segunda-feira, 1 de outubro de 2012

16° Capitulo - Look In My Eyes. Part.1


I need to know should I fight for love or desert?
It’s getting harder shield this pain in my heart

Pronto, mais uma música, mas essa eu não tive coragem de jogar fora como as outras, essa ficou como uma esperança. Do que? Sinceramente não sei. Talvez de ficarmos juntos, de ela largar aquele sem cérebro que chama de namorado... sinceramente não sei do que, mas sei do porque, por ela.
- Justin?
- Hum? – murmurei.
- O jantar está pronto e a propósito, vou fazer uma reuniãozinha aqui no domingo para alguns amigos e os Houston virão – olhei para ela incrédulo, mas acho que não viu, afinal terminou de falar e fechou a porta depressa, esperta. Larguei meu inseparável amigo, violão, em cima da cama e fui atrás dela, mas ela foi tão rápida, pois já previa a minha ração, que eu só fui encontrá-la quando já estava sentada na mesa do jantar.
- Mãe! Você está doida? 
- Olha o jeito que você fala comigo garoto.
- Desculpa mãe, mas é o que parece! Qual é o seu problema? Estava tudo, consideravelmente, melhorando quando você me vem com essa!
- Eu só quero fazer algo com os meus amigos, aproveitar todo mundo junto, uma conversa, nada demais.
- Nada demais? Nada demais? Tem tudo demais! Tudo bem essa “reuniãozinha” – fiz as aspas com os dedos, eu realmente estava furioso –, mas precisava chamar os Houston?
- Claro Justin, eles também se encaixam nisso de “Meus Amigos”.
- Não, não é por isso. Mãe, não precisa tentar juntar Lua e eu de novo, não vê? Não vamos voltar mais!
- Claro que não é isso Justin – minha mãe dificilmente conseguia mentir para mim ultimamente e dessa vez ela não conseguiu –, eu só vou aproveitar que o Philip não vai trabalhar – não? Estranho, mas ignorei.
- O pai da Lua vai vir? – Ela assentiu. – Ótimo! Plateia completa! – foi meu último grito, comecei a subir as escadas, com certa raiva, rumo ao meu quarto.
- Mas Justin, e o jantar?
- Esquece, estou sem fome – fui rude.
 Belo jeito de começar as férias, antes mesmo que elas começassem as coisas já viam de mal a pior. Primeiro: briguei com o Taylor; Segundo: fui para a diretoria por causa da briga, ou seja, por causa dos dois; Terceiro: briguei ainda mais feio com a Lua; Quarto: briguei feio com a minha mãe. Quantas brigas, logo eu! Que vida! Não aconselho a ninguém.
  Voltei para o meu quarto e empurrei a porta com força, depois me joguei na cama encarando o teto, tentando não imaginar o que possivelmente poderia acontecer amanhã, já bastava sexta-feira. Do jeito que eu conhecia a Sra. Pattie Mallette, ela deveria ter tomando essa decisão há bastante tempo e já deve ter organizado tudo pelas minhas costas e me deixou para contar de última hora, depois de todo mundo, como sempre.
 Enfiei a minha cara no travesseiro e soltei um grito abafado até o meu fôlego acabar, eu queria morrer, mas isso não era novidade para ninguém. Tirei o travesseiro do rosto e voltei a encarar o teto meio ofegante, já que todo meu ar se fora no último grito. Meu telefone tocou e eu respirei fundo tanto recuperar uma parcela maior de ar, peguei o mais rápido que pude, gosto de Usher, mas a melodia alegre mal começava e já me irritava. Olhei no visor e eu juro que não acreditei quem me ligava.
- Alô? – fui seco.
- Ou! Calma aê! Olha a agressividade.
- Chris? Foi mal, achei que fosse a Caitlin, afinal esse é o numero dela.
- É, aconteceu um pequeno incidente com o meu celular. Mas em! E aí?
- Quer que eu te responda mesmo? – procurei não dizer num tom ignorante.
- Ih! Conta as novas.
- As coisas estão cada vez pior.
- Imagino, ou melhor, não, não imagino, então fala.
- Eu briguei feio com a Lua.
- De novo?
- É, só que dessa vez foi pior.
- Era possível?
- Não só era, como foi.
- Mas por que dessa vez?
- O mesmo de sempre, mas dessa vez rolou uma briga entre Taylor e eu.
- Vocês discutiram? – ele me parecia feliz com a notícia.
- Não, nós brigamos.
- Quem venceu? – e agora ansioso.
- Ninguém – ouvi ele soltar um “ah” do outro lado da linha –, Lua nos separou antes que um fosse nocauteado, e eu agradeci em silêncio por isso.
- Por quê?
- Por quê? Você ainda pergunta? Aquele cara ia me dar uma surra! Taylor é enorme! – ele riu.
- Mas no final das contas, é só por isso que você está mal assim?
- Antes fosse só.
- Então é por que irmão?
- Minha mãe inventou moda de fazer uma reunião entre amigos aqui em casa.
- E por isso você está mal? Fala sério!
- Não! Não é por isso, você não sabe a melhor parte advinha quem vem?
- Lua?
- Lua, Anna, mãe dela e Phil, pai dela.
- Ih! Família completa.
- Pois é. Cara, fiquei furioso com isso!
- Percebo.
- E o melhor é que a pior parte ainda não chegou.
- Tem mais?
- Tem.
- Manda.
- Por causa dessa reuniãozinha surpresa, para mim, acabei discutindo com a minha mãe.
- Então você não está mal, ta na fossa. Brigar com a sua mãe? Foi o pior de tudo!
- Obrigado por piorar a situação. 
- De nada. Ih cara! Tenho que desligar, Caitlin começou a me berrar pela casa atrás do celular.
- Ok, se salve enquanto pode!
- Até – ele desligou depressa.
 O que eu fiz depois? Dormir e só acordei na manhã do dia seguinte, a única coisa que não me abandonara nesses dias de fossa – como disse o Chris – foi o sono e as boas, bom não vou dizer boas, e as noites de sono, era o único momento de tranquilidade do meu dia, não eram agonizante, eu simplesmente dormia, talvez o que explica o fato de eu passar a maior parte do dia dormindo.
- Justin? – minha mãe abriu a porta, mas não entrou no meu quarto. – Sei que você não queria isso e peço perdão por causar tudo isso – ela continuou ao perceber que eu estava acordado –, mas, por favor, se arrume, as pessoas irão começar a chegar, tome um banho, ao menos lave o rosto, para tirar essa cara de choro – cara de choro? Não me lembro de ter chorado. – Por favor, filho – ela praticamente implorava.
- Mãe, tudo bem, prometo que desço logo – ela abriu um sorriso largo, não estava extremamente feliz, acho que se sentia culpada pela conversa passada e pela minha suposta cara de choro.
 Me levantei da cama, pensei em arrumá-la, mas a ideia ficou somente em pensamentos, a dias eu não arrumava a cama, a dias eu nem me arrumava para dormir, corria uma grande risco de ir para escola de pijama. Coloquei qualquer roupa – ultimamente não tenho me importado com guarda-roupa – fui para o banheiro e joguei água no meu rosto e molhei as mãos, passando-as em meu cabelo para acertá-lo. Apoiei as minhas mãos na bancada do banheiro e encarei meus olhos no espelho forçando a minha mente para lembrar o motivo de eu estar com cara de choro. Franzi o cenho forçando ainda mais a lembrança, era como se a minha mente não quisesse lembrar de jeito algum, por mais que eu forçava a lembrança ela não vinha até que desfiz a cara carrancuda e arregalei os olhos, a lembrança do sonho veio rápido demais, tanto que de certa forma me assustou.
 Agora entendi o motivo da minha tranquilidade depois de uma noite de sono, eram como pesadelos que enfim terminavam, o que me dava a tranquilidade, era mais alivio por tudo ter acabado... bem. Entendi porque precisou de toda essa luta contra a minha mente, ela queria me poupar disso, de saber que todas essas noites tive pesadelos e eu nunca notei, ela quis me poupar de mais um instante triste, continuar me iludindo de que eu tinha, pelo menos, algumas horas “em paz” e como eu me arrependo de ter a forçado a não me iludir. Minha própria mente se protegendo de mim, ou melhor, minha mente me protegendo, as coisas estão tão ruins assim?
 Antes que eu pudesse descer ouvi a voz inconfundível dela, parei no alto da escada e respirei fundo depois desci tentando disfarçar minha cara de defunto vivo – ou de zumbi, como preferir –, quando cheguei ao degrau mais largo da escada, antes da curva, minha mãe abriu um enorme sorriso.
- Olha quem enfim desceu – tentei, eu juro que tentei, mas meus lábios nem se movimentaram para um sorriso.
- Olá Justin! – Sra. Anna disse toda contente, com um sorriso semelhante ao da minha mãe.
- Oi Justin, prazer em vê-lo de novo.
- O prazer é meu, senhor – respondi.
- Phil, por favor.
- Como preferir.
- Lua, diga no mínimo um “Oi” para o Justin, vocês já não são crianças para eu ter que dizer para se cumprimentarem, seja educada filha – ela me olhou como se não quisesse fazer isso.
- Não se obrigue a sorrir – disse, ela me olhou como se quisesse agradecer, isso quer dizer que se eu me esforçar, ainda entendo o que ela quer dizer pelo olhar, ou não.
 Os pais dela ficaram constrangidos, me refiro mais a Sra. Houston. Minha mãe, para tentar aliviar a situação, os chamou e guiou até o jardim interno, onde estavam várias cadeiras e já algumas pessoas sentadas. Ela fez questão de me apresentar a todos presentes e a cada ser humano que chegava a minha casa. As coisas seguiam em paz – me refiro a Lua e a mim, os únicos que podiam arranjar qualquer tipo de “confusão” ali –, almoçamos e comemos a sobremesa, depois a minha mãe e os amigos, ficaram conversando. Lua tinha se levantado e ido para dentro de casa, mas quando voltou uma mulher de uns 30 anos e mais um pouquinho, tinha ocupado seu lugar e o único que sobrou? Ao meu lado.
- Que azar, olha justamente o único lugar que sobrou.
- Você adora me provocar né? – olhávamos reto, para o nada e falávamos em uma altura que pudéssemos ouvir apesar do barulho da conversa dos outros, mas que só nós pudéssemos ouvir.
- Você sabe que sim.
- Cresce Justin.
- E eu cresci, principalmente depois que te conheci.
- Qual é a sua intenção Justin? – ela se virou para mim e eu fiz o mesmo a encarando.
- Te ter de volta. Lutar por você.
- Mas eu não tomei a decisão para você fazer isso.
- Eu sei e ainda não entendo porque você disse aquilo, mas eu não estou fazendo como disse que faria, só estou aproveitando a oportunidade – ela voltou os olhos para frente, assim como eu.
- Não é uma boa ideia.
- Por que não?
- Porque não! – ela retornou a me olhar e eu fiz o mesmo, de novo.
- Isso não é resposta.
- Mas para mim é – ela levantou brava e atravessou todo o jardim rumo à porta, aparentemente ninguém notou.
 Ela me parecia brava, o que eu não entendi, franzi o cenho tentando entender porque ela saiu brava daqui, eu a provoquei, tudo bem, mas não era para tanto, ou era? Não fiquei muito tempo pensando, logo o possível motivo veio à tona, como mais cedo.
 Me levantei depressa e fui atrás dela.
- Agora eu entendi – gritei ao sair da minha casa, parando um pouco a frente da porta enquanto ela estava na metade do caminho de cimento que ligava a minha casa a rua.
- Entendeu o que? Não há o que entender.
- Há sim Lua!
- O que então? – ela perguntou mais por curiosidade e por ser impulsiva, tive a sensação que ela não queria saber a minha resposta, mas continuei.
- Entendi porque você deu aquele surto sobre a Megan na sexta, entendi porque você se irritou agora pouco – gritei –, entendi porque você não respondeu a pergunta que te fiz – abaixei o tom, o procurava encarar seus olhos dispersos. Ela olhou para o alto e passou a língua nos dentes como se não estivesse acreditando no que acabara de ouvir, depois veio com passos firmes até mim, passos que foram “perdendo a força” conforme foi chagando perto.
- Por quê? – outro ato por impulso.
- Você não suporta ficar perto de mim.
- Mas isso é obvio!
- Não. Você não suporta ficar perto de mim porque sente algo sempre que te provoco.
- Mentira.
- Num é não. Você tem medo de saber ao certo, como estou sofrendo, o que de fato estou sentindo e se tudo o que falam e parece, de fato é verdade. Você não quer saber o que realmente está acontecendo então foge, máscara tudo, fingindo estar tudo bem, por que não quer saber o que de fato acontece! – me exaltei.
- Claro que não Justin! Deixar de ser louco! Eu só quero esquecer você e seguir a minha vida em paz, como se você nunca tivesse existido – boa mentira, acreditaria se ela não fugisse dos meus olhos.
- É mentira – voltei a falar num tom baixo.
- Não! É a mais pura verdade.
- Não passa de uma boa desculpa e realmente é boa, mas, você não respondeu a minha pergunta porque não queria dizer para eu desistir, mas não podia dizer para eu lutar, pois me daria esperanças e se dissesse para eu desistir, você sabe muito bem que eu não teria um final feliz. Quando você disse que “as coisas sairiam de controle” era isso que queria dizer! Você, a todo o momento, tenta me proteger de uma dor ainda maior! – voltei a me exaltar. – Quer me ver bem, ou melhor, não tão mal – voltei a me “acalmar” –, basicamente você faz de tudo para me proteger, não importa as consequências.
- Não faça disso um sacrifício, pois não é.
- Então assume que se “sacrifica” – fiz as aspas – por mim?
- Claro que não! Você fala como se o fato de eu estar com o Taylor seja um sacrifício.
- Não de estar com o Taylor, você está com ele por medo.
- Medo? Está louco?
- Sim Lua! Medo. Medo de ver como realmente me sinto e querer voltar atrás! Está orgulhosa demais para se assumir culpada.
- Não! Afinal não sou culpada por nada!
- É sim! Por me fazer sofrer como sofro.
- É tudo mentira! Sei bem o que eu quero agora, sei que quero o Tay e me ver longe de você. Não quero pensar que um dia gostei de você.
- Que você me ama.
- Eu não te amo – teria levado fé no que ela disse se não estivesse olhando para qualquer lugar menos para mim.
- Lua, você não olha mais nos meus olhos não é à toa, você não quer ver o que realmente se passa.
- Claro que não! – ela me olhou.
- E a cada mísero segundo que consigo olhar nos seus olhos percebo que cada palavra que sai da sua boca é mentira – ela logo desviou o olhar. – Seu olhar está sem vida e não é de hoje.
- Você não sabe como está errado.
- Eu sei que estou certo.
- Mas está enganado.
- Estou? Tem certeza? – ela assentiu. – Então olhe nos meus olhos e diga o que você acabou de dizer.
- Que está enganado?
- Não. Que não me ama mais – ela engoliu seco.
- Eu... Eu... – seu olhar ainda era disperso.
- Olha para mim! – saiu quase como uma ordem e ela obedeceu.
- Eu... – ela engoliu seco de novo – Não te amo mais – dessa vez foi olhando nos meus olhos, nem levei em conta que ela hesitou ao falar, estava disposta a levar isso à diante.
- Era o que eu precisava ouvir.
 Me virei e entrei em casa, podia jurar ter ouvido ela me chamar, mas não importa estava disposto a ignorar, ela que quis assim. Comecei a subir escada, nem tinha notado minha mãe e uns amigos sentados no sofá da sala.
- Justin! O que houve?
- Nada. Desculpe senhoras e senhores, mas irei me retirar, estou me sentindo um pouco cansado.Tudo bem mãe? – não era um pedido de permissão e sim uma colaboração, mesmo se ela dissesse “não” eu iria subir.
 Minha mãe assentiu e eu fui direto para o quarto, tentei mexer no notebook ou fazer qualquer outra coisa, mas o quarto pela primeira vez me sufocava, estava insuportável, o vento que entrava pela janela não era o suficiente para mim, eu precisava de mais. Me mexia na cama, não conseguia ficar quieto um segundo sequer, depois o espaço da cama não era o suficiente, pulei da cama e andei de um lado para o outro no quarto, só estava esperando a tal reunião acabar para eu sair de casa, era mais “ético” do que sair agora, não tinha um lugar especifico para ir, alguém especifico para conversar, mas não conseguia me manter parado, não estava ansioso ou coisa do tipo, mas mesmo assim eu não conseguia me manter parado! Cada segundo parecia tortura até que pela janela do meu quarto ouvi o ultimo “tchau” da minha mãe, não pensei duas vezes, peguei o celular e desci.
- Justin o que...
- Ar! – a interrompi e saí de casa o mais rápido que pude, de cara vi a Lua com o violão na escada da varanda da sua casa que dá para rua. Ela tocava algo aleatório, ou não, talvez era algo dela, mas ela só tocava. Peguei meu celular e disquei um número bem conhecido enquanto caminhava apressadamente até a calçada.
- Justin?
- Luka! Você pode se encontrar comigo?
- Para que?
- Para conversar ué.
- Que papo é esse em garoto? Você me chamando para conversar?
- Deixa de ser idiota Luka! Sou gay não.
- Ah sei lá, você que veio com esse papo.
- Mas em! Você pode?
- Isso ta estranho.
- Você que disse para qualquer coisa eu te ligar.
- Ah! Você quer conversar! Por que não disse logo?
- Mas eu disse! – acabei rindo. Eu falava girando, olhando para várias direções, como disse não conseguia ficar parado. No momento eu olhava para a minha porta vermelha quando ouvi notas conhecidas, me virei para a Lua na hora.
- Ta, só que eu preciso de um tempo.
- Tudo bem, quando puder me liga, aí nos encontramos no meio do caminho para o parque beleza?
- Certo. Falou.
- Falou – desliguei.    
 Ela começou a cantar e eu conhecia a música, era de uma cantora que ela adorava e eu podia jurar que ela olhava para mim.
 Algo haver com complicado, com eu ser complicado? Quando ela chegou ao refrão não tive duvidas que música era, “Complicated” e como eu imaginava, da cantora que ela adorava Avril Lavigne, agora, eu era complicado? Eu era quem estava tentando ser legal quando na verdade parecia um idiota? Bem eu! Eu que estava complicando as coisas, eu que estava fingindo está tudo bem enquanto na verdade não está, eu que, na frente dos próprios amigos, estava se fazendo de idiota, eu, não ela.
 Em nenhum segundo parei de encará-la e a cada vez que seus olhos encontravam os meus eu tinha mais certeza do que disse mais cedo. Seus olhos estavam sem cor, mas sua expressão estava cheia de vida, como eu já disse, ela mente bem, mas não consegue me enganar mais. Ela conseguiu me enganar durante essas semanas, mas agora não mais, eu sei que estou certo, eu sinto que estou.
 Terminou de tocar, mas nem saiu do lugar, sem desviar a atenção do violão, colocou uma mexa de cabelo para trás, dando mais visibilidade ao mesmo e depois sorriu, era um sorriso diferente, ela estava satisfeita, conformada, acho que se convencendo que eu estava certo, apenas acho, posso estar enganado, ela poderia estar apenas tendo lembranças, de qualquer modo, ela sorria diferente, não era um sorriso comum.
 Meu celular começou a vibrar, quase pulei de susto, eu esperava, mas não esperava.
- Oi?
- Justin eu estou saindo de casa, não demora, eu não posso demorar – uma explicação: Hayley.
- Ta, só estava esperando você ligar.
- Ok, até mais. – ele desligou antes que eu respondesse.
 Antes que eu guardasse o celular tive uma ideia, não era das melhores, mas a tentação de implicar era maior. Mandei uma mensagem e sorri de relance para ela, depois continuei andando rumo ao encontro com o Luka.
-----
Eu sei que o capitulo é GIGANTE, mas não valia a pena dividir. E também vai compensar o de quarta e de sexta. É, postar na sexta está virando um hábito e dessa vez, vou realmente tentar postar na SEXTA como sempre faço ok? 
Ok.
Agora bezus e meus comentários que amo tanto <3 
Se alguém mais além da Thais, estiver lendo isso, podia comentar... qualquer coisinha eu aceito ta? Obg .q

Um comentário:

Comente e seja feliz! (;