terça-feira, 31 de julho de 2012

9º Capitulo - Your chance already was, your visit is undesirable. Part 2


(...)
Em casa, encarando o teto, achei que um dia assim dificilmente iria chegar para mim. Já tinha um certo tempo que eu havia chegado da escola e estava muito quente, coloquei um short e uma blusa branca, com um all star branco, resolvi mexer no computador, há dias que não entrava em alguma conta minha, deveria estar uma loucura, só que não deu tempo de esperar o computador iniciar.
“She lives in a fairy tale, somewhere too far for us to find, forgotten the taste and smell
Of the world that she's left behind ♪” [Brick By Boring Brick – Paramore]
- Alô?
- Oi amor!
- Justin, qual é a da demora? Por que você correu? O que o Luka queria?
- Calma Lua! Calma, desce aqui, por favor, depois eu te conto.
- Ah não... Vem aqui! Quero descer não.
- Vem aqui, por favor, por mim amor.
- Já vou – revirei os olhos, coloquei o celular no bolso e desci.
Desci as escadas sem vontade nenhuma, disse a minha mãe que iria à casa do Justin, e saí, de cara vi ele no gramado em frente a sua casa com um sorriso largo no rosto. Fechei a porta e fui até ele.
- Oi amor.
- Ei – ele me deu um beijo.
- Short nem curto esse seu.
- É, nem um pouco – ele tirou a blusa de frio, que não faço à mínima ideia para que estava usando nesse calor e me entregou, peguei e amarrei na cintura.
- Justin! – Vi um garoto, um pouco mais baixo do que eu com o cabelo um pouco parecido com o do Justin, se aproximando de nós – Oi gatinha, qual o seu nome? – ele segurou a minha mão e abaixou para beijá-la como forma de cortesia. 
- Lua Houston – ele soltou a minha mão na mesma hora e as levantou como se estivesse se rendendo a algo.
- Foi mal Justin – ri.
- Me deixa adivinhar, Christian Beadles?
- Certo! Você é a fantasma né? – ri.
- Sim, sou eu!
- Ok fantasma, você pode me chamar só de Chris...
- Ok Chris! Mas você vai ficar em chamando de fantasma agora?
- Er... Vou! – Ele fez uma cara muito engraçada, do tipo impossível não ri.
- Justin... – parece que junto com o Chris veio uma garota, associei o sobrenome a pessoa, mas não queria que fosse ela.
- Caitlin! Vem cá! – o Chris a chamou.
 É, justamente era ela.
“- Porque eu ia vir para cá, na verdade as coisas já iam mal, eu não gostava dela mais como antes só que ela sempre arranjava um jeito para que eu não terminasse com tudo. Quando minha mãe disse que a gente ia se mudar, fiquei triste pelo fato de não ver meus amigos, mas aliviado por me livrar das confusões da minha família e enfim terminar com a Caitlin. Mas agora eu dou graças por ter vindo para cá, sinto falta dos meus amigos claro, mas tem algo, ou melhor, alguém que suprime essa falta, agora meu mundo anda mais feliz depois que encontrei essa garota.”
 Fiquei paralisada quando essa memória veio a minha mente, seria muito bom ficar com o Christian, mas com a ex-namorada do meu atual namorado? É, não daria certo. Senti perfeitamente o que o Justin sentiu na festa a cada passo que a Caitlin dava em nossa direção, quando ele estava dançando com a Louise eu achei que senti, mas agora, realmente. É agonizante sentir isso, agora mesmo que não o culpo pela minha bobeira no sábado. 
- Justin... – ela veio até nós com os braços abertos tentando o abraçar, eu envolvi meu braço na cintura dele, como ele estava comigo, ela baixou os braços na hora e me fuzilou com os olhos, para falar a verdade, já estou acostumada com olhos azuis me fuzilando.
- Caitlin, essa é a minha namorada, Lua.
- Prazer – estendi a mão mesmo não querendo, mas vou dar uma de educada e cortês, mas pelo jeito eu era a única aqui, ou seja, ela não me fuzilou com os olhos mais, ela queria me matar, acho que na mente dela estava passando: “mil maneiras de matar a atual namorada do ex que você ainda ama” uma coisa que eu definitivamente não iria querer ver.
Resumindo, ela não me cumprimentou.  
- O prazer é todo meu – não, não era!
- E aí, o que tem para fazer de bom aqui? – Chris percebeu o clima e resolveu mudar de assunto, ainda bem.
- Nada – o Justin respondeu.
- Nada? Impossível. E você Lua, que mora aqui há mais tempo, o que tem para fazer aqui.
- Nada – respondi.
- Estão brincando? Nada, nada, nada?
- Nada! – Justin e eu respondemos em coro.
- Ah faz isso comigo não – Chris fez uma cara de desapontado.
- Se bem que...
- Eu sabia! Viu! Sabia! Tinha que ter alguma coisa! Sabia! Sabia! – Ele gritava e pulava. Comecei a rir, impossível não rir, enquanto a Caitlin ficava me olhando de cara feia e os braços cruzados.
- Uma amiga minha, estava querendo ir ao cinema, assistir um filme que nem lembro mais o nome, e aí? Quem topa?
- Amiga? Eu! – Chris levantou a mão, precisa dizer que eu ri?
- Então ta, vou ligar para a Karol e falar com ela e então vamos à noite, tudo bem Chris?
- Claro! – Ele me parecia animado.
- E você Justin?
- Por mim tudo bem também – todo mundo olhou para a Caitlin esperando a resposta.
- O que foi? – Continuamos a escara-lá. – Ta, eu vou!
- Ok! Vem fantasma! Vamos entrar! – o Chris me pegou pelo braço e me puxou fazendo com o meu braço saísse da cintura do Justin e o dele da minha.
- Ei cara! Quem é você para fazer isso? A casa por acaso é sua? – Justin gritou.
- Sou seu irmão mais novo lembra? – Continuei rindo.
- Oi Sra. Pattie – a cumprimentei assim que Chris me arrastou para dentro da casa.
- Oi Lua! Pelo jeito já conheceu o Chris né?
- Ih Sra. Bieber já somos melhores amigos, assim, vou dormir na casa dela e tudo!
- Vai? – Sra. Pattie perguntou.
- Vai? – Perguntei também incrédula.
- Vou.
- Vai? – Sra. Pattie perguntou para mim.
- Bom pelo que ele falou vai, só eu que não sabia ainda que ele ia.
- Ia aonde? – Justin chegou atrás de nós e depois parou do meu lado.
- De acordo com o Chris, dormi lá em casa.
- Como assim?
- De acordo com ele, ele vai dormir lá – ok, ninguém tava entendendo nada, só Chris que estava com um sorriso de orelha o orelha. 
- Não sei se gostei muito dessa ideia.
- Não! Ela vai ser só minha! – Chris soltou meu braço e me deu um abraço apertado, seu eu conseguisse respirar, com certeza iria rir. – Calma Justin, só estou brincando – ele me soltou, Justin o encarava, como se estivesse bravo. – Sra. Pattie! Seu filho está me dando medo – ele correu até a Sra. Pattie e se escondeu atrás dela, não me aguentei, ri demais e o Justin me acompanhou nas gargalhadas.
- Agora chega de criancice né Christian? – Caitlin estraga prazeres, que garota chata! Como o Justin conseguiu namorar ela? Argth!
- Chris, relaxa, ele não vai te matar, não vou deixar.
- Promete?
- Prometo – ri, fui até ele e o abracei dando um beijo na sua bochecha.
- Justin, é impressão minha ou sua namorada acabou de me beijar?
- Não se acostume Chris – ele revirou os olhos depois riu.
- Aff, assim vocês me dão nojo – ela começou a subir as escadas.
- Tchau para você também Caitlin – disse e ela ficou com raiva, começou a subir as escadas mais depressa e batendo o pé, depois diz que quem ficou com criancice foi o Chris.
- Justin, acabei de descobri que amo a sua namorada! – Christian ria, é serio, desde que o conheci há alguns minutos atrás, não consegui parar de rir. – Como amiga é claro! Tem importância de sermos amigos? – Ele sussurrou para mim.
- Não, Justin já está acostumado com isso, tenho um amigo, o Luka, outro bobo.
- Outro? Por que outro? Quer dizer que eu sou bobo? Poxa! Magoou – ele fez um biquinho super fofo de desapontado.
- Para Christian! – ri, ri, ri e somente ri.
- Ta parei, eu sei que você me ama também.
- Cara, é melhor parar com isso se não, não respondo por mim.
- Ok Justin! Parei! Me salva dele Lua? – Ele me olhou com uma carinha fofa, mas do que a normal.
- Ta. Justin, vem, tenho que ligar para a Karol, se depender do Christian não ligo para ela – segurei na mão dele e fui em direção ao jardim de trás da casa.
- Vai me deixar aqui sozinho?
- Sua irmã ta no andar de cima! – gritei.
- Prefiro ficar sozinho – ri.
 Entrei no jardim de trás e parei perto da onde o Justin cantou “Common Denominator” – é assim que ele chama a música, bonitinho né? O ruim é que me lembro de matemática – para mim, me virei para o Justin que me beijou, ele passou o braço pela minha cintura e segurou meu cabelo, ficamos ali por alguns instantes, senti que alguém nos observava, mas não me importei.
- Justin, realmente tenho que ligar para a Karol, deixa o Chris ser feliz vai.
- Mas você contou para ele que a Karol agora está “comprometida”?
- Ops, acho que esqueci desse detalhe – sorri inocente.
- Você é má!
- Nem, só um pouquinho! – pisquei para ele que me soltou e riu.
 Comecei a digitar o número da Karol, mas ainda me sentia sendo observada, olhei para um lado depois para outro, não vi ninguém, mas resolvi olhar para cima e lá vi quem me observava. Que saco! Essa menina não se cansa? Ela vive de cara feia para mim, como se eu estivesse medo, aff.
 Justin resolveu olhar para onde eu encarava.
- Liga para a Caitlin não, ela não sabia que eu estava namorando, para falar a verdade nem o Chris sabia, ficou sabendo quando chegou aqui, bom, e como era de se imaginar, quando ela ficou sabendo não aceitou muito bem.
- Não me importo com ela – liguei para a Karol.
- Oi Lua! E aí?
- Ei Karol! A vontade de ir ao cinema ta de pé ainda?
- Claro! Agora ainda a gente pode ir em casal e...
- E nada, por que não dá.
- Por que não?
- Uns amigos, ou melhor, um amigo e uma amiga do Justin vieram para cá e nós resolvemos ir ao cinema.
- Uma amiga?
- Pior do que isso amiga, a ex dele.
- Nossa! Tomara que...
- Karol, só para avisar antes que você termine de falar, o Justin está aqui do meu lado.
- Ops! Foi mal.
- Ok! Mais e aí? Vamos ao cinema?
- Claro! Vou ligar para o Nat agora.
- Você pode ligar para a Hayley? Ai eu ligo para o Luka, aí fica mais fácil.
- Ok! Mais que sessão?
- A mais tarde.
- Sério?
- Minha mãe vai me matar por eu chegar tarde de novo, mas...
- Já que disse! Ok! Vou ligar para o Nat e a Halle, beijos.
- Beijos. – desliguei.
- E aí?
- Ela topou, vou ligar para o Luka, para falar com ele – disquei o número e liguei.
- Ta, vou falar com a minha mãe – mandei um beijo enquanto ele andava para dentro de casa.
- Lua! Qual o milagre?
- Cinema hoje a noite topa?
- Não sei, quem vai?
- Eu, Justin, Karol, Nat...
- Aff, casaizinhos.
- Me deixa terminar de falar, por favor? 
- Fala, fala.
- Um amigo do Justin, e uma amiga.
- Amiga? É bonita?
- Não, Luka, você não tem chances.
- Nossa, obrigado!
- Depois de te explico por que, afinal ela ta chegando aqui. Mas e aí? Vai ou não? – ela foi chegando perto de mim e eu a observava a cada passo que dava.
- Não sei...
- Ah! A Hayley também vai.
- Ok! Que horas?
- Última sessão.
- Última?
- É! Algum problema?
- Não, não, mas termina meio tarde.
- Ih amor, qualquer coisa você fica lá em casa.
- Ah não! Aposto que as meninas irão também, noite de garota não dá! – ri.
- Mas vai ou não? – ela, de repente, se virou e entrou em casa.
- Vou!
- Ok então, até a noite!
- Até.
- Beijo – desliguei.
  Entrei em casa, perguntei a Sra. Bieber – que já estava assistindo algum programa na televisão da sala – onde o Justin estava e ela me respondeu que ele estava no quarto junto com o Chris o ajudando a se instalar. Subi as escadas devagar indo em direção ao quarto do Justin.
- Ok então! – a Caitlin saiu furiosa do quarto do Justin, bateu a porta e andou batendo o pé, quando viu que eu estava ali, me fuzilou mais uma vez só que os olhares ameaçadores dela são diferentes dos da Louise e confesso que os dela dão mais medo.
- Justin? – Entrei no quarto devagar, ele me perecia bravo, parecia não, ele estava bravo.
- Oi amor, foi mal pela Caitlin.
- Não peça desculpas por ela, fica tranquilo ela em nada me atinge – ele me abraçou forte.
- E aí falou com o Luka?
- Falei, ele disse que vai.
- Então está tudo pronto?
- Só falta à noite chegar. Mas assim, o que aconteceu aqui?
- A Caitlin não aceita o fato de que eu estou namorando com você, ta com “crise de ciúmes”.
- Garota sem noção – revirei os olhos.
- Ela é! Ficou mais chata depois que chegamos aqui – Chris entrou no quarto e pulou na cama do Justin, depois ficou me encarando.
- Qual é? Até o irmão falando mal? – Sorri.
- Para ver como ela consegue ser chata quando quer.
- Quando quer? – Perguntei.
- A Caitlin é bem divertida e engraçada, mas quando ela quer consegue ficar insuportavelmente chata.
- Pois Chris, me desculpa, sei que ela é sua irmã, mas até agora ela só tem sido insuportavelmente chata.
- Aproveita que é só por uns dias e eu que aguento todo dia?
- Pêsames.
- Obrigado.
- Meus dois amores...
- Dois? – Justin perguntou.
- Eu já disse que somos melhores amigos Justin! – Chris levantou da cama e me puxou para perto dele. – Não adianta ficar com ciúmes – ri.
- Ta, mas agora é serio, tenho que ir, tchau Chris – dei um beijo na bochecha dele – tchau Justin – acenei.
- Espera aí! Ele ganha um beijo e eu um “tchau”? – ri, fui até ele e lhe dei um selinho.
- Agora é serio, tenho que ir, até a noite. 
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Li bastante, já dividi uns três ou quatro posts, mas ainda não cheguei nem a metade do capitulo. É provável que eu poste toda esse semana e mais a que vem ok? Tipo, ele é realmente grande.
Enfim, gostaram da visita?? Eu adoro esse capitulo por maior que ele seja... 
Chris ♥
Enfim, até a próxima  parte!
PS: Vou começar a me dirigir só a Thais, se não aparecer mais ninguém, sério. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

9º Capitulo - Your chance already was, your visit is undesirable. Part 1

Pov's Houston

Dormi, dormi, dormi e dormi, não foi pouco. Dormi o dia inteiro acordei era umas 5:00 p.m porque meu telefone tocou.
- Alô? – nem olhei o número na tela, estava dormindo ainda e seja lá quem estivesse do outro lado da linha, iria perceber isso por causa da minha voz sedutora de “acabei de acordar”.
- Lua?
- Hum?
- Ta dormindo ainda?
- Uhum.
- Então ta, te ligo mais tarde. Tchau.
- Tchau.
 Mato o Justin segunda de manhã. Era melhor ele continuar dormindo, para que iria ligar para mim? Não tem importância, dormi de novo, isso foi fácil.  Então... dormi, dormi e dormi. Só fui acordar na segunda, de manhã e atrasada ainda por cima.
 Coloquei a primeira roupa que vi no guarda-roupa – como sempre – e calcei o primeiro sapato que apareceu na minha frente e desci as escadas cambaleando por causa do tênis mal amarrado.
- Bom dia mãe! – Ela não respondeu. – Se não quiser responder não responda – fui para a geladeira procurar algo para comer.
- Desculpa...
- O que? Não ouvi.
- Não abusa – ri – mas é sério, me desculpa, eu realmente nunca dei muita atenção a você, mas você avisa da próxima vez, não me deixa tão preocupada assim.
- Que você nunca me deu muita atenção eu sei, mas você é a minha mãe, te devo satisfações sempre, agora deixa eu ir que já esta tarde – dei uma mordida na maçã que peguei na geladeira e saí correndo – Hey Jus! – Fechei a porta e corri até ele.
- Ei meu amor – ele soltou a voz mais doce que já ouvi, me abraçou e depois me deu um beijo.
- E aí? Sua mãe brigou muito com você?
- Até que não, só deu um ataque de preocupação e a sua?
- A minha? Bom eu quase mandei ela para o inferno, então tire conclusões.
- Como assim Lua? Ela é sua mãe meu amor, pode tratar ela assim não.
- Ele veio com ataques de preocupação, sendo que ela nunca se importou comigo de verdade, me dando lição e depois que ela falou que a Louise ligou para falar da briga, aí que fiquei com mais raiva.
- Espera! A Louise ligou para falar da briga?
- Sim, e a minha mãe teve a coragem de dizer: “a sua amiga” antes do nome “Louise James”.
- Agora entendo porque você quase mandou sua mãe para o inferno, mas de qualquer jeito, ela é sua mãe, você não pode falar assim com ela.
- Eu sei, eu errei, mas eu me irritei e...
- Lua, por mais que você fique com raiva ela é sua mãe, merece pelo menos um pouco de respeito.
- Eu sei, mas preferia que o papai estivesse aqui.
- Fica tranquila, eu estou aqui com você, não é o mesmo, mas – ri.
 Ele parou e me abraçou.
  Retornamos a andar, não conversamos muita coisa, mas foi divertido como sempre, comentamos coisas da festa, Justin me disse que se aquele cara falasse mais alguma coisa em relação a mim, ele ia dar outro soco e naquele, Jake não levantaria. Simplesmente ri, acredito que Justin iria bater de novo, mas acho que não teria todo esse efeito, ou teria?
  Comentei sobre as roupas das garotas – dos garotos também – e comentei sobre a cara delicada da Louise para mim, quando o Jacob disse que eu era melhor do que ela, bom... Isso é fato, mas dizer isso para ela que é difícil. Em pouco tempo estávamos na escola, era só uma questão de atravessar a rua.
- Justin, você me ligou ontem para que? Tomara que seja um motivo bom para ter me acordado – brinquei.
 Atravessamos o portão do colégio e de cara encontramos Hayley e obviamente Luka e Karol, com o Nat do lado – isso não era tão obvio.
- Ah! Eu iria dizer que...
- Lua! Nossa que aparência ótima? Como conseguiu? Muita make né? Porque só assim tirei as minhas olheiras.
- Relaxa Karol e não, não passei maquiagem, só dormi o dia inteiro e acordei hoje cedo.
- Eu to morta! – Halle se manifestou.
- Eu to vivo! – Luka respondeu e todo mundo riu.
Ficamos ali por um tempo, conversando, pelo que eu percebi, Karol e Nat – enfim – estavam juntos – já estava demorando demais – e eu não consegui perguntar ao Justin para que ele me ligou.
 O sinal bateu e tivemos que entrar, na sala, muitos rumores sobre a festa, a Louise estava querendo me matar – literalmente – de tanta raiva que ficou por causa do que o Jake falou.
 Durante o tempo da aula, mal consegui falar com o Justin sobre "outras coisas" quanto mais perguntar sobre o telefonema, eram provas – que para variar eu fui muito mal – atividades para nota, exercícios que obrigatoriamente tivemos que fazer, não tivemos intervalo de aula, porque os professores chegavam um atrás do outro, parecia combinado só para me deixar mais curiosa. Perdemos quase todo o intervalo, os nossos amigos mal deixaram a gente falar, na verdade, falar nós conseguimos, mas sobre esse assunto não, uma hora era a Halle, outra o Luka, e olha que a Karol nem com a gente estava, pois ficou por aí com o Nat.
 De volta à sala e nada de comunicação. Para melhorar os professores nos trocaram de lugar, sentei perto da Hanna e nisso o Thiago ficou com ele, aí que não falamos nada em nenhuma aula, que saco! Eu poderia saber, por favor, por que o Justin me ligou?
“Alunos, nós da direção queremos informar que vocês não terão aula por duas semanas devido a um curso pedagógico que seus professores farão. Depois desse período vocês voltaram para as últimas semanas de aula.”
Preciso dizer que geral começou a gritar e a pular de alegria? Ano acabando e antes disso ainda uma “pequena” férias de duas semanas! Mas mesmo assim eu ainda não sei o que o Justin queria falar comigo, preciso saber agora!
 Hora da saída em 3... 2... 1...
- Justin! Vem! – O peguei pelo braço e saí driblando a multidão de adolescentes.
- Sem educação! – ouvi alguém dizer depois que esbarrei em algo que nem vi.
- Obrigado! – respondi. O Puxei até que chegássemos perto do portão do colégio – agora me fala, para que você me ligou?
- Curiosa em!
- Claro! Me fala Jus! – ele riu.
- Não é que a minha mãe falou que hoje...
- Justin! Estava te procurando! Vem rápido! Preciso que me ajude – Luka chegou e saiu puxando o Justin – Lua desculpa, mas preciso dele – ele gritou de longe. Ok! Agora eu mato aquele garoto!
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Nem sei quantas vezes vou postar essa semana, aê... tive um final de semana meio "perturbado", mas o capitulo é realmente enorme! Então... Thaís, e você se outro alguém lê aqui, fica ligada tá? Sempre vou postar lá no face e no tt também e tals, mas não posso firmar nenhum dia além de quarta-feira, que vou postar de um jeito ou de outro ok? Desculpa por isso .q
E aí? O que acham que seja? Em? Em?
Até a próxima parte, bezus.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

8º Capitulo - This could be the night of our dreams. Part.4


Pov's Bieber

Da para acreditar no dia que tive? Até agora estou pasmo, a festa foi realmente uma coisa de louco!
 Fiquei com ciúmes e acabou que brigamos, não a culpo, foi uma coisa minha, idiota e desnecessária, mas acho que ela exagerou um pouco, mas de qualquer forma, tudo ficou bem, dançamos e cantei para ela – como sempre – só que um cara idiota veio falar o que não devia com ela, fiquei com raiva, nem quis saber quem ele era ou o tamanho, quando vi ele agarrando a minha namorada fui para cima, pedi para soltá-la e assim foi que fez, depois fechei minha mão em punho e acertei na cara dele.
- Quem é você moleque, para me bater? Cuidado pirralho!
- Sou o namorado dela! E ai de você se encostar um dedo nela de novo!
- Nessa gostosa aí? Ah Moleque! Eu pego quando eu quiser, essa é melhor do que a última que peguei. Essa pego fácil! – a Lua levantou e eu estava com tanta raiva que ia dar outro soco nele.
- Cala a boca cara! Quem é você para falar assim dela? Cala a sua boca! – Taylor chegou, queria despachar ele dali, a namorada é minha e ele não tem que se meter, mas no momento a minha briga não é com ele.
- Outro pirralho para proteger a gostosinha – Taylor deu um soco na cara dele, se o meu soco não doeu o do Taylor com certeza doeu, ele é um cara com um bom porte físico. – Qual é? Deu para todos os pirralhos aqui me baterem? Tudo por causa dessa va...
- Se você falar isso que vai te bater agora sou eu Jacob! – Erik chegou do meu outro lado, assim formamos uma barreira na frente dela.
- Qual é Erik? Até você vai proteger ela?
- Se você falar mais alguma merda, ou chegar a encostar um dedo nessa garota de novo, você vai voltar para casa em um estado deplorável! Ta me escutando? – pelo menos esse cara servia para algo, ameaçava bem.
- Ah! Saquei! Essa é a tal garota que você falou que tava a fim de pegar, desculpa brô, não sabia, ela é só sua.
- Ela é minha! E você não calou essa boca ainda por quê? Desse jeito eu te mato! E não to brincando – estava com ódio desse tal de Jacob, queria o matar!
- Que medo! – Fechei a minha mão e dei outro soco com toda a força, foi mais forte que o último, tanto que ele caiu e não se levantou.
- Se eu fosse você iria cuidar do seu amiguinho – olhei para o Erik com vontade que ele fosse o próximo, mas a Lua era mais importante – está tudo bem? – ela assentiu.
 Fomos embora rápido, se não iria rolar mais briga.
 Ninguém queria voltar para casa então fomos ao parque, rolamos na grama e vimos o sol nascer, isso é bem clichê e careta, mas é até legal, só que o parque encheu e tivemos que sair, não dava para continuar lá, ficamos dando voltas na cidade, sem um lugar para ir, as pessoas nos olhavam meio torto, de um jeito estranho, o que fazia com que ríssemos mais. Deu uma hora da tarde e resolvemos voltar para casa, passamos na casa de cada um, eu, sinceramente, estava acabado! Deixei a Lua em casa – como se a casa dela fosse muito longe da minha – e fui para a minha.
- Justin Drew Bieber! Onde o senhor estava até agora? Já são duas da tarde percebeu?
- Já? Nossa!
- Não enrola, onde você estava?
- Desculpa mãe, eu estava na festa, rolou uma briga...
- Briga? Que briga?
- Um cara começou a agarrar a Lua e eu dei um soco nele, depois o Taylor deu outro e depois dei mais um.
- Você brigou com um cara que nem conhece Justin?
- Sim!
- Você enlouqueceu menino?
- Sim!
- Vai ficar respondendo “sim” o tempo inteiro?
- Sim!
- Então vai para o seu quarto e que não saia o dia inteiro ouviu?
- Sim!
- Agora!
  Subi as escadas correndo, eu realmente não sairia do quarto o dia inteiro, ficaria dormindo, do jeito que eu estou cansado.
 Tomei um banho e antes que eu pudesse dormir minha mãe abriu a porta do meu quarto.
- Filho, esqueci de avisar, teremos visita segunda-feira.
- E quem seria mãe? 
---
E um pequenininho só para encerrar essa maratona! Só eu achei meio cansativo, tantos posts grandes em apenas uma semana? Gosto de dar um tempo entre uma parte e outra, por causa do tamanho mesmo, mas... devo confessar que isso vai acontecer bastante, dei uma olhada no Nove aqui, parece que semana que vem também vai ser repleta de post! Acho que o 9 é o maior capitulo da TSBM inteira, e é meu capitulo favorito se não O favorito, UM dos, vocês vão entender o porque!
Enfim, até semana que vem!
Bezus.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

8º Capitulo - This could be the night of our dreams. Part.3


A festa estava quase no final, vi aquele cara, o tal do Jake e a Louise se beijando descaradamente em um canto bem visível. Fiquei até feliz por isso, pelo menos ela não estava com o Justin, mas eu acabei ficando ansiosa e com medo, não vi ele o resto da festa, o DJ estava na última música, uma bem mais lenta, o salão estava bem mais vazio, mas ainda não éramos os únicos ali.
 Me virei e olhei as pessoas que ainda estavam dançado, aí sim vi o Justin, ele estava com as mãos nos bolsos, e vindo em minha direção, quando percebeu que eu o tinha notado, soltou um lindo sorriso.
- Olha quem está vindo ali – notou Halle.
- Lua?
- Tudo bem Karol – respondi. Ele veio até mim, se aproximou bem perto do meu ouvido.
- Quer dançar? Por favor, aceita.
- Ta.   
 Ele estendeu a mão para que eu pudesse segurá-la, e assim fiz, segurei sua mão, me levantei e o acompanhei até o centro da pista dança. Chegando lá ele segurou a minha outra mão e aproximou meu corpo contra o dele, a música era lenta e ali tinha as pessoas mais influentes da escola, mas ninguém dançando, só alguns no canto, mas nenhum na pista, só teria nós dois.
 O Justin começou a me girar, dançamos de um lado pro outro, ele então aproximou seu rosto do meu, até que seus lábios chegassem ao meu ouvido.

 When I close my eyes
I see me and you at the prom
We’ve both been waiting so long
For this day to come
Now that it’s here let’s make it special

Fechei meus olhos e passei a sentir a música.

I can’t deny
There’s so many thoughts on my mind
The DJ’s playing my favorite song
Ain’t no chaperons
This could be the night of your dreams

Only if you give
Give the first dance to me
Girl I promise I’ll be gentle
And now we gotta do it slowly
If you give
Give the first dance to me
I’m going cherish every moment
Cause it only happens once
Once in a lifetime

I couldn’t ask for more
Were rocking back and forth
Under the disco ball
Were the only ones on the floor

Everybody says that we look cute together
Let’s make this a night that two of us will remember
No teachers around to see us dancing close
I’m telling you, our parents would never know
Before the lights go up and the music turns off
Now’s the perfect time for me to taste your lip gloss
Your glass slippers in my hand, right here
We’ll make it before the clock strikes nine

Não queria abrir os olhos, aquilo estava mais para sonho do que para realidade, apesar de que, desde que conheci o Justin, pouca coisa tem sido real. Duvido nada que todos os olhos centravam em nós, agradeci por não ter pais mais lá e nenhum tipo de adulto que poderia falar com a minha mãe.

 If you give
Give the first dance to me
I’m going cherish every moment
Cause it only happens once
Once in a lifetime

Ainda não sei como uma lágrima não escorreu pelo meu rosto, eu me senti viva como nunca, percebi então que era ele que me mantinha viva, agora eu sei o porquê de toda minha invisibilidade na escola, era simplesmente porque eu não existia, ele que me fez querer viver, eu não vivia até essa pessoa chegar a minha vida.
 Ele parou de cantar, mas não paramos de dançar, ele afastou o rosto devagar e só aí abri os meus olhos, ele me encarava.
- Desculpa.
- Você não tem o que se desculpar.
- Tenho sim, quando você estava dançando com a Louise, entendi perfeitamente o que você sentiu e percebi que eu não precisava fazer aquilo.
- Por isso correu? – assenti e abaixei a cabeça, ele soltou uma das mãos e pôs no meu rosto, me obrigando a levantá-lo. – Fica tranquila, isso é passado, por mim, você não tem nada com que se desculpar, o importante é que estamos aqui, juntos, agora – sorri.
- Essa poderia ser a noite dos nossos sonhos.
- Essa ainda pode ser a noite dos nossos sonhos – ele encostou seus lábios nos meus, aquele momento era perfeito, o que eu precisava, agora se eu tivesse alguma duvida ela sumira, assim como as minhas certezas, se eu tivesse algum medo ele também sumira, o meu único medo era o de perdê-lo e minha única certeza era que eu o amava.
Sorri, mas ainda sem abri os olhos, tive medo de que fosse tudo mentira, que o melhor beijo da minha vida fosse só mais um sonho como vários que já tive, a minha mente é fértil o suficiente para criar algo assim. Resolvi abrir os olhos, por mais insegura que estivesse. Abri e encontrei um sorriso.
- Ainda podemos ter a melhor noite das nossas vidas, topa?
- São altas da madrugada, iremos fazer o que? – Ainda dançávamos, mesmo sem música.
- Se não tiver a gente inventa! – rimos.
- Você tem alguma ideia do que? – Ele me olhou meio estranho, o sorriso foi de orelha a orelha, um olhar meio pervertido – Não! Para! Nem vem!
- Brincadeira, a gente dá um jeito, nada mais vai estragar essa noite.
- Ok! Agora é melhor pararmos de dançar, porque a música já acabou tem um tempo – ele riu e eu o acompanhei, depois, ainda com um sorriso no rosto, ele pegou na minha mão e voltamos a nossa mesa.
- Detalhe que ninguém ficou encarando vocês né? – rimos.
- Hayley, cadê Karol? Sumiu com Nat de novo?
- Quase, serve aquela? – ela apontou para um canto, olhei na direção que o dedo dela apontava, era um canto meio escuro, ela e Nat se beijavam, agora ela estava feliz, gostava do garoto há mais de um ano e enfim estavam juntos.
- Agora teremos que aguentar, se der sorte ela fala dele a semana inteira – me sentei, e Justin puxou uma cadeira para se sentar ao meu lado.
 - Semana? Mês né!? Pelo jeito ele ta afim dela, mas nem sei, talvez seja charme só para pegar ela aqui.
- Mas eles demoraram, já são altas da manhã e a festa está no final.
- Você acha que Nat ia querer ficar com ela perto dos amiguinhos dele?
- Mas o Taylor ainda está aí e ele é do time de natação junto com ele.
- Só que o Tay conhece a gente e conversa e tudo, agora o resto é muito nariz em pé para conversar com gente como a gente.
- Calma, já volto – me levantei, dei um selinho no Justin e fui em direção ao banheiro.
- Hey gatinha! Resolveu voltar? – era o Jake, só que dessa vez bêbado.
- Não! Eu to em casa, não percebe?
- Gatinha, faz assim comigo não – ele chegou mais perto e do nada me agarrou pela cintura.
- Ei me solta! Me larga agora! – Comecei a bater nele com os punhos fechados, só que ele me segurava firme.
- Que gatinha! Faz assim comigo não – ele começou a querer beijar meu pescoço, consegui evitar, mas de algum modo ele ainda encostou os lábios em mim.
- Me solta! – eu gritava o mais alto que podia.
- Solta ela! – ouvi a voz do Justin e na mesma hora o cara me soltou, só que caí e quando levantei o rosto só vi o cara com a mão no rosto e o Justin perto dele.
- Quem é você moleque, para me bater? Cuidado pirralho!
- Sou o namorado dela! E ai de você se encostar um dedo nela de novo!
- Nessa gostosa aí? Ah Moleque! Eu pego quando eu quiser, essa é melhor do que a última que eu peguei – agora eu que vou da um soco na cara dessa tal, quem é ele para falar assim de mim? A única coisa boa era que ele disse que eu sou melhor do que a Louise, mas de qualquer jeito! – Essa eu pego fácil! – Me levantei na intenção de voar para cima dele, mas antes olhei para a cara da Louise e ela estava se mordendo de ódio, depois olhei para o Justin e ele estava cada vez mais vermelho de raiva e ia voar para cima do cara de novo.
- Cala a boca cara! Quem é você para falar assim dela? Cala a sua boca! – não era mais o Justin, vi o Taylor chegar do lado.
- Outro pirralho para proteger a gostosinha – ele revirou os olhos e levou outro soco na cara, se o do Justin não doeu o do Taylor com certeza vai deixar no mínimo um belo roxo, se contar pelo tamanho dos braços.
 Ele caiu no chão mais se levantou ainda meio cambaleando.
- Qual é? Deu para todos os pirralhos aqui me baterem? Tudo por causa dessa va...
- Se você falar isso quem vai te bater agora sou eu Jacob! – Erik chegou do lado oposto do Taylor, ficou uma fileira a minha frente, o Taylor numa ponta, o Erik em outra e o Justin na minha frente.
- Qual é Erik? Até você vai proteger ela?
- Se você fala mais alguma merda ou chegar a encostar um dedo nessa garota de novo, você vai voltar para casa em um estado deplorável! Ta me escutando?
- Ah! Saquei! Essa é a tal garota que você falou que tava a fim de pegar, desculpa brô, não sabia, ela é só sua – essa cara queria arranjar mais briga né? Só que dessa vez uma em três, Justin, Taylor e Erik brigando entre si.
- Ela é minha! E você não calou essa boca ainda por quê? Desse jeito eu te mato! E não to brincando – Justin estava me dando medo, ele estava com a aparência de muita raiva.
- Que medo! – Justin fechou a mão em punho e deu um soco na cara dele com toda a força, eu acho que quebrou alguma coisa, se não quebrou trincou o osso ou sei lá o que.
 O soco foi tão forte que o Jacob caiu no chão e não levantou, tentou, mas não conseguiu.
- Se eu fosse você iria cuidar do seu amiguinho – o Justin olhou furioso para o Erik que foi lá ver como aquele idiota estava. Eu estava bem assustada com aquilo tudo, neutralizada olhando o cara no chão, só senti os braços do Justin me envolver e só aí que voltei a mim, o abracei de volta. – Está tudo bem? – Assenti.
- Lua, Lua? Está tudo bem, você está bem?
- Ta Taylor, ta tudo bem sim.
- Quer alguma coisa, precisa de algo?
- Não, não, Tay valeu.
- Deixa que eu cuido dela Taylor – Justin pegou a na minha mão e fomos até a mesa. 
- Lua? Está tudo bem? – o Luka me perguntou preocupado e todos me olhavam meio preocupados.
- Caramba que mania! Parem de perguntar se esta tudo bem! Sim, está e ponto.
- É melhor irmos embora – todos concordaram com Justin e começaram a pegar a suas coisas.
- Lua me desculpa por isso, é...
- Não precisa se desculpar Kelly, foi um incidente, um imprevisto.
- Mas você já vai?
- Desculpa, mas não dá para ficar mais por aqui.
- Então ta e mais uma vez me desculpa – tentei sorri, ela saiu. A baixei e tirei minhas sandálias que já estavam me matando.
- Lua, foi mal pelo Jacob ele tem essa mania de beber, mas nunca chegou a esse ponto – Erik chegou do nada e estava sem o blazer do terno que provavelmente sujou quando ele foi ver se o Jake estava bem.
- Só podia ser seu amigo! – o Justin tava a fim de bater em mais alguém, e se ficássemos mais um segundo lá, esse alguém seria Erik, ou Tay, mas se fosse o Taylor, não iria da certo.
- Calma Justin, calma! Ta Erik, só o mantenha bem longe de mim pelo resto da vida! Certo? Agora é melhor irmos.
  Puxei o Justin pelo braço e todo mundo veio atrás da gente, vi Tay e sorri para ele como forma de agradecer por ele ter me protegido, olhei para a Louise e percebi que ela estava com mais raiva de mim do que o normal, sorri sarcasticamente para ela e depois dei um sorriso de desculpas para a Kelly, é engraçado como um simples sorriso pode dizer tantas coisas, assim como o olhar, juntando os dois, são melhores do que até mesmo as próprias palavras.
 Saímos do salão e andamos sem rumo, estava escuro, era umas 3h da manhã, mais ou menos.
- E aí? Vamos para casa? – Perguntei.
- Não! – Todos responderam em coro.
- Vamos para onde então? – Todo mundo se olhou, ninguém tinha uma ideia boa o bastante, ou simplesmente não tinham ideia nenhuma.
- Já sei!
O Justin saiu andando e todos nos o seguimos, fomos até um lugar que eu conhecia bem, com bastante verde – e por isso estava bem frio – e uns bancos de cimento em alguns lugares, na hora me veio à cena do nosso primeiro beijo – o de verdade – na casa da árvore ali perto.
 Comecei a sentir frio e o Justin percebeu isso.
- Ta com frio?
- Pergunta mais idiota em Justin – ele riu.
- Aqui – ele tirou o blazer e me envolveu nele.
- Valeu.
- Agora para de ignorância – ri.
- Foi mal.
 Ficamos ali durante muito tempo, rolamos na grama, rimos, conversamos e as horas iam passando que nem percebíamos. Estava Justin, Hayley, Luka, Karol, eu e até o Nat. O Luka havia jogado algumas indiretas para a Hayley o tempo todo, só não deixou as coisas mais claras, pois achava que nós iríamos zoar da cara dele, e nós realmente iríamos.
 Foi bem mais legal do que a festa, 4:00, 5:00 da manhã, e vimos o sol nascer, até que o parque começou a encher e resolvemos sair dali, eram umas 7:30 da manhã e seis adolescentes, muito bens vestidos – sendo que as garotas andavam com as sandálias na mão – andavam sem rumo pelas ruas, essa era a cena, imagina o que as pessoas estavam pensando? Estávamos rindo de nada, as horas iam passando e estávamos nem aí, meu cabelo já estava duas vezes maior e todo mundo tinha grama no cabelo, a maquiagem de todas nós, garotas, estava borrada, sério, deveriam achar que estávamos drogados. Eu estava cansada e aposto que todo mundo ali também, afinal viramos a noite, mas ninguém se importava muito com isso.
  Mais uma esquina, e outra, mais e mais olhares surpresos e curiosos, e mais e mais risadas do nada. Falamos de bobeiras, nada de interessante, falamos das roupas das pessoas, de coisas que aconteceram na festa, zoamos Karol e Nat. O sol estava matando, pelo movimento na rua e coisa do tipo, deveria ser meio dia por aí, mas resolvi perguntar.
- Moço – parei um cara na rua, ele me olhou meio assustado e eu então ri – poderia me informar as horas, por favor? – ele ainda me olhava meio assustado.
- 1:00.
- 1:00? – gritei, ele se afastou e ficou mais assustado ainda. – Desculpa, obrigado em moço.   
- Galera, eu não sei vocês, mas eu tenho casa e mãe, já são 1:00, a última vez que eu vi a minha mãe foi às 10:50, ela nem deve estar preocupada.
- Eu também tenho que ir para casa, amanhã é segunda e tenho uma competição logo cedo.
- Bom preciso dizer nada, também tenho que ir – a Halle fez uma carinha de desapontada.
- Eu também – o Luka me olhou.
- Nem preciso dizer – a Karol revirou os olhos.
- Bom, como estamos mais perto da casa do Nat, nós vamos lá, depois passamos na casa da Karol, depois Luka, Hayley e assim Lua e eu vamos para casa – todos concordaram.
 Assim fizemos, casa do Nat, Karol, Luka e por último Hayley, depois Justin e eu fomos para casa. Eu estava morta! Meus pés doíam, meus olhos estavam ardendo de sono.
- Bom, está entregue – ri.
- Me desculpa, essa definitivamente não foi a noite dos nossos sonhos.
- Desculpa? Para que? Dos seus sonhos eu não sei, mas dos meus foi.
- Como? Meio difícil acreditar, nós brigamos, teve um cara bêbado chato depois, você chama isso de perfeito? – ele riu.
- Não, realmente, não, mas pensa bem, nós nos reconciliamos e você ganhou mais uma música – corei – depois eu te protegi, por mais que a minha mão ainda esteja doendo um pouco – ri –, mas o que importa é que te protegi, depois vimos o por do sol juntos, ta, tinha mais quatro pessoas com nós dois, mas tudo bem, sem esquecer do beijo – beijo ao por do sol, que clichê, mas e daí? – é bem clichê, mas tudo bem.
- Anda lendo os meus pensamentos é?
- Quem dera se eu pudesse.
- Pensando por esse lado, pode até se considerar uma noite muito boa.
- Perfeita, a dos meus sonhos. O que importa não é a briga, as brigas no caso, é o que fizemos depois disso.
- É, você tem razão – eu sorria e não consegui deixar de sorrir.
- Bom amor, tenho que ir para a casa, também tenho mãe, nos vamos mais tarde?
- Sim, ou melhor, talvez não, do jeito que to, durmo até amanhã de manhã – ele riu.
- Tchau – ele me deu um selinho.
- Tchau – ele foi para casa dele e eu para minha, entrei em casa já cambaleando de sono, louca por um banho e uma cama.
- A onde você estava mocinha? Fiquei preocupada!
- Ih mãe! Relaxa, já to em casa.
- Relaxa? Relaxa? Menina você some o dia inteiro, sem celular e quer que eu relaxe?
- É – dei de ombros.
- Por que você não levou o celular? – Minha mãe parecia preocupada, muito preocupada.
- Não tinha onde levar.
- Usava uma bolsa!
- Não gosto.
- Não gosta de salão, não gosta de salto alto, não gosta de bolsa... há alguma coisa que você por acaso gosta?
- Tem! Mas você não sabe, nunca sabe, o papai saberia te responder essa – agora eu gritava no mesmo tom que ela – agora com licença que eu vou para o meu quarto.
- Mas respeito comigo Lua Margareth Houston!
- Mãe! Ninguém sabe meu nome do meio, então, por favor!
- Qual o problema com seu nome do meio?
- Qual o problema com Margareth? Pensa bem – revirei os olhos e fui para a escada.
- Onde você estava Lua! Me responde.
- Ah mãe! Por aí. Tava no parque e depois fiquei dando umas voltas na cidade com Justin, Karol, Hayley, Luka e Nat.
- E que historia é essa de briga na festa?
- Quem te contou?
- Louise James, sua amiga me ligou – idiota! Inútil! Patricinha insuportável!
- Minha amiga? Nossa, com uma amiga dessa nem preciso de inimigos.
- Para de enrolar e me conta logo.
- Um bêbado amigo do Erik, veio falar merda comigo e os meninos vieram me ajudar, posso subir agora? – Subi mais um degrau.
- Os meninos? Por que plural?
- Porque foi Justin, Taylor e Erik.
- E porque os três foram te ajudar, não é só o Justin que é seu namorado?
- Mãe que inferno! Você nunca se importou com essas coisas, agora eu vou para o meu quarto dormir que ganho mais – continuei subindo as escadas.
- Lua, volta aqui agora!
- Não.
- Eu disse agora!
- Tchau mãe.
 Subi as escadas e fechei a porta, joguei a sandália para o alto, e fui direto para o banho, mal estava me aguentando em pé, estava muito sonolenta então tomei uma banho rápido, coloquei a primeira coisa que eu vi – e que era confortável para dormir – e deitei na cama, precisa dizer que em pouco tempo adormeci? Pois bem, mal deitei e já peguei no sono.
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Esse é o resto da narração da Lua, lembra que eu disse que foi dividido em dois? Enfim.
BLA BLA BLA BLA BLA BLA
até amanhã.
To de fato sem o que falar.