Acordei de manhã feliz da vida, dei um
pulo da cama e fui direto para o banheiro, prendi meu cabelo em um coque, lavei
meu rosto, fiz minha higiene matinal, troquei de roupa rápido, uma calça jeans,
uma blusa três quarto branca e o meu único Nike dunk e desci para almoçar, só
que já era bem tarde, meus pais já tinham almoçado e meu pai já tinha saído
para trabalhar.
- Mãe cadê o papai?
- Seu pai foi trabalhar.
- Mas mãe, hoje é domingo.
- É, mas ele foi resolver umas coisas
e depois vai dar uma passadinha na casa do chefe.
- Do chefe? Tadinho do meu pai.
- Pois é. Minha filha, você quer que
eu esquente a comida para você?
- Não mãe, valeu, eu como qualquer
coisa aqui.
- Tão, come esse sanduíche aqui só
para você não ficar com fome – ele colocou um prato com o sanduíche em cima da
mesa e eu me sentei.
- Sabe quem te ligou?
- Não, quem? – mentira, sabia sim.
- O Justin.
- Hum... – dei uma mordida no
sanduíche, tentei não da importância ao que ela disse, mas isso era meio
impossível – e o que ele disse?
- Disse que queria falar com você e
que passaria aqui mais tarde, mas pela hora que ele ligou, daqui a pouco está
parecendo aqui.
- Hum... – dei outra mordida e depois
tomei um gole do suco de manga que ela colocou para mim, na verdade eu queria
ter gritado “ee” e ter saído pulando, mas achei melhor não.
Continuei comendo, olhei no relógio e
realmente já era tarde, passava das duas da tarde. Terminei o sanduíche e
fiquei enrolando na cozinha, falando com a minha mãe algumas coisas e vendo ela
preparar uma massa de bolo – oba, bolo – até que bateram na porta, fui atender
e como eu já imaginava era ele, Justin Bieber, parado na minha frente com toda
aquela sua beleza que me desnorteava e com aquele sorriso que me fazia sair do
chão.
- Vai me deixar aqui na porta?
- Ah! Desculpa Jus, entra – dei
passagem.
- Jus?
- Que foi guri, vai encrencar com Jus
também? – fechei a porta.
- Encrencar? Eu? Nada! Só que depois
você já ta me chamando de Drew, de Bieber, Ju e sei lá mais o que... pode se
decidir?
- Não, não posso – eu falei irônica,
não estávamos brigando só parecia.
- Vamos ficar aqui na sala?
- Não, bora para o quarto – eu fui em direção a escada.
- Er... – ele parou no meio da sala.
- Você me entendeu Justin.
- Oh! Desse vez foi “Justin” – eu ri, engraçadinho
ele.
- Mãe, nós vamos estar lá no quarto,
qualquer coisa chama.
- Tudo bem filha – ouvi minha mãe
gritar da cozinha.
Subimos a escada correndo, chegando ao
quarto encostei a porta e me joguei na cama ainda desarrumada, ele sentou
comigo e eu peguei o notebook e liguei.
- Milagre que você já não estava com o
computador ou o notebook ligado.
- Ninguém mandou você chegar tão cedo.
- São quase três horas da tarde.
- É, mas para quem acordou agora ainda e cedo,
Olá-a! É domingo! – ele riu e eu me loguei em todas as contas que eram
realmente muitas, e me arrependi disso. – Ops.
- Que foi?
- Liga o computador que você vai me
ajudar – eu ainda olhava para tela tentando fechar algumas abas.
- A... – virei o notebook para ele – Nossa!
É para já! – ele levantou e foi até o computador, fechei todas as contas, abri
o Blog, o MSN, e o Twitter de novo, a minha sorte é que o meu computador não
demorava muito para iniciar – pronto! – fui ate lá e loguei nas outras contas,
sem deixar ele ver minha senha, claro.
- Agora me ajuda a responder.
Eu voltei para cama, e comecei a
responder aquele monte de replys e ele me falava algumas coisas que não sabia
responder sozinho, ficamos ali por horas, até que me encheu e a ele também – É
sempre assim? – já havíamos desligado o computador e o note, ele estava sentado
na minha frente, em cima da cama.
- Sempre que eu fico muito tempo sem
mexer.
- E qual foi a última vez que você
mexeu?
- Ontem de manha, antes de ir para a
sua casa – ele me olhou surpreso, depois olhou por alguns segundos para um lado
e para outro, para cima e para baixo.
- Ta, e o que vamos fazer agora?
- Não sei... – eu olhei para a minha
blusa de frio em cima da cadeira e tive uma ideia – na verdade sei sim, tão! –
peguei a blusa de frio preta que ele havia chegado e joguei em cima dele,
depois peguei a minha, a mesma que usei no jantar ontem, e desci as escadas
vestindo enquanto ele me seguia.
- Aonde você vai me levar?
- Vem comigo, logo você vai descobrir
– terminei de descer as escadas e pulei o último degrau.
- Aonde vocês vão? – minha mãe gritou
da cozinha.
- No parque mãe – gritei de volta.
- No parque? – minha mãe perguntou.
- No parque? – eu em, o Justin deu para
remendar a minha mãe agora?
- É mãe, é Justin, no parque – eu já
estava segurando a maçaneta da porta, já havia ate girado a mesma.
- Então ta, mas não esquece do jantar.
- Ok mãe! – puxei a porta e saí,
deixando ela para o Justin fechar.
- O que vamos fazer no parque?
- Você vai ver quando chegarmos lá.
Ele deu de ombros e continuou me seguindo.
Conversamos o caminho todo, falei que justamente hoje que eu estava sem all
star ele resolveu usar – all star cano longo preto, jaqueta de frio preta,
calça preta e blusa branca – o dele. Conversamos e rimos até que chegamos ao
parque, eu fui andando e sentei num banco de concreto que havia ali e fiquei
olhando para o nada, fazendo cara de paisagem, ele me olhou sem entender, mas
acabou fazendo o mesmo.
- Sabe, quando eu era pequena, meu pai
e eu vínhamos aqui direto. Ele brincava comigo, ás vezes, até a noite cair, até
que foi promovido no trabalho e isso causou com que não pudesse vir mais aqui
comigo – ele me encarava – e agora ele trabalha que nem um louco, ganha mais do
que antes, mas não vive.
- Meu pai sempre foi tudo para mim, me
ajudava e me apoiava em absolutamente tudo – virei meu rosto para ele que
estava no momento olhando para o chão – mas ele e minha mãe viviam brigando e
ela vivia dizendo que ele não era uma boa influência para mim. Eles então
resolveram se separar, minha mãe alugou uma casa algumas quadras de onde ele
morava porque sabia da importância dele para mim – procurei seus olhos, mas
demorei para encontrá-los, quando enfim pude vê-los, expressavam tristeza e eu
acho que desapontamento. – Depois de algum tempo as brigas se tornaram mais
fortes e constantes, pior do que quando estavam juntos, então minha mãe
resolveu vir para cá – ele me olhou e sorriu, ainda com um olhar triste. Eu
sorri de volta.
- Vem! – me levantei, tirei minha mão
do bolso da blusa e peguei a sua mão.
Fui puxando ele pelo braço até
chegarmos num bosque, ali no parque mesmo, como era um lugar bem grande e
“ligado” a natureza, onde as pessoas traziam seus animais para passear e
brincar com os filhos, havia vários caminhos, como se fossem trilhas, no meio
de algumas regiões onde se concentravam varias árvores. Fomos caminhando, até
que saí da trilha e ele me seguiu, cheguei em uma arvore e puxei meio que uma
corda até que uma escada aparecesse, eu subi e ele veio atrás de mim, empurrei
uma “porta” de madeira e subi na casa da árvore.
- Meu pai, o da Halle e o da Karol,
construíram isso para a gente, vínhamos aqui direto e sempre que nossos pais
queriam fazer algo, vínhamos para cá e ficávamos brincando. Ás vezes só
deitávamos aqui, olhávamos para o céu e conversávamos, ou se não, observávamos
quem passava na trilha.
- Aqui é bem bonito.
- É... – concordei – Isso aqui é muito
especial para mim, talvez mais do que para as meninas, quando construímos isso,
foi uns dos últimos momentos que eu me divertia com o meu pai e me lembra
daqueles momentos que eu não precisava me preocupar com nada.
- Você sente bastante falta do seu pai
né?
- O pior que sim e olha que ele mora
na mesma casa que eu, não quero nem imaginar você que está tão distante dele.
- Pois é... – seu olhar entristeceu
novamente – Mas vir para Stratford, foi a melhor coisa que me aconteceu – seus
olhos brilhavam e seu sorriso era radiante.
- Bom... – eu deitei no “chão” da casa
da árvore – aqui me trás boas e más lembranças, na verdade, conforme nos três
fomos crescendo passamos a vir cada vez menos nesse lugar e quando aparecemos
aqui é mais para desabafar ou ficar sozinha, sem perigo de ninguém incomodar.
- Coisa que às vezes o nosso próprio
quarto não tem – ele deitou ao meu lado.
- Pois é...
Ficamos algum tempo olhando o céu,
brincando de ver formatos nas nuvens, que nem duas criancinhas. A casa na árvore
era bem coberta pelas folhas da própria árvore e das que estavam em volta, mas
tinha um espaço bem livre que dava para ver o céu direitinho. Ficamos deitados
ali por algum tempo, não sei quanto, estava tão bom, que eu nem quis perder
tempo olhando as horas até que ele levantou em um impulso, se virou sentado
para mim. O olhei sem entender absolutamente nada.
- Apesar de tudo, apesar de estar
longe do meu pai, vir para cá foi a melhor coisa que me aconteceu – ele se
virou para mim e me olhou nos olhos.
- Como assim? – me levantei, parei bem
na sua frente.
- Eu vivia com perguntas sem resposta
na minha cabeça, querendo saber como ia ser aqui, estava triste por ficar longe
dos meus amigos e do meu pai, mas resolvi vir com a minha mãe, pois eu sou tudo
o que ela tem e isso resolveria as brigas, pelo menos é isso que eu acho – onde
ele está querendo chegar? – Eu fiquei em dúvida se ia me enturmar, se ia ter
uma vida que nem a que eu tinha lá onde eu morava, mas fiquei feliz quando eu
te vi, quando nós fomos almoçar “juntos”, tenho que dizer, que você me deixou
bem confuso e ainda me deixa, mas não estou nem aí mais para isso.
- A onde você está querendo chegar
Justin?
- To querendo dizer, que as minhas
perguntas ainda não foram esclarecidas e cada dia que eu passo aqui, mais elas
vem. Minha vida até agora está sendo diferente do que eu tentava imaginar que
seria e tudo isso graças a você...
- Justin, dá para ser mais direto?
- Dá!
Sem que eu percebesse ele me beijou,
esse sim poderia ser considerado o nosso primeiro beijo, era quente, mas calmo,
era envolvente e viciante , tenho que dizer. No começo eu resisti, mas passou
alguns segundos e eu já tinha me entregado, era impossível resisti, os lábios
dele estavam nos meus e nada mais importava, agora não tinha nada e ninguém que
pudesse nos impedir.
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Demorei um pouco, eu sei, eu sei... tava esperando um retorno tanto aqui quanto no Nyah e acabei que consegui ótimos retornos! Tanto aqui quanto lá, é emocionante ver que todo mundo ta gostando, sério, nunca acreditei que a TSBM fosse tão apaixonante assim, mas agora, tanto tempo depois to começando a acreditar.
Thaís! Sua linds! Obrigada viu? Mostre! Leitoras Novas sempre são bem vindas e sempre serão! HAUSHASUHAUSAHSU' Obrigada mais uma vez, owntý *-*
Então é isso, como eu já disse comentem e sigam seus infelizes, eu sei que podem! Não me enrolem! .q HASUAHSUASHUASH
Até o próximo capitulo, porque esse daqui já acabou.
Maaaaaais! *-*
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