domingo, 30 de setembro de 2012

15° Capitulo - Now if you're trying to break my heart, it's working. Part.3


- Não tenho dózinha de nenhum dos dois Halle – eu encarava o chão, mas assim que ouvi, levantei a cabeça. – Por que não? Eles agiram que nem idiotas, não importa como eles estão, se ferraram – com certeza ela estava falando da briga – cada ação tem uma reação, talvez assim eles aprendam a não me tratar como um prêmio – era sobre a briga – eu sei, já pensei por esse lado também, mas não importa, afinal eu não iria ficar com quem vencesse, era uma briga idiota, eu estou com o Taylor, Justin não tem nada haver com isso e Taylor tinha que ficar quietinho, ou será que ele pensa que eu não notei ele provocando o Justin?
- Por acaso está me dando razão? – disse um pouco alto, ela se virou na hora.
- Halle vou ter que desligar, depois te ligo – ela desligou o telefone e o guardou – ta me seguindo é?
- Não, esqueceu que eu moro por esse lado também?
- Ah é, infelizmente.
- Infelizmente? Você sempre gostou do lugar onde eu moro.
- Eu gostava, agora não me importa.
- Sei... Ué? Cadê o seu namoradinho? Deixou você vir sozinha?
- Não, eu quis vir sozinha, ele ficou de “castigo” pela aula de hoje.
- Ele fica de “castigo” por brigar, e por que você está me deixando de “castigo” há tanto tempo então?
- Hã?
- Lua, desde que ouvi rumores de você e outro cara, eu rezava para que fosse qualquer garoto, menos o Taylor.
- Sério? Que peninha – ela foi sarcástica.
- Sério Lua! Sério! Eu não queria acreditar que você tinha quebrado mais essa promessa, ou você esqueceu das promessas e dos planos que fez comigo? Por que eu não.
- Claro que não esqueci, apesar de querer esquecer, certas lembranças somem da minha mente e eu agradeço por isso, falei coisas que agora não são mais a realidade.
- Isso não está certo Lua! Deveria ser eu a fazer tudo que agora quem faz é o Taylor, sentir seu beijo, segurar sua mão, fazer você sorrir, te comprar presentes, não ele!
- Não Justin! A sua vez já passou, você me magoou, agora é a vez do Taylor me fazer feliz.
- Eu te magoei? Então parabéns por conseguir seguir em frente, porque agora foi a sua vez de me magoar e bom, olha o meu estado, não consegue ver? Estou acabado.
- Por que quer! E a Megan?
- Megan? O que tem a Megan?
- Ué? Ela num é sua “amiguinha” agora, é a sua oportunidade de seguir em frente se não é isso que você está fazendo.
- O que? Está louca por acaso? Megan é a única que eu posso conversar sem lembrar de você, a única amiga que eu tenho, afinal Karol vive com o Nat e consequentemente perto de você, Hayley e Luka estão preocupados demais com eles mesmos, e ainda tem que se dividir entre você e eu. Ela é a única garota que eu consigo conversar “em paz”.
- Então! É a sua oportunidade perfeita de seguir em frente como eu estou fazendo. Ficar com uma pessoa muito bonita, popular, fazer assim como eu.
- Você se escutou? Acabei de dizer que a Megan é uma amiga que tem me ajudado ultimamente e se você não escutou antes eu estou acabado, em estado vegetativo, automático ou sei lá como você prefere chamar, se acha que se eu estivesse em perfeitas condições de seguir em frente estaria aqui falando com você? Ficaria o dia inteiro trancado no quarto, preocupando minha mãe e todos os meus amigos? Até meu pai que está à milhas de distância? – ela ficou calada, estranhei tudo isso. – Espera aí! Lua, você está com ciúmes de mim e a Megan?
- Ciúmes? Faça me rir! Claro que não! – era mentira, ela mentia bem, mas dessa vez não, sem contar que eu a conhecia muito bem para saber.
- É mentira – fui firme.
- Se prefere se iludir assim, problema é seu.
- Lua, por que você terminou comigo? – mudei o tom completamente, de discussão, foi para esclarecimento.
- Precisava de um tempo para os seus erros.
- Meus erros? – ela assentiu. – Engraçado como você usou este “tempo”, já que nem dois dias depois você já estava saindo com o Taylor.  Você rapidinho me substituiu.
- É, fazer o que? É mais divertido ir com ele ao cinema, ao Club Rush, ao parque...
 - Lua, Lua, eu te amo sabia? Por isso que estou tão derrotado assim, agora, se você está tentando partir o meu coração, está funcionando.
- Achei que já tinha partido.
- Para acabar com ele só preciso que você me responda uma coisa: devo lutar por esse amor ou devo desistir? Aguentar essa dor está cada vez mais difícil. Mas antes que você responda, se disser que devo lutar, eu realmente vou lutar, vou usar todas as minhas garras e forças para te ter de volta, vou usar unhas e dentes até que seja tarde demais.
- E se eu disse que deve desistir?
- Acho melhor você me esquecer, afinal não vai gostar do que vai acontecer.
- Então, me desculpa, mas não posso responder.
- Por que não?
- Não importa o que eu escolher, as coisas iram sair do controle e eu não vou permitir isso – ela se virou e foi embora, não consegui nem dar mais um passo, minhas pernas bambearam, o que eu pude fazer é sentar no meio fio enquanto minhas pernas recuperassem as forças.
- Lua, o que você está fazendo comigo? – passei as mãos no cabelo o deixando todo para trás e os segurando firme, o que não aconteceu muito com as lagrimas, que começaram a sair descontroladamente pelos meus olhos.
- Ei, meu filho, está tudo bem? – olhei para cima e vi uma velinha com uma aparência muito gentil.
- É está tudo bem sim.
- Não é o que está parecendo – me levantei.
- Na verdade, é, não esta tudo bem, mas eu vou ficar, não se preocupe.
- Por que você estava chorando? É um jovem tão bonito.
- Obrigado pelo elogio senhora, mas é uma coisa complicada de dizer.
- Coisas do coração né? Você deve gostar muito dela, para chorar tanto assim na rua.
- É senhora, e eu gosto muito dela.
- Ela te merece filho, tenho certeza disso, aposto que te ama como você ama ela.
- Não sei, agora ela está com outro cara.
- É? Que pena! Mas acredite que as coisas irão dar certo que elas darão certo.
- Eu não sei se isso tem volta senhora.
- Você acredita em alma gêmea?
- Acredito.
- Então meu jovem, deixa eu te dizer uma coisa, se essa garota te amar o tanto que você a ama, pode desabar o céu, mas vocês irão ficar juntos.
- Como eu queria acreditar nisso.
- Então acredite! O amor tem altos e baixos e se ela realmente for sua alma gêmea, o futuro reserva grandes coisas para vocês dois. Pense nisso como um teste.
- Um teste?
- Sim, um teste, um teste para ver se realmente são um do outro.
- Que testezinho mais difícil em!
- E quem disse que o amor é fácil meu jovem? – fiquei quieto. – Tenho que ir, mas meu jovem, seja lá quem for essa garota, ela tem muita sorte de ter o amor de um garoto assim como você, é algo tão verdadeiro, raro – ela virou e se foi, eu fiquei parado que nem um idiota pensando no que ela falou, depois comecei a andar rumo a minha casa, ainda pensando nessa conversa estranha, mas verdadeira.
- Justin! O que ouve? – minha mãe veio perguntando assim que eu entrei. – Você chegou muito atrasado da escola, a Lua chegou faz tempo.
- Mãe, se não se importa eu vou para o meu quarto – meu tom era pensativo, diferente do dos últimos dias.
- Claro que eu me importo, o que ouve? Me conta ou você não sobe.
- Ok, eu tive uma conversa discussão com a Lua, dessa vez maior do que a última, aí eu me senti derrotado com o rumo que a conversa chegou, sentei no meio fio e quando menos percebi estava chorando, depois chegou uma velhinha e me perguntou o que houve, não precisei dizer para ela saber e disse para eu acreditar que tudo vai dar certo, resumindo o que ela disse, foram coisas verdadeiras que me fez pensar. Agora posso subir?
- Pode – ela falou meio triste. Subi as escadas ainda pensativo.
- A propósito mãe, o que tem para o jantar? – ela sorriu.
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MIL DESCULPAS NÃO TER POSTADO NA SEXTA! Eu fui ao shopping e para piorar minha mãe me prende lá mesmo quando eu já queria vir embora e no sábado eu tava meio morta, empolgada com o livro que tava lendo, resolvendo mil coisas e mexi pouquíssimo! Então, nem deu e hoje quase esqueci, mas a Thais me lembrou <3
Só isso que eu tenho a dizer... bezus e até amanhã.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

15° Capitulo - Now if you're trying to break my heart, it's working. Part.2


- Hoje vamos jogas basquete – droga –, primeiro as meninas e depois os meninos – Sue era o nome da nossa professora e ela estava muito animadinha para o meu gosto, como todos ali –, certo? – tanto faz. – Então vamos separar os times, os garotos, por favor, para a arquibancada – não precisou dizer duas vezes, fui o primeiro a chegar à arquibancada e fui direto para o alto dela.
 As meninas começaram a jogar e elas conseguiram me fazer ri pelo menos um pouco, não tinha competitividade, pelo contrário, parecia que tinham certo carinho pela bola.Gritos histéricos por parte de algumas e coisas do tipo, a bola mais saía de quadra do que ficava dentro, elas lançavam e caiam sozinhas, mais riam do que tudo também, a bola ia em todas direções, menos na cesta, ou melhor, ia, só não entrava.
- Meninos! Agora é a vez de vocês – todas as meninas nos substituíram na arquibancada e nós as substituímos na quadra – Taylor e Justin, escolham os times, par ou impar?
- Par – disse.
- Já – pomos as mãos, ele ganhou e começou a escolher os times, nos encarávamos, ele nem olhava para quem escolhia, só ia citando os nomes, assim como eu, era olho a olho. Esse seria um longo jogo.
  A professora jogou a bola para cima e ele por ser mais alto a pegou primeiro do que eu. O jogo já não começou fácil e o primeiro ponto foi dele.
- Como sempre, eu vou ganhar de você – ele começou a provocar, não respondi, só fiz a minha parte, ou seja, cesta.
- É o que veremos.
 O jogo seguiu firme, era mais um conflito direto entre Taylor e eu do que um simples jogo de basquete, não se ouvia um suspiro além do apito e dos tênis escorregando na madeira da quadra. Uma hora esbarrei forte nele, que não chegou a cair, mas não foi proposital, porém ele me derrubou fazendo com que eu fosse com tudo no chão
- Qual o seu problema?
- Não, qual o seu problema?
- Eu não tenho problema nenhum! Para que você me derrubou, você é louco? – gritávamos.
- Você que esbarrou em mim primeiro!
- Não precisava me derrubar!
- Qual é! Você ficou me provocando o jogo inteiro.
- Eu? Bem eu! Você que começou com tudo.
- Ela é minha – ele disse mais baixo, mas ainda com raiva.
- Não disse nada sobre.
- Por isso você esbarrou em mim! Está com ciúmes.
- E você está com medinho dela voltar para mim.
- Ah! Faça-me um favor! Ela não vai voltar para você.
- Então por que está tão irritadinho? Sabe que tem mais chances dela voltar para mim do que continuar com você.
- Você me paga – ele voou para cima de mim, a briga era meio injusta, é duro admitir, mas Taylor tinha mais músculos e provavelmente mais força do que eu, mas não sairia da briga sem bater. Várias pessoas chegaram perto da gente, algumas ajudaram a separar inclusive a Lua. A professora não estava perto, o que tornou tudo mais “fácil”.
 - Para! Para vocês dois! – ela ficou entre nós dois, que estávamos ofegando. – Não sou um prêmio – disse séria encarando Taylor e depois a mim, ela olhou para ambos, decepcionada. Algumas pessoas me levaram para um canto e ela foi com o novo namorado para o outro.  
- Você está bem Justin? – alguém perguntou. Eu não parava de olhar para ela e para o Taylor, que aparentemente discutiam, e Taylor não parava de me olhar.
- Vou ficar bem.
- O que está acontecendo aqui? – a professora chegou e viu aquela multidão, Taylor e eu machucados. Não deu outra. – Sr. Fox e Sr. Bieber, para a diretoria agora – a seguimos até a diretoria, que por ser a última aula, estava vazia.
- O que ouve professora Sue?
- Eu não sei, fui resolver um problema das aulas do terceiro ano e quando cheguei estava um alvoroço na quadra e os dois machucados assim, o que indica é que foi briga, afinal, além do fato deles estarem tão machucados, ficaram se enfrentando o jogo inteiro.
- Por que os senhores brigaram? – ficamos calados. – Sr. Bieber?
- Ele me derrubou no jogo e ficou me provocando.
- Eu? Ele me empurrou antes.
- Não foi de propósito.
- Ah não! – ele disse irônico e começamos a discutir, falar alto e embolado.
- Calados! – ficamos quietos. – Duvido que os dois chegaram a esse ponto por um empurrão tão comum num jogo – não respondemos. – Ah já entendi, vocês saíram na briga por causa daquela garota, a – ele mexeu em algumas folhas e pastas – Srta. Houston.
- Não, não tem nada haver com ela – nem mentir o idiota sabia, ao falar ele hesitou.
- Tem sim, eu sei que tem. Vocês não têm respeito nem amor por si próprio? Ficar brigando por uma garota?
- Perdi isso há muito tempo – fui direto, depois me calei, estava disposto a deixar tudo para o Taylor.
- Olha, vou deixar isso passar dessa vez, é o ultimo dia de aula e não estou a fim de dar uma suspensão, inclusive porque não adiantaria em nada, mas que não se repita tudo bem? – Taylor assentiu. – Sr. Bieber? – assenti.
- Posso ir agora? – perguntei e ele assentiu, me levantei e saí da sala.
- Trouxe a sua mochila.
- Valeu Megan.
- O que aconteceu lá dentro? – fomos andando em direção à saída.
- Ele entende bem porque brigamos, e por ser o último dia de aula, deixou passar.
- E por que Taylor está lá ainda?
- Deve estar recebendo um sermão por entrar em brigas dias antes do campeonato estadual.
- Hum – ela baixou o olhar. A olhei confuso, mas logo me toquei do que acontecia.
- Já desconfiava.
- Do que?
- Você gosta do Taylor!
- Não! Não! Eu não... – olhei para ela meio que “você não me engana” – está tão na cara assim?
- Só quando você dá surtos de preocupação. Por que você gosta desse bombadinho? Não, quer dizer...
- Relaxa, tudo bem – ela ria. – Eu não sei, ele é um cara legal, simpático e super bonito.
- Acho que foi isso que atraiu a Lua.
- Deve ser, mas tem o fato deles se conhecerem a tempo.
- É, me esqueci desse detalhe.
- Bom Justin, preciso ir ensaiar, adiaram para depois das aulas. Você vai ficar bem?
- Vou sim, tchau Meg.
- Tchau Jus – ela saiu.
- Justin? – me virei.
- Ah! Oi Luka.
- Você acabou de chamar Megan Stokes de “Meg”?
- É, qual o problema?
- Pelo jeito, ta seguindo a vida né? Logo com a líder de torcida, ah garoto, se deu bem!
- Hã? Ah! – ri. – Não Luka, você está errado! Vai por mim, entre Megan e eu, não existe nada.
- Sei – ele disse desconfiado – e o que foi isso na sua cara?
- Nada não, eu saí no braço com o Taylor e o rosto é o menor dos meus problemas.
- Você o que? – ele parecia surpreso, era de se esperar que isso fosse acontecer um dia, não era?
- Eu esbarrei nele depois ele me derrubou aí começamos a discutir e pouco depois de sairmos na porrada a Lua nos separou e disse que não era um prêmio.
- Vocês brigaram por ela?
- Mais ou menos – gemi e coloquei o braço envolta da barriga, ela doía.
- Que foi cara?
- Aquele idiota me acertou na barriga – tentei me acertar, mesmo sentindo um pouco de dor.
- Quer que eu vá com você até em casa? Eu falo com a Hayley, ela deve entender.
- Não Luka, valeu, vai com a sua namorada, eu vou ficar bem.
- Qualquer coisa me liga ta?
- Ih! To te estranhando em – ele riu.
- Só estou preocupado com você.
- Ultimamente todo mundo anda preocupado comigo.
- Também, não é para menos – concordei.
- Bom Luka, tenho que ir. Tchau.
- Falou.
 Fui caminhando para casa, minha barriga doía bastante o que dificultou um pouco as coisas. Eu não esperava encontrar alguém no caminho perto da minha casa, afinal, a única pessoa que eu encontrava e que morava perto de mim era a Lua e ela tem carona para casa todos os dias, ida e volta, na verdade ela tem carona para ir onde bem quer, o barulho daquele carro já tinha se tornado inconfundível para mim, poderia saber que ele estava vindo assim que virasse a esquina e assim sabia que era mais um dia que ela iria se divertir e que eu estava trancado no quarto.

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Amo briga, sério! Entre homens, porque entre mulheres é chato demais! Entre puxões de cabelos e socos, prefiro socos, mas eu ainda era meio "inexperiente" aí, então ficou meio murcho, mas enfim.
O capitulo de sexta é emocionante... bom, eu acho que vocês vão achar emocionantes de ficar tipo: "owwwwwn"
Mas só acho.
Até lá então.
Ah! To para falar isso mais sempre esqueço: TO DIVANDO NOS SETE SEGUIDORES MANO! UHUUUUUUUUUUUUUUUL.
Agora sim, tchau e bezus.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

15° Capitulo - Now if you're trying to break my heart, it's working. Part.1


Pov's Bieber
Se ela quer me matar por que num dá um tiro em mim logo? Poderia fazer tudo menos namorar com o Taylor, ele não, pelo amor, ele não!
 Entrei em estado automático definitivamente, não saí do meu quarto e não largava o violão, ele era o meu consolo e o jeito que eu tinha de extravasar minha dor. Eu estava fazendo papel de idiota, isso sim, sofrendo tanto, por uma menina que nem dá moral para mim, ela andava fria, como se eu não existisse, tinha a cara de ir se sentar com os amigos e conversar com eles não importando se eu tivesse lá ou não, ela simplesmente me ignorava, nossas palavras não iam além de um raro “Oi” um com o outro.
- Justin! Você precisa sair desse quarto.
- E uma tarde fazendo compras não é um bom programa para isso.
- É só para você sair daí um pouquinho.
- Não vou mãe.
- Vai sim.
- Não!
- Eu sou sua mãe e se estou dizendo que você vai, é porque você vai. Daqui a meia hora volto e espero que esteja pronto – ela saiu do meu quarto.
  Quinta à tarde e minha mãe tentava me convencer a ir ao centro da cidade e eu não queria ir.
 - Argh! – dei um soco no travesseiro e levantei. Odeio esse jeito das mulheres controlarem nós, homens, principalmente a mãe.
 Fui até o guarda-roupa e puxei uma roupa, me vesti sem vontade e exatos 30 minutos depois a minha mãe voltou.
- Gostei de ver – revirei os olhos. – Vamos.
 Entrei no carro e partimos. Uma, duas, três, sete lojas e eu já estava com vontade de ir embora, sem contar que estava super irritado e entediado. Saímos da décima loja e eu já enchia o saco da minha mãe para irmos embora.
- Mãe! Chega! Você já tem roupa para todo o verão.
- Ta bom Justin, já vamos – ela me olhou irritada e voltou atenção para frente. – Lua! – sabia que não era para eu ter saído de casa. Quando fui ver estávamos frente a frente, ela de frente para a minha mãe e eu de frente para o bombadinho do namorado dela.
- Oi Sra. Pattie. Oi Justin – ela foi cordial, pura educação.
- Oi – respondi direto, procurei não demonstrar algum sentimento, mas que sentimento? Ela acabou com tudo que havia dentro de mim.
- Como anda querida?
- Muito bem e a senhora?
- Bem, apesar das coisas meio tensas lá em casa – ela poderia ter ficado calada. – E quem é esse rapaz?
- Esse é o Taylor, meu... – ela não conseguiu terminar, me surpreendi.
- Namorado. Prazer em conhecê-la senhora – ele completou.
- O prazer é meu – ela queria dizer: “Não posso dizer o mesmo”, e como queria.
- Mãe, vamos embora – eu estava injuriado com a situação.
- É, certo. Tchau Lua, Taylor – nos viramos e fomos em direção ao carro.
- “Apesar das coisas meio tensas lá em casa”? Essa você poderia ter evitado.
- Mas é a verdade.
- Mas ela não precisava saber disso – entrei no carro e procurei não olhar para ela mais.
- Justin, como vocês jovens dizem: qual é a sua? – ela disse ao entrar no carro.
- Qual é a minha? Eu vou dizer mãe, aquela garota foi a única que eu amei de verdade e agora ela está com o garoto que eu mais odeio, tudo por causa de um mal entendido de uma garota que ela mais odeia, a minha vida virou o inferno, ela sugou a minha vida e tudo o que tinha dentro de mim, prefiro morrer do que ficar vendo essas pessoas sorrindo e felizes, porque eu não estou, mas seria injusto eu culpá-las pelo que a Lua fez comigo e apesar de tudo, não consigo tirar ela do meu pensamento e a cada vez que a vejo com esse cara sabendo que deveria ser eu, sofro ainda mais, agora liga essa maldito carro e vamos voltar para casa que era da onde eu nunca deveria ter saído – voltei a encarar a rua, pela janela do carona. Minha mãe não falou mais nada, só ligou o carro e deu a partida.
 Voltei para casa e fui direto para o quarto, de onde, de fato, eu não deveria ter saído. Peguei o violão e comecei a tocar algo novo, ultimamente a minha criatividade anda boa para criar novas canções. Palavras aleatórias apareciam na minha mente, peguei uma folha e uma caneta, e as passei para o papel, fazendo com que fizessem algum sentido e coerência, infelizmente, quando terminei, era mais uma canção para ela, essa era a segunda nesse tempo. Não tinha titulo nem nada, eram só letras mesmo. Encarei a folha, ri e reli, me subiu uma raiva que o meu sangue chegou a ferver. Ela não poderia fazer isso comigo! Não mesmo!
 Amassei a folha com raiva e lancei rumo a lixeira do meu quarto. Isso me fazia lembrar dela, e eu não queria, não queria lembrar que ela não é mais a minha garota, que ela ainda é meu coração e eu o perdi, há muito tempo vivo sem ele. Estou parecendo um idiota, amando e sofrendo por uma garota que nem liga pra mim, enquanto ela segue a vida com outro cara.
- Justin – minha mãe abriu a porta cautelosa e entrou no quarto –, eu, eu... eu só queria pedir desculpa, não era para ter te obrigado a sair de casa, mas é que...
- Mãe, não precisa pedir desculpas, você não sabia que ela estaria lá.
- Sim, mas é que eu só queria que você saísse um pouco desse quarto, você não come direito, não fala mais com seus amigos, nem no computador mexe mais, sinto falta de ter que brigar com você altas horas da madrugada para ir dormir.
- Não tenho vontade de fazer isso.
- Desde que você e a Lua terminaram, você não tem vontade de fazer mais nada.
- Por que eu faria? – não a encarava, olhava para as cordas do violão, era melhor.
- Ela seguiu a vida dela, está namorando e tudo, enquanto você fica nesse quarto, isolado com o violão – ela não estava ajudando. – Por que você, sei lá, não sai com alguém, vai ver o Luka, programa alguma coisa para vocês! Ou sei lá, alguma garota que você conheça... você deve conhecer alguma garota além da Lua, é isso...
- Mãe! Para! Você não está ajudando mesmo – a olhei.
- Me desculpa Justin, mas já estou desesperada, estou muito preocupada com você filho.
- Desculpa mãe – ficamos em silêncio por alguns instantes e voltei a olhar para o violão.
- Você não vai sair mesmo né?
- Não – ela ficou me encarando por alguns instantes, não quis olhar para ela, quis evitar ver a preocupação e a tristeza de seus olhos.

(...)
Último dia de aula, achei que não iria chegar nunca, principalmente nos últimos dias, onde cada segundo parecia – e ainda parecem – a eternidade.
Fui andando para escola, completamente só, naquele mesmo estado vegetativo, o meu lema dos últimos dias era “viver simplesmente por viver”, definitivamente meu estado era deplorável.
- E aí Justin!?
- E aí Luka.
- Como anda?
- Como você acha? Mal né.
- Ela acabou com você né cara?
- Isso, meio que, está na cara.
- Pior que sim, literalmente, tu ta com cara de morto.
- E era assim que eu queria estar agora.
- Ah! Fala sério! – ele brincava.
- É sério – ele parou de rir e me encarou sem graça.
- Ah! É? – assenti. – Er... foi mal.
- Oi garotos – Halle chegou por trás de mim e foi até Luka dando-lhe um beijo. – Você ta mal em Justin.
- Precisava nem dizer – respondi.
- Tudo por causa da Lua.
- Pois é.
- Tenta seguir enfrente como ela está tentando fazer.
- Para ela está sendo tudo tão fácil, mas para mim não.
- Eu conheço a Lua há anos e nunca a vi assim.
- O amor muda as pessoas. Cuidado – tentei brincar, mas a minha voz não saiu um tom diferente do que o “normal”, eles pelo menos riram, sinal que, apesar da emoção que não saiu na minha voz, entenderam a brincadeira.
- Cadê Karol? – Luka perguntou à Hayley.
- Está no mesmo lugar que a Lua, com o Nat.
- A Lua está com o Nat?
- Não asno! Está na mesa dos populares assim como Karol, ambas com seus devidos namorados – durante “namorados”, ela foi baixando o tom de voz e me olhando, como se tivesse dito algo que não devia, ou melhor, algo que não devia dizer perto de alguém, ou seja, eu.
- Relaxa.
- Desculpa incomodar mais, mas, você não sente nada? Sabendo que ela está com o Taylor e tudo mais, não fala mais com você, te ignora mesmo estando perto – neguei. – Sabe você parece estar vivendo somente por viver, não há emoção na sua voz, até nas brincadeiras, tem um tom de ironia ou sarcasmo para ter graça.
- Não sinto nada, não tenho o que sentir. Afinal, como você mesmo disse, vivo simplesmente por viver – fui andando em direção à escola, eles não falaram nada. Fui até meu armário e peguei o que eu tinha que pegar, depois fui direto para a sala. – Ah, oi Megan.
- Oi Justin.
- Não imaginaria que você estivesse aqui. Por que não está com seus amigos?
- Vou perder as últimas aulas por causa dos ensaios, sabe, o campeonato estadual está chegando e eu como líder tenho um certo “trabalho a mais” – fui até o meu lugar, que era ao seu lado – e preciso tirar umas duvidas antes de ir ensaiar. Acho que os meus amigos não precisam estudar tanto como eu estou me esforçando.  E você faz o que aqui?
- Bom – me sentei – vamos dizer que ultimamente não estou muito bem para multidões.
- Lua? – assenti. – Do jeito que ela falou de você para mim, achava que vocês nunca iriam se separar.
- Todos achavam.
- Sabe, é estranho isso, aquele dia que eu conversei com ela lembra? – assenti. – Ela disse que não tinha medo da Louise, ela me parecia tão confiante.
- E essa confiança está me trazendo problemas. O fato dela está tão confiante e segura de si, faz com que ela esteja com o Taylor e tudo mais, faz com que ela continue vivendo, mas essa própria segurança e confiança, causou isso tudo.
- Como assim?
- Talvez se ela não estivesse tão segura e confiante, ela pensaria melhor e aceitasse as minhas explicações, talvez ela ficasse confusa e complicaria um pouco para o lado dela, mas tínhamos mais chances de estarmos juntos agora, só que ela tem tanta certeza que está certa, que está assim.
- Assim?
- “Fria”.
- Não acho que ela esteja fria.
- Você não é o ex-namorado, que supostamente a traiu com a pior amiga – era isso que a Louise era dela, pior amiga, como ela mesma me disse uma vez.
 Antes que Megan pudesse falar algo e essa conversa seguisse em frente, o sinal bateu, vários alunos entraram na sala fazendo uma algazarra e logo em seguida veio o professor.
 A primeira aula mal tinha começado e eu já queria ir embora, mas suportei todas e para melhor a última era Educação Física, não estava a fim de correr ou coisa do tipo, só ir para casa.
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 Post sexta, isso já está tão comum que seria mais surpreendente se eu não postasse, só acho em .q
Enfim, a próxima parte, de sexta, é tipo BEM LEGAL, eu acho BEM LEGAL pelo menos .q Então, até quarta! 
Bezus

domingo, 23 de setembro de 2012

14° Capitulo - You don’t know and I don’t care.


- Você não tem noção da confusão que esta lá na escola por causa disso.
- Posso fazer nada Halle.
- Como a minha mãe diz, seu nome está na boca do povo.
- É né, aquele povo gosta de falar, bando de fofoqueiro.
- Ei!
- Foi mal! Tem exceções, claro.
- Melhorou. Menina, você deve ser invejada por quase todas as meninas da escola.
- Nada!
- Nada? Lua! Você é ex do garoto mais talentoso da escola, o professor Marc baba no Justin desde a última aula de música.
- Pelo amor! Não me lembra dessa aula, não quero passar sufoco igual tão cedo.
- Você se sentiu “tocada” num foi?
- Como eu não me sentiria Hayley? Ele cantou One time!
- E daí?
- E daí que foi a música que ele se declarou para mim e ainda, para ajudar, ele me encarava como fiz com ele aula anterior.
- Voc...
- Halle! Halle! As meninas só me invejam por causa disso?
- Não, alem disso você é a atual namorada do garoto mais cobiçado da escola e capitão do time de natação, o carinha com o tanquinho mais definido que eu já vi...
- É Halle, deixa o Luka saber.
- Não! Não! Desculpa, foi mal, esquece que eu disse isso! – ri.
- Fica tranquila, ele não vai saber – ela soltou um “ufa”.
 - Até a Louise deve te invejar.
- Será? Acho que não, ela pode ter o Justin agora, ele está livre.
- Ela pode ter ele, mas ele nem olha para ela. Louise deve te odiar ainda mais, por ter os garotos que ela gosta, ou melhor, por sempre ter os garotos que ela quer, lembrando do Erik.
- Pois é. Amiga, vou ter que desligar, o dono do tanquinho mais definido que você já viu está vindo.
- Nunca mais repita isso na sua vida! – ri em resposta. – Ok, tchau – ela desligou.
- O carinha estava fabricando o picolé? – ele riu e me entregou o picolé de chocolate. – Obrigada – começamos a andar sem rumo.
- Quem era no telefone?
- Era a Hayley, ela falou do bafafá que está rolando por causa do nosso namoro.
- Era de se esperar.
- Era mesmo. O incrível que em menos de 24h de namoro a escola toda sabia.
- Isso que dá namorar o cara mais gostoso da escola – ele disse brincalhão.
- Ok, convencido.
- Vai dizer que não concorda?
- Ué, só te chamei de convencido – ele me olhou como se esperasse algo mais na minha resposta. – Ta, esse tanquinho não me deixa mentir – revirei os olhos e ele riu.
 Era uma quinta-feira à tarde, minha mãe estava enfiada no shopping e Taylor me achou por acaso e me ajudou a fugir daquela situação, já meu pai, trabalhando como sempre. Taylor e eu estávamos namorando, enfim, depois daquela dica de uns dez dias atrás – no caso uma semana e três dias – ele resolveu me pedir. O pedido foi no domingo, final da tarde, já segunda de manha Deus e o mundo sabiam, incrível né? – ironia – Agora, estávamos andando sem rumo pelo centro comercial da cidade.
- Lua o... – ele foi interrompido pelo meu celular.
“I get up in the evening and I ain’t got nothing to say” [Dancing in the dark – Nat and Alex Wolff (Cover)]
- Desculpa Tay – peguei o celular e atendi. – Alô?
- Fantasminha!
- Ei Chris! Como vai meu amor?
- Vou bem.
- Trocou de número?
- Não, meu celular estragou, to no da Caitlin.
- Quem é Chris? – não respondi.
- Nossa, se ela te pegar vai te matar, afinal ela deve me odiar ainda.
- E como! Ela não suporta ouvi falar de você.
- Quem é Chris?
- Cala a boca.
- Quem? Eu calar a boca?
- Não você não.
- É seu atual namorado?
- È sim, o Taylor.
- Dá um “Oi” para ele, não é só porque você terminou com meu melhor amigo que eu vou ficar mal – ele fez uma voz de choro.
- Own, meu pequeno, fica assim não, era para as coisas serem assim.
- Não Lua, não era, vocês se davam tão bem, por que terminaram? Vocês pensavam coisas e mais coisas de nunca se separar.
- Mas como diz o próprio, nunca diga nunca.
- Por que Lua? E as coisas que vocês falaram? As coisas que você falou para a minha irmã naquele dia do cinema?
- Ah Chris, eu pensei tantas coisas, fiz tantas promessas e juras, que agora não valem nada.
- Mas o que ele fez?
- Lembra da Louise?
- Lembro.
- Então ele acabou ficando com ela, algo assim, não me interesso em saber.
- Mas ele disse que é inocente sobre isso.
- Chris, aconteceu duas vezes, eu não aguentaria uma terceira.
- Terei que escolher entre um dos dois? – a voz dele ficou ainda mais triste.
- Por minha parte não. E por ele?
- Ele disse que não.
- Você é meu amigo Chris, apesar de ser do Justin também, eu não quero que você se afaste de mim. Eu te amo, lembra?
- Lembro.
- Então pronto.
- Lua, minha irmã chegou, se deu conta que está sem celular, vou desligar, depois nos falamos mais.
- Ok pestinha, até.
- Beijo fantasminha – ele desligou.
- Entendeu quem é Chris?
- Entendi, mas não precisava ter me mandado calar a boca – ele estava sério.
- Desculpa, é que eu não queria que você me interrompesse na conversa, eu sinto muita falta desse pestinha.
- Desse jeito vou achar que você ama mais ele do que eu – eu achava que essa fala era do Justin.
- São amores diferentes, amo o Chris como amo o Luka – e essa fala sempre minha.
- Ele é amigo do Justin né? – a voz dele se entristeceu.
- Sim, meu também.
- Lua? – soltei um “hum” enquanto mordia o último pedaço do picolé que já estava derretendo. – Desculpa a pergunta, mas, por que você terminou com o Justin? – terminei de engoli, quase engasgando, pela surpresa da pergunta. Joguei o palito fora numa lixeira, enrolando para achar uma resposta.
- Você não sabe e eu não me importo.
- Mas...
- Tay, você me ama não em ama? – ele assentiu. – Então esquece o Justin, eu quero esquecer e não preciso que você me lembre, pelo contrario.
- Desculpa. E aí?
- E aí o que?
- O que você está achando de ser a Srta. Fox?
- To achando que para eu me tornar um Fox falta muito e muito, mas muito e só para reforçar, muito tempo.
- Nossa! Exagerada!
- Bem eu a exagerada – brincávamos.
- Ok, ok, reformulando a pergunta, o que você está achando de ser a minha namorada?
- Eu deveria achar alguma coisa?
- Deveria – ri.
- Estava brincando.
- Bom mesmo!
- Rãm!? Ai, ai! – revirei os olhos e ri, ele também. – Está tudo muito bom!
- Por que você não exagera nesse muito? Em?
- Ta bom, está tudo muito, muito, muito, mas muito bom!
- Exagera mais um pouquinho.
- Hum... não!
- Você não quer mesmo uma aliança?
- Não, obrigado. Chega de alianças pelo menos por enquanto, talvez um dia.
- Então ta. Eu já estava pensando em frases para colocar até.
- Ih! Lá vem.
- Não são tão ruins.
- Imagino. 
- Eu pensei em: “Nunca perder”.
- “Nunca Perder”? – ri.
- É! Pensei também em “Eterno”, “Para sempre meu amor”, “Namorado” – ri mais ainda.
- Você está de brincadeira né?
- Não! Pensei também em trocar os nomes, colocar o seu na minha aliança e o meu na sua aliança.
- De todas essas foi a mais inteligente.
- Então eu posso? – olhos dele chegaram a brilhar.
- Não!
- Poxa! – Ele fez um biquinho, fui e dei um selinho. – Pensei também em...
- Para Tay! Por tudo que é mais sagrado! Não aguento mais rir.
- Lua! – olhei para frente e vi uma pessoa um tanto familiar, uma não, duas pessoas muito familiares e uma delas, Taylor reconheceu perfeitamente e me segurou firme pela cintura como Ele mesmo fazia.
- Oi Sra. Pattie. Oi Justin – foi cordial.
- Oi – ele respondeu seco.
- Como anda querida?
- Muito bem e a senhora?
- Bem, apesar das coisas meio tensas lá em casa – abaixei a cabeça e soltei meio que uma risada meio lamentadora. Sem querer ser convencida, mas Pattie gostava de mim e como as coisas andavam, claro que ela iria querer que Justin e eu ficássemos juntos, o que não foi a realidade. – E quem é esse rapaz?
- Esse é o Taylor, meu... – não consegui dizer.
- Namorado. Prazer em conhecê-la senhora – ele completou.
- O prazer é meu – aposto que ela queria dizer: “Não posso dizer o mesmo”.
- Mãe, vamos embora.
- É. Certo. Tchau Lua, Taylor.
- Tchau – me despedi. Taylor e eu ficamos ali parados olhando eles sumirem meio a multidão. – Isso foi constrangedor.
- Por isso não conseguiu dizer que eu era o seu namorado? – ele dizia sério.
- Sim – menti, não era por isso, era por um motivo que nem eu reconhecia.
- Tem certeza?
- Deu para desconfiar de mim agora?
- Desculpa, é que ele me incomoda de verdade.
- Se perceber é só falarmos do Justin que a gente briga.
- Já notei.
- Então vamos esquecer, ele é só mais um garoto e acabou certo?
- Certo – ficamos em silêncio por algo alguns instantes até o assunto fluir novamente, do nada. – Preparada para o último dia de aula amanhã?
- Estou preparada para o último dia desde o primeiro! – ele riu.
- É, você se livra da escola, mas eu vou ficar lá pelo primeiro mês todo.
- Por quê? Vai ficar de recuperação?
- Ta doida!? O técnico me mata, assim eu fico fora das competições.
- Então por quê?
- Campeonato Estadual, o último do ano.
- Depois férias?
- Sim! Férias!
- Amém! – rimos.
- Você vai me ver né? Ganhar todas as medalhas de ouro.
- Hãm!? Convencido! Devo dizer que não dou muito sorte.
- Mas a mim você vai dar, tenho certeza.
- Será?
- Sim! – Ele me puxou e me deu um beijo, Gosh, ele beija muito bem.
- Tay, estamos no meio da calçada mais movimentada da cidade esqueceu?
- É ta certo – ele me soltou e começamos a ri do nada.
“I come home in the morning I go to bed feeling the same way” [Dancing in the dark]
- Eita! Esse celular não para não? – Tay abriu a boca para responder. – Pergunta retórica, não precisa responder – peguei o celular e atendi.
- Oi mãe?
- Lua, você está aonde?
- No centro, esquina da rua 27th com a 52th.
- Meio longe de casa.
- Realmente.
- Vem para casa.
- Mãe, ta cedo ainda.
- Filha, por favor, vem. Quer que eu vou aí te buscar?
- Não, não, Tay me leva.
- Tudo bem então, vê se não demora.
- Ta bom – desliguei.
- O que sua mãe queria?
- Ela quer que eu vá para casa.
- Mas ainda é cedo.
- Eu sei, mas é melhor irmos, ela estava estranha.
- Tudo bem.
 Retornamos até onde o carro estava, entramos e partimos, ficamos ouvindo música, diversos tipos, metade das musicas eu nem prestava atenção, era divertido ficar com o Tay, riamos muito, minhas bochechas estavam doloridas, sem exagero.
 Me despedi com um beijo e um “até mais”, saí do carro e entrei em casa.
- Pai? – fiquei surpresa ao vê-lo essa hora em casa.
- Preciso falar com você.
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O tal post "extra" que eu prometi... é que é só um, e o outro vou dividir em três! Então, para durante uma semana postar só um post, resolvi postar esse hoje... deu para entender? Se não, saibam que é só para ficar mais organizadinho .q
Enfim, até amanhã!
Bezus

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

13° Capitulo - It’s too late to apologize. Part. 3


Pov's Houston

Eu tinha que dar um destino a aliança, pensei em jogar fora, em dar para alguém, pensei até em vender, mas nenhuma dessas ideias me agradou, então achei melhor e mais justo, devolvê-la. Faltavam poucos minutos para as oito, Tay já tinha me ligado dizendo que estava vindo, saí de casa e corri até a casa do Justin, deixei a aliança na porta, não tive coragem de bater, então deixei ali mesmo, na esperança que ele achasse.
 Tay realmente chegou rápido, corri da casa do Justin e entrei no carro.
- O que você estava fazendo ali?
- E te interessa Taylor? – Não queria ser, nem parecer ignorante, mas... – sem querer ser ignorante, mas já sendo, pois não encontro outro jeito de dizer, estamos saindo, ok, mas não te devo satisfações.
- É melhor irmos – assenti.
  Taylor dirigiu pelas ruas escuras de Stratford, eu não sabia para onde ele estava me levando, afinal, ele seguiu por um caminho que eu não conhecia e só parou quando chegou a um enorme estabelecimento, com uns dois caras na porta, devidamente uniformizado e com luzes brancas refletindo na parede alaranjada do lado de fora. Ele saiu do carro e abriu a porta para mim, só aí fui perceber o que ele vestia, estava de blusa social, uma calça jeans escura e um sapatênis, um tanto formal, mas moderno.
 Saí do carro e ele jogou a chave para um dos carinhas de uniforme vermelho que estava na porta, depois entramos, era um restaurante, muito chique e com um nome que eu não sabia ler. Ele foi até o maître e segurava a minha mão.
- Sua reserva? – O carinha de smoking preto, com gravatinha borboleta e um bigodinho preto fino com um biquinho muito antipático, perguntou.
- Mesa para dois em nome de Fox.
- Senhor Taylor Fox? Sigam-me, por favor – ele foi nos guiando por meio das pessoas até chegar em uma mesa bem localizada no enorme salão. – Esta é sua mesa, espero que gostem do jantar – antes de se virar a imitação de francês me analisou de cima a baixo, não tiro a razão dele, estava mal vestida para um lugar assim, tão, alta sociedade.
- Gostariam de fazer os pedidos? – um garçom chegou do nada e nos entregou os cardápios, era uma grande pasta de couro preta que se abria ao meio, com duas listas de comidas e bebidas, bom, eu acho, não estava entendendo nada o que estava escrito. Olhei para Tay, confusa, ele riu de leve.
- Traga-me de entrada o número 5, para o prato principal o número 7 e de sobremesa o número 3, para nós dois – ele entregou o cardápio ao garçom que já havia anotado os pedidos e eu fiz o mesmo.
- O que você pediu? Era grego aquilo para mim – ele riu de novo.
- Faltou as aulas de francês é?
- Eu tenho uma noção de francês, afinal esse país fala francês, que droga, porque eu tinha que nascer num país bilíngue? Mas isso é outra história – ele riu. – Tenho uma noção de francês e aquilo não era francês.
- Garota esperta! Realmente, era italiano.
- Engraçado, por que o carinha de bigodinho fino e de mini cavanhaque quadrado está se passando por francês?
- Também não sei. Achei que você iria achar que era francês por isso.
- Mas eu achei, deixei de achar depois que vi o cardápio – ele riu.
- Eu achei quando meus pais me trouxeram aqui, depois daquele dia me obrigaram a aprender italiano.
- Se ferrou. Mas voltando a pergunta, o que você pediu?
- Prato de entrada salada, principal espaguete e de sobremesa sorvete, basicamente.
- Tay, você me trouxe aqui para comer alface, macarrão e sorvete? – ele olhou para cima como se pensasse.
- É.
- Pô Tay, se fosse para isso que comia em casa.
- Se você quiser, eu mundo os pedidos...
- Não é isso Tay, olha esse lugar, não é para mim, é tudo chique demais, nem vestida adequadamente eu estou – all star, calça jeans e uma blusa de frio verde escura sem estampa com uma pequena gola em V, não é uma roupa adequada. – Você pode estar acostumado com esse mundo – Taylor era consideravelmente rico, eu tinha uma boa condição de vida, mas ele tinha muito dinheiro, era do tipo que se encaixava no naipe da Louise, seu pai era advogado e trabalhava na mesma empresa do meu pai, sua mãe era médica onde minha mãe foi voluntaria à um tempo atrás, o que explica o fato da nossas famílias se conhecerem –, mas eu não, então por favor, salva essa noite e vamos embora daqui – ele ficou calado durante um tempo, me encarando.
- Garçom! – o mesmo veio até nós. – Cancele os nossos pedidos – sorri aliviada. O garçom concordou e saiu. – Vem – ele sorriu, se levantou e me estendeu a mão, me levantei e segurei sua mão, ele foi me guiando pelo salão. – Au revoir – disse ao passar pelo carinha canadense francês, ri. Quando chegamos ao lado de fora, o carro já estava na porta, coisa de filme, um simples acaso. 
 Entramos no carro, ele deu a partida e logo estávamos em uma lanchonete.
- Esse cardápio eu entendo. Gostaria de hambúrguer com bacon e um refrigerante de uva.
- Eu quero um X-Tudo e uma coca-cola, por favor – a garçonete anotou os pedidos, pegou o cardápio e se mandou.
- Não é melhor do que comer macarrão?
- Espaguete.
- Whatever.
- É, bem melhor.
- Viu, eu disse – rimos.
- Desculpa, eu queria fazer uma noite perfeita.
- Alguém já te disse que você se desculpa demais? Tay, tudo bem, o importante é que a gente agora vai comer hambúrguer ao invés de salada.
- Tudo bem então e não.
- Não?
- Não, ninguém me disse que eu peço desculpas demais, você é a primeira, talvez porque seja a única pessoa que eu me desculpo tanto.
- Por que se desculpa tanto comigo? – eu iria me arrepender de perguntar.
- Porque você é a única pessoa que eu realmente me preocupo em não magoar – ele me olhava nos olhos, sério. Eu disse que iria me arrepender de perguntar.  
- Seus pedidos – obrigada garçonete, eu te amo.
- Obrigada.
- Obrigado – ela saiu e eu logo comecei a comer. – Você não vai responder essa né? – neguei. – Imaginava – ele mordeu um enorme pedaço do hambúrguer também enorme.
 Não retornamos ao assunto, por sorte. Ficamos conversando e contando micos de quando éramos crianças, tínhamos várias e várias historias, antes da minha vida virar um inferno, ele era meu melhor amigo fora da escola, mas depois, só voltamos a conversar mesmo agora, desde que fomos para nossa atual escola andávamos separados, meu pai trabalha que nem condenado e não temos uma reunião de família e amigos há anos lá em casa o que faz com que nós separemos mais, ah! Sem esquecer, ele é ex da Louise, isso acabou com qualquer coisa que tínhamos, nem conversar, conversávamos, pois é.
 As horas passaram rápido, mais rápido do que imaginava, comemos, pagamos, conversamos e casa. Chegamos até rápido.
- Você ficou toda fofa naquele vestido todo rosa cheio de plumas – ele ria, coloquei a mão no rosto de vergonha.
- Eu tinha cinco anos! – na verdade, riamos. – E você mosqueteiro de calça rasgada?
- Você lembra disso?
- Ué você lembra do vestido de plumas.
- Empatamos então?
- É pode ser – ficamos sem falar até conseguirmos para de rir. – É melhor eu entrar.
- Certo – me virei para abrir a porta. – Lua, espera – o olhei confusa –, tenho uma razão para querer que essa noite fosse especial.
- E não foi?
- Não, não! Foi sim, mas especial daquele jeito lá, do inicio da noite – ah claro, o restaurante. Não pergunta Lua!
- E qual seria essa razão? – maldita boca, poderia ter ficado fechada agora.
- Eu poderia dizer, iria dizer, mas depois que eu vi você correndo do outro lado da rua, resolvi não falar – era só o que me faltava.
- Só isso? – ele assentiu. – Então eu vou entrar ursinho – abri a porta.
- Para! A minha mãe me deu aquela cueca e eu era criança.
- Você tinha 9 anos, poderia ter usado uma cueca mais “madura” talvez carrinhos, mas ursinhos cor de rosa? – saí do carro.
- Eu ia adivinhar que a calça iria rasgar? – ri e fechei a porta, antes de me virar para entrar, agachei para vê-lo através da janela.
- Ah! Caso ainda queira saber, eu fui devolver a aliança do Justin – me levantei e ele ficou mudo, depois deu partida no carro, fiquei vendo até ele virar bruscamente a esquina. Ri da situação, definitivamente ele é um cara legal, merecia uma chance.
 Me virei para entrar em casa, senti olhos sobre mim, ignorei.
---
Vai ter capitulo no domingo! Só digo isso.
Bezus e até lá.