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Lua, tudo bem? – Me endireitei e olhei para Taylor que ainda estava me segurando.
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Está, está sim – menti.
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Você estava chorando? O que foi?
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Não, nada, er... Tay, tenho que ir para casa – me soltei dele e dei um passo,
senti minhas pernas bambearem de novo, sabia que a qualquer instante eu poderia
cair, mas teria que ser firme até chegar em casa. Mal dei uns 10 passos e
ameacei cair, o Taylor correu até mim e me segurou como fez antes.
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Deixa eu te levar para casa.
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Taylor, não, você tem que treinar.
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Deixa o treino para lá, depois eu me explico com o Henry – no caso o técnico de
natação.
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Não! Estou bem – mentira e ele me olhou como se soubesse disso. – Ok – dei-me
por vencida. Ele me levou até o Audi R8 branco dele, abriu a porta para que eu
entrasse e depois foi ao banco do motorista. Abaixei a cabeça
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Tudo bem? – Obvio que não, mas assenti. – Então vamos – antes dele dar partida
no carro olhei pela janela e vi Justin na porta da escola, ele estava ofegando
e com um olhar triste, me senti mal por isso, mas não vou voltar atrás. – Se
importa se eu ligar o som? – Estávamos quase na metade do caminho já.
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Não – não ia prestar atenção na música, talvez ela me ajudasse a “melhorar”
como sempre fez.
Música:
Hey daddy - Usher, primeira pessoa que lembrei? Justin! Ele adora o Usher. Senti
uma pontada no meu coração, como se uma estaca estivesse sendo enfiada nele de
pouquinho a pouquinho tornando a dor maior, me desliguei de tudo, fiquei
perdida na minha mente vazia.
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Bom, chegamos – senti o carro parar, fazendo com que a minha mente “religasse”.
Ficamos um tempo em silêncio.
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Então, tchau – abri a porta, ou melhor, tentei, ele trancou a porta na hora que
eu iria abrir, poderia ficar com medo, pois bem, não fiquei, eu estava em
estado vegetativo, não sentia nada, não pensava nada.
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Espera um pouco – como se eu tivesse escolha. – Você brigou com o Justin não
foi?
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O que isso importa? – Disse firme, seca.
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Importa muito para mim e você sabe.
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Taylor...
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Não Lua, olha, eu te amo e você sabe disso, não quero colocar pressão ou te
obrigar a nada, mas... me da uma chance?
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Tay é muito cedo para eu tomar qualquer decisão.
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Eu sei, eu sei, só quero que você saiba que sempre teve e ainda tem uma segunda
opção, qualquer coisa lembre-se que eu estou aqui.
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Ok Tay, mas er... eu preciso ir – ele ficou me encarando com aqueles olhos
brilhantes castanhos. – A porta Taylor.
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Ah! Desculpa! – Ele destrancou a porta. Saí do carro e fui caminhando devagar
para a porta da minha casa só porque ele ainda me vigiava, talvez com medo de
que eu realmente caísse se ele saísse dali o que era provável, mas não sentia
nada, era como se eu tivesse no piloto automático, andar só por andar. Abri a
porta e entrei, só ai ouvi o carro do Fox dar partida.
Respirei fundo e comecei a andar em direção as
escadas.
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Lua, tudo bem? – Minha mãe apareceu na cozinha, parecia preocupada pelo tom de
voz, mas não levantei a cabeça para ver sua expressão.
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Er...
Não consegui responder, na verdade não
consegui mentir, iria dizer que sim quando na verdade era não, eu não estou bem,
acabei de ver o garoto que mais amo com a minha inimiga, eu... eu... eu acabei
saindo do meu estado vegetativo e uma onda de sentimentos invadiram o meu
corpo, minhas pernas voltaram a bambear, minha respiração estava ofegante, em
pouco tempo eu desabaria e eu não queria que fosse na sala então corri escada
acima. Ao subir quase caí no chão, ameacei, mas segui em frente até o meu
quarto, assim que cheguei fechei a porta e parei no meio do mesmo com as mãos
fechadas em punho e a respiração ainda ofegando.
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Lua! Lua! – Minha mãe bateu na porta. – Tudo bem? O que aconteceu?
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Mãe! Me deixa, por favor – tentei não ser ignorante.
Ouvi ela suspirar e depois descer as escadas,
senti um cheiro bom, muito bom, algo que eu lembrava bem e sabia muito bem de
quem era, aquele cheiro que eu tanto fiz questão de lembrar, agora que eu quero
esquecer e não consigo.
A parte doce do cheiro começou a me enjoar, eu
queria parar de senti-lo, mas não bastava parar de respirar e eu nem podia, não
estava a fim de morrer, não assim.
O cheiro estava me enjoando cada vez mais,
franzi todos os músculos da minha face fazendo uma cara de desgosto. Arranquei
os sapatos com meus próprios pés, tirei a calça e joguei em algum canto,
arranquei a blusa de um jeito que provavelmente deve ter saído algum botão. Estava
furiosa, com muita raiva e aquele cheiro me enjoava ainda mais, lancei a blusa
para algum canto com toda a minha força. Minhas pernas enfim falharam, fui com
tudo ao chão, fui até a lateral da cama e me sentei lá. Lágrimas retornaram a
escorrer pelo meu rosto descontroladamente, eu estava somente de roupa íntima,
a temperatura gelada do chão fazia com que o meu corpo quente estremecesse,
abracei meus joelhos e chorei ainda mais.
Como? Como ele pode fazer isso comigo logo
agora? Depois que eu disse que ele é tudo para mim, é o que eu tenho de mais
importante e que precisava dele mais do que qualquer coisa! Que droga! Garoto
idiota! Por que ainda estou chorando por ele? Por quê? Com qualquer outra
garota eu até pararia para ouvir uma explicação, agora com a Louise? Ele feriu
os meus sentimentos, arrasou com o meu coração, não, não! Não vou me deixar
levar e voltar a ser aquela garota que eu era pela Louise, essa é a segunda vez
que ela tenta me atingir com alguém que eu gosto, mas dessa vez não conseguiu,
eles não conseguiram! Não posso ficar aqui chorando por alguém que não me
merece, isso Justin não me merece! Sentimentos vêm e vão e o que eu sinto por
ele, irá.
Meu
corpo ainda estremecia até o meu choro cessar, funguei algumas vezes e engoli
seco, levantei do chão, ainda de lingerie e fui até o banheiro, lavei meu rosto
e borrei o pouco que eu tinha de maquiagem. Limpei todo o rosto direito, prendi
o cabelo em coque e fui tomar um banho, me despi e entrei no chuveiro deixando
que a água gelada caísse sobre meus ombros e percorresse pelo meu corpo com a
intenção de esquecer o que aconteceu, na intenção que todo aquele sentimento
saísse de mim e fosse junto com água ralo a baixo. Devo confessar que saí do
chuveiro mais relaxada.
Fui para o meu quarto, coloquei um short jeans, uma t-shirt e um all star combinando com
várias pulseiras no braço, fiz um coque menos bagunçado no cabelo, peguei meu
celular e desci as escadas devagar.
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Mãe – apareci na cozinha e ela me encarou ainda preocupada.
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Minha filha o que houve o que...
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Sem perguntas, por favor, logo você vai saber. Agora, mãe, vamos ao salão? Estou
a fim de cortar o cabelo, cansei desse estilo e meu cabelo está sem corte – os
olhos delas chegaram a brilhar.
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Vamos eu só vou trocar de roupa e...
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E nada! Pega essa maldita chave e vamos logo, se você subir essa escada eu
desisto de ir!
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Ok, vamos – ela pegou a chave no porta-chaves e foi até a porta, a segui até
lá.
Ela tirou o carro e eu fiquei esperando na
porta de casa, assim que o carro estava parado na frente de casa fui até ele,
logo que abri a porta, antes de entrar vi Justin parado na porta da casa dele,
ele me olhava triste e eu o olhei séria, desviei o rosto e entrei no carro.
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Aaaaaaaaaaaah véy, eu amo isso.
Eu sei que não deveria, mas adoro esse ataque de loucura que a Lua dá, mas depois, só acho que vão passar detestar ela, só começar a maratona narração Bieber que está por vir... mas só acho .q
É, vou parar de contar os detalhes e até quarta então!
Enfim, bezus e até quarta.
Thaís: Desculpa não ter respondido o teu outro comentário, só vi hoje .q Bom, acho melhor deixar esse assunto quieto por enquanto.
É que eu vi aquela parte tensa e pensei nisso, hihi. Posta mais! Eles vao ficar muito tempo separados?
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