Pov's Houston
Era estranha
a sensação que a música me trouxe, não tinha muito a ver, mas, fiquei com uma
sensação, er... melhor. Prendi uma mexa
do meu cabelo atrás da orelha e sorri involuntariamente, depois me lembrei do
Justin, que estava enfrente a casa dele na minha reta. Vi ele pegando o celular
depois juro que sorriu para mim, mas não posso ter certeza. Meu celular começou
a tocar, era “The Best Damn Thing” Avril, sinal de mensagem. Peguei o celular e
vi um número tão conhecido, de inicio fiquei confusa, me levantei e deixei o
violão de lado, li a mensagem:
“Eu sei que estou certo e você também
sabe. Amo te. JB.”
- Idiota! –
meu sangue ferveu nas veias, definitivamente não era para eu ter lido a
mensagem, maldita curiosidade! Peguei o violão, entrei em casa com passos
violentos de tão fortes e fui direto para a escada, na intenção de ir para o
quarto sufocar um grito de raiva no travesseiro, socá-lo, ou fazer qualquer
outra coisa que desse para extravasar a raiva.
- Lua? O que
houve? – meu pai estava sentado em uma das cadeiras da cozinha com uma xícara
de café na mão e a encarando, parecia que esperava alguém e parecia que esse
alguém, bom, era eu.
- Justin! O
que mais? – fui até ele e sentei na sua frente.
- Que foi
dessa vez? Tem haver com a briga de hoje?
- Como
você...?
- Eu estava
lá esqueceu?
- Não
esqueci, mas você estava do lado de dentro e eu no de fora. Pai...?
- Eu não
espionei vocês, vi você saindo brava e ele logo em seguida – parece que alguém
notou, meu pai – e depois de um tempo, quando você já tinha vindo para casa, Pattie
disse que viu vocês discutindo quando foi para a sala.
- Ela nos
ouviu? – perguntei meio assustada.
- Não. Ela os
viu, mas isso não é a questão. Por que vocês brigaram?
- Ah! Agora
ele deu para dizer que eu quero protegê-lo.
- Como assim?
- Ele diz que
não olho mais para ele e o evito o máximo que posso, pois não quero ver o
quanto ele sofre. Disse que só estou com o Taylor para não voltar para ele.
- Isso não
faz lógica.
- Bom, ele
disse que sou orgulhosa demais para admitir que estou errada então, estou com o
Taylor para ficar mais difícil de voltar para ele.
- Agora faz
lógica.
- Faz? Como
assim “agora faz lógica”? Não tem lógica nenhuma! Ele disse que meus olhos
estão sem vida – disse com certa raiva.
- Você já
pensou que ele pode está certo?
- O que? –
praticamente gritei, ele estava calmo, mas eu não podia acreditar no que disse,
meu próprio pai contra mim.
- Lua, há
algum tempo eu estou preocupado com você, até a sua mãe está.
- Então as
coisas realmente estão feias.
- Deixa de
ignorância Lua, isso é sério. Você está vivendo no automático é? Até o Justin
está não tão ruim quanto você.
- Oh! Ele
está me comparando com uma mente suicida.
- Já disse
para deixar de ignorância!
- Pai! Ele me
disse que se eu dissesse para ele desistir de mim, ele não teria um final
feliz.
- Pelo menos
ele está vivendo.
- Eu também
estou vivendo, eu vou à escola, mexo no computador, saio com os meus amigos e
meu namorado.
- Mas você
está sentindo?
- Sentindo?
- É Lua,
Justin está como morto vivo o tempo inteiro, mas é porque ele sente o que está
acontecendo, já você ”vive” – ele fez as aspas com os dedos – para privar-se de
todo o sentimento.
- Não... não
é verdade – olhei para baixo, não estava exaltada como antes, parecia que
alguma parte de mim queria assumir que eles estavam certos.
- Minha filha
– ele passou a mão no meu rosto e eu levantei meus olhos até os seus – seus
olhos realmente estão sem vida, sem cor, seu sorriso não tem o mesmo efeito
como antes, o brilho dos seus olhos se apagou. Por fora, você pode está
extremamente feliz, mas quem te conhece bem, como eu, sua mãe e até mesmo o
Justin, sabe que não é bem assim. – seus olhos eram apreensíveis, preocupados,
mas não! Não pode ser verdade, eu estou certa, eu estou feliz.
- Não é
verdade! Eu estou feliz sim! – me levantei da cadeira com certa ferocidade,
peguei no braço do violão e me direcionei a escada.
- Lua! Você
só está se enganando assim!
- Não! Você
que está enganado! Todos vocês! – subi as escadas o mais rápido que pude,
tranquei a porta e joguei o violão na cama. Fiquei ofegante sem o que fazer
durante um tempo até que, me direcionei ao banheiro, bati a palma da minha mão
na bancada da pia e me encarei no espelho, eu não via nada de errado, mas conforme
eu ia me acalmando eu via o que meu pai queria dizer. – Não, eles não podem...
não – enfim me acalmei e enfim percebi que meu pai estava certo, pior do que
isso, Justin estava certo.
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O próximo post é TÃO pequeno que eu deveria postar ele logo junto com a Lua, ou sei lá. Porque na pouca é MINÚSCULO.
Mas apenas deveria. Não vou. Só sexta. :D
Não lembro o que comentar, então, até sexta.
Ah! DIVANDO NOS 8 SEGUIDORES! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH Suck it vida! HUASHAUSHAUS
E obrigada Thais! Que bom que tu ama isso daqui e obrigada por sempre mandar comentário também <3
Agora bezus.
Maaaaaaiss!
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