – depois de um tempo ela saiu do banheiro com um short de pano, cujo eu
só via a bainha, a minha camiseta pegava pouco acima da metade da sua coxa e
nas mãos, ela segurava a calça e a blusa molhada, com a toalha enrolada no
cabelo.
- Me
dá a roupa – ela me entregou e eu coloquei em um lugar que não desse problema.
– Por que pediu a minha blusa?
- A
outra ficou meio estranha – ela se sentou no pé da cama.
-
Mas por que a minha?
-
Qual o problema? Pode não? – sentei ao lado dela.
-
Sei que queria sentir o meu cheiro – ela riu.
-
Idiota – e me deu um empurrão com a mão, depois parou de rir.
-
Tudo bem?
-
Por que você foi atrás de mim? – ela puxou a toalha do cabelo e passou a
torcê-la com as mãos.
-
Você sabe bem porque.
-
Sabe por que eu desapareci?
-
Você brigou com a Louise, por minha causa.
-
Você foi um dos principais motivos.
-
Teve outros motivos?
-
Teve, mas eu não quero pensar nisso agora, outro dia te conto.
-
Lua, o que está acontecendo?
-
Como assim?
-
Tem alguma coisa estranha e você não quer me contar – ela ficou em silêncio. –
Você... er... você terminou com o Taylor? – eu estava curioso, não resisti.
-
Não! – ela me encarou, depois suspirou e voltou a encarar o chão. – Por que
pensou isso?
-
Ele que me mandou ir atrás de você.
-
Ele o que? – ela me perguntou surpresa, voltando a olhar para mim, mas sua voz
ainda era arrastada de tristeza. – Por que ele fez isso? – ela olhou para
frente. Era uma pergunta retórica, mas me senti obrigado em responder.
-
Ele disse que foi te procurar de carro, mas não adiantou muito, então disse que
eu deveria te procurar. Foi ele que me contou que eu era o motivo da sua briga
com a Louise.
-
Ele não devia ter feito isso – e voltou a encarar o chão.
-
Você não queria que eu a encontrasse?
- Aí
que está o problema, era quem eu mais queria.
-
Então por que faz isso tudo? Assim você está me confundindo.
-
Justin, lembra, logo no seu primeiro dia de aula você disse que não entendia
porque eu me escondia tanto.
-
Lembro, você disse que eu ainda não entendia muita coisa, e eu tenho a
impressão que você disse a mesma coisa no dia anterior, quando eu estava na sua
casa.
-
Sim. Você ficou confuso.
- E
como fiquei.
-
Mas, depois tudo se esclareceu e ficou mais “fácil” – ela fez as aspas.
-
Foi... onde você quer chegar?
- Eu
não sei se agora vai ser tudo tão fácil assim. Depois dessa noite tudo vai
mudar, eu preciso pensar e analisar tudo. Me sentia mal por quebrar um coração
e agora são dois, você e o Taylor. Sinto que tenho muito o que pensar, muito
ainda do que entender, muitas decisões importantes a tomar, do tipo que não
posso voltar atrás.
-
Não sei bem o que dizer, então, se quiser pode contar comigo.
-
Poderia se você não tivesse a ver com essas decisões. Mas – ela respirou fundo,
deu um sorriso e tentou espantar o olhar de preocupada e de tristeza do rosto –
eu não quero pensar em nada, sinto que cada pensamento é uma bomba prestes a
explodir e sou muito nova para perder os miolos assim – ri.
-
Justin? – minha mãe abriu a porta. – As roupas molhadas de vocês – ela sorriu,
eu me levantei peguei aquele bolo de roupa e a entreguei. – Lua, quer comer
algo?
-
Não, obrigada Sra. Pattie.
-
Boa noite e bons sonhos para os dois então – ela sorriu e saiu.
- Eu
vou dormir aqui? – me perguntou me olhando.
-
Algum problema?
-
Que tal todos? – ela não estava brava, aparentemente não.
-
Nenhum importante para essa noite.
- Se
meu pai descobri ele te capa – parei de sorri na hora, esse “assunto” é de
meter medo em qualquer garoto.
-
Você não vai deixar – voltei a sorrir.
-
Quem te garante que não?
-
Para de bobeira e vem dormir – peguei sua mão e a fiz levantar. Fomos
caminhando até o lado direito da cama.
-
Agora to sem sono.
- Eu
me encarrego de fazer você ficar com sono rapidinho – ela parou de andar.
-
Justin, já to ficando com medo de você.
-
Calma, eu não mordo.
-
Que você não morde eu sei, mas vai que você resolve fazer outra coisa que prefiro
nem citar, acho que não terei tempo de correr – ri.
-
Relaxa, não vou fazer nada que você não queira – ela levantou uma sobrancelha –,
por favor Lua, depois de todo esse tempo, confia em mim pelo menos dessa vez.
- Ta
bom.
- Amém! – ela riu.
Soltei sua mão e ela subiu na cama e logo em
seguida fui eu, nós dois ficamos sentados e escorados na cabeceira. A chuva já
tinha voltado e o silêncio fez com que o “ambiente” deixasse de ser “cômico” –
apesar de que aquela história de me capar não ter sido nem um pouco engraçada –,
fiquei sério e ela também, depois de mais algum tempo tortuoso de silêncio, ela
suspirou alto.
- Eu
disse que estava sem sono.
- E
parece que eu também estou.
-
Você disse que daria um jeito, quero só ver.
-
Você gosta de provocar também né? – a olhei.
-
Demorou para descobri – respondeu já me olhando.
- Eu
disse que te poria para dormir – pulei da cama e fui até o interruptor.
- Na
verdade você...
- Dá
no mesmo – apaguei a luz e preparei para ouvir um berro, mas o único som era da
minha respiração e da dela, que parecia muito calma. Voltei para cama, com cuidado
para não chutar o pé da mesma, o chão ou coisa do tipo. Meu quarto não estava
completamente escuro, a luz da lua entrava pela a janela, não era muita
claridade, mas era o suficiente para poder ver a expressão tranquila no rosto
da minha garota. – Achei que você iria gritar – disse ao me sentar.
-
Sei que não vai fazer nada.
-
Sabe? – eu estava surpreso, fato.
-
Por que a surpresa? Eu disse que ia confiar em você – estava surpreso demais
para até mesmo falar alguma coisa, me parecia que, ela tinha “voltado”, ela era
a minha Lua, fiquei feliz por isso, mas com medo de ser só por essa noite e
amanhã ela volte a ser aquela garota irreconhecível por quem tanto sofri. Depois
de mais algum tempo de silêncio ela bocejou.
-
Parece que alguém esta com sono.
-
Mas sinto que não consigo dormir.
-
Deita e feche os olhos – ela logo escorregou na cama, fechou os olhos e se
aconchegou. Eu desci um pouco o corpo, até que o meu rosto ficasse pouco acima
do seu, acariciei seu rosto devagar e comecei a cantar na voz mais suave que
consegui.
Canção escolhida: atualmente chamada de: “That Should Be Me”, foi a música que
escrevi depois que discuti com ela, depois de ter brigado com Taylor. O mais
engraçado é que essa música se tornou demasiada importante para mim e foi a
primeira, de várias outras que a antecederam, que gravei.
Mal terminei a música e ela soltou mais um
suspiro longo e profundo, logo as suas feições se suavizaram. Enfim dormiu.
- Eu
disse que faria você dormir. Boa noite meu anjo perigoso – depois disso eu
simplesmente dormi.
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To pirando por Beauty and a Beat, é só eu? Ou não? E olhe que de todas, essa é a que eu gosto um pouco menos. Três motivos: 1. Nicki Minaj 2. Lentra meio wtf? 3. "but I gotta keep a eye out for Selena"
Mas o clipe é foda.
Enfim... esse capitulo não acabou, mas vou postar só na segunda, é. E na quarta tem um capitulo inteiro...
Não tenho mais o que dizer, acho .hm Sempre que envio eu lembro que poderia ter falado alguma coisa, mas enfim.
Bezus e até segunda.
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