quarta-feira, 30 de maio de 2012

2° Capítulo - Just One More? Part. 3


Pov's Bieber

 É sério, cada vez entendo menos essa garota, por que ela saiu do meu quarto assim? O que eu fiz dessa vez? Ou melhor, o que eu to fazendo de tão errado? Por que ela não me conta logo e acaba com toda essa agonia, será que não confia em mim? Será isso? Não sei o motivo disso tudo, só sei que não posso a deixar sair correndo assim, não pelo menos sem entender o porquê, então eu saí correndo, desci as escadas e gritei para minha mãe que ia a casa dela, saí sem nem ouvi a resposta, queria saber, estava louco para saber o que teria acontecido. Na escola, hoje mais cedo, a gente riu e brincou muito, eu, ela e os amigos delas – agora meus também – Hayley, Karolyne e Luka – aquele do skate – que infelizmente, não são da nossa sala, sim! NOSSA sala, estudamos juntos e eu fiquei feliz, mas se for para ser tão confuso que nem hoje, não sei se foi uma boa coisa. Ela vivia nas nuvens, tava na cara que não prestou atenção em nenhuma aula, ela disse que eu era dela para uma garota, me deu um beijo no rosto – que me fez arrepiar – para me livrar de várias garotas no intervalo da última aula, me olhou com um pouco de raiva quando aceitei o convite dessa mesma garota, a tal da Louise, uma garota muito bonita para variar, inclusive foi quando eu estava falando dela que a Lua correu, mas por quê?
 Andei da porta da minha casa até a casa dela pensando nisso, não sei se ela falaria comigo, mas depois que saiu daquele jeito da minha casa, eu não ia deixar isso baixo. Bati na porta e a mãe dela me atendeu, eu disse que queria falar com ela e a Sra. Anna, me perguntou o que estava acontecendo para ela chegar chorando em casa, eu disse que não sabia, mas era isso que fui entender. Anna me deixou entrar, fui direto para o quarto da Lua, a porta estava fechada, então abri e parei na porta, assim que ela me viu, aumentou o volume do ipod, amassou uma folha e jogou para o alto, se encostou na cabeceira da cama e ficou me olhando, fui até a cama e sentei ao seu lado, na verdade, a sua frente, o som do headphone estava muito alto, ela não ia me ouvir e pelo jeito não fazia questão, então, tirei o headphone do ouvido dela e a olhei por alguns instantes, mal comecei a falar e ela me interrompeu, aquele clima estava realmente tenso, ela disse que confia em mim, mas será isso mesmo? Ela dizia que não era uma coisa fácil de explicar, era algo com a Louise, isso eu já percebi, mas o que? Resolvi deixar de lado, se for tão complicado assim, ela vai me contar na hora certa, né?
 A gente se abraçou, eu me despedi e fui para casa, estava com a mesma roupa desde a hora que fui para escola, além que já estava na hora de jantar. Cheguei em casa, subi direto para o meu quarto, para tomar banho, o pior é que aquelas cenas vinham na minha cabeça a todo momento, era como um quebra-cabeça que eu não conseguia montar, confuso e complicado, tentei esquecer, mas não deu, o beijo – na bochecha – que ela me deu na sala e o que quase rolou aqui no meu quarto se a minha mãe não tivesse chegado na hora, sério, gostei nadinha dela ter nos “interrompido”, é um pouco confuso, ilógico, incoerente para minha cabeça, mas eu queria ter lhe dado aquele beijo, e como queria.
 Parei de viajar e voltei à vida real, saí do banho, coloquei uma bermuda e uma blusa de manga cinza, ajeitei o cabelo e desci para jantar, já estava com fome então mal sentei a mesa e já comecei a devorar a comida, minha mãe pediu para eu ir entregar um pacote para a Sra. Anna e ao entregar falar um negocio com ela, fiquei feliz, porque aí eu podia falar com a Lua novamente, se ela não tiver com aquele ipod superalto e escrevendo alguma coisa... isso! Eu tinha me esquecido do papel, o que será que ela havia escrito ali? Será sobre mim? Será que explicava tudo o que estava acontecendo? Depois que cheguei aqui em Stratford, tenho milhões de perguntas, mas pouquíssimas respostas, talvez aquela folha dissesse algo que me ajudaria responder a maior parte das perguntas, afinal à maioria era em relação a ela. Ah! E eu pensando nela de novo! Desde que cheguei aqui, não penso em outra coisa, sempre nela, sempre ela!
 Terminei de comer, nem troquei de roupa nem nada, estava de noite, eu ia lá e voltava, ninguém iria me ver. Saí em direção a casa dela, andei depressa, cheguei e bati na porta, a mãe dela veio me atender e me chamou para entrar, eu entrei falei com ela o recado e falei que ia subi só para dar um “oi” para Lua, e assim fiz, bati na porta, Lua pediu para entrar, abri a porta e ela estava no computador como sempre, a gente se falou, rimos um pouco, eu sentei a cama, aproveitei que ela estava concentrava no twitter e procurei a folha, estava no chão, perto da janela, no outro lado da cama, peguei a folha, amassei mais na mão, a fechei em punho, me despedi e voltei para casa. Disse a minha mãe que falei com a Sra. Anna, e fui direto para o quarto tentar dormi, na verdade, eu fechei a porta, pulei na cama e desamassei o papel nela estava escrito uma musica – eu acho:

Como você pode fazer isso comigo?
Meus olhos não saiam dos seus
E os seus do meu
Achei que em fim encontrei
Alguém especial
Que me fizesse sentir alguém

Hã? Como assim? Fazer o que?

Mas você é só mais um em um milhão
Mais um que não se importa com o meu coração
Sou ninguém ate para você ti
Você não está nem aí
Por que será que me enganei assim?

Como assim “ninguém”?

Eu não entendo e não quero entender
Sinto sua falta
Mas não quero te ver

Minha falta? Já?

Achei que você seria diferente
Mas me enganei seriamente
Achei que em você podia confiar
Mas não é assim que parece estar

Precisa dizer que ela me confundiu ainda mais? Seria para mim isso? Essa garota ainda me enlouquece, to mais confuso do que nunca. Preferi dormir, se não mais perguntas viriam e tudo ia se complicar ainda mais.

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Vergonha alheia dessa música, pois é, mas enfim né, fazer o que? É a vida. 
Cara, na boa CADÊ OS COMENTÁRIOS? Poxa! E porque não seguem? NÃO TEM DESCULPA, se você teve um orkut na vida VOCÊ TEM UMA CONTA GOOGLE ENTÃO SIGA! 
Obrigado e até o próximo capitulo, quando eu tiver coragem de revisar ele.
PS: NÃO ESQUEÇAM DO COMENTÁRIOS!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

2° Capítulo - Just One More? Part. 2


- Minha filha...
- Pode para! Ou melhor, nem começa!
 Fui direto para o meu quarto, minha mãe deve ter ficado um pouco decepcionada comigo, culpa dela por não ter se acostumado com isso ainda e porque ia querer vir falando do Justin, ia querer falar que eu to apaixonada por ele e isso não é verdade – ou é? – e outra que, ninguém mandou ela ficar me fiscalizando antes de entrar em casa ou será que ela acha que eu não percebi aquela cabecinha na janela da frente?
 Fechei a porta do quarto e fui tomar um banho, tirei a roupa da escola, entrei no boxe, deixei a água cair sobre meu corpo o relaxando, enquanto as memórias do dia passavam em minha mente com perfeição, parecia que – infelizmente – eu estava passando por aquilo de novo, mas – enfim – chegou a parte que acabara de acontecer, foi aí que percebi que já estava tempo de mais no banho. Fechei o chuveiro, me enrolei na toalha e saí do banheiro, no mesmo instante minha mãe veio me chamar para almoçar, troquei rápido de roupa e desci. Só foi eu aparecer na cozinha que minha mãe foi abrindo a boca.
- Mãe! Não! Por favor.
 Ela fechou a boca e colocou a comida em cima da mesa, comi com um pouco de pressa, eu sabia que minha mãe não ia segurar por muito tempo com a boca calada. Assim que terminei coloquei meu prato na pia e subi para o meu quarto, liguei o computador, comecei a mexer no blog e no twitter, quando meu telefone toca.
- Lua?
- Justin?
- Eu! Oi!
- Ah! Oi, a preguiça é tão grande assim? – ele morava em frente a minha casa, tinha a necessidade de ligar?
- O pior é que era! – eu ri no telefone e ele também. Me levantei e fui para janela, e como eu imaginava, ele estava lá olhando para mim agora – Mentira minha é que eu estou arrumando algumas coisas aqui, só que está um saco! Vem para cá me ajudar?
- Eu? Até parece! Para que eu iria ai? Por que eu iria?
- Porque você me ama! – eu ri e corei.
- A ta bom! Então AMOR DA MINHA VIDA – eu gritei na janela, acho que ele ouviu, para falar a verdade, acho que o bairro todo ouviu – vou fuçar mais um pouco aqui no computador e já apareço ai ta bom? – ele ainda ria por causa do meu grito.
- Então ta! Até daqui a pouquinho!?
- Até daqui a pouquinho!     
 Voltei para o computador, dei um tchau no twitter e quem foi o primeiro que me responde? O próprio! Eu ri quando eu vi aquilo, ele disse: “No meu caso vai ser “oi” né amorzinho da minha vida?“ eu respondi um “ahsuashaush” e depois um “sim”, fechei tudo rápido antes que aumentasse a quantidade de pergunta e de “O.o” sobre o que ele me falou, prendi meu cabelo em rabo de cavalo – cabelo cacheado não é problema, basta você saber aproveitá-lo – e prendi a minha franja, esperei o computador desligar – não sabia o quanto ia demorar – e então desci as escadas correndo e fui em direção a porta, sem nem parar, como sempre fazia.
- Mãe, vou à casa do Justin! – gritei.
- Ta bom minha filha, mas não esquece do jantar.
 Fechei a porta e corri em direção a casa dele, não sabia se ia bater, chamar – gritar – ou bater palmas, sei lá né, mas – ainda bem – nem precisou, antes que eu chegasse perto da porta, ela já a abriu, eu freei antes que batesse de frente com ele, o que foi quase. Subimos até o quarto dele que era realmente gigante! Tinha uma cama de casal, só que tinha muita caixa e coisas espalhadas por todo o lado.
- Tinha como ficar mais bagunçado não? E olha que você estava arrumando antes que eu chegasse aqui – ele riu.
- O pior que não tinha! – eu ri e ele continuou rindo – Por isso que pedi sua ajuda, é muita coisa e estava um saco para arrumar isso, quando ta entediante eu consigo fazer menos coisa ainda.
- Só que eu cheguei para alegrar a sua vida! – e retornamos a rir, é assim o tempo inteiro. – Mas é melhor começarmos logo, se não, não é hoje que terminamos.
- Isso!
- Mas antes me responde uma coisa.
- Fala – ele disse olhando para todo o quarto pensando por onde começar.
- Como você conseguiu meu celular?
- Ah! Ontem lá na sua casa, você tinha deixado o celular em cima da mesa do computador, aí eu tomei a liberdade de ver ser número – ele me olhou e sorriu.
- Ah!
- Por quê? Algum problema? – ele disse meio assustado.
- Não, não, imagina, é só bom avisar ás vezes.
- Ah! Desculpa – alguém resiste a uma carinha de cachorro sem dono?
- Tudo bem J.
- J?
- Seu nome e muito grande, dá preguiça de falar às vezes.
- Sua preguiçosa! – eu sorri.
- Então, vamos começar né? – olhei para ele.
- Sim! – ele me devolveu o olhar ao responder.
 Ficamos ali por horas, muito tempo mesmo, era muita coisa e a gente brincava mais do que arrumava. Dentro de alguma caixa, eu achei uma foto muito fofa dele quando era criança, e – não sei por qual motivo – ele quase que conseguiu arrancar a foto da minha mão, então saí correndo pelo quarto cantarolando e o chamando de coisinha fofa da mamãe, ele por sua vez, saiu correndo atrás de mim, demos várias voltas pelo quarto, eu subia em cima da cama e pulava para o outro lado, numa dessas vezes eu quase fui de cara no chão, eu ri, mas não parei de correr, até que uma hora , ele conseguiu me derrubar na cama, pulou em cima de mim,  segurou meus pulsos, eu ria muito, ele realmente estava furioso comigo, mas eu estava achando graça, sabia que aquela fúria não ia durar por muito tempo.
- Eu não sou filinho da mamãe – ele disse baixinho para mim, até porque o seu rosto estava bem próximo ao meu.
- Ah é? Prova! – dei um sorrisinho de lado.
- Você não vai querer que eu prove.
- Como você tem tanta certeza?
- Você tem certeza que quer que eu prove?
- Sim!
- Então ta, lembre-se que você que pediu – ele foi se aproximando mais do meu rosto.
- Crianças, é melhor descerem para comer algo, vocês já estão aí há muito tempo.
 A mãe do Justin, a Sra. Pattie, nos interrompeu, não sei se foi bom, não sei se de fato queria aquilo, sua boca já estava bem próxima da minha, mais alguns milésimos de segundos e já estaríamos no beijando. Demos sorte que ela não abriu a porta, só bateu, nessa hora, o Justin se jogou para o meu lado na cama saindo de cima de mim.
- Er... é melhor a gente descer né?
- Sim, sim, é melhor! – respondi.
 Ele se levantou e foi andando até a porta, eu o segui até a cozinha no andar de baixo da casa, a mãe dele havia preparado alguns sanduíches e suco, nos sentamos ao redor da bancada da cozinha e começamos a comer, eu estava morrendo de fome – não sei por que – e de sede também, de fato havíamos ficado muito tempo dentro do quarto, como eu imaginava. Ih! É mesmo! E agora para voltar para lá? Vai que... não, não, é melhor eu ir para casa, mas eu não quero ir embora, e agora? Não sei com que cara vou voltar para aquele quarto, sozinha com ele.
 Terminamos de comer, bem rapidinho, realmente estávamos com muita fome, ele se levantou e eu fiz o mesmo, fomos andando até a escada, ele subiu os três primeiros degraus e eu? Bom, não consegui subir, parei entre a porta e a escada, será que eu subia ou será que iria para minha casa? Vai que acontece o que não aconteceu se eu subir? O Justin se virou, nós nos encaramos por alguns segundos.
- Vem, eu prometo me comportar – ele estendeu uma das mãos para mim e sorriu, tinha como resistir? Não!
Dei de ombros, segurei a sua mão e subi o primeiro degrau, depois ele soltou a minha mão e subiu as escadas correndo. Fiz o mesmo. Chegando lá, ele fez questão de me deixar longe das caixas de fotos e de varias outras coisas de quando ele era pequeno. Já tínhamos arrumado bastante coisa apesar das brincadeiras e de... deixa para lá, então resolvemos deixar o resto para o dia seguinte, aí eu já teria um pretexto para voltar, então sentamos na cama, um de frente para o outro, começamos a conversar, falamos de várias coisas, até que entramos num assunto, que eu preferia que nem existisse.
- E a Louise? – pronto!
- O que tem?
- Ela e bem bonita, loira, tem um corpaço, olhos azuis lindos! – a não! Eu tenho mesmo que ouvir isso? – acho que fiquei parecendo um bobo perto dela – acha? – mas ela é muito linda – eu já não to aguentando mais – ela é uma gata! – foi a gota d’água.
 Me levantei da cama rápido, saí correndo, quando cheguei na parte de baixo, ouvi a mãe dele falar comigo, mas não quis nem saber, abri a porta e continuei correndo, no meio da rua eu pensei em volta, mas para que? Para ele perguntar por que corri, eu mentir o motivo e ele voltar a falar sobre ela? Não, não mesmo! Continuei correndo, entrei em casa, minha mãe perguntou o que tinha acontecido, mas não estava a fim de responder, subi a escada correndo, entrei no quarto e tranquei a porta, foi só aí que eu parei de correr, foi só aí que eu percebi que algo gelado escorria no meu rosto. Fui para o banheiro e quando me olhei no espelho percebi que meu rosto estava bem vermelho, coloquei as pontas dos dedos no rosto e depois encarei aquelas gotas de lagrimas, para mim isso tudo é muito confuso, não sei como se gosta de alguém, nunca gostei de ninguém, na verdade já sim, mas não era tudo isso que eu sinto, não, não, como posso gostar dele? O conheço há um dia apenas, mas porque isso tudo então? Lavei o meu rosto, não importasse o que fosse não valia apena chorar, não por ele. Me sentei na cama, peguei uma folha e uma caneta, liguei o Ipod coloquei o headphone no ouvindo, sentei na cama, e comecei a escrever, não sabia o que muito bem, só escrevia as primeiras palavras que viam na minha cabeça. Eu ouvia a música “About you Now” da Miranda Cosgrove quando terminei de escrever e assim que olhei para cima, lá estava ele, parado na porta, provavelmente com medo de entrar e com uma expressão confusa como sempre, aumentei o volume do Ipod e do headphone o máximo, amassei a folha e joguei para o alto, nem vi aonde ela caiu, encostei na cabeceira da cama e o fiquei encarando, meu Deus como ele podia ser tão perfeito? Perfeição assim não poderia existir, para que nesses momentos a gente não tivesse vontade de desistir da raiva. Ele veio até mim, se sentou na cama, bem na minha frente, eu continuei o encarando, ele tirou meu headphone e me olhou durante um tempo.
- Por que...?
- Eu sei o que você vai dizer.
- Então por que não para de bancar a louca e me explica tudo de uma vez?
- Não é uma coisa fácil de explicar.
- Você não confia em mim?
- Confio.
- Então por que não fala? – a culpa não era dele, Louise era realmente bonita, ele não sabia de nada, nem do começo da história, como eu poderia ficar com raiva dele? A culpada sou eu, por não contar nada.
- Já disse que não é uma coisa fácil de explicar – me sentei direito, deixei de ficar escorada na cabeceira e cheguei mais perto dele – Desculpa novamente Justin, eu devo está te enlouquecendo só nesse pouco tempo.
- Deve não, está!
- Me desculpe, você não tem culpa de eu ter saído correndo, me perdoa de verdade.
- Claro! Mas só se você me prometer não bancar a louca de novo e me deixar sem entender nada.
- Ta bom! – nós nos abraçamos, o abraço era confortante, quente, carinhoso, o melhor que eu já recebi.
- Bom, agora eu vou ter que ir embora. – ele deu um pulo da cama, ficando em pé.
- Mas já?
- O jantar está quase pronto e eu nem troquei de roupa ainda, to com a mesma roupa que fui para escola de manha – blusa xadrez meio azul, uma jaqueta meio bege, tênis roxo e calça jeans preta.
- Amanhã a gente se vê então?
- Claro! – eu sorri e ele devolveu o sorriso, depois saiu correndo porta a fora, olhei pela janela, só o vi correndo e entes de entrar em casa, ele se virou, sorriu e acenou para mim.
Voltei para o computador, mas não fiquei muito tempo lá, minha mãe chamou para jantar, desci, jantei em silêncio, graças que a minha mãe não veio me perguntar o que havia acontecido, a única vez que tentei explicá-la sobre o “problema” na escola, ela disse para ignorar – como se isso fosse possível – e então, nunca mais falei nada do que acontecia na escola para ela e outra que ela ia falar do Justin e que eu estava gostando dele e bla, bla, bla... Subi para o meu quarto, coloquei o antivírus para passar no computador e enquanto isso, fui tomar banho, desliguei a tela, peguei a toalha e uma roupa já para dormir – não ia sair do quarto mais mesmo – apesar de que dormir mesmo só bem mais tarde. Terminei de tomar banho rápido, coloquei a roupa e grudei no computador, o antivírus já tinha terminado de passar, então fui da uma olhada no movimento do blog, do twitter e do e-mail, caixa lotada como sempre, vários replys e comentários, fui tentando responder todo mundo, até que bateram na porta.
- Entra!
- Oi!
- O que você ta fazendo aqui? Já está bem tarde e não faz muito tempo que você veio – eu o olhava e ele fazia o mesmo.
- Poxa! É assim que você me trata? – ele fez um biquinho perfeito se querem saber – Se quiser eu vou embora!
- Não Just, desculpa.
- Sempre! Na verdade eu vim porque minha mãe pediu para falar um negocio com a sua e eu resolvi vim te dar um “oi”.
- Ah ta! Traduzindo, você não consegue viver sem mim! – ele acabou rindo.
- Não! Não mesmo.
 Ele se sentou na cama, enquanto eu terminava de responder os replys, ele estava quieto lá trás, mas era tanta coisa, que nem deu tempo de olhar o que ele tanto mexia.
- Ah! Agora ta tarde mesmo, eu tenho que ir. Até amanhã!
- Até Justin.
 Ele saiu, dessa vez não fui olhar na janela, já estava bem escuro, não ia consegui vê-lo direito. Desliguei o computador, já estava com muito sono, deitei na cama e rápido dormi.   

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Que linds, recebi comentários... quem foi? *O* eu não modo poxa, pode falar.
Então, mesma coisa comentários e SIGAM, sério, não vai interferir em nada, a não ser dar uma alegria a mais a minha pessoa, owntý.
Até

terça-feira, 22 de maio de 2012

2° Capítulo - Just One More? Part. 1


Pov's Houston
Acordei um tanto quanto animada, fiquei mais quando lembrei do Justin e ela foi tudo embora quando lembrei da Louise – que inferno, essa garota me atormenta até em pensamentos. Tentei afastar ela da minha mente, não era necessário – e eu não queria – sofrer por antecedência, então retornei a pensar no Justin, até olhei pela janela do meu quarto para ver se consegui ver pelo menos um vulto dele, mas nada, não me importei, entre alguns minutos eu estaria perto dele. Espera! Isso não tem lógica nenhuma! Por que eu to com essa vontade louca de estar perto dele de novo? Por que eu sinto meus olhos brilharem sempre que vejo os dele? Porque me sinto tão feliz só de pensar no seu nome? Perguntas, perguntas e mais perguntas, mas respostas que é bom nada! Resolvi tentar esquecer um pouco aquilo, minha cabeça agora vive a mil – mais do que antes – sem motivo nenhum ou tem e eu não sei? Ah! Chega! Tenho que ir para escola – infelizmente – então não posso ficar igual a uma besta parada olhando pela janela.
Fui para o banheiro, tomei banho, coloquei uma calça jeans escura, uma blusa de manga verde com uma estampa de caveira, uma blusa de frio verde de capuz com uns detalhes na frente e mais um All Star com coisinhas ridículas.
– Pronto! Agora cabelo – falei comigo mesma.
Quando me olhei no espelho, lembrei o que o Justin tinha dito, que não entende porque eu escondo meus olhos, para falar a verdade nem eu sei o porque os escondia, pensei seriamente em retirar a franja, mas aquela infeliz veio na minha mente de novo, ele não entende porque escondo meus olhos, ele ainda não entende muita coisa, mas depois de hoje, vai entender tudo, absolutamente tudo! Saí do banheiro, peguei minha mochila cinza e preta, que estava encima da cama, desci as escadas depressa, não queria chegar à escola, mas também não queria deixar o Justin esperando.
– Minha filha, você vai ter que ir a pé para escola de novo, seu pai teve que ir trabalhar cedo – disse a minha mãe assim que eu cheguei à cozinha.
– Já era de se imaginar, mas não tem importância – ela parou no mesmo momento o que estava fazendo, para me olhar incrédula, afinal ela sabia o quanto eu odiava ir para escola sozinha, mas dessa vez eu não ia só – que foi mãe?
– Você não xingou o mundo só pelo fato de ir a pé. Você esta passando bem?
– To mãe, to sim! – eu disse já terminando de tomar o café da manhã.
– Ah! Já sei! É por causa do Justin né? – sorte que eu já tinha terminado de comer, se não me engasgaria na certa.
– Ah mãe fala sério! – eu disse tentando disfarçar, mas acho que não funcionou muito bem.
– É por causa dele sim! – ela abriu um sorriso de orelha a orelha, tinha essa necessidade?
– Afe! Eu vou para escola logo – eu disse indo para sala pegar a minha mochila que eu tinha jogado no sofá quando desci.
– Você com pressa para ir para a escola? Own... minha filhinha... – não a deixei terminar.
– Mãe! Para com isso ta? Eu só quero ir logo para não ouvir você falando isso – afinal não era verdade mesmo, não queria ir para escola, mas também não queria ficar ouvindo a minha mãe dizer que eu estou... quero nem pensar!
Peguei minha mochila que estava no sofá e fui para porta, sem parar, saí de casa, fechei a porta e de cara olhei para a casa da frente, não demorou muito para achar o que eu queria, ele estava ali, sentado na porta, viajando legal, tanto que demorou para me ver, mas assim que percebeu que eu estava ali, sorriu e se levantou, começou a andar na minha direção, fiz o mesmo, sorri e fui ao encontro dele.
– Isso que é vontade de ir para escola, credo! – a gente estava na calçada da minha casa, um na frente do outro, e ele, como sempre com um sorriso perfeito no rosto mais perfeito ainda.
– É porque eu vou com voc... vontade, é isso, com vontade, primeiro dia né! Sempre tem aquela vontadinha assim, sabe? – será que ele iria dizer aquilo mesmo que pensei?
– Não, o pior que eu não sei como é isso há tempos.
– Por que não?
– Não tenho vontade de ir para escola, pelo menos não mais.
– Por quê?
– Prefiro não dizer e não insiste ta? – ele assentiu.
Nós começamos a andar, afinal, por mais que eu não queria, nós ainda tínhamos que ir para a escola. Conversamos e rimos o caminho todo.
– Sabe, eu não entendo e não consigo te entender – ele disse olhando para mim – você tem um rosto tão bonito, olhos perfeitos, mas mesmo assim usa essa franja que esconde.
– Você ainda não entende muita coisa – sussurrei.
– Hã? – eu parei de andar, ele também parou e me olhou.
– Justin, me promete uma coisa? – disse de cabeça baixa.
– O que?
– Primeiro diz que promete.
– Claro que prometo!
– Me promete então, que não importa o que acontecer, você não vai me decepcionar e que sempre será assim comigo? – disse levantando a cabeça e olhando em seus olhos.
– Por que isso Lua? – ele estava um tanto confuso.
– Só promete.
– Claro! Eu te prometo que nunca vou te decepcionar.
– Nunca é muito tempo Justin.
– Mas por que isso tudo?
– Olha, tem muita coisa que você ainda não sabe – eu disse olhando para o chão novamente – e por isso tenho medo, de que você mude, pelo menos comigo.
– Eu sei que nunca é muito tempo, e pode ter a certeza que eu farei de tudo para não te magoar, ta bom? – ele levantou o meu rosto, olhou nos meus olhos e deu mais um sorriso perfeito. Eu assenti.
Ele retornou para o meu lado e continuamos andando, não muito, porque já estávamos perto da escola. Assim que chegamos à frente da escola, meu coração disparou, minhas pernas tremeram, e agora como ira ser? Será que ele realmente cumpriria a promessa ou depois de tudo simplesmente esqueceria que eu existo? Ele é perfeito demais para alguém como eu. Ele olhou para mim e sorriu como sempre fazia, isso me confortou, retribui o sorriso.
– LUA... – gritou a Hayley enquanto vinha na minha direção quando entrei no pátio da escola, claro que ela ficou surpresa e de boca aberta quando viu o Justin do meu lado – Lua quem...? – ela não conseguiu terminar, logo veio Karolyne com a mesma cara da Hayley, e o Luka, só um pouquinho menos surpreso. Eu sorri.
– Justin, essa é a Karol, essa é a Hayley e esse é o famoso Luka – disse apontando para cada um conforme ia dizendo o nome.
– Como assim “famoso Luka”? – o Luka olhou para mim confuso. Eu ri de leve.
– Galera esse aqui é o meu novo vizinho, o Justin – apontei para ele olhando para a cara de besta deles.
– Er... e um pouco mais do que isso – Justin colocou a mão entorno da minha cintura, eu olhei para a mão dele, olhei para ele e depois para a cara dos três.
– Lua, como? Er.. você?
– HAYLEY! – gritei – Como você acredita nisso? – olhei incrédula para ela e olhei novamente para a mão dele que ainda estava na minha cintura, depois para o rosto do Justin, tipo assim: “O que sua mão está fazendo na minha cintura ainda?”, ele retirou a mão de lá.
– Ah! Fala sério, Lua, até parece que você não queria que fosse verdade – Justin disse olhando fixamente para mim e se curvando na minha direção – até parece que você não quer ser a minha namorada! – queria dizer que sim eu quero, mas me pareceu ilógico demais.
– Nem nessa vida nem em outra! – disse fazendo com que ele se afastasse.
– É mentira, é mentira! – ele disse se virando para as meninas e ficando de costas para mim.
– Justin! – dei um tapa no seu ombro, ele riu, eu também, bom, todo mundo riu.
Infelizmente deu à hora de entrar no colégio, nós cinco rimos o tempo inteiro, o Justin é muito engraçado, não tinha como não ri com ele, é impossível! Antes de ir para a sala de aula, fui com o ele na diretoria para saber de que sala ele iria ser e fiquei feliz quando descobrir que era da minha! Não acredito! Ele ia ser da minha sala! Fiquei muito animada com o fato, até chegar à porta da sala com ele ao meu lado, e ver de primeira Louise James, meu sorriso desapareceu no mesmo instante, era agora, não adiantava mais rezar para que não acontecesse. Nós entramos na sala, os olhos de Louise não saiam de mim e do Justin, isso estava na cara, fiquei um pouco nervosa e a encarei alguma vezes, mas depois deixei para lá, não valia pena perder meu tempo com ela, de fato tinha coisa melhor perto de mim. Eu e o Justin fizemos dupla, como eu era a CDF que nenhuma patricinha metida – que era só o que tinha na minha sala – queria papo, eu ficava sozinha na sala e como o Justin era o novato que nenhuma garota tirou o olho, ele sentou comigo – não tinha outro lugar – e isso foi bom, legal, perfeito para mim, pelo menos por enquanto. A aula passou rápido, e sinceramente, não prestei atenção em absolutamente nada, a única coisa que eu ouvi, foi o sinal assim que a aula acabou.
– Lua, Lua, Lua! Acorda menina!
– Hã? Desculpa Justin. Disse alguma coisa?
– Sim, eu estava dizendo que... – ah! Sempre tem um infeliz para atrapalhar a vida.
– E aí, o gatinho tem nome? – fuzilei a Louise com os olhos e para melhorar o Justin ficou todo sem jeito, arght!
– Pois é, o nome dele é JUSTIN BIEBER – falei o nome pausadamente – mas esse gatinho aqui querida já tem dona! Agora Bye! – ela acabou saindo, tinha ficado vermelha de raiva e eu gostei disso, agora acho que nem tinha mais baba no Justin. – Fala sério! – disse baixo – Justin! Para com isso! Deixa de ser idiota! – dei um tapa de leve no ombro dele como mais cedo.
– Hã? Que? Ah! Desculpa – ele disse sem graça.
– Aff! – deitei com a cabeça na mesa, por alguns segundos já que o professor de história chegou.
Passei a aula toda viajando, como na anterior, só que dessa vez com um pouco de raiva pelo Justin ter viajado na Louise, que legal a minha maior inimiga fez ele se derreter, por que logo o Justin? Por que a Louise? Ah! Que legal! Quer saber? Cansei de abaixar minha cabeça para aquela insuportável, ela mexeu aonde não devia agora vai ter que me aguentar! É bom ela se preparar para a terceira guerra mundial e dessa vez eu não vou deixar por baixo, minha vida já é uma droga mesmo, o que vai ficar de diferente? Vai ser uma patricinha a menos na minha vida, porque dessa eu não vou sair perdendo.
– Lua, por que você falou daquele jeito com aquela garota? – estávamos no último intervalo de aula antes do recreio.
– Ah Justin, sei lá, me deu raiva da Louise na hora, a primeira coisa que veio na minha cabeça eu falei. – disse como se não tivesse nem aí para o fato.
– Mas por quê? – ele me olhava confuso.
– Depois te respondo – o professor tinha entrado na sala de aula, agradeci por não precisar explicar.
Mas como nada é perfeito, a aula passou muito rápido e eu não prestei a atenção em nada, de novo. Deu o sinal do intervalo, saí da sala de mão dada com o Justin só para dar mais raiva para a Louise, e advinha? Consegui! Ela ficou furiosa, me fuzilou com os olhos, antes teria me incomodado com isso, mas agora, eu estava é muito feliz. Assim que nós dois saímos da sala, vimos a Hayley e a Karol com a cara no chão, surpresas pelo fato de nós dois estarmos de mãos dadas – também depois de hoje de manhã –, e o Luka em outro planeta como o normal, soltamos as mãos e começamos a rir. Fomos para o pátio do colégio, sentamos no canto de sempre para conversar, eu ri o tempo inteiro, mais ri do que falei já que o Justin não deixava falar, ele não deixava passar uma só, nunca ri tanto na escola igual à hoje.
– Ain! Eu to com fome, Karol vamos comprar algo para comer? – Hayley levantou e olhou para Karol.
– Claro! To morrendo de fome já! Haja estômago também, com fome e rindo desse jeito – Karol levantou, pegou na mão da Hayley e saíram andando em direção à cantina. O Luka ficou nos encarando.
– Ah cara! Eu vou com elas, to com fome também e vai que elas compram aquelas coisas horríveis que vocês amam – ele se levantou desesperado e saiu correndo na direção delas. Não! Não me deixe sozinha com ele! Não agora.
– Lua? – o Justin encarava a mesa.
– Hum?
– Por que você falou daquele jeito com aquela menina, a tal da Louise, isso? – ele me encarou, sabia que ele ia perguntar, sabia!
– Isso mesmo – não queria responder, por favor, Justin!
– E como assim “Esse Gatinho aqui já tem dona”? – ele não parecia zangado, só confuso.
– Não gosto desse negocio de “Gatinho”, sabe, ninguém é animal para ser chamado de “Gatinho” – menti – e eu conheço bem a Louise, ela não ia lagar do seu pé até o final do ano letivo e olhe lá, quis te salvar – menti mais um pouco.
– Sabia! Eu ainda disse que você queria ser a minha namorada! – ele disse brincando, ufa!
– Hã? O Que? A Lua realmente quer ser sua namorada? – disse Hayley se sentando na minha frente, onde Luka estava sentado.
– Que...! O Justin é doido mesmo liga não! – eu disse para disfarçar.
– A ta!
Ficamos sentados lá conversando até o final do intervalo, graças que o Justin esqueceu essa da Louise, minha sorte é que apesar de não gostar – e de não ter necessidade – de mentir, eu sempre fui boa com elas, então se ele voltasse ao assunto, eu mentiria mais. Não tinha reparado antes, só fui ver no finalzinho do intervalo que a Louise nos encarava, ela ficara realmente furiosa com o que eu disse na sala de aula e eu não me importo nem um pouco com ela, não tenho medo dela, nunca tive e agora tenho menos ainda. Tchau intervalo, oi geografia, prestei atenção em alguma coisa? NÃO! Estava preocupada com o fato de que o Justin poderia vir me perguntar de novo sobre a Louise, não queria mentir para ele, mas não queria contar toda a verdade, essa parte não poderia ficar oculta? Minha cabeça ficou a mil o tempo inteiro, o Justin olhava para o professor, mas estava na cara que ele não estava prestando a atenção em nada, o que será que se passava em sua mente? Fiquei o olhando tentando – em vão – decifrá-lo.
– Srta. Houston? Srta. Houston?
– Hã? Ah! Que foi professor?
– A onde você estava em? Trate de prestar a atenção na aula.
– A ta, desculpa! – toda sala olhava para mim, assim que o professo virou, todos se viraram com ele. A sala estava quieta pela primeira vez.
– Lua, em que mundo você está? – o Justin sussurrava para mim.
– No seu – respondi séria, mas tentando um som de brincadeira.
– Você me ama né?
– Dã! Agora que você foi descobrir?
– Srta. Houston eu não vou avisar de novo, se vocês dois falarem mais alguma coisa, vou colocá-los para fora de sala, ouviram? – assenti – Ouviu Sr. Bieber? – ele assentiu também.
O professor se virou, eu e o Justin ficamos fazendo careta para ele como duas crianças, toda a sala riu, menos a Louise e seus seguidorezinhos sem vontade própria, claro, o professou se virou novamente, na hora eu e o Justin paramos de fazer caretas e ficamos como se tivéssemos copiando o que ele escrevia, a sala toda parou de rir e ficaram fazendo o mesmo, fingindo, assim que o professor retornou a copiar no quadro, nós rimos – baixo claro – e paramos de fingir e fizemos alguma coisa. Na verdade a matéria que era para a gente estar copiando, foi substituída por desenhos, rabiscos, um pouco de risada, conversa via papel, tudo, menos matéria. Acho que o professor chamou nossa atenção umas 3 vezes, mas não paramos de fazer nada. Deu o intervalo da última aula, aquela bagunça enfim retornou, estava uma zorra que só, mais da metade das garotas da sala chegaram perto da nossa mesa e ficaram olhando para mim, eu dei de ombros e me levantei da mesa, fui lá para frente da sala na mesa do professor, fiquei tentando ler um livro, quando veio o Thiago – um dos poucos garotos simpáticos da sala – com um papelzinho na mão.
– Lua, o novato pediu para te entregar – ele me entregou o papel e se virou – ah! E vocês estão me devendo um favor ta? Quase não saí vivo dali! – ele disse se virando para mim, eu ri de leve.
Eu abri o papelzinho um tanto curiosa, quando vi era um pedido de socorro, nele estava escrito: “Me salva! por favor!”. Eu ri quando li. Olhei para ele e só dava para ver seus olhos me encarando, estava desesperado, muito assustado com a situação, eu ri enquanto pensava em uma desculpa para afastar aquele monte de garota dali, enquanto ele me “suplicava” socorro – tadinho. Resolvi pensar menos e agir mais, as desculpas sempre saiam melhores quando eu não pensava no que fazer – louco né? – então barriga para dentro, peito para fora, cabeça erguida e seja o que Deus quiser!
– Desculpa garotas, mas chega né? Agora deixem o meu garoto em paz! – ênfase em “meu garoto” – Tchau, tchau! Saiam, anda, bye! – Atravessei a sala na maior pose, dei um “chega para lá” nas garotas e me sentei ao lado do Justin. Todas se calaram e olharam para mim.
– Seu garoto? Como assim “Seu garoto”? – ouvi uma perguntar.
– Assim! – eu coloquei meu braço envolta do pescoço dele e o beije na bochecha.
Todas as garotas olharam aquilo surpresas, umas ficaram furiosa e deram as costas, outras continuaram olhando de boca aberta. Quando eu “terminei” o beijo, o Justin me olhou, ele estava muito surpreso – e põe surpreso nisso - mas tentou disfarçar, acho que conseguiu, todas aquelas garotas se afastaram da mesa, mas nos – me – fuzilavam com os olhos.
– Mas o que...? – ah! Que ódio dessa garota!
– Hey gatinho – ela disse devagar, se era me irritar que ela queria, bom, conseguiu – Tem uma festa na minha casa semana que vem, ta a fim de ir? – eu abri a boca para responder, mas...
– Claro! – Justin a respondeu todo animado.
– Então ta, vou mandar fazer o seu – ela deu ênfase no “seu”, eu sei que era só para ele, ela me odeia mais do que tudo – convite, assim que estiver pronto eu te entrego, Gatinho – Louise passou a mão no rosto dele de leve, e ele se derreteu todo.
– Claro! Eu vou com certeza! – olhei para ele incrédula enquanto babava por ela. Louise saiu, eu coloquei meus braços na mesa, um sobrepondo o outro, e abaixei a cabeça apoiando neles, fazendo um sinal negativo.
– O que foi? – ele ainda pergunta?
– Nada Justin, sério, nada! – eu disse ainda com a cabeça apoiada nos meus braços.
A professora chegou a sala, e como eu sou a aluna preferida dela – ironia, ironia, ironia – a primeira coisa que ela fez foi chamar a minha atenção, porque simplesmente eu estava de cabeça baixa, só depois que ela foi dar bom dia para nós – te amo professora, sério.
– Lua, por que...? – Justin veio sussurrando para mim.
– Justin, sem querer sem ignorante, mas já sendo, cala a boca ta? Essa professora me ama, não to a fim de ir para a coordenação pela segunda vez na semana por sua causa – não queria falar com ele assim, mas eu ainda estava com raiva, um pouco impaciente pelo o que a Louise fez e por como ele a respondeu.
Olhei de relance para ele que me olhava um pouco assustado, triste talvez, logo ele virou para frente e fingiu que prestava atenção, o conhecia a pouco tempo, mas já sabia muito sobre ele, sabia o suficiente para saber quando os pensamentos dele estão longe, assim como os meus estão nesse momento. O imitei, fiquei olhando para a cara feia daquela professora de espanhol enquanto ela falava varias coisas que eu não entendia, mas na verdade deixei meus pensamentos em outro lugar, longe, muito longe dali, pensei na minha vida, pensei em como seria se não tivesse acontecido aquelas idiotices no passado. O sinal tocou, enfim algo de bom aconteceu ou será que não? Arrumei minhas coisas muito rápido, saí da sala mais rápido ainda, nem o esperei, me escorrei na parede ao lado da porta, coloquei um pé nela e inclinei minha cabeça fazendo com que encostasse, respirei fundo, sabia que ele viria com várias perguntas e eu tinha duas escolhas: ou mentia ou contava toda a verdade, e eu não queria nenhuma das duas. Olhei para um lado e vi Hayley, Karol e Luka andando na minha direção, olhei para o outro lado e vi o Justin saindo da sala, então tentei disfarçar que estava bem, sabia que ele não ia me perguntar na frente dos meus – agora nossos – amigos.
– Mas o que foi que aconteceu? – ele veio ate mim e disse bem baixinho antes que os três chegassem a nós e nos escutasse.
– Depois eu te explico – eu o olhei, ele estava muito confuso e “perdido”.
– Você está muito estranha hoje – eu respirei fundo e dei um meio sorriso lamentador.
– Oi! Vamos embora, para casa? – Karol nos olhava muito animada, ele e eu tentávamos o mesmo.
– Sim! – dizemos em coro;
Dessa vez eu voltei para casa com meus amigos, bom, só até uma parte do caminho, a Halle foi para a casa da Karol que é perto da escola, o Luka também não mora muito longe, só mais alguns minutos da casa da Karol, ou seja, eu e o Justin ficamos a maior parte do caminho sozinho. Ficamos em silêncio por alguns instantes e aquilo de fato estava me matando.
– Por que isso tudo de hoje? Parece que você fugiu de mim o tempo inteiro – eu sei que eu queira que alguém quebrasse o silêncio, mas precisava ser para isso?
– Nunca fui muito fã de escola – eu estava olhando para o chão e ele também.
– Não é só isso, eu sei.
– Como você pode saber? Nós conhecemos há apenas um dia.
– Eu percebi que sempre que falávamos de escola, seu olhar se entristecia, o brilho dos seus olhos se apagava, sabia que tinha algo que me escondia, mas não quis perguntar, forçar a barra sabe? – ainda bem que ele não resolveu perguntar, mas será que se ele tivesse perguntado toda essa “pressão” não teria acontecido?
– Sei.
– Por favor, Lua, me conta, o que há? – ele parou e eu automaticamente fiz o mesmo. Nos olhávamos nos olhos, ele me olhava com suplica, escolhi então a segunda opção: Ocultar.
– Não me peça isso, sou covarde o suficiente para não conseguir te contar tudo. É a pior parte da minha vida e eu meio que sofro sempre que lembro.
– Por que você faz isso comigo?
– Desculpa Justin – continuei andando e encarando o chão.
– Então vamos esquecer isso ok? – ele correu para me acompanhar e quando ganhou meu olhar deu um sorriso confortador.
– Sim! – disse empolgada – Pena que já estamos chegando em casa – tchau empolgação.
– Tem importância não! Eu fujo para sua casa – eu ri.
– Eu em! Fica lá na sua e eu na minha, não ia te aguentar por um dia inteiro – ele riu.
– Então ta! Nos vemos mais tarde então? – queria morar mais longe da escola, sério!
– Claro! Até depois!
– Até!
Ele atravessou a rua e entrou em casa, eu fiz o mesmo, abri a porta e meu sorriso desapareceu, minha mãe parada na sala me olhando com os olhinhos brilhando.
(...)

Na boa, se vocês estão aqui porque não comentam? Sério, é de graça, não dói nada e gasta menos tempo do que ler, garanto... pode ser apenas um "up" eu deixo, só  para saber que você leu ok? E sigam por favor. Obrigada desde já.

terça-feira, 15 de maio de 2012

1º Capitulo - Nova Vizinhança. Part 2


Pov's Bieber

 Acordei bem feliz hoje – ironia –, não acredito que vou me mudar, eu amo esse lugar, por que teria que ir para outro? Não queria ir, mas fazer o que? Minha mãe estava tão feliz, iria ficar longe de certas confusões que está rolando por aqui com o meu pai – eles se separaram – e isso me deixava feliz também, mas e meus amigos? Minha escola?
 Entrei no carro e minha mãe partiu, ela estava tão feliz que eu chagava a ficar mal por não estar tão animado com a ideia da mudança. Deitei no banco de trás do carro, coloquei meu ipod para tocar e pus os fones de ouvido numa tentativa fracassada de afastar alguns pensamentos da minha cabeça como: Como será lá? Como será a escola? Será que vou me enturmar fácil? Será? Será? E acabei dormindo a maior parte do caminho então quando menos percebi já tínhamos chegado à casa nova, ela era realmente linda, o lugar todo era, me encantei com tudo principalmente com... com a casa em frente a minha, eu pensei em dar uma volta de 360º mas parei no 180º, eu encarava aquela casa como se a minha vida nesse novo lugar fosse partir dela. Uma mulher saiu daquela casa e veio na minha direção, quando minha mãe viu se aproximou rapidamente de mim, ela veio até nós, disse que se chamava Anna e que era a nossa nova vizinha e queria que a gente almoçasse com ela e com a filha em um restaurante perto de casa, minha mãe respondeu que sim, a mulher perguntou a minha idade e eu disse que tinha 16 anos então ela falou que a sua filha tinha a mesma idade e provavelmente a gente ia se dá muito bem. Minha mãe e ela se deram super bem, conversaram sobre algumas coisas que sinceramente não prestei atenção alguma, não estava muito feliz com essa situação, mas pela minha mãe não lutei para não vir para cá.
 A vizinha – Anna – cumprimentou minha mãe e a mim depois voltou para a casa.
 Quando entrei na minha nova casa fui direto para o meu novo quarto, ele era enorme e bem bonito, separei uma roupa, todas as coisas já estavam no meu quarto, mas ainda tinha muita gente dentro de casa, era caixa na sala, na cozinha, nos quartos, eu nem imaginava que tínhamos tanta coisa na nossa antiga casa. Eu sentei na minha cama, que já estava montada, ao lado da roupa que joguei em cima dela, peguei o meu notebook, para ver se alguns dos meus amigos estavam On, mas como eu já imaginava, não, todos off, esperei algum tempo até que cansei, fui para perto da janela e fiquei olhando para a casa da frente, ela era perfeita e eu estava fascinado, não sei porque. Quando voltei do transe e da melancolia eu vi uma garota olhando para cá e indo em direção à casa da frente, ela era bem bonita – era o que parecia daqui –, estava com uma jaqueta preta e uma calça jeans. Deu uma última olhada para cá e entrou na casa.
- Mãe! – gritei – Acho que a filha da vizinha chegou.
- Ah sim! Vai se arrumar então, porque daqui a pouco a Anna vai ligar – oh, “a Anna” estavam intimas já.
Fui para o banheiro tomar banho na intenção de não demorar – o que eu foi em vão – mas minha cabeça estava a mil, eu estava ansioso para esse almoço, não entendo o motivo, algo me dizia que tudo ia acabar bem e que se mudar para cá não seria ruim, mas eu não conseguia acreditar. Saí do banho, coloquei a roupa que tinha separado para o almoço, calça cinza, tênis branco, camisa xadrez preta e branca, com uma camiseta branca por baixo. Ajeitei meu cabelo e pronto! Antes de descer, olhei pela janela e vi a mesma garota, vestida de preto, com uma calça jeans e um All Star, sentada enfrente a porta da casa dela, fiquei a olhando – que olhou o tempo todo para cá, mas acho que não me viu – até que a Sra. Anna saiu de casa e ela se levantou. Mesmo com um sério risco de cair, desci a escada correndo, cheguei lá em baixo ofegando, mas respirei fundo para disfarçar, minha mãe olhou para a minha cara meio “ninguém te merece” e depois abriu a porta, fui para trás dela, vi a Sra. Anna, mas nada da filha dela, minha mãe saiu e eu olhei para ver se tinha alguém e nada, ninguém além da nova amiga de minha mãe. Fiquei viajando ali até que minha mãe me chamou, um pouco decepcionado, saí de casa e fechei a porta, quando me virei, a vi, ali parada na calçada da minha casa, porque será que ela não veio até aqui? Ah! Tanto faz, eu estava feliz por ela estar ali – ainda não entendo o porquê – e aquela decepção desapareceu como num passe de mágica.
 Fomos para um restaurante perto de casa, a mesa era de quatro pessoas, eu fiquei de frente para a mãe dela e ela de frente a minha. Tempos depois o pai dela apareceu, então eu tive que chega para o lado para ele sentar. Fiquei perto dela, bem próximo mesmo e aquilo me agradava de algum modo, eu não estava prestando atenção em nada que as nossas mães diziam, eu reparava nela, bem discretamente, ela encrava nossas mães ou se não o prato e isso me agoniava, esse silêncio entre nós, não falamos nada, absolutamente nada, tentei puxar assunto, ela olhou para mim, e olhou, olhou e enfim respondeu, pelo que ouvi, ela vai estudar junto comigo – YEAH! Hã? – pelo menos a escola vai ser a mesma.
 Conversamos o caminho todo de volta para casa, ela era muito legal, ótima para conversar, só que tinha um problema, eu não sabia o seu nome, eu tinha que perguntar de algum modo, e rápido já estávamos chegando em casa, rápido, rápido, rápido! Já era! Já estávamos na frente da minha casa e eu, covarde como sempre, não tive coragem de perguntar. Parei em frente à porta de casa decepcionado comigo mesmo, eu não acredito que nem o nome dela eu sei, que covarde! Qual o problema de perguntar: “Qual o seu nome que eu ainda não sei?”. Quando ia botar o pé dentro de casa ouvi passos atrás de mim, passos rápidos, me virei e a vi correndo em minha direção, ela chegou perto de mim ofegando e quando conseguiu falar perguntou meu nome de um jeito como se a gente fossemos duas crianças e eu gostei disso, foi engraçado, confesso! Eu disse meu nome: “Justin Bieber” e ela o dela: “Lua Houston”, eu gostei do nome é diferente e bem bonito, como o sorriso dela – Ei! O que ta acontecendo comigo alguém me explica? 
 Ela foi para a casa dela e eu entrei na minha, fui direto para o quarto, sabe... adoro conversar com a minha mãe, mas dessa vez não, então nem esperei ela começar a falar, fechei a porta e corri, subi a escada o mais rápido do que desci hoje mais cedo, entrei no quarto, empurrei a porta para fechar e me joguei na cama, eu não estava entendendo, não estava me entendendo! Por que o seu nome não saia da minha cabeça? Por que eu ficava lembrando sempre do que aconteceu no almoço? Por que... LUA, LUA, LUA... aaah!
 Fiquei encarando o teto durante um tempo, deixei que as perguntas viessem na minha cabeça, tantos “por que”, tantos “será”, tantos pensamentos confusos na minha cabeça, era tanta coisa que eu não aguentava mais, ainda bem que minha mãe gritou dizendo que ia sair com a mãe dela – e ela de novo – só assim para me tirar daquela hipnose – ou me colocando em outra. Resolvi pensar menos e agir mais, saí do quarto correndo, o mais rápido que eu pude, o mais rápido que eu já corri na minha vida – exagerei? – e só parei quando atravessei toda a rua, parei e respirei fundo, subi as escadas e bati na porta, ela não demorou para abrir e  parecia surpresa em me ver.
- Oi – eu disse.
- Er... ãn... Oi Justin, o que você, bom er... – ela se complicou toda para falar, será que ela não me queria aqui? Será que... eu não aguentei, tive que rir, o fato dela ter se complicado toda me fez rir.  
- É que minha mãe saiu com a sua... de novo, fiquei sozinho em casa e pensei em vir para cá, mas se você quiser eu vou... – eu apontei pra minha casa, e acho que ela entendeu o que eu quis dizer por que nem me deixou terminar e já me mandou entrar. Detalhe que só consegui falar quando parei de rir, o que demorou um pouco.
  Parei na sala, esperando que ela “desse as ordens”, esperando ela dizer para onde a gente ia e etc. Lua passou na minha frente e parou no degrau da escada, não pude evitar e nem resistir em dar uma “conferida”, ela estava com um short meio curto – não muito – e a blusa que ela foi para o almoço comigo, ou não er... no almoço das nossa mães e que eu também estava, não er... é que... é melhor deixar pra lá! Bom ela estava bonita, parecia ter um corpo bonito, era magra, mas com corpo – entendeu? – mas o pior é que ainda escondia o rosto, eu não conseguia ver seus olhos direito, não consegui ver seu rosto direito. Ela me tirou desses pensamentos quando me chamou para ir ao quarto dela, não me movi, fiquei com medo, confuso talvez, mas resolvi subir assim que me chamou de novo, ela estava sozinha em casa, bom, agora nós estávamos sozinhos. Chegando lá ela foi para o computador e eu fiquei parado do lado da cama, olhando para o quarto, na verdade logo uma coisa me chamou a atenção e me fez esquecer o resto, eu fiquei surpreso, perguntei se ela tocava violão e ela disse sim, eu andei em direção ao violão e vi uma pasta com algumas folhas dentro, eram canções, músicas escritas por ela, porém não consegui ler nenhuma, Lua puxou a pasta da minha mão, eu pedi para que me deixasse ler, mas nem jogo emocional funcionou.
 Sentei no banco que tinha perto do violão e comecei a tocar, toquei uma música minha chamada “Favorite Girl”, essa canção me trazia más lembranças sempre que eu cantava, então resolvi parar de cantar durante um bom tempo, mas algo mais forte me fez escolher ela agora. A música que eu escrevi para a garota que mais gostei na minha vida, mas que me desprezou, agora estava de volta e não me fazia sofrer mais. Terminei de tocar e a chamei para tocar também, chamei não, obriguei, ela não queria de jeito nenhum, disse que era só para humilhá-la, eu ri, da onde tirou essa ideia? Como se eu cantasse bem né? Ela acabou desistindo e foi tocar, sentei no computador para ver o que ela tanto fazia lá, quando abri o programa apareceu uma foto um par de olhos perfeitamente perfeitos, a perguntei de quem era aqueles olhos, ela disse que eram dela, duvidei até o momento que a olhei, ela tinha prendido aquela bendita franja – graças – e assim deu para olhar seu rosto melhor, muito melhor, ela não era bonita, era linda, muito linda, seus olhos castanhos claros – um pouco puxado pro escuro – tinham um brilho próprio, sua voz parecia uma melodia suave, seu rosto, pequeno e tão delicado, sua boca carnuda... ela me encantava, me hipnotizava legal, cantava perfeitamente bem e tocava milhões de vezes melhor do que eu e as suas músicas – ela tocava uma música que eu não conhecia, suponho que seja dela – são muito boas, não tem palavras para descrever muito bem, eu estava perdido, desnorteado, me desliguei legal do mundo e de tudo na minha volta nesse momento.
 Lua tocou a nota final, eu perguntei se a música era dela e sim, era. Ela olhava para mim, mas eu só conseguia olhar nos seus olhos, eles me fascinavam, eu estava sentindo uma coisa tão estranha e diferente dentro de mim e que nesse momento me fazia tão bem. Ela gritou meu nome, só aí acordei – eu acho –, pedi desculpas, mas não adiantou muito, ainda olhava naqueles olhos. Disse a ela que eles eram lindos e que não entendia o motivo dela os esconderem e ela respondeu algo baixo de mais para que eu entendesse, continuei a “encarando”, ela disse que já estava dando medo – eu? Isso é possível? – mas não conseguia evitar, seus olhos prendiam toda a minha atenção! Eu pedi desculpa e tentei me explica, mas acabou que a gente riu um pouco e ela foi tirar a blusa de baixo – a de manga comprida – no banheiro, quando voltou, li, em voz alta, o seu texto, o que ela acabara de escrever no blog – muito movimentado e frequentado –, um texto bonito, essa garota realmente leva jeito para cantar, tocar e escrever, além disso, faz tudo o que eu mais amo, até andar de skate, na verdade, ela disse que só se “equilibra” porque um amigo não a quis ensinar a andar, para falar mais verdade ainda, ela não disse que era amigo dela, não de cara, fiquei um pouco de medo – credo, eu ainda não acredito que eu fiquei – assim que veio a ideia – foi a primeira ideia – que ele podia ser o namorado dela, mas logo ela explicou e disse que era o melhor amigo na escola e nada mas. Eu disse que a ensinaria, então, a andar de Skate, ela ficou surpresa quando me propus a ensiná-la, mas riu quando a perguntei se ela achava se era a única multifuncional ali. Lua foi carregar o postar no blog e aproveitou para colocar algumas músicas para tocar, de repente ela começou a cantar, voltei a me hipnotizar, por aquela voz perfeita, quando ela gritou “bad” na minha direção, eu só consegui dar um sorriso, estava completamente perdido em seus olhos.    
- Eu já disse que isso me dá medo.
- Ah! Desculpa, sério, mas você canta muito bem.
- Olha quem ta falando – ela se virou para a tela do computador.
- É sério, ninguém nunca te disse isso?
- Só minha mãe, mas você sabe como são as mães, não dá para confiar no que elas falam.
- É realmente, elas falam tudo para nos agradar. Já que ninguém te disse isso eu te digo: – me levantei, girei a cadeira dela na direção da cama e sentei de novo – você canta muito bem!
- Digo o mesmo para você e valeu!
- Não canto tão bem assim – eu a olhei nos olhos, de novo – não como você.
- Sem comparação, eu canto muito melhor do que você, claro! – ela me disse num tom de brincadeira, mas se percebi bem, estava um pouco nervosa, talvez com o modo como eu a olhava, mas não consigo resistir.
- Ainda bem que você sabe – retornamos a rir.
     Ficamos ali a tarde toda, era divertido conversar com ela, nessa hora do dia, nós estávamos sentados na cama, um perto do outro, conversando e rindo muito, falando sobre as nossas vidas, eu a contei como era a minha vida na outra cidade e ela me contava como é a vida dela aqui em Stratford, mas eu senti que me escondia algo, resolvi não falar nada, talvez ela não tivesse confiança em mim o suficiente, afinal nos conhecemos há apenas um dia. Nossas mães demoraram muito para chegar, acabamos jantando lá, foi tudo muito divertido, rimos o tempo inteiro. Fui embora um pouco triste pelo dia ter acabado, mas feliz porque tinha sido muito bom, não foi aquele pesadelo e nem nada do que eu estava preocupado, as perguntas que me atormentavam já tinham ido embora há tempo, agora eu sabia que a escola não seria uma porcaria total, porque agora eu tinha a Lua e eu sentia – não sei por que – que ela não me abandonaria, nem me deixaria sozinho.
 Troquei de roupa e fui dormir, bom, fui tentar dormir, fiquei pensando nela durante um bom tempo, eu estava bem curioso e animado por causa de amanhã, primeiro dia de aula, eu me sentia como uma criança que ia para o seu primeiro dia de aula, um garotinho pequeno que nunca tinha ido para a escola na vida, eu estava feliz, sim, e de verdade. Sem perceber acabei adormecendo.


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