Peguei o celular, as chaves e desci.
- Uau que linda! – Justin fez uma cara
boba. Sorri sem graça.
- Bobo – do último degrau pulei nos
braços dele e lhe dei um selinho demorado.
- Meu anjo perigoso – ele sorriu.
- Por que anjo perigoso?
- Você é o meu anjo, mas tem que ter
cuidado com você, depois do que a senhorita fez no rosto da Caitlin.
- Ah! Foi tão mal assim? – Assentiu. –
Exagerado.
- Exagerado? Então vamos ver – ele sorriu
e eu devolvi o sorriso. Saí dos braços dele e fui para a cozinha.
- Mãe, vou à casa do Justin,
provavelmente vou almoçar lá e talvez ainda vou lá no aeroporto, mas isso não
garanto, Chris ainda é meio imprevisível – ela riu.
- Ok.
- Você vai lá depois?
- Não, não, fui antes de você acordar.
De tarde eu tenho algumas coisas para resolver, talvez eu vou à casa da Deborah
– mãe de quem? Taylor Fox. – Falando nisso a Makena vai vir aqui – Makena é a
irmã mais nova do Taylor, ela deve ser da idade do Chris, não sei, não falo
muito com ela e ainda ela não estuda no colégio.
- A ta, se ela vier e eu estiver ainda
na casa do Justin pede ela para passar lá e me dar um “oi”.
- Tudo bem.
- Fui! – Gritei. – Vamos! – Puxei Justin
pelo braço até o lado de fora da casa.
- Quem é Makena?
- É a irmã do Taylor.
- Vocês se conhecem? – Ok, não era
para eu dizer isso, mas mentir que eu não iria.
- Sim a mãe dele é amiga da minha há
algum tempo.
- No caso a...
- Deborah.
- Então a sua família e a dele são
próximas?
- São. – O olhei. – Justin, quantas vezes
eu tenho que dizer que eu te amo? Taylor não é nada para mim, para sempre vai
ser você.
- Promete?
- Prometo – estávamos no meio da rua,
péssimo lugar para se beijar em pelo dia, mas isso não impediu nada, a rua era
calma, quase não passava carro.
Passei o braço pelo pescoço dele e ele passou
os braços pela minha cintura, ficamos nos beijando ali mesmo, até que ouvimos
um barulho de buzina, Justin me puxou para o lado de pressa e o carro passou do
nosso lado xingando alguma coisa bem alto. Ele só riu e voltou a me beijar.
- Agora vamos né? Chris vai ter um
infarto daqui a pouco.
- É, está certo, vamos, não quero que Chris
morra – voltei a puxá-lo em direção a casa dele.
- Sabe, às vezes acho que você gosta
mais do Chris do que de mim.
- Dã! Obvio – brinquei.
Antes de abrir a porta ele me virou em um
movimento único e me deu um selinho demorado, sorri quando ele me soltou e
depois abri a porta, todos me encaravam como se já me esperassem.
- Oi querida!
- Oi Sr. Pattie – Sorri e ela veio me
abraçar.
- E como vai o machucado, ontem você
saiu daqui sangrando bastante.
- Ainda está doendo um pouco, mas nada
demais.
- Caitlin está bem machucada, foi um
belo estrago – ela falou baixinho e depois deu uma risadinha tentando
disfarçar.
- E aí Lua!
- Oi Sr. Bieber.
- Só Jeremy.
- Ta, então... Oi Jeremy!
- Melhorou. Justin, mudar para cá fez
bem a você em! Lá onde a gente morava você não pegava ninguém agora olha a gata
que você conseguiu! To impressionado! – Corei.
- Claro! Lá ele namorava comigo – me
virei e vi Caitlin descendo das escadas, ela me fuzilou com os olhos e eu pude
perceber um lindo roxo no rostinho dela. Sorri.
- É – ele assentiu sem graça.
- Só para reforçar, ela é linda – ele
disse em direção ao Justin e eu fiquei sem graça, ele me abraçou de lado e pude
ouvir Caitlin bufar.
- Obrigada – sorri.
- Claro pai, a minha linda! – Fiquei
mais sem graça, ele não precisava dizer isso na frente do Jeremy e nem da
Pattie.
Em um movimento rápido ele me girou e me deu
um selinho demorado, nem gostei, a vergonha sumiu rápido, mas depois me lembrei
que o pai dele ele estava ali e voltei a ficar vermelha.
- Idiota – dei um tapa nele.
- Também te amo – ele revirou os olhos
e depois sorriu. Gosh! Que garoto perfeito.
Ficamos ali enrolando até que deu o horário deles saírem, Chris ficou
sentado do meu lado o tempo inteiro, grudado em mim me separando do Justin, ele
me abraçava, deitou no meu colo e tudo. Caitlin sentou na minha frente e o
tempo todo ficávamos nos encarando, ela olhou para o meu machucado na boca – o
que era mínimo perto do dela, sem querer me gabar – e sorriu. Encarei o roxo
dela e fiz uma cara de deboche, logo o sorrisinho dela desapareceu e assim
ficamos, enquanto eu fazia cafuné na cabeça do Chris, deitada sobre as minhas
coxas, trocávamos olhares, eu com aquele de “você perdeu, lá, lá, lá, eu ganhei
lá, lá, lá,” e ela com: “você ainda me paga” eu: “quando?” ela: “logo” eu:
“vamos ver então” ela: “você não perde por esperar” eu: “há, há, há,” bom, pelo
menos foi isso que eu entendi do olhar dela, e espero que ela tenha entendido
os meus.
Levantamos todos e saímos de casa, Jeremy foi
colocando as coisas no carro da Pattie com a ajuda dos meninos. Quando faltava
as últimas malas, Justin ficou ao meu lado, Pattie do meu outro lado, Chris gritou
Caitlin enquanto Jeremy o esperava do lado de fora do carro, ficamos batendo
papo enquanto Caitlin terminava de se arrumar, tempos depois só ouvi a porta
vermelha bater, e vi a própria vindo em nossa direção com certa expressão de
insatisfação, dava para perceber que ela estava muito bem maquiada, mas o roxo
ainda era aparente, eu sorri só de ver aquilo. Ela me olhou furiosa, de novo.
- Bom, temos que ir, para o aeroporto
antes que vocês percam o vôo – Pattie disse indo em direção ao lado do motorista.
– Lua, querida, você quer vir conosco?
- Ih Sra.Pattie nem sei, acho que nem
tem lugar para mim aí.
- A gente se aperta, vem Lua! Por
favor! Não acredito que você vai deixar eu ir sem nem se despedir!
- Mas Chris, eu já me despedi de você
aqui!
- Não! Eu quero que você se despida
lá! – Mais uma qualidade, ou defeito, do Chris: pirracento!
- Ok, ok – revirei os olhos.
Entrei no carro, ficamos meio apertados no
banco de trás, mas quando menos percebi estávamos no aeroporto, ficamos lá
enrolando, Chris não desgrudou de mim um segundo, “jogou” Justin para longe e
ficou colado comigo, já Caitlin ficou afastada de nós todos.
O avião não demorou muito para chegar.
- Bom, tchau – Pattie disse.
- É tchau! – Começou aquele abraça,
abraça, todo mundo se abraçou, menos Caitlin e eu, até que chegou a vez do
Chris me abraçar.
- Sem abraço! Muito sentimental – ele
estendeu a mão.
- Ok – estendi a mão e o cumprimentei.
– Tchau Chris.
- Tchau Lua – ele soltou a minha mão e
se virou com certo receio.
- Ah! Vem cá sua peste! – O peguei
pelo braço e lhe deu um abraço apertado, eu sentiria saudades dele e muita,
aquele garoto era do tipo muito chato, mas que conquista qualquer um rapidinho,
eu realmente sentirei falta dele. – Não iria deixar você ir sem nem te dar um
abraço! Sentirei sua falta Chris.
- Eu também fantasma, te amo sabia?
- Eu também te amo Chris!
- Agora é melhor parar por aqui se não
Justin me mata.
- Amigos também dizem “eu te amo” ué.
- Então antes que alguém chore?
- Tarde de mais – é, uma lagrima já
tinha escorrido pelo meu rosto.
- Antes que eu perca o avião então.
- Isso – o soltei e ele também me
soltou. – Tchau Chris.
- Tchau – eles foram em direção ao
portão de embarque.
- Que historia é essa de “eu te amo”?
– Imaginei que o Justin não ia gostar disso.
- Amigos.
- Amigos, sei. – Desconfiado! Eu
acabei rindo.
- Deixa de ser bobo! E vamos embora. –
Saí na frente dele, Pattie já nos esperava no carro.
- Deixar de ser bobo? Você disse que
ama o meu...
- Nosso melhor amigo – corrigi.
- Tanto faz.
- Jus – parei e me virei para ele, nos
deixando de frente um para o outro –, eu te amo, e amo o Chris também, do mesmo
jeito que amo o Luka. Eles, são meus amigos, já você, é minha vida, o meu
coração, o dono de mim, o único que eu morro de medo de magoar, que me sinto
bem só de olhar nos seus olhos, onde seu sorriso é a coisa mais importante do
mundo! Você é o que importa para mim, quando estou com você, que se dane o
mundo! Você me faz sentir bem, me faz sentir única e especial, segundos longe
de você me dá saudades, quando você está perto, me dá paz, tranquilidade,
felicidade. Me sinto tranquila para ser eu mesma, não tenho medo de nada e de
ninguém e isso tudo não chega nem perto do que eu sinto por você! Então deixa
de ser bobo, para com esse ciúme inútil e vamos embora.
- Desculpa.
- Não sei – ele agarrou a minha
cintura e me beijou em um movimento rápido, claro que quando falei “Não sei”
era brincadeira, mas aquele beijo me fazia esquecer de tudo, do mundo, me fazia
o perdoar, não importa o que tivesse acontecido, fazer o que se eu o amo?
- Perdoado?
- Pergunta mais idiota em! – Sorri e
ele também.
Voltamos de mãos dadas para o carro, pedimos
desculpa pela demora e partimos de volta para casa, o transito estava enorme!
Então iria demorar, deitei no colo do Justin e me encolhi no banco, ele ficou
mexendo no meu cabelo, o que me deu sono, acabei dormindo no colo dele,
enquanto não chegávamos em casa.
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E enfim acaba uma narração da Lua, próxima semana é uma narração do Justin, não precisarão mais ler a Lua falar por pelo menos uma semana! HAUSHUSHASUAH'
Enfim, não sei o que falar mesmo.
Thais: Oras, por que não?
Enfim, até segunda! Bezus.
Mais! *-*
ResponderExcluirAi, sei lá...