-
Lua, cheguei! Vem cá, quero te apresentar alguém.
-
Só um minuto Justin, irei desligar o computador e já vou.
-
Qual a novidade que você está no computador? – ele provavelmente revirou os olhos.
-
Para de show Justin! Eu já vou!
-
Ok então, to te esperando, não demora.
-
Ta, ta, ta até! –
desliguei.
Justin saiu meio cedo, foi ao aeroporto, acho,
sei lá! Só sei que me vi imersa no tédio, durante a tarde e onde fui para
saciar o tédio? Isso mesmo, computador. Apesar de por vários instantes ele
também ficar entediante, era melhor do que ficar jogada na cama, ou encarando
as novelas e os filmes melosos da minha mãe.
Meu pai, por um enorme milagre, saiu tarde para trabalhar e assim
“diminuiu” meu tempo com Justin hoje – o que não é ruim, às vezes ficar
distante é bom, sentir saudades, a necessidade de ter o outro perto, assim... Bom
para não enjoar sendo mais direta – e depois de um tempo que a gente estava
junto ele teve que sair e ir para algum lugar que ele comentou por alto, mas mal
sei.
Fiquei a tarde inteira no computador –
literalmente – já era fim de tarde e o dia estava começando a escurecer, agora
tenho as minhas dúvidas se ele foi somente a um lugar, afinal, saiu no inicio
da tarde e só voltou agora, quase anoitecendo.
Desliguei o estabilizador e desci do mesmo
jeito que estava vestida, passei na geladeira e peguei uma pera, então saí de
casa numa tranquilidade e fui até a casa dele. Entrei sem mesmo bater na porta,
primeiro que eu – meio que – já era de casa, segundo que estava aberta e fui
seguindo as vozes que eu ouvia, que pelo o que percebi vinham do jardim
interno.
Chegando lá eu vi Justin, que logo abriu um
sorriso a me ver, Chris que também abriu um sorriso – porem diferente do
Justin, um mais “amigo” –, Caitlin, Pattie e um homem, devo dizer bonito – para
idade dele – mas com algumas tatuagens pelo corpo.
- Oi amor! – Justin disse feliz.
- Ei Jus! – disse meio sem graça, ele
segurou a minha cintura e me deu um beijo, me deixando ainda mais sem graça.
- Então essa é a sua namorada, filho?
– Filho? Quer dizer então que o cara era o pai do Justin? Meio obvio não?
- Sim pai – como o obvio, sim eles
eram pai e filho –, essa é Lua Houston, Lua, esse é meu pai, Jeremy Bieber.
- Prazer – disse.
- O prazer é todo meu – ele me
respondeu. – Filho, você se deu bem em! Ela é uma gata! – corei violentamente,
aposto, afinal, Chris começou a ri.
- Idiota – disse a ele sem voz.
- Para senhor Bieber, está deixando a
minha fantasma sem graça! – Chris veio para o meu lado e me abraçou me tirando
dos braços do Justin.
- Fantasma? Que história é essa? – Ele
perguntou confuso.
- Ih Pai! É uma história muito longa
de amor entre esses dois, tanto que eu ainda não sei como já não quebrei Chris
no meio por causa disso – ri. Ele olhou para Chris como se o ameaçasse.
- Lua, Lua, olha só! Justin está me
dando medo, ele vai me matar – ele fez uma voz de vitima e uma cara de coitado,
além de que me abraçava cada vez mais forte.
- Não, ele não vai fazer nada com
você, eu não vou deixar – o abracei.
- Viu, viu, viu! A sua namorada gosta
de mim e não vai deixar você me matar – ele começou a cantarola.
- Christian, não se preocupe se você
não acordar de manhã!
- Credo Justin! Eu sei que você não
vai fazer isso – ele respondeu.
- Por que não?
- Porque você simplesmente me ama! –
não me aguentei, comecei a rir bastante do jeito que o Chris falou, assim como
todos ali.
- Pelo jeito ela não é de muito falar
né filho?
- Pelo contrario! – Sem graça! Idiota!
Eu ri tímida.
Ficamos ali conversando, o pai do Justin, era
exageradamente divertido – louco é a palavra mais correta –, ele conseguiu me
deixar constrangida diversas vezes, na maioria das vezes quem me salvou foi Pattie.
Por algum milagre elétrico, meu pai chegou
mais cedo do trabalho – deu um problema na energia – e depois ele mais a mamãe
foram para lá, jantamos em paz – me refiro a mim e a Caitlin – minha mãe e Pattie
prepararam a comida – que para variar estava muito boa – e depois todos os
adultos foram para a sala, Caitlin também foi, não suportaria mais me ver com Justin,
eles iriam embora amanhã e não importa o que mais ela tentasse fazer, não iria
dar certo, ela tentou usar o Luka, mas para a sorte dela, alguns dias depois do
cinema ele pediu Halle em namoro – até que enfim –, e o brinquedinho dela
voltou para o meu lado, sem arma, sem luta, não para ela! Depois de ter torrado
a paciência minha, do Chris e do Justin durante esse recesso, ela veio desistir
só há alguns dias.
Justin, Chris e eu ficamos no jardim, rindo –
do Chris – e jogando conversa fora, durante um tempo – durante muito tempo.
- Bom, vou lá para sala!
- Não Chris! Fica! – Fiz uma carinha
de choro.
- Vou lá para sala, sei que você me
ama, mas tenho que ir!
- Então ta – funguei fazendo um bico e
ele saiu se achando.
- Desse jeito, eu acho que você ama
ele mais do que eu – Justin fez um biquinho.
- Definitivamente não! – Mordi de leve
o biquinho. – Amo os dois, mas de jeitos diferente. Vou sentir saudades dessa
peste quando for embora.
- Eu também, ele é bem chato, mas...
- Cativa qualquer um, acertei? – Ele
soltou uma risadinha.
- Não sei como as garotas gostam tanto
dele.
- Ué, ciumezinho agora do Chris?
- Só quando ele mexe com a minha garota!
– Ri.
- Ninguém vai me tirar de você, sabe
né? – Ele me envolveu em seus braços e eu escorei meu corpo com o dele.
- Não sei? Sei?
- Ninguém vai me tirar de você!
- Promete? – Arqueei a sobrancelha
para ele. – O que? Você pode pedir e eu não?
- Pode ué.
- E então?
- E então o que?
- Besta – rimos.
- Prometo sim.
- E antes que você pergunte, ninguém
vai me tirar de você também.
- Serio? Verdade...
- Prometo! – Ele respondeu, antes que
eu pudesse terminar; – Você sabe que me ama, eu sei que você se importa, você
sempre grita e eu estarei lá.
- Eu te amo acima de tudo, não importa
onde você estiver, eu estarei lá, pelo menos no seu coração.
- E eu, estarei sempre no seu coração?
- Claro!
- Você é minha preciosa garotinha, a
única que me deixa louco de todas as garotas que eu conheci, é você.
- Eu conheço isso, mas... Não lembro
da onde.
- “Favorite Girl” o nome, eu cantei no
dia que a gente se conheceu, lá no seu quarto, lembra?
- Ah sim...
- Fiz essa música para uma garota
especial, que eu pensei que fosse a minha favorita, bom, eu só estava
completamente enganado. Agora ela é para você e eu tenho certeza, que todas as
que eu escrevi pensando em você não foram um engano.
- Espero que não esteja esperando uma
resposta porque eu... – ele riu.
- Não, tudo bem – aquele sorriso
sempre foi o mais perfeito, para mim, aqueles olhos castanhos mais perfeitos
que já vi, não queria outros olhos, outro sorriso, nunca.
- Agora mudando de assunto, o que o
seu pai esta fazendo aqui? – Ele ficou sério.
- Veio resolver algumas coisas com a
minha mãe, por isso que demorei para chegar.
- Posso saber o que é? Ou coisas de
família?
- Não, não, é que tem algumas coisas
do divorcio que eles ainda não resolveram, minha mãe quer voltar a ser só
Pattie Mallette.
- De Bieber só você né?
- É – ele retornou a sorri.
- Lua! Vamos está tarde! – Minha mãe
gritou da cozinha, acho que foi da cozinha. Olhei as horas no celular e realmente
estava tarde, passava das onze.
- Tenho que ir, está realmente tarde.
- Poxa, já?
- É – fiz um biquinho triste e ele me
deu um selinho.
- Fica só mais um pouquinho, por mim –
sorriu, o que era covardia, eu não resistia e ele sabia que eu não resistiria.
- Filha! Vamos! – Dessa vez meu pai
apareceu na porta.
- Só mais um pouco pai – ele fuzilou
Justin. Ri disfarçadamente, já Justin inclinou a cabeça para trás e assim que encontrou
os olhos do meu pai soltou um sorrisinho.
- Juízo em garota!
- Juízo é o meu nome do meio!
- Mentira seu nome do meio é Margareth!
- Pai!
- Seu nome do meio é Margareth? – Justin
segurou a risada.
- Pai, sai daqui xoxo! – Empurrei.
- Ok, Ok – ele ria e Justin também.
Depois de expulsar meu pai, voltei para ao
lado do Justin que ainda segurava a risada.
- Ta, pode ri – soltou uma gargalhada
alta e revirei os olhos. – Ta chega né? – Ele não parou. – Justin Bieber ai de
você se não para de rir agora! – Ele colocou a mão na boca em uma tentativa de
para a risada. – Ok, muito obrigada.
- Mas que diabos de nome é Margareth?
- É um nome ué! É o nome da minha avó
e bom, a minha mãe resolveu colocar em mim.
E você que é Drew? – Olhei para cima como se pensasse – E não tem comparação
– riu.
- Ainda bem que você sabe!
- Credo Justin! Assim vou embora –
ameacei levantar.
- Não, não! Fica! – Ele me puxou pelo
braço me aproximando mais dele, depois me envolveu em um abraço.
- Vai parar de me zoar pelo meu nome
do meio?
- Claro, claro – ele deixou escapar
uma risadinha. O olhei. – Desculpa.
- To com frio – gemi e ele soltou uma
risadinha.
- Vem – me aconchegou mais nos seus
braços depois abriu a jaqueta de frio e me abraçou me enrolando nela.
- Melhorou! – O som daquela risada me
fazia ir a outro mundo, o cheiro daquele perfume era uma droga para mim, a um
tempo atrás, eu acharia que estava louca pensando nessas coisas, agora só tenho
um amor verdadeiro, algo que me faz esquecer o futuro e os fatos a minha volta,
algo que me completa por inteiro, algo que eu sempre vou querer sentir e ter,
algo não, alguém. O dono dos meus sonhos e dos meus pesadelos, o dono de mim!
Fiquei viajando ali, sentindo o calor do corpo
dele, mas o tempo temia em passar, então logo ficou tarde demais.
“Just a fraction of your love, Fills the air, And I
fall in love with you, All over again, oh” Peguei o
celular.
- Até essa?
- Claro! E em uma próxima você canta a
que você cantou para mim no baile para que eu coloque como, despertador, sei
lá! – Ele riu e ficou sorrindo enquanto eu lia a mensagem. – Amor, agora é
serio, eu tenho que ir, mas um pouco e o meu pai me mata, você quer sua
namorada viva né?
- Claro! Então é melhor você ir logo –
ele me soltou e eu estremeci. – Aqui – ele tirou a blusa de frio.
- Opa mais uma para a minha coleção! –
Me vesti.
- A é! A outra está lá com você! Bem
que senti falta.
- Problema é seu! – Ri.
- Amor, espera aí, vou lá no quarto e
já volto.
- Ok, mas não demora.
- Ta – ele levantou e saiu correndo,
continuei sentada lá olhando para o nada.
- Até que em fim você vai se ver longe
de mim, está feliz?
- Ah! Oi Caitlin – revirei os olhos e
levantei sorrindo.
- Você sabe né? Venceu a batalha mais
não a guerra – que clichê! Criatividade a mil.
- Ah! Para Caitlin! Chega né?
- Justin um dia ainda vai ser meu! De
novo.
- Não é a toa que dizem que a
esperança é a última que morre – provoquei sorrindo.
- Não estou brincando! – Ela gritou.
- Deixa de ser obcecada garota! – Agora
nos duas gritávamos.
- Você tira o meu namorado... – ela
foi se aproximando.
- Ex – corrigi.
- Ele vai voltar a ser.
- Continue sonhado – e eu provocava
mais.
- Não é sonho! É real!
- Justin é meu! Esquece ele Caitlin!
Parte para outra!
- Não! Eu quero ele!
- Problema é seu!
Não sei de mais nada a partir daí, lembro
apenas de vultos, minha mão e minha boca doendo muito, lembro também de algumas
confusões e acordei, no meu quarto, não lembro de alguém ter me carregado, fui
andando mesmo.
Levantei da cama um pouco cambaleando e fui ao
banheiro, perto da porta vi a blusa do frio do Justin jogada no chão, suja com
o que me parecia sangue. Lavei o rosto e senti o mesmo arder, era perto da
boca, me olhei no espelho e onde estava ardendo estava meio arroxeado, um pouco
avermelhado, como se estivesse sangrado, aí eu me lembrei de tudo.
Depois que eu disse “Problema é seu”, Caitlin
que já estava muito nervosa me deu um soco que eu não consegui desviar bem,
acertando o lugar onde agora estava machucado, mas, como não iria deixar por
baixo, devolvi, quase no mesmo instante, o soco, não sei muito bem aonde
acertou porque a mãe do Justin, o pai dele e Chris chegaram lá, Pattie estava
preocupada, Chris histérico, Sr. Bieber sem reação e nos “separaram”, depois Justin
chegou preocupado com o que aconteceu. Os pais do Justin voltaram para dentro
de casa, Chris ficou com Caitlin, eu fiquei nervosa e irritada, então saí
andando casa adentro e Justin ficou atrás de mim preocupado. Coloquei a manga
da blusa na boca – o que explica a blusa suja – e saí ignorando todo mundo e
dizendo um “Não, está tudo bem” como se realmente estivesse.
Na
porta de casa Justin me perguntava nervoso se eu estava bem e eu o tempo
inteiro afirmava com “uhum” enquanto desviava atenção e me preocupava com a
quantidade de sangue que saia da minha boca, o dispensei, o que o deixou um pouco
triste, no começo nem me preocupei muito, mas depois me senti culpada pela
carinha triste que ele me olhou, poxa, eu e a ex dele tínhamos brigado, ele só
estava preocupado.
Depois de uma histeria da minha mãe e meu pai
tentando a acalmar e pegando algo para eu colocar na boca, peguei meu celular e
mandei uma mensagem para Justin, simples e curta, era tarde e eu tinha uma boca
sangrando para cuidar, escrevi: “Desculpa”,
somente. Minha mãe andava de um lado para o outro, dizendo coisas que eu não
prestava atenção, só esperava meu pai trazer alguma coisa para eu colocar na
boca antes que eu sujasse mais a blusa do Justin, minha boca nem doía tanto,
por enquanto, no outro dia eu iria sentir a dor, por enquanto o ferimento era
recente. Assim que a minha mãe parou de neurose, ela fez com que o ferimento
parasse de sangrar – eu mesmo faria, mas aí ela ia começar outra “crise
neurótica” e eu não estava a fim de a ouvir falar, falar, falar e falar – e
subi para o meu quarto. Resolvi dormir e bom, acordei no outro dia com uma “amnésia”.
-------------
Só eu estava achando que estava demorando para essas duas saírem no tapa? .hm
Enfim, não sei quantos posts vou dividir... não vi o capitulo o suficiente para saber... mas enfim, vou postar na sexta também ta?
Bom, vou tentar postar na sexta .q
Então... até lá, bezus.
Mais! Nossa... A Caitlin é chata demais, que puta :/
ResponderExcluir