Fomos a pé para casa, era uma boa
distancia – para não dizer extremamente longe – a minha sorte era que eu estava
de tênis, então a caminhada seria um pouco confortável.
Mal senti, quando menos percebi estávamos
próximo de casa. Era divertido estar com eles, a gente ria, gritava, pulava as
linhas da rua, brincava de amarelinha, teve uma mulher do segundo andar – eu
acho – de um pequeno prédio que gritou para a gente parar de “vadiar” e ir
“tomar vergonha na cara” depois ela falou algo como: “essa juventude está perdida”
e “os pais hoje em dia não educam os filhos, na minha época não era assim”, a última
frase na verdade eu acho que não entendi muito bem, ela não estava mais na
janela, só sei que nós três caíssemos na gargalhada, muito alta a ponto da
mulher tentar jogar alguma coisa na gente que pela escuridão ela não acertou e
eu não vi o que era, saímos correndo então, corríamos sem parar de ri um
segundo sequer, o que fez com que a gente parasse não muito longe, riamos muito
o que nos deixou com um pouco de falta de ar. Caminhamos mais um pouco, ainda
rindo, questão de alguns – muitos – passos, então quando menos notei já
estávamos próximos à porta da minha casa.
- Bom, chegamos – não Lua, imagina, vocês
ainda estão na Club Rush – e já passam das cinco da manhã – disse que era longe.
– O sol está quase nascendo então, é melhor irmos cada um para a sua casa –
eles se entre olharam e ficaram com um enorme sorriso, o que me deu medo,
bastante medo, é.
- Não – eles falaram em coro, agora me
olhando, ainda sorrindo.
- Não?
- Não – Chris respondeu. Justin só me
encarava sorrindo.
- Então vocês vão fazer o que? Me raptar
e voltar só Deus sabe quando?
- Não. Você vai nos raptar – agora foi
a vez do Justin responder e Chris sorrir.
- Hã? – Eu que já estava entendendo
tudo, entendi menos ainda.
- Simples, nós aceitamos o seu
convite! – eles intercalavam, uma hora Justin falava e Chris sorria, outra hora
Chris falava e Justin sorria.
- Que convite?
- O convite de ir a sua casa.
- Mas eu não convidei vocês! Bom não a
essa hora da manhã.
- Poxa, vai nos deixar assim? Na rua
da amargura? – Os dois fizeram uma carinha super fofa e biquinhos, eu queria
ri, mas segurei. Chris falava em uma voz super fofa, por pouco, muito pouco,
não cai na gargalhada.
- Anda logo, entrem – revirei os
olhos, abri a porta e eles correram para dentro – só não vou dizer que os
quartos de hospedes são o segundo e o terceiro do lado direito, porque tenho
certeza que vocês não vão para lá.
- Ta sacando tudo gatinha – o Chris
piscou e apontou para mim.
- Chama ela de gatinha de novo, que
você vai voando mais cedo para casa, e não me refiro ao avião.
- Ok, Ok! Foi mal Justin – ri.
- Vem me sigam, mas silêncio – fui
andando devagar e subi as escadas no maior cuidado, só que algo fazia muito
barulho – Chris! Qual a parte do “Silêncio” você não entendeu?
- Desculpa – ele ficou sem graça,
mesmo no escuro, deu para perceber.
- Olha, vocês dois vão para o quarto
de hospedes e peguem seus colchões, a minha cama é de solteiro e não cabe nós
três e nem querendo vocês vão dormir na minha cama.
- Poxa, mas já que insiste.
- Mas já que insiste, dois.
- “Dois” porcaria nenhuma! – Justin
deu um soco no ombro do Chris.
- Ai! Doeu! – Ri.
- Ta, mas vão logo, daqui a pouco meu
pai sai para trabalhar, se ele vê vocês dois to morta!
Eles correram até os quartos cada um para um. Entrei no meu quarto e fui
pegando varias colchas e lençóis – nem sei da onde tirei tanto lençol e colcha
– joguei tudo em cima da cama e fui para o banheiro trocar de roupa, queria meu
pijama do outro dia, mas minha mãe tinha tirado do chão do banheiro, então
peguei o outro que por sorte, estava lá – eu já estava sem roupa, até me vestir
toda de novo ia demorar e se eu saísse sem corria um grande risco de encontrar
com Chris e, ou, Justin, e isso não seria muito bom – embolei a roupa mais ou
menos e deixei no canto do chão do banheiro. Saí e como imaginava, Justin
estava no meu quarto, parado que nem estatua esperando eu sair do banheiro.
- Cadê o Chris?
- Foi buscar o pijama, disse para ele
não ir, mas...
- E o que o meu colchão esta fazendo
no chão?
- Você estava achando mesmo que ia
deixar nós dois no chão enquanto você iria dormir na cama?
- Er... Sim! – Sorri e ele riu.
- Você está linda – Justin segurou a
minha cintura e levou seus lábios a altura dos meus ouvidos.
- Obrigada, eu sou linda – brinquei.
- Convencida também – agora ele me
encarava, seus olhos fitavam os meus.
- Isso eu também sei, mas deixa eu
adivinhar... Você ainda me ama!? – Sorri de novo e ele correspondeu, depois me
beijou de leve envolvendo seus braços na minha cintura.
- Voltei! – Justin e eu viramos o
rosto para ver o Chris e dessa vez não iria dar para segurar a risada.
- Você não veio para cá com essa roupa,
veio? – Justin perguntou.
- Vim – ok! Ri! E muito! Tive que sair
dos braços do Justin e sem exagero, caí no colchão de tanto rir. O pijama dele
era todo branco, cheio de tigrinhos mega fofos fazendo caras e bocas, como
aqueles desenhos pequenos que fazem normalmente de personagens de anime, no
próprio desenho.
- E como você vai embora amanhã? –
Justin perguntou assim que eu, ou melhor, que nós paramos de rir.
- Ih! É mesmo! Esqueci – ri, ri, e ri!
Envolvi meus braços entorno da minha
barriga, já que ela doía, senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto, minhas
bochechas estavam dormentes, sons não saiam da minha boca mais
- Ah! Para, Justin busca para mim
amanhã! É serio – não conseguia falar, às vezes dava falta de ar, mal conseguia
abrir meus olhos quanto mais falar.
Chris
estava extremamente fofo dentro daquele pijama, acho que... Ele devia usar isso
a uns quatro anos atrás, quando tinha apenas dez anos e olhe lá! Falo isso
devido ao tamanho, do pijama, nada curto. Senti o colchão afundar, depois senti
um pouco do perfume do Justin, o pouco que eu ainda podia sentir, ouvi uma
risada, ou melhor, a risada, ela era inconfundível para mim como sempre. Rolei
pelo colchão até chocar com algo, ou melhor, com alguém, não me importei,
continuei a ri, sabia muito bem quem era.
- Ah gente! Para de rir, assim vocês
me deixam sem graça – tentei parar de ri e respirar fundo o que não acorreu
muito bem.
- Chris, vem, amanhã a gente ver isso,
vamos dormir – eu parava para dar curtas risadas.
- Já que insiste.
Ele pulou do meu lado, ficou ele na
ponta, eu no meio e Justin do meu outro lado, não durou muito e Chris apagou,
ele ficava muito fofo dormindo – mais do que acordado, sem contar que ele
ficava calado, o que às vezes era bem melhor – na verdade todo mundo dormiu
rápido e como já era lá pelas seis da manhã, era previsto que ninguém acordasse
antes de no mínimo três da tarde.
Os colchões estavam alinhados, mas isso não
garante que nós também estávamos, era um sobre o outro, todos desengonçadas –
isso seria até “estranho” se não fosse tão “inocente” – e assim dormimos.
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Faltam só três pedacinhos e esse capitulo acaba! AÊ! Então, quarta e sexta posto de novo.
Dividi em três de proposito, se não ia ficar dois, um médio que seria esse e um grande, aí eu fiz três médios, ou um médio e dois pequenos, ou dois médios e um pequeno... ENFIM, vou saber disso quando postar.
Agora... até quarta ok? Para as partes finais...
Maaaaaaaais!!
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