Certo,
o dia começou bom, apesar do Jus e eu termos discutido, comparado ao resto do
dia, posso dizer que foi o melhor de tudo.
Antes de ir embora, coloquei a minha roupa de
ontem e amarrei meu cabelo em coque – afinal eu não ia sair toda daquele jeito
e ainda com a camisa do Justin –, me despedi e fui para casa. A partir do
momento em que eu pus o pé para fora daquela casa senti a melancolia em meu
coração, há muito o que pensar, há muito o que rever, há decisões que
futuramente não vou poder me arrepender, pelo menos, que não vou poder voltar
atrás, serão – como o próprio nome já diz – decisivas.
Antes de abrir a porta de casa, respirei
fundo, pela primeira vez nos meus quase 16 anos, eu não queria ir para casa
para me sentir segura.
Contei até três e entrei.
-
Lua! – minha mãe estava apreensiva e veio logo me abraçando, eu queria chorar,
mas me segurei. – Minha filha, o que houve? Por que você não voltou para casa?
– ela me soltou.
-
Pai – minha voz era falha. Fui até ele e o abracei.
-
Conte para gente o que ouve – me sentei no sofá e os dois também se sentaram,
um em cada lado.
-
Antes de tudo, mãe, Louise não é a minha amiga a uns bons anos e pai, não
aconteceu nada entre Justin e eu.
-
Continue – ele disse, me pareceu um pouco aliviado.
-
Não queria confusão, mas Louise veio me falando coisas que me irritaram e vocês
sabem meu estado quando me irrito. Não sou de violência, mas, parece que
naquele momento acumulei tudo o que Louise fez comigo durante esses anos no
punho quando ela veio querendo me bater, fiquei indignada com isso. Mas fiquei
atordoada, não quis voltar para casa, quis ficar a sós comigo mesma, só que eu
estava tão confusa que não notei quando anoiteceu, mal notei que chovia, só
percebi quando Justin foi atrás de mim e me contou o que estava acontecendo.
- E
por que não quis vir para casa? – minha mãe perguntou.
-
Ainda estava meio atordoada, queria me acalmar e por a minha cabeça em ordem, e
sabia que aqui em casa não daria muito bem para fazer isso, pelo menos não sem
deixá-los ainda mais apreensivos – os dois me abraçaram ao mesmo tempo.
- É
bom ver que você está bem – meu pai disse.
- Eu
vou subir, tomar um banho, relaxar um pouco e pensar um pouco mais, quando o
almoço estiver pronto me chamam? – minha mãe assentiu. – Tudo bem.
Subi as escadas até o meu quarto, tirei aquela
roupa, peguei a toalha e fui para o banho – chuva não dá para ser considerada,
verdadeiramente, um banho –, abri o chuveiro e fiquei incontável tempo debaixo
da água, isso é sempre bom para pensar, relaxa, deixar tudo de ruim ir para o
ralo. Há muito tempo que não fazia isso, há muito tempo eu não precisava fazer
isso. Não tenho noção de quanto tempo fiquei no banho, e nem fiz questão de
saber, mas quando saí meus dedos estavam enrugados, pelo tempo que ficaram
debaixo d’água. Me vesti, penteei o cabelo e sentei na cama olhando para o nada
até minha mãe me chamar par almoçar, desci logo atrás dela e comi muito, na
casa do Justin, eu não tinha comido o quanto realmente queria, apesar de ter
comido bastante – não sou do tipo que devora metade do café da manhã na casa
dos outros, somente em casa –, então aproveitei o almoço farto e comi até não
aguentar mais, como se não tivesse fundo ou coisa do tipo, depois pedi licença
e subi. Caí na cama e depois disso vi mais nada, ou seja dormi.
Acordei não era muito tarde, dormi pouco mais
de uma hora apenas. Quando olhei que horas eram, respirei fundo e triste,
faltava uma pessoa para quem eu deveria dar “satisfações” e essa não seria
fácil, pior do que meus pais, pior do que Justin, pois não daria para eu
simplesmente explicar o que aconteceu.
Peguei meu celular, sem ao menos levantar da
cama, apenas me sentando, disquei o número que mais estava nas minhas ligações
feitas e recebidas, Taylor.
- Lua?
- Oi Tay.
- Como você está? O que aconteceu? O
que... – ele não
conseguia fazer as perguntas certas para ter as respostas que queria – é bom saber que você está bem.
- Também acho. Tay, me encontra no
Cybercafé daqui à uma hora!?
- Estarei lá.
- Obrigada. Tchau – desliguei sem esperar resposta.
Tinha
uma hora para ligar e não daria para desistir sem parecer confuso. Tava tão
destroçada e triste por fazer isso que não tinha vontade de fazer muita coisa.
Fui até o banheiro e tirei a cara de sono,
deixei meu cabelo do jeito que estava, apenas peguei a franja do lado direito e
amarrei uma trança solta jogada para trás, era a única parte que poderia dizer
que estava realmente ruim, passei um lápis e um rímel só para dar um “up” na minha cara de morta. Celular, chaves e saí.
- Onde
você vai? – a minha mãe perguntou da cozinha quando desci as escadas.
-
Vou me encontrar com o Taylor, sei que não deveria sair, mas tenho algumas
coisas para resolver com ele e precisa ser o mais rápido possível – fechei a
porta na mesma hora, vai que ela ou meu pai não deixassem? Não tenho tempo a
perder.
Caminhei até o Cybercafé principal, o que eu
costumava a ir quando não ia à pizzaria, ou a lanchonete, ou ao parque, ou
seja, o único Cybercafé da cidade que eu ia. Ele era consideravelmente longe da
minha casa, mas seria bom, mais um tempo para pensar. Quando cheguei, Tay já me
esperava, segurando um copo de descafeinado com as duas mãos, na mesa em frente
à janela, bem onde tinha o slogan do lugar, que ficava bem encima do vidro,
deixando a imagem dele perfeitamente limpa vista por fora. Ele não pareceu
notar a minha chegada, então respirei fundo e entrei, quando abri a porta,
tocou aquele sininho na porta e metade ficou concentrada no que as ocupava, a
outra metade das pessoas me olhou, uma delas foi Taylor, quando o olhei, ele
voltou à atenção para o copo a sua frente. Fui chegando perto dele e parei
enfrente a mesa sem me sentar.
-
Você veio me dizer o que estou pensando?
-
Depende do que você está pensando – me sentei.
- O
que aconteceu ontem? Você disse que me esperaria – ele me olhou, seus olhos
eram incrivelmente tristes.
- Eu
sei Tay e iria te esperar, fiquei sufocada naquele lugar cheio, estava
começando a ficar feliz e quando o sono toma conta de mim, você sabe que ele
não quer sair nunca – ele riu, mas ainda estava triste. – Iria te esperar no
carro, eu juro. Só que Louise apareceu e acho que o resto você já sabe.
-
Você brigou com ela por causa do Bieber não foi?
-
Gostaria de pedir alguma coisa? – a garçonete chegou até nós.
- Um
café puro, com açúcar, por favor. – ela anotou e saiu. – Não exatamente, ela
começou a falar sobre ele e acabou me irritando porque me envolveu também,
depois ela demonstrou o motivo de ter tanta raiva de mim e porque queria acabar
comigo. Eu queria sair de lá bem, mas não foi bem assim.
-
Você ainda o ama?
-
Parece que já sabe a resposta. Afinal o mandou atrás de mim.
-
Aqui está seu café senhorita – a garçonete voltou e entregou-me o copo.
-
Obrigada – e ela se foi mais uma vez.
-
Achei que ele te acharia. Tinha quase certeza, ele foi especial para você Lua e
quem sabe ainda não é?
-
Tay, você não deveria ter o mandando atrás de mim, Justin e eu não poderíamos
voltar, você sabe porque.
-
“Poderíamos”? Quer dizer que vocês... – ele não terminou a frase.
-
Não, nós não voltamos, mas ontem era como se... – me interrompi antes que
pudesse dizer: “estivéssemos ligados de novo”. – Olha Tay, tenho muito o que
pensar e o que rever, não queria que as coisas fossem desse jeito, não queria
mesmo, mas elas estão se tornando mais complicadas do que eu imaginava.
- As
coisas não precisam ser desse jeito Lua!
-
Desculpa Tay, mas precisam sim – ele se escorou no banco, largando o copo já
vazio, enquanto o meu estava apenas na metade.
- Então
é o fim?
- Parece
que sim – ficamos em silêncio durante o tempo. Me levantei e fui tirando um
dinheiro para pagar meu café.
-
Desculpa, mas ainda sou um cavalheiro. Eu pago – não queria que ele pagasse
para mim, mas não era uma hora de discutir sobre, então apenas saí da mesa.
Enquanto ele retornava a apoiar os cotovelos na mesa, mas dessa vez sem segurar
o copo.
-
Desculpa gatinho – disse quando estava ao lado dele, depois fui até a porta e
fiz o sino soar de novo, dessa vez para sair dali.
Eu não queria ter terminado com o Taylor, mas
fui idiota só de ter começado, mas como eu poderia saber que as coisas iriam
ser assim? Ai, eu realmente tenho muito o que pensar, minha cabeça gira, gira e
eu não chego a conclusão nenhuma. Começa com um raciocínio e tento seguir essa
lógica, mas é uma questão de segundos para eu perder o foco e pensar trilhões
de coisas.
Estava tão atordoada e submergida em
pensamentos, que quase passei direto da minha casa, quando notei faltavam cerca
de quatro passos para chegar, quando minha mente dizia que ainda precisava de
mais.
Subi as poucas escadas e caminhei ainda meio
pensativa até a porta, entrei e a fechei sem ao menos olhar para frente, gritei
para minha mãe que tinha chegado e ia começar a caminhar até o meu quarto,
quando acordei do meu “transe pensativo” com um susto, quase dei um passo para
trás quando o susto passou pelo meu corpo, mas assim que ele terminou o
caminho, eu me acalmei.
- O
que faz aqui?
-
Estava esperando você.
-
Para que?
-
Quero falar contigo.
-
Pelo menos me poupou o trabalho de ir chamá-lo, também preciso falar com você.
– coloquei as minhas chaves em uma mesinha na sala e caminhei até a cozinha com
o Justin atrás de mim. – Mãe, vou subir, só vai lá se algo urgentemente
importante, do tipo, alguém morreu, acontecer ok? – ela prestava tanta atenção
na revista de cosméticos que nem prestou atenção no que eu disse.
-
Certo – ou prestou atenção?
-
Vem – subi as escadas e ele continuou a me seguir. Entramos e eu fechei a
porta, depois me direcionei a cama, me sentando. – Quem começa?
-
Pode ser você.
-
Sente-se oras.
-
Não, estou bem em pé.
-
Bom – parei ali mesmo, não sabia como começar.
-
Continue.
-
Estou tentando. O resto do dia não foi muito bom.
-
Por quê?
-
Porque não foi ué.
- Onde
você estava?
- No
Cybercafé.
-
Foi fazer o que?
-
Beber café, não é isso que se faz em um Cybercafé? Beber café ou mexer na
internet? – eu já começava a ficar ignorante.
-
Com quem? – que diabos ele está fazendo?
-
Justin! Eu não te devo satisfações ok? – agora achei como começar. Ele ficou em
silêncio e eu continuei. – Queria te dizer que apesar do que aconteceu hoje, eu
ainda tenho muito o que pensar, apesar de estar anoitecendo e eu ainda não ter
chegado a conclusão nenhuma. Como você é
o principal nessas decisões, nós não podemos ficar juntos, pelo menos não por
agora.
-
Tudo bem, você tem todo o tempo do mundo para pensar.
-
Pior que não.
-
Como assim? – falei demais, de novo.
-
Não pretendo levar isso muito adiante, esses pensamentos acabam comigo, me
sinto derrotada.
-
Então por que não os esquece?
-
Sinto que seria pior, quero decidi-los, assim não corro o risco que venham me
atormentar no futuro.
-
Você quem sabe – o olhei e vi ele dando de ombros.
- O
que você queria falar comigo?
-
Agora não é mais importante.
-
Jus, esquece o que aconteceu ontem e hoje de manhã ok? Vai ser melhor.
-
Não, não vai. Desculpa Lua, mas eu não posso esquecer nenhum segundo que passei
com você por melhor ou pior que foi. Só porque ainda te amo – ele se virou e
deu alguns passos.
-
Justin? – ele soltou um “hum?”. – Eu fui terminar com o Taylor – não sei se
deveria falar, mas, era a verdade. Ele deu mais alguns passos abriu a porta e
saiu.
Se o conheço bem, ele ficou feliz ao saber
disso apesar de não ter demonstrado, poderia não ter gostado, mas conheço Justin
melhor até mesmo do que ele pensa, melhor do que até eu posso imaginar. Eu sei,
mais do que isso, eu sinto, que ele ficou feliz ao saber, talvez ocorreu a
ideia de “nem tudo está perdido” na sua cabeça, mas será? Eu deveria realmente
ter contado que era “Tay e eu”, que não existe mais nada? Nosso futuro juntos é
praticamente impossível! Quer saber? Só não quero o magoar mais e o deixando
confuso não está ajudando nada. Vou ter que contar-lhe toda a verdade, mas só
amanhã, sei que o mundo pode acabar até lá, mas por hoje chega.
Me joguei deitada na cama, depois disso,
apaguei.
----------------
Yo girls! Eu to felizasso! Tive que fazer um trabalho para o curso de inglês, o meu era sobre o VMA (os outros eram CMA, Billboard, Idol e um lá que não lembro o que era exatamente, mas lembro que foi sobre o Elvis) e a gente ganhava uma parada lá (dinheiro do curso, a gente usa aquilo para comprar coisinhas depois que eles oferecem na feira de final de ano, é só um incentivo, quanto mais bom aluno, mais CEI Dolar e mais coisas tu pode comprar, mas enfim) 1 CEI Dolar para quem apresentar e 5 para o melhor trabalho [é uma miséria mesmo, mas dá para o gasto] e o meu trabalho foi o melhor <3 Me senti diva .q HUASHUASHASUHASU Mas sério, fiquei feliz pra caralho! MUITO MUITO MUITO feliz pela professora ter considerado o meu trabalho o melhor!
Enfim! Já falei demais né? Bezus e até segunda! Talvez.
mais!
ResponderExcluir